Capítulo 517 – Os Técnicos, e o Momento a Sós de Pai e Filha
— Se for golem pra uso subaquático, o "Maestro" era bom nisso, sabe. Mas aquele cara odeia humano, é excêntrico, então se afastou da vila. Onde será que tá agora, hein.
O convidado "Professor" acaricia a barba branca no queixo, soltando voz de dificuldade.
Aqui não é a "Babylon", é a oficina exclusiva do Doutor na superfície, no canto mais afastado do castelo. Por que fica no canto mais afastado? Porque existe possibilidade de explodir, oras.
— Fazer Frame Gear conseguir lutar debaixo d'água não é difícil não. Mas, comparado com um construído especificamente pra debaixo d'água, inevitavelmente fica inferior em performance. E a "Arca" provavelmente deve ser desse último tipo. Acho que vai ficar tipo solução improvisada.
O Doutor coloca em cima da mesa, "ton", modelo de plástico de Frame Gear equipado com mochila com hélice, pod de torpedo múltiplo, e âncora manual.
Uuun, equipamento tipo "de algum jeito fiz funcionar debaixo d'água", digamos. Não, é exatamente isso mesmo, mas.
— Se for isso, quer dizer que precisa construir do zero, hein… quanto tempo vai levar?
— Sendo máquina exclusiva sem design básico prévio, deve levar tempo razoável. Mas, se for construir, talvez seja melhor Ōbāgia do que Frame Gear.
Ōbāgia? Tipo Frame Gear de forma de fera usando como núcleo a "Coroa" dos golem, tipo o Nowāru e o pessoal? Por que isso, afinal?
— Coisa óbvia, mas formato humanoide não é adequado pra nadar. Se for isso, formato imitando criatura marinha é mais conveniente em vários aspectos.
A técnica Eruka responde minha dúvida. De fato, pensando bem, faz sentido mesmo. Falando de forma extrema, massa de formato hidrodinâmico deve se mover mais rápido dentro d'água do que algo em formato humano.
— E, também dá pra colocar Frame Gear em cima também. Doutor, se for construir, formato de peixe mesmo?
Curiosa demais pra se conter, a Kūn, que escutava a conversa com atenção, se intromete. Diante disso, o Doutor cruza os braços, inclinando a cabeça.
— Uuun, seria clichê demais, hein. Formato tartaruga igual ao Sango também pode ser interessante. Parece fácil de montar Frame Gear em cima.
— Que tá falando, oras. Aqui deveria ser formato tubarão mesmo. Enfatizando ferocidade e frieza, digamos,…
— Tubarão dá imagem ruim, hein. Se for isso, formato golfinho é mais fofo, com melhor aparência. Definitivamente, formato golfinho!
Discutindo isso e aquilo, os quatro trocam opinião sobre o conceito do novo modelo. Chegando a esse ponto, só resta eu ser espectador. Não consigo acompanhar mesmo.
— Ah, sendo bom construir, qual "Coroa" vira o núcleo, afinal?
O Nowāru tem "Reonowāru" tipo leão, o Rūju tem "Tigarūju" tipo tigre, o Burau tem "Diaburau" tipo cervo. Vai deixar pra outra pessoa mais uma unidade?
Diante da minha pergunta, a técnica Eruka responde displicente,
— Tem a Arubusu "Branca" da Yumina-chan, oras.
— Arubusu e Yumina não são contrato de mestre provisório? Consegue mover Ōbāgia?
A compensação da habilidade de Coroa da Arubusu, [Reset], é a memória do contratante. Por isso, não fiz a Yumina fazer contrato definitivo com a Arubusu. Não posso deixar fazer coisa tão perigosa assim.
— Mesmo mestre provisório, pra mover não tem problema, sabe. Não é que vai usar a habilidade de Coroa, e, se não tiver mestre definitivo, também não corre risco de ter o controle roubado.
Então é isso, hein. Se for isso, deixa a Yumina com o Ōbāgia subaquático. Não sei que tipo vai ficar, no entanto.
— Separado disso, também vou pensar em Frame Gear pra uso subaquático. Se for formato sereia, talvez a parte superior consiga usar a mesma construção de sempre. Não dá pra reaproveitar a máquina exclusiva, então vai virar modelo de produção em massa.
Frame Gear formato sereia… e produção em massa também, hein. Tem acidente de naufrágio também, o desenvolvimento não vai ser desperdiçado.
— O Reginreivu do Touya-kun e as máquinas exclusivas da Yumina-kun e o pessoal também, melhor reformar pra conseguirem se mover decentemente debaixo d'água. Vocês também irem de modelo de produção em massa seria ineficiente, afinal. Bom, isso pode ficar pra depois, mas… sendo assim, Touya-kun, aqui, vou pedir um orçamento de desenvolvimento firme, tá?
"Heihei", o Doutor esfrega as mãos, mostrando sorriso travesso, "niyaniya".
Nu. Sei que é necessário, mas esse pessoal usa dinheiro feito água mesmo, hein.
Enquanto mostro cara de dificuldade, a Kūn puxa levemente a barra da minha roupa.
— Papai, não pode…?
A Kūn, quase com lágrima nos olhos, ergue o olhar. Nu, gu!? N, não caia nessa! Isso é armadilha de Kōmei! Vem, os três loucos de desenvolvimento sorrindo, "niyanya", atrás da Kūn!
— Tenta segurar despesa desnecessária o máximo possível, tá…?
— Obrigada, papai!
Abraço a Kūn que pula em mim. O Doutor Babylon, a técnica Eruka, e o Professor, três, sorriem satisfeitos, erguendo o polegar firme.
Droga, aproveitando da minha filha, francamente.
— Se decidiu isso, vamos definir logo o conceito. Do lado do Ōbāgia, eu faço, mas quem cuida da parte de produção em massa?
— Sim! Deixa eu fazer algo também, por favor!
Num piscar de olhos, a Kūn se afasta de mim, correndo até os três. Como direi, papai fica sozinho…
Por ora, preciso reunir dinheiro, hein. Até agora, tava passando o serviço rank ouro pro Ende, mas melhor pegar um pouco pra mim também. O Ende tá recém-casado, acho que tá tudo bem descansar um pouco. É história de fazer serviço pra família.
Bom, eu também não posso dizer que consigo fazer isso direito, no entanto…
— Senhor, se for até a Guilda de Aventureiros, nós também queremos ir junto, por favor.
No dia seguinte, chamam atenção a Yae e a Hiruda enquanto eu ia até a Guilda de Aventureiros pra ganhar dinheiro.
Parece que, faltando um pouco mais, essas duas também vão alcançar rank ouro. Quarta, quinta pessoa do mundo, hein. Do jeito que tá, mais da metade dos aventureiros rank ouro vai virar minha família mesmo…
Especialmente a Hiruda, tendo avô aventureiro rank ouro, parece estar com disposição, "kiai".
Também acho que uma das razões é o fato das duas filhas dela, Yakumo e Furei, serem rank ouro no futuro.
Como pai, deve ter algo próprio no sentimento. Acho que existe também certo orgulho.
Pedido rank prata quase não vem até Brunhild. Mas, nas Guildas de Aventureiros do mundo inteiro, tem montanha de pedido rank ouro e prata. Basicamente, é questão de local.
Eu e o Ende, tendo magia de teletransporte, conseguimos resolver quantidade grande, então subimos de rank rápido. Provavelmente, o rank alto das crianças também deve ser por causa da magia de teletransporte da Yakumo e da Yoshino.
Aventureiro rank prata comum precisa viajar por vários dias até o local, resolver o pedido lá, e voltar. Faz sentido levar tempo pra subir de rank mesmo.
Se o trem mágico se desenvolver mais, esse tipo de esforço deve diminuir, penso.
A Yae e a Hiruda também devem estar pensando em pedir pra mim teletransportar quando tiver algum pedido. Sendo pedido de esposa, claro que aceito, mas não dava pra pedir pra Yakumo ou algo assim?
— Iyaa, sinceramente, sentiria constrangimento em subir de rank tomando emprestado a mão da filha, sabe.
A Yae responde sorrindo contraído. Deve ser orgulho de pai mesmo, hein. Eu também entendo o sentimento.
— Ah, é mesmo, a Eruze? Se não me engano, a Eruze também tava mirando rank ouro, né?
O irmão mais velho na arte marcial da Eruze é o Ende, sendo rank ouro, deveria estar animada também.
Diante da minha dúvida, a Hiruda responde.
— Hoje a Eruze-san foi fazer compra com a Eruna. Parece que vão ver roupa na loja do Zanakku-san. Parece completamente absorvida em enfeitar a filha.
De novo, é respondido com sorriso contraído. Aa, entendi.
Acho que minhas filhas recebem amor profundo cada uma da mãe, mas quem mima mais visivelmente são a Eruze e a Rinze.
A Yakumo, a Furei, a Kūn, três, são grupo mais velho, com certo ar adulto. Bom, mesmo assim, ainda são crianças, mas parecem já ter passado da idade de grudar demais nos pais.
A Yoshino e a Sakura também não interferem tanto uma na outra, e a Āshia e a Rū, ao contrário, competem entre si.
A Eruna e a Rinne são grupo mais novo entre as crianças que chegaram até agora, então sinto que são mais mimadas que as outras crianças.
Especialmente a Eruze é grudada, "bettari", com a Eruna. Sendo a Eruna não muito boa com combate, não faz treino de luta com a Eruze, mas, fora isso, costuma ficar bastante junto com a Eruze.
A Eruze também parece que não consegue segurar o quanto ama a filha, vestindo isso e aquilo fofo nela, saindo junto com frequência.
— Nunca imaginei que a Eruze fosse virar a mais boba pelos filhos, hein. De fato, a Eruna é a mais fofa de todas.
— Tem "pai bobo número dois" aqui, sabe.
— A Furei também é fofa, viu?
Claro que a Furei também é fofa. A Yakumo também, todos os outros são boas crianças, e sou feliz.
— Sendo pai tão bobo assim, deve ser difícil na hora de dar em casamento, hein…
— Guhu!
A fala da Yae crava fundo. Justamente pensando em não pensar nisso.
Bom, algum dia deve acontecer mesmo, mas… não, será que tem jeito de não dar em casamento, mesmo assim…? Homem se aproximando, cortar um atrás do outro…
— Vem, não fica pensando besteira assim, vamos.
— O futuro se torna preocupante, hein.
— Gunuu…
Puxado pela Hiruda e pela Yae, nos dirigimos até a Guilda de Aventureiros.
— Os pedidos rank prata são esse e esse. Por enquanto, ainda ninguém aceitou. O que fazem?
Na sala de recepção da Guilda de Aventureiros, a mestre Rerisha entrega pra Hiruda e Yae papel escrito com dois pedidos.
— Fumu. Extermínio de dragão trovão no Reino de Parūfu, é.
— Aqui é extermínio de Furosuto Jaiantsu no Reino de Erufurau, né.
Dragão trovão e Furosuto Jaiantsu, hein. Aventureiro rank prata normal, quem sabe conseguiria vencer, mas, sendo essas duas, não deve dar problema pra derrotar.
Mesmo assim, negligência é proibida. Espero que tomem bastante cuidado.
— Tá tudo bem, sabe. Não à toa que fui treinada todo dia pela irmã Moroha.
Não sei bem por que, mas essa fala transmite absurda sensação de segurança e uma pontinha de pena ao mesmo tempo.
Mesmo assim, provisoriamente, pra qualquer eventualidade, decido colocar a Ruri com a Yae, e o Kōgyoku com a Hiruda.
Sendo a Ruri, consegue conversar com dragão, então talvez consiga resolver conversando, e, do lado do Kōgyoku, deve conseguir proteger do frio em país de neve.
Abrindo [Gate], envio cada uma pro local. Se terminar, se me avisarem por telefone ou telepatia de beast invocado, vou buscar.
Depois de enviar as duas pra fora da sala com [Gate], dessa vez é minha vez, viro-me pra Rerisha-san.
— Então, sobre o pedido pra Vossa Majestade.
— Sim, sim.
— Isso, por enquanto, não tem nada específico assim.
— Eh?
Não tem pedido? Não tem pedido rank ouro? Eh, em escala mundial?
— O senhor Ende, dizendo que queria descansar um tempo, resolveu tudo que tava acumulado, então…
— Uuu…!
Não, entendo, viu? Isso é rancor injusto. O Ende só resolveu antes porque quer relaxar depois de casar, não tem nada de errado nele. Ao contrário, deveria ser louvável mesmo. Droga.
— Não tem algum pedido que possa render dinheiro, hein…?
— Vindo isso da boca de rei de um país, como cidadão, fico inquieto, sabe. Deixa eu ver… Em Rōdomea, tá sendo observado sinal de estouro em massa, mas…
A Rerisha-san abre a boca folheando maço de papel com cara séria. Estouro em massa, hein. Se deixar assim, vila e cidade ficam expostas a perigo. Assunto pra lidar o quanto antes.
Mas…
— Isso seria destinado pra extermínio de aventureiro de Rōdomea, né?
— Sim.
— Então, não dá…
Se eu for lá e resolver, o problema tá resolvido. Mas isso significa roubar trabalho dos aventureiros de Rōdomea. Isso é complicado. Diferença de rank à parte, eu e eles somos igualmente aventureiros, afinal.
No caso de estouro em massa, não dá pra ficar recolhendo material tranquilamente, então, geralmente, fera mágica derrotada fica largada. Depois, a Guilda de Aventureiros recolhe, revertendo pra recompensa dos aventureiros.
Claro, tem diferença entre aventureiro que se destacou e o que não fez nada. Entre os aventureiros, também tem fiscal da Guilda, então isso é confirmado direitinho.
— Mas, de novo, estouro em massa, é? Realmente tá ocorrendo com frequência mesmo, hein.
— É. Será que tá sendo perseguido por algo, ou tem outro motivo…
Estouro em massa tem vários motivos, mas o padrão mais comum é invasão de inimigo externo.
Padrão de fera mágica poderosa aparecer de algum lugar, expulsando fera mágica fraca do habitat, que começa a fugir em grupo, virando estouro em massa eventualmente.
Igual a tartaruga gigante de outro dia… Zaratan. Naquela vez, fera mágica assustada com o aparecimento da Zaratan se descontrolou, virando estouro em massa.
Naquela vez, a Zaratan dormindo enterrada na terra acordou, causando estouro em massa. E, agora, ocorre estouro em massa em vários lugares do mundo. Será coincidência?
A Zaratan é tímida apesar do corpo grande. Será que a Zaratan também sentiu algo que a fez precisar fugir?
Com a fusão dos mundos, acúmulo de mana-elemento aumentou, e, como resultado, probabilidade de aparecer fera gigante subiu.
Se essa fera gigante se mover ativamente, não seria estranho ocorrer estouro em massa, mas será que ocorre assim simultaneamente tanto assim?
— Se tiver vestígio de fera gigante ao redor do estouro em massa, por favor, avisem. Vou enviar Frame Gear.
— Sim. Nessa hora, conto com o senhor.
Faz sentido mesmo, difícil pros aventureiros sozinhos contra fera gigante. Precaução sobre precaução.
Bom, isso à parte, o meio de ganhar dinheiro sumiu. O que fazer, hein.
Efeito colateral de ter virado paz? Não, é coisa boa, viu!
Saio da Guilda de Aventureiros, vagando pela cidade. Certo, o que fazer, hein.
— Chegando a esse ponto, ou vendo algo, ou começando negócio, mas…
Uuun, área de vestuário já tem o Zanakku-san, da "Rei da Moda Zanakku", área de alimentação já tem a Mika-san, do "Lua de Prata", e a Aeru-san, do café "Parento", e área de miudeza, item mágico, veículo de éter, já tem o Oruba-san, do Grêmio Comercial Sutorando, afinal…
Já recebo parte do lucro do Zanakku-san e do Oruba-san também. Não tem sentido me intrometer nisso.
Já entreguei completamente o café-livraria "Tsukuyomi" também, hein…
Se possível, quero dinheiro rápido, mas, se for pra ganhar dinheiro continuamente a longo prazo, começar algo também poderia ser opção…
Mais que dinheiro, o problema é material pra tipo subaquático mesmo, né… ferro, mitrilo, orichalcum…
Será que devo ir procurar diretamente? Não, sinceramente, reunir tudo sozinho seria cansativo demais… material de minério, não existe lugar onde dá pra conseguir tudo de uma vez, hein. Mumu, se pelo menos tivéssemos mina também…
Ah.
— Existe, oras. País que se sustenta com mina.
País de Aço Gandirisu. País onde a maioria dos golem de fábrica construídos no continente ocidental usa material de Gandirisu, dizem.
Vou pedir pro rei de lá que encontrei antes, negociando pra ver se vende mais barato.
Se comprar em quantidade, talvez consiga desconto de alguma porcentagem.
— Certo, então, sendo assim, preciso perguntar pro Doutor e o pessoal o que precisa.
Uso [Gate] pra teletransportar até o laboratório do Doutor no castelo.
— Vocês… desde ontem, tão continuando sem dormir?
— Nn? Isso mesmo, e?
Tipo "teria algum problema?", o Doutor inclina a cabeça.
Esse aí, ainda vá lá. Não sendo corpo de carne, afinal.
Mas a técnica Eruka e o idoso "Professor" também amanhecerem, isso não é bom. Faz mal pra beleza e saúde, viu.
Direciono olhar afiado também pra minha filha ao lado desses dois.
— A, eu dormi sim! A mamãe veio e me levou à força pro quarto!
Como esperado, a Rin. Lendo a ação da filha. Em troca, parece que veio pra cá bem cedo hoje.
Essa disposição, será que não dá jeito, hein… "fuu", solto suspiro.
— Vim perguntar o que precisa, já que vou comprar material em Gandirisu.
— Vai comprar em Gandirisu? Aa, isso é bom mesmo. O Touya-kun não deve saber diferenciar bom e ruim de material metálico mesmo. E se, por acaso, empurrarem algo estranho, seria ruim. Melhor ir junto.
Uguu. De fato, não sei diferenciar bom e ruim de metal mesmo… mas, mesmo assim, consigo usar [Analyze], então dá pra saber se tem impureza misturada, viu?
— Papai, não é que sem impureza já tá tudo certo, viu? Por exemplo, ferro, dependendo de quanto carbono contém, vira coisa com propriedade completamente diferente. Ferro de alta pureza tem plasticidade extremamente alta, mas isso…
— Aa, entendi, entendi. Vou levar, vou levar sim.
Por isso, para de usar palavra tipo feitiço assim. O que é "plasticidade", afinal.
— Garotinha, se achar algo especial, avisa, viu.
— Mesmo sendo um pouco caro, tanto faz. Pede pro Touya-kun com jeitinho. Provavelmente "vai cair".
Ei, vocês dois, loucos por golem! Não fica ensinando coisa desnecessária pra minha filha!
Isso é ruim. Indo pra Gandirisu pra comprar barato, se comprar algo ainda mais caro, seria completamente contraproducente. E ainda, ser incapaz de contestar, essa parte também, francamente, é história patética. Se pedirem com olhar cheio de lágrima, tenho confiança absoluta de que não conseguiria resistir.
Isso precisa de reforço, hein… e reforço poderoso.
Virando as costas pro grupo animado de desenvolvimento, envio secretamente email pelo smartphone.
— Por que a mamãe tá aqui!? Não era momento a sós de pai e filha!?
— Ara, que jeito cruel de falar. Eu também sou pai… digo, mãe, então, sem dúvida, também é momento a sós em família.
A Rin responde displicente à filha apressada. Observa com sorriso a filha mostrando cara tipo mordendo inseto amargo.
— Ku… queria que o papai comprasse dois, três golem, pelo menos…!
— Querido. Você tá sendo bastante subestimado, viu?
A Rin direciona olhar tipo atônita pra filha e pra mim. Não, bom… isso, de alguma forma, já sabia mesmo.
Realizar o pedido da filha é instinto de pai, né. Mesmo assim, dois, três golem parece demais, no entanto.
Certo, então, como diz a Kūn, vamos pra Gandirisu em momento a sós de pai e filha.