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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 518

A Mãe e a Filha das Fadas, e a Descoberta

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Capítulo 518 – A Mãe e a Filha das Fadas, e a Descoberta

Ligando pra Sua Majestade o Rei do País de Aço Gandirisu, pedindo se, pessoalmente, poderia vender material metálico, ele aceita de bom grado. Em troca, disse que queria pedir uma consulta. Rei do aço me pedindo consulta? O que será, hein…

— Bom, indo lá, deve entender.

— Já combinou?

— Aa. Disse que vai esperar no palácio real.

Respondendo isso à Rin, abro logo [Gate].

Feito esperando ansiosa, a Kūn é a primeira a saltar pra dentro do [Gate]. Não precisa se apressar tanto assim.

— Francamente… sem calma nenhuma. A quem será que puxou isso, hein?

— Opa, imagino que vá dizer que sou eu, mas a Rin também era assim quando procurava a "Biblioteca" de Babylon.

— Eu tava um pouco mais calma que isso.

Ei ei. Aos pés, a Pōra inclina a cabeça, "será mesmo?".

— Bom, é filha, então faz sentido parecer mesmo.

— É verdade.

Os dois riem se olhando. Então, do outro lado do [Gate], só a cabeça da Kūn aparece, "nyokitto", com olhar atônito.

— Ficarem se dando bem é ótimo, mas não vão logo? Deixar Sua Majestade o Rei de Gandirisu esperando seria falta de respeito, penso.

— A, ah, tá bom. Entendido.

— I, isso mesmo. Vamos.

Sentindo levemente constrangidos, atravessamos apressados o [Gate].

— Ah, papai, aquele Haimisuriru ali também vamos comprar.

— Tá, tá, esse aqui, né.

Conforme a Kūn diz, jogo dentro do [Storage] o bloco de Haimisuriru reluzente prateado.

Depois de cumprimentar Sua Majestade o Rei de Gandirisu, logo somos guiados até o grande armazém na cidade do castelo, que serve de depósito de material metálico e recurso.

Vários tipos de minério e liga metálica empilhados feito montanha por ali, e também produtos já refinados em material metálico expostos.

Quantidade absurda, hein… como esperado do país de aço mesmo.

O País de Aço Gandirisu é país montanhoso cercado por vários tipos de mina.

Graças ao recurso subterrâneo abundante e à tecnologia de refino avançada, quase todos os países do continente ocidental compram material metálico deste país.

Por isso, no passado, já recebeu invasão algumas vezes, mas repeliu graças ao terreno de proteção natural e golem robustos.

Sendo possível conseguir todo tipo de mineral, tem muitos anões morando ali, e a maioria dos produtos de armamento e proteção também é de primeira linha. Que bom não ter trazido a Furei junto…

— Queria que nossa terra também tivesse mina, hein.

— Não adianta desejar o que não tem.

Sou repreendido diretamente pela Rin. É verdade, mas.

Óbvio, mas eu não sei diferenciar a sutileza do minério só de olhar. Naturalmente, com [Search], só pega se for algo bem óbvio tipo fóssil ou pedra mágica.

Se for formato claro tipo golem de mitrilo ou golem de orichalcum, pega, mas.

O golem de orichalcum, quando construí o Orutorinde Ōbārōdo da Sū, caçamos demais mesmo, hein… com força de virar espécie em perigo de extinção.

Contando isso, levei bronca dos outros reis, faz sentido. Bom, é meio que roubar recurso precioso de outro país mesmo, afinal.

Já pro país que causei incômodo caçando demais, ensinei alguns locais de habitat de golem de mitrilo ou golem de diamante, então consegui perdão de algum jeito, mas.

— Mesmo assim, tá comprando bastante, hein. Pra fazer um Ōbāgia, precisa de tanto assim?

— Precisa! Detalhe não posso falar, mas!

— É mesmo, hein? Você não tá comprando descuidada a própria parte também, né?

— Mamãe, duvidar da própria filha, o que acha disso? Ah, isso também dá pra usar, né. Papai, esse também.

Esquivando o olhar de suspeita da Rin, a Kūn especifica material metálico um atrás do outro.

Não, sinceramente, é muito mesmo… até somando com o material que já tá na "Oficina", acho que já deve ser quantidade considerável.

Ōbāgia é maior que Frame Gear, então já esperava certo grau, mas… o, o dinheiro vai dar? Vim aqui pra comprar barato, e se o resultado for mais caro, é completamente contraproducente.

Carregando pontinha de ansiedade, caminho atrás da mãe e filha.

— Isso é bastante quantidade, hein… fico curioso pra que vão usar tanto assim, mas, bom, melhor não questionar.

O rei do aço fica surpreso vendo a lista dos itens que guardei no [Storage]. Eu também tô surpreso. Mais que o dobro da quantidade que imaginava. Realmente precisa de tanto assim mesmo? Quantas unidades pretende construir, afinal.

Não só o Ōbāgia, será que também pretende construir várias unidades de Frame Gear exclusivo pra debaixo d'água?

A Kūn só fica sorrindo, "nikoniko", sem contar nada. O Doutor também é assim, mas essa espécie de pessoal é secretista demais. Do meu lado, sou patrocinador, viu?

— Então, sobre o valor de pagamento…

— Q, quanto seria?

Diante da fala do rei do aço, engulo saliva. Ele risca rapidamente, "sarasara", no papel na mão, entregando pra mim o papel com o valor escrito.

Oro? Eh, mais barato que imaginava? Tá bem? Com esse valor?

— Umm, isso parece razoavelmente barato, viu…

— Umu. Na verdade, tem relação com a consulta que mencionei pelo telefone… se puder resolver isso pra mim, dá pra abater mais metade desse valor.

Opa, como imaginei, história boa demais tem pegadinha. O que quer que eu faça, afinal?

— Dá uma olhada nesse mapa, por favor.

Na mesa da sala de recepção, é estendido mapa dos arredores de Gandirisu. Isso deve ter sido feito a partir do mapa do smartphone que entreguei. No centro, tem a capital de Gandirisu.

— Aqui é Merukuriumu, cidade com a maior mina deste país. E, atravessando a cordilheira Gandora, tem a capital. Pra transportar material metálico até a capital, só resta ou atravessar de barco voador a cordilheira Gandora, ou contornar passando pela cidade ao sul.

Uuun, transportar material metálico de barco voador não é meio impossível? Coisa pesada assim, não deve dar pra carregar muito em barco voador. Fica incapaz de voar.

A rota sul contornando também, hein. Isso deve ter distância considerável, né? Ahaa. Já entendo vagamente o que o rei do aço quer dizer.

— O que é isso? Quer dizer, é pra cavar túnel aqui?

Bato, "tonton", com o dedo, na montanha erguida entre a capital e Merukuriumu. O rei do aço também mostra sorriso, "niyari", tipo "entendeu direitinho".

— Bom, resumindo, é isso mesmo. Antigamente, já tinha plano de cavar túnel aqui, mas tinha alguns lugares com terreno frágil. Mesmo tentando cavar à força, desmoronava, então era perigoso demais pra fazer. Mas, com a magia transmitida do continente oriental, achamos que, se for magia de terra, talvez dê certo.

Entendi. De fato, se for magia de terra, dá pra fortalecer enquanto cava lugar que parece desmoronar. Mesma técnica do método de escudo.

— Mas isso, tem distância considerável, hein…

Quando estendi trilho de trem mágico, cavei túnel na cordilheira que atravessa Belfast e Rīfurīsu, mas isso tem quase o dobro de comprimento daquele. Ou seja, é quase cem quilômetros. Bom, não é impossível cavar, mas também não quero gastar tanto tempo assim… vou fazer de uma vez.

— Entendido. Vamos fazer.

— Ooh! Vai aceitar!

— Então, se for cavar, de onde até onde?

— Umu, se possível, queria conectar a capital e Merukuriumu na distância mais curta.

Enquanto eu e o rei do aço continuamos a conversa sobre o mapa, ao lado, a Rin bebe chá elegantemente com as rainhas de Gandirisu. A Rin também é princesa consorte do principado. Pra não envergonhar o país, se esforça agindo com postura de princesa consorte.

O problema é…

— Hee, até no sistema de acionamento tá passando linha de éter, hein… aa! Entendi, em emergência, troca pra essa energia auxiliar aqui… interessante, isso.

O problema é a princesa do principado grudada num canto do quarto no golem da guarda pessoal instalado no palácio de Gandirisu, espiando por dentro pela fresta da articulação.

Não, os moradores de Gandirisu devem estar reconhecendo não como princesa, mas como filha do meu parente.

O golem da guarda pessoal responsável pela segurança deste quarto, mesmo com a Kūn grudada nele, sem se mexer nem um pouco, mantém postura ereta feito estátua.

— Isso, desculpa, hein…

— Ah, não, imagina. É honra ter interesse pelo golem do nosso país.

Quando peço desculpa, o rei do aço responde sorrindo contraído. Deve estar cansado mesmo, hein.

— Como esperado, golem de palácio real, até o óleo lubrificante usa o de mais alta qualidade, hein. Ara? Essa fiação aqui é…

Ei ei, melhor parar agora, hein. Do outro lado, a mãe bebendo chá sorrindo pra pá, começa a ficar com veia saltada na têmpora. Ah, já é tarde demais.

A Rin, se desculpando "com licença" com as rainhas, se levanta, andando reto e apressado até onde tá a Kūn. Uwa, isso já não tem jeito.

Sem perceber que a filha, absorta com o golem, é atacada por trás pelos dois punhos da Rin nas duas têmporas.

— Uuun, do jeito que tá, o coeficiente de atrito seria… itatatata!? M, mamãe!?

— Kūūn? Você, já chega, hein? Quer me fazer passar vergonha?

Explode ataque, "gurigurigurigurii", da Rin. Vendo isso, a Pōra treme, "gorigori", pequeno, dizendo "que assustador…!".

— Isso, desculpa, hein…

— Ah, não, imagina…

O rei do aço já nem esconde mais o sorriso contraído.

Por ora, confirmo o local de escavação do túnel, fotografando com smartphone direção e distância. Também confirmo o tamanho do túnel na hora de cavar. Eventualmente, se passar trem mágico por aqui também, o transporte fica ainda mais fácil.

— Querido, se for cavar túnel, também vamos ajudar.

— Eh, mamãe? Eu também?

— Você também tem parte da responsabilidade nisso, então ajuda.

— Tá bom…

Libertada do ataque de "guriguri", a Kūn responde sem força. Talvez tenha pensado que, se recusasse, o ataque "guriguri" recomeçaria.

A Kūn, igual à Rin, também consegue usar todas as magias exceto trevas. Como as duas conseguem usar magia de terra, se ajudarem, deve dar pra cavar bem mais fácil.

Certo, então, vamos começar o trabalho conjunto de pai e filha.

— [Que a terra fure, escavação em espiral, Digu Supairaru]

— «[Que a terra venha, muralha de terra defensiva, Ā́suuōru]»

No buraco horizontal de uns dez metros de diâmetro que abri, a Rin e a Kūn, posicionadas nos dois lados, aplicam [Earth Wall] pra fixar sem desmoronar. A terra escavada é comprimida com [Earth Wall], transformando em parede em formato de cúpula e chão plano.

Terminando de fixar, teletransporta com [Teleport] até onde escavou, cavando de novo o buraco. Consegue cavar em torno de dez quilômetros de uma vez, então, repetindo umas dez vezes, deve chegar do outro lado.

— Isso, depois de terminar, precisa estender barreira, senão fera mágica vai entrar.

Se isso acontecer, viraria simplesmente dungeon em linha reta. E ainda por cima, sem lugar pra fugir. Como esperado, Gandirisu também deve ficar em apuros com isso.

— Também acho necessário local de descanso no meio do caminho.

— E mecanismo de ventilação também.

A velocidade da carruagem golem é em torno de vinte a trinta quilômetros por hora. Passando quatro, cinco horas dentro do túnel, de fato, precisa de local de descanso e outras coisas.

Se cavar metade, vou criar espaço amplo, e também cavar buraco vertical pequeno pra ventilação.

— Mas, ficar sempre dentro de buraco, começo a sentir que virei toupeira, hein…

— Ara, querido, os anões vivem mais ou menos assim, sabe? Só que eles mergulham atrás de minério.

— Seria bom se batêssemos numa veia mineral. Talvez consiga baixar ainda mais o custo do material.

Enquanto murmuramos esse tipo de coisa, o chão antes de fixar se ergue, "boko!", e dali aparece toupeira gigante com garra afiada e grande.

Assustada, a Pōra se agarra na perna da Rin.

— Ara, raridade. É Jaiantomōru, né. Também tem aqui, hein.

— Foi porque o papai falou algo estranho.

— Eh, culpa minha?

A toupeira provavelmente foi atraída pelo som da escavação. Definitivamente não foi porque escutou nossa conversa… acho.

『Gufaaa…!』

O Jaiantomōru sai do buraco, direcionando as duas garras pra nós, ameaçador. Uuun, será que veio mesmo por causa da nossa voz, hein. Confundindo que encontrou alimento.

Certo, o que faço, hein.

— [Que a água venha, lâmina cortante e clara, Akuakattā]

— A

『Gugyoa!?』

Antes de eu pensar mais, a magia da Kūn explode no Jaiantomōru. A toupeira gigante, de seis, sete metros, é cortada dramaticamente em pedaços ao meio. Uwaa…

— Francamente… criança boba, pensa qual magia usar.

— Eh? Magia de fogo seria ruim, e, nesse caso, magia de água não seria a melhor escolha?

— Isso não tá errado, mas, o assunto é pensar no método de derrota, viu. Mesmo recolhendo com o [Storage] do querido, o cheiro de sangue impregnado no chão não desaparece, sabe?

Como diz a Rin, dentro do túnel, paira o cheiro de sangue do Jaiantomōru derrotado. Razoavelmente, ou melhor, bastante forte cheiro de sangue…

Recolho na hora com [Storage] o Jaiantomōru morto, usando magia de vento pra empurrar o ar sujo pra fora.

— Se for magia de água, melhor sufocar, ou, se for magia de gelo, congelar o corpo todo e conter, teria sido melhor.

— Muu… da próxima vez, vou fazer assim.

A Rin acaricia a cabeça da Kūn levemente emburrada. Talvez tenha sido ação tipo reflexo instintivo. Sendo inteligente, a Kūn deveria entender só pensando um pouco.

Depois disso, aparecem mais algumas toupeiras gigantes e minhocas gigantes parecidas, mas a Kūn congela todas em gelo.

Razoavelmente, tem bastante embaixo da terra mesmo, hein. Quando terminar, preciso aplicar barreira e magia de reforço, senão vão entrar dentro do túnel.

Pensando isso, quando ativo mais uma vez [Dig Spiral], sinto sensação diferente de até agora. Tipo a magia atravessando no vazio, ou perfurando.

Eh? Atravessou? Não, ainda deve ter bastante distância até o outro lado, né?

— Sinto algo tipo cavidade, hein…?

— Ara? Será que bateu em caverna de estalactite?

Dentro do túnel tá escuro, então [Light] criado pela Rin flutua acima de nós. Mesmo essa luz não alcança o buraco aberto adiante, escuro sem enxergar dentro.

A Kūn cria novo [Light], correndo em direção ao buraco desmoronado. Ah, ei! Não sabe o que tem lá dentro, é perigoso!

— Isso é…! Papai! Mamãe! Olhem, por favor!

— O que foi, o que foi? Aconteceu algo?

Diante da Kūn gritando forte, eu e a Rin também nos apressamos até o buraco.

— !, isso é…!

Ali, além da luz de [Light] disparada pela Kūn, existia outra luz vaga, tipo musgo luminoso.

O que salta aos olhos é grande cidade se estendendo abaixo. Vagamente, dá pra ver estrada e construção, e, de longe, até algo tipo torre e formato de pirâmide. Completamente cidade subterrânea.

Não, precisamente, mais que cidade, seria vestígio de cidade, talvez. Infelizmente, construção e torre estão parcialmente desmoronadas, melhor chamar de ruína mesmo.

Provavelmente, deve ser uma das cidades antigas mas… nunca imaginei que, cavando túnel, ia bater em algo assim.

— Incrível, viu! Nem no mundo do futuro isso ainda foi descoberto! É grande descoberta!

— Que coisa absurda descobrimos, hein. Talvez até consigamos material metálico de graça, quem sabe?

— Isso seria ótimo mesmo, hein. Jantar de hoje vamos fazer com luxo.

Diferente da Kūn animada, eu e a Rin trocamos piada leve. Bom, sinceramente, não dá pra negar a sensação de ter encontrado algo trabalhoso.

Mas, nem no futuro foi descoberto? Quer dizer que o futuro tá mudando? Ou será que o futuro Gandirisu tá escondendo essa cidade subterrânea? Como assim, isso, afinal.

Por ora, ligo pro rei do aço, e, do outro lado, igualmente animado como a Kūn, diz "já vou pra aí!", e a ligação corta, "butsuri".

Não, "já", mesmo assim, mesmo vindo de barco voador, deve levar tempo considerável até aqui… penso em ir buscar daqui, mas, já que disse que vem, melhor esperar. Longo ou não, deve ser uma, duas horas.

— Papai papai! Investigação! Vamos investigar, por favor! Investigar se não tem perigo!

Isso complica. Até o rei do aço chegar, não tenho confiança de conseguir segurar essa filha completamente animada.

De fato, acho necessário confirmar segurança. Pode ter virado ninho de fera mágica que também age dentro da terra, igual o Jaiantomōru e a minhoca gigante de agora há pouco.

Seguindo a opinião da Kūn, decidimos descer pelo buraco perfurado até embaixo. Parece ter destruído a parede externa, embaixo era tipo penhasco íngreme, mas, usando [Fly], pousamos em segurança em local aberto.

Ali, tipo praça central, o piso de pedra tinha rachadura, e as construções mostram sinal parcial de desmoronamento. Como esperado, cidade em ruínas, hein.

— Nesse continente, magia de proteção não é tão comum assim, então o dano tá intenso, hein. Sendo que golem consegue ser conservado por longo período.

— Deve ter sido difícil proteger a cidade inteira igual nossa magia.

Segundo o Doutor, na civilização mágica antiga, ao construir edifício, geralmente reforçavam com magia de terra, ou aplicavam magia de proteção pra manter limpeza.

Por aqui, deveria ter tecnologia parecida, mas parece que não era usada tão amplamente assim. Parece que proteção era limitada a coisa de valor.

Ao contrário, quer dizer que talvez tenha algo tipo tesouro protegido por aí.

Ah, ruim, igual a Kūn, começo a ficar levemente animado também, hein.

Como se jogasse água fria no meu coração, dentro da cidade em ruínas, ecoa som, "gashan", perturbador.

— …O que foi isso agora? Tem algo aí?

Da cidade em ruínas flutuando na escuridão, ecoa mais som. Vigiamos ao redor, preparando o corpo pra reagir a qualquer momento.

"Gashan, gashan", som tipo metálico aumenta cada vez mais, e, eventualmente, do meio da penumbra vaga, aparece um golem.

Altura igual à de humano. Vestindo armadura tipo latão, parece até cavaleiro. Mas, na parte do rosto, tem monóculo tipo lente de câmera se movendo, "chikichiki", pros dois lados, então, sem dúvida, o interior é máquina.

Das costas, saem algo tipo quatro tubos, soltando dali algo tipo vapor brilhante. Das articulações do corpo também vaza esse vapor, dando sensação de estar prestes a quebrar.

Esse golem de latão não é só um, aparecem vários dos cantos da cidade, avançando em nossa direção. Não tem arma na mão, mas a atmosfera se aproximando devagar, "jirijiri", era feito zumbi de filme de terror.

— Não pode ser, cidade subterrânea habitada por golem, hein…

— Querido, o que faz? Explode tudo com magia de área ampla?

— Haa!? Que coisa é essa!? Mamãe, aquilo é máquina antiga preciosa! Se quebrar, talvez não dê pra voltar ao normal, viu!?

— …Mesmo sendo minha filha, essa criança é bem trabalhosa mesmo, hein.

Diante da Kūn agarrada firme, "gasshi", a Rin solta voz de fundo do coração atônita. Entendo que é golem precioso, mas, se atacarem, não vou pegar leve.

Bom, mas, sendo pedido da Kūn, vou parar só desativando, sem quebrar.

Se congelar, deve conseguir sem quebrar.

No instante em que ativo magia de gelo selante [Eternal Coffin], de repente, voz de mulher ecoa pela cidade subterrânea.

『Todos, recuem. Não permito causar dano a essas pessoas』

Diante da voz repentina, ficamos surpresos, e os golem de latão recuam devagar pros dois lados, criando caminho feito os Dez Mandamentos de Moisés.

Adiante, aparece uma mulher vestindo por cima algo tipo camisa larga de um pedaço de tecido branco, tipo toga que romano antigo vestia. Cabelo comprido reluzente prateado, e olhos brilhando dourado. No meio da penumbra, só essa beleza balançava misteriosa.

— Bem-vindos à Cidade dos Homens-Máquina Agaruta. Pessoas da superfície.

A mulher de cabelo prateado com toga, encontrada na cidade subterrânea, diz isso sorrindo pra nós.


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