Capítulo 515 – A Aldeia dos Elfos, e a Espada Mágica Selada
Aquela floresta densamente coberta liberava atmosfera feito rejeitando invasor.
Provavelmente, nove entre dez pessoas devem sentir "floresta assustadora". Sentia algo tipo pressão, afastando pessoas.
Essa floresta é perigosa. Arriscada. Melhor contornar. Floresta que faria qualquer um pensar assim se estendia diante dos olhos do Kuon.
Pessoa comum, seguindo o coração, deve avançar pelo caminho contornando essa floresta. Mas o pequeno príncipe, sem se importar com isso, entra reto pra dentro da floresta.
Não é que o Kuon seja especialmente insensível. Ele também sentia a pressão intimidante, feito dizendo "sai daqui".
Sentia, mas simplesmente não tinha intenção de contornar.
— Claramente, é barreira anti-humano, hein. E, ainda por cima, razoavelmente poderosa. Quer dizer que não é floresta comum, é.
O Kuon avança determinado pela floresta, "zunzun", afastando com a espada roubada do goblin o galho e folha incômodos do arbusto baixo.
Floresta bem estranha, pensa o Kuon. Desde há pouco, sente de vez em quando presença estranha, "chirachira". Atmosfera ou ar tipo assustador.
Sem perceber, dentro da floresta escura, começa a pairar neblina, e a visão diante dele fica ruim.
Diante da situação de dificultar julgar até coisa a poucos metros de distância, o Kuon pensa dentro de si, "estranho, isso".
Neblina tem muita umidade no ar, facilitando surgir quando a temperatura cai. Por isso, costuma ser fácil de ocorrer quando a temperatura cai depois da chuva.
Mas essa floresta não parece tão fria assim, e sente que a umidade também não tava alta. Além disso, sentiu de repente fluxo de mana.
O Kuon julga, com certeza absoluta, que essa neblina é obra artificial. No estágio em que existia barreira anti-humano, já achava que tinha intenção de alguém.
Provavelmente, isso deve ser neblina gerada por magia. Será que a intenção é fazer o Kuon se perder na floresta, ou…
『Para aí』
Diante da voz de repente ressoando na floresta, o Kuon para o pé, "pitari".
Era voz tipo idoso rouco. Parece que alguém tá vigiando pra cá. Aparentemente, essa neblina era pra esconder a figura do outro lado.
『Criança. Volta desse lugar. Senão, calamidade terrível vai cair sobre você. Agora mesmo…』
— Ah, isso não precisa. Do meu lado, só quero atravessar essa floresta, mas precisa de alguma condição? Se for pouco, dá pra pagar dinheiro também.
『Eh?』
A voz rouca mostra cor de abalo. Achando que criança recuaria com um pouco de ameaça, essa reação foi imprevista.
『D, dinheiro não precisa. Sai logo dessa floresta. Quer ser devorado por monstro?』
— Mesmo dizendo isso. Eu quero atravessar essa floresta e ir pro outro lado. Desculpa, mas não tenho intenção de voltar, viu?
『Não pode! Volta!』
— Por isso, não vou voltar.
『Ah, ei!』
Diante do Kuon começando de novo a avançar, "zunzun", a voz rouca começa a ficar apressada. Ao mesmo tempo, chega aos ouvidos do Kuon som de folha balançando vindo de cima da árvore, algumas vezes. Aparentemente, quem tá falando deve estar vigiando de cima da árvore.
『…Ei, o que faz agora!? Francamente, sem intenção nenhuma de voltar!』
『…Ku, não tem jeito. Vamos assustar um pouco mais』
— Ora?
Em vez da voz rouca de antes, chega levemente voz normal de homem e mulher. Aparentemente, disfarçavam a voz. Julgando pela voz, pareciam homem e mulher jovens.
Analisando isso, o Kuon avança ainda mais pela neblina.
Diante dele, grande sombra bloqueia o caminho.
Atravessando a neblina densa, aparece pequeno gigante de cabeça pequena, de uns quatro metros, corpo todo feito de madeira. A cada passo, casca de árvore descasca, "bakibaki", de todas as articulações.
É Uddogōremu. Ainda jovem. Se fosse Uddogōremu original crescido, deveria chegar a seis, sete metros.
Mesmo assim, comparado ao Kuon de seis anos, é absurdamente grande.
『Goooon…!』
O Kuon observa em silêncio, erguendo o olhar, o Uddogōremu rugindo diante dele. Os donos da voz rouca, julgando que ele deve estar intimidado demais pra se mover, ficam satisfeitos.
『Se não quer ser esmagado, sai daqui! Agora,』
"Baki!", junto com som de algo quebrando, o pescoço do Uddogōremu é esmagado, e a cabeça pequena, desproporcional ao corpo grande, cai, "goron", no chão.
Ao mesmo tempo, "oooon…n…", o Uddogōremu cai pra trás, e, com o impacto de bater no chão, o corpo todo se despedaça.
『『Eh!?』』
— Ah, quer dizer que golem não é considerado ser vivo, hein.
O olho do Kuon, murmurando isso, emitia luz dourada tingida de vermelho.
[Olho Mágico do Esmagamento]. Um dos Sete Olhos Mágicos do Kuon. Como o nome diz, olho mágico capaz de esmagar matéria só de encarar.
Não funciona em ser vivo, incapaz de esmagar coisa dura demais, alcance de efeito estreito, tem fraquezas no uso, mas é olho mágico bem prático.
O Uddogōremu tem núcleo na garganta. Esse olho mágico não funciona em ser vivo, mas funciona em esqueleto e zumbi, então tentou, sem esperança, esmagar o núcleo do pescoço. Aparentemente, deu certo.
『Espe, o que tá acontecendo!?』
『Não é normal! Não é criança comum, essa!』
Diante da voz já sem nem tentar esconder mais, o Kuon mostra sorriso contraído.
Não normal, hein. Essa palavra, o Kuon foi exposto desde que nasceu. Não só ele. As irmãs e a irmã caçula também.
Já tá acostumado a ser visto assim. Machuca um pouco, mas, mesmo assim, não faz esse tipo de coisa de esconder deliberadamente esse poder. Incluindo esse poder, é ele mesmo. Poder precioso recebido do pai e da mãe.
Passando por cima do Uddogōremu caído, o Kuon avança mais fundo na floresta.
『Ah, aaaa! Espera um pouco!』
『Ku, chegou a esse ponto!』
Junto com som de folha balançando, "gasagasa!", duas pessoas, homem e mulher, saltam diante do Kuon.
Cabelo loiro, olho verde, ambos vestidos com roupa de tom verde, provavelmente pra não serem encontrados dentro da floresta, e a orelha comprida.
— Elfos, é.
— Não pode avançar mais que isso! Volta obediente!
O elfo homem, colocando flecha no arco carregado nas costas, mira e declara isso ao Kuon.
A elfa mulher também direciona igualmente a ponta do cajado mágico pro Kuon.
— Como disse antes, eu só quero atravessar essa floresta. Não teria como me deixar passar de algum jeito?
— Não pode! Já avisei!
O elfo homem dispara a flecha. Em seguida, do cajado da elfa mulher, dispara bola de água tamanho cabeça de pessoa.
O Kuon corta facilmente com a espada na mão a flecha voando. Em seguida, direciona o olhar pra bola de água voando. O olho do Kuon muda pra cor dourada tingida de azul.
No instante seguinte, a bola de água desaparece imediatamente, feito dissolvendo no ar. Os dois elfos arregalam os olhos surpresos.
— O quê!?
— Eh!?
— Infelizmente, magia não funciona em mim, sabe.
Precisamente, não é que magia não funciona. É só capaz de anular. [Olho Mágico da Dissipação de Névoa], capaz de fazer desaparecer qualquer efeito mágico.
Isso também tem fraqueza: precisa capturar na visão tudo que aplica o efeito mágico. Por isso, coisa espalhada em área ampla igual essa neblina é difícil.
Igual [Olho Mágico do Esmagamento], esse olho mágico também tem alcance de efeito estreito. Mesmo assim, nessa distância, dá pra manter ativado o tempo todo.
— A, ah, isso!?
Tentando disparar magia de novo, a elfa mulher, mas, toda vez que se forma bola de água na ponta do cajado, desaparece imediatamente.
— Q, quem você é, afinal…!
— Meu nome é Mochizuki Kuon. Já posso passar?
— Os dois, parem por aí.
Quando o Kuon se apresenta sorrindo, "nikoyaka", outra voz interrompe.
Do fundo da floresta, aparecem novos três elfos. Um deles, vestindo túnica cor verde claro, claramente com atmosfera diferente dos outros elfos.
— Ancião!
Dizem "ancião", mas, na aparência, não tem diferença grande dos outros elfos. Jovial, de qualquer ângulo, parece uns vinte e poucos anos. O elfo homem chamado ancião, com cabelo loiro comprido, avança até diante do Kuon.
— Criança humana. Desculpa o incômodo. Como desculpa, não seria muito, mas convido você pra nossa aldeia élfica. Descansa o cansaço, por favor.
— Aldeia élfica, é? Palavra agradecida, mas tô com pressa, então…
— Logo, logo, o sol vai se pôr. Mesmo tentando atravessar essa floresta sem se perder, seria meia-noite. Melhor não continuar andando a noite toda.
Dita isso, erguendo o olhar pra cima, de fato, através da abertura da floresta, o céu começava a escurecer. Virar meia-noite e acabar acampando na noite seria um pouco de evitar. E ainda, o Kuon tá sozinho. Talvez precise dormir em cima de árvore pra se proteger de fera selvagem.
(A comida também tá escassa, então melhor aceitar o convite tranquilamente aqui, talvez? Mas, antes disso…)
Por um instante, o olho do Kuon carrega brilho branco-dourado. [Olho Mágico do Discernimento]. Olho mágico capaz de perceber a essência das pessoas, que a mãe biológica Yumina também possui.
Os elfos têm cautela, mas parecem não ter má intenção. Mas dá pra ver leve tom de medo. Será isso em relação a ele, ou será relacionado a outra coisa…
— Então, aceito a gentileza. Meu nome é Mochizuki Kuon. Vou incomodar por uma noite.
— Umu. Eu sou o líder da aldeia élfica, chamado Worufuramu. Não consigo dar hospitalidade grande, mas cuido pelo menos da pousada e refeição. Korureto, guia, por favor.
— Eu!? A, sim… …Certo, então, por aqui.
A elfa mulher, que até agora confrontava o Kuon, ergue voz de surpresa, mas, diante do olhar afiado do líder, perde o ímpeto.
Assim que a Korureto some no fundo da floresta levando o Kuon, o elfo homem restante levanta pequena contestação pro líder.
— Que intenção é essa, líder! Deixar entrar na aldeia criança tão suspeita assim!
— Não sei quem é, mas, mesmo sendo criança, tem braço firme. E ainda, aquele poder… talvez possa nos ajudar.
O líder observava escondido a luta entre o Kuon, o Uddogōremu, e os dois elfos.
Provavelmente, aquele poder é poder de [Olho Mágico]. Com esse poder, talvez, quem sabe…
O líder, com sentimento de se agarrar à esperança talvez enviada por algum deus, começa a voltar pra vila.
A aldeia élfica existia sem desmatar a floresta.
Cercando a grande árvore no centro do vilarejo, casas construídas em cima das árvores, e, ligando elas, ponte suspensa se estende criando caminho livre de árvore em árvore. A aldeia élfica era vila sobre árvores.
No meio da penumbra, algumas luzes acesas. Achando que fosse lampião, o Kuon fica surpreso ao ver que era vaga-lume preso dentro de vidro.
Não é vaga-lume comum. É vaga-lume de luz mágica. Vaga-lume capaz de converter mana interno em magia, emitindo luz muitas vezes mais forte que vaga-lume comum.
Deve ser mais fácil de entender chamar de vaga-lume que dispara magia de luz [Light].
Sendo vila sobre árvores, o Kuon pensa que talvez usar chama tipo tocha ou lampião fosse perigoso.
A casa guiada parece ser da família do líder, e a Korureto diz ser filha do líder. De qualquer ângulo, os dois parecem irmãos.
Espécie de vida longa, ao terminar o crescimento, praticamente não muda mais de aparência. Entre as mães do Kuon, a Rin e a Sakura são assim.
Mesmo assim, todas as mães dele viraram súditas divinas, então não envelhecem mesmo, no entanto.
Guiado pro quarto, logo em seguida é chamado pra refeição. Indo até o refeitório, o líder Worufuramu, a filha Korureto, e a esposa do Worufuramu, chamada Urusura, os recebem.
— Desculpa não conseguir dar hospitalidade grande.
— Não, ao contrário, desculpa pela intromissão repentina. Aceito com gratidão.
Sentando na cadeira do refeitório, o Kuon observa a comida alinhada na mesa. Pão, salada de feijão e folha, ensopado de vegetal, sopa cheia de ingredientes, fruta e castanha, e pedaço de carne assada.
Elfo costuma ser imaginado como vegetariano, mas come carne normalmente também. A carne alinhada na mesa era só temperada com sal, algum tipo de ave, mas o Kuon não achou desagradável esse sabor simples.
Recebendo refeição mais luxuosa do que esperava, o Kuon fica satisfeito, e o líder Worufuramu puxa conversa.
— Então, pra onde o senhor Kuon se dirige, afinal?
— Brunhild. Pra encontrar a família. Primeiro, mirava a capital imperial, mas, no caminho, fui jogado da carruagem. Por isso, ia atravessar essa floresta.
— Capital imperial, hein. De fato, atravessar essa floresta é mais rápido que contornar… mas essa floresta tinha barreira anti-humano estendida, sabe.
— Ah, parece que sim mesmo.
Diante da resposta leve que veio, o Worufuramu abaixa os ombros. Barreira poderosa transmitida da civilização mágica antiga… vendo essa figura, a filha e a esposa também mostram expressão indescritível.
— O senhor Kuon parece ter treino considerável pra ser humano.
— Haa, bom… porque os parentes eram todos gente absurda demais…
Especificamente, deus da espada, deus da caça, deus marcial. Além disso, as mães e as irmãs também eram absurdas.
Diante do Kuon com olhar levemente distante, hesitante se deveria abrir o assunto ou não, o Worufuramu, mas, decidido, começa a falar o objetivo.
— Ao senhor Kuon, tenho um pedido pra fazer com toda formalidade.
— …O que seria?
Já vagamente pressentindo isso pela atitude dos três, o Kuon crava o garfo no ensopado de vegetal sem se abalar.
— Essa floresta antigamente era chamada "Floresta da Proteção". Nós somos a linhagem de guardiões dela.
— Proteção, é. Deduzindo, tá protegendo, ou selando algo?
— Perceptivo. Isso mesmo, nessa floresta, tá selada criatura mágica assustadora criada na era do Reino Mágico Antigo. Descontrolada, dizem ter destruído completamente essa região toda, monstro lendário.
Criatura mágica. Ser vivo mágico criado pela mão humana e magia.
A história disso remonta à antiguidade, e, seguindo essa linha, até slime é dita criatura mágica criada pela mão de alguém.
Golem, gárgula, quimera, e por aí vai, mímica, homúnculo também podem ser chamados criatura mágica.
Essa criatura mágica tá selada nessa floresta?
— O selo já tá surrado, prestes a quebrar a qualquer momento. Já começou a vazar miasma…
— Ah, é por isso. Sentindo levemente atmosfera maligna pairando na floresta inteira.
O Kuon murmura consigo mesmo, achando que era miasma emitido por essa criatura mágica pairando na floresta.
— Então, essa criatura mágica, o que é, afinal?
— Se não se importar, vou guiar. Melhor ver com os próprios olhos.
Dá pra ver, fica levemente surpreso o Kuon. Achava que esse tipo de coisa era selado bem no fundo da terra ou em espaço dimensional.
Terminando a refeição, o Kuon, junto com o líder élfico Worufuramu e a filha Korureto, três, saem de casa.
Iluminado pela lâmpada de vaga-lume de luz mágica na mão do Worufuramu, o caminho noturno é iluminado vagamente.
O local desse selo é bem pertinho, a grande árvore no centro da vila. Depois de andar poucos minutos, chegam até o local selado.
— Essa grande árvore selada tem contido esse aí até agora. Mas já tá chegando perto do limite.
— Isso é…
O que o Kuon vê era uma espada, presa e absorvida dentro da raiz da grande árvore.
A lâmina reluz prateada, e na parte da guarda decorada em dourado, tá presa joia vermelha brilhando de forma sinistra.
Sem dúvida, é espada. Mas espada ser criatura mágica?
Enquanto o Kuon inclina a cabeça, chega aos ouvidos dele pequena voz de rancor.
『Matar, mata, matar, mata, matar, mata, matar, mata, matar, mata, matar, mata… me deixa matar, me deixa matar, me deixa mataaaaaar…』
— Uwa, que medo.
O Kuon franze o rosto, recuando um passo. A voz de rancor vinha sem dúvida da espada. Essa espada tá viva? Isso é, o Kuon arregala os olhos surpreso.
— Interingensu Sōdo. Isso é espada amaldiçoada com vontade maligna. Criatura mágica criada há cinco mil anos, na civilização mágica antiga. Selada pelo poder da grande árvore, mas, eventualmente, vai ser liberada, trazendo calamidade pra este mundo…
— Não, isso já tá quase se soltando, viu.
Fazendo som, "katakata", a espada se move, e a raiz emaranhada da grande árvore vai se partindo, "pakipaki". O som, "katakata", eventualmente vira "gatagata", e, aos poucos, a prisão da grande árvore vai se soltando, começando a espalhar fragmento de madeira.
— B, besteira, cedo demais!
『Me deixa mataaaar!』
"Bagan!", quebrando a prisão da grande árvore, a espada mágica salta pra fora. A ponta da espada mágica flutuando no ar, "yurari", vira em direção ao Kuon.
『Corta e mataaaa!』
Feito flecha disparada, em velocidade absurda, a espada mágica voa em direção ao Kuon. Nem o líder nem a Korureto conseguem se mover, e, no momento em que pensam que o Kuon seria perfurado pela espada mágica, de repente perdendo velocidade, a espada mágica cai no chão, ecoando som vazio, "garan".
『U, ugoke nu…! N, naze da…!?』
— Deve estar usando magia pra se mover sozinha… bom, se for isso, dá pra anular, viu.
O olho direito do Kuon emite luz dourada tingida de azul. [Olho Mágico da Dissipação de Névoa]. A espada mágica, tendo a magia de voo desativada, é como fica sem meio de resistência, caindo no chão.
— Certo. Você parece ser espada bem violenta, mas… o que faço com você, hein?
『Você…! Vou te cortar em pedaços…!』
— Ora. Bem rebelde, hein. Aliás, essa joia. É seu "núcleo", né? Se destruir isso, será que sua vontade se mantém? Vamos testar?
Dessa vez, o olho esquerdo do Kuon emite luz vermelho-dourada. [Olho Mágico do Esmagamento]. O Kuon consegue disparar os Sete Olhos Mágicos de qualquer lado, esquerdo ou direito, e consegue até ativar dois olhos mágicos simultaneamente assim.
Exposta ao olho mágico do Kuon, a joia vermelha da espada mágica range, "gishiri".
『Espe, espe! Para! Só isso não!』
— "Espera"? "Para"? Falando de cima pra baixo, hein…
De novo, "gishiri", a joia range.
『Gyaaa!? Espe, espera, por favor! Peço, peço mesmo, por favooor!』
A espada mágica, apressada a ponto de arquear a lâmina pra trás, grita. Pra criatura mágica, o núcleo é a fonte da vida. Igual o Uddogōremu de antes, se destruído, perde a própria vida.
Normalmente, "núcleo" de item mágico precioso desse tipo costuma ter certo grau de barreira de proteção estendida. Essa espada mágica também tem função de auto-reparo e barreira de proteção, mas nenhuma delas funciona. É porque o olho mágico do Kuon desativa essas funções.
O líder élfico e a Korureto observam pasmos, "pokan", a troca entre a espada mágica e o Kuon.
Não pode ser que a lendária espada mágica selada fosse derrotada tão facilmente assim. Estavam apavorados imaginando que, se chegasse a esse ponto, toda a aldeia élfica unida precisaria arriscar a própria vida pra selar de novo.
— Umm, senhor Kuon…?
— Ah, desculpa. Vou domar um pouco mais… não, vou disciplinar um pouco, então aguarda um pouco, por favor.
— Aa, sei…
Depois disso, só se repete alternadamente a ameaça do Kuon e o grito da espada mágica. A espada mágica, aproveitando descuido do Kuon, tenta fugir voando, mas é derrubada imediatamente pelo olho mágico dele. E de novo, a joia range, "gishiri".
『Jovenzinho! Perdão, por favor! Já não vou mais te desafiar!』
— Já falando bem fluente, hein. Falta pouco mais, é?
"Gishiri". "Paki!"
『Nigya──!? J, já chega, já chega mesmo, viu!? Vou quebrar! Vou quebrar mesmooooo!』
O grito desesperado da espada mágica ecoa pela aldeia élfica. Sem perceber, a joia que era vermelha já tava completamente azul, feito o rosto da própria espada mágica. Já não tinha nem sombra de vontade de desafiar o Kuon.