Capítulo 526 – O Pesadelo se Aproxima, e a Fera Mágica Ancestral
No leste do continente ocidental, ao lado do Reino Santo de Arento, existe o Reino de Kyuriera.
Antigamente, localizado no extremo leste do continente, cercado pela longa e alta cordilheira que atravessa o Reino Santo de Arento e o Reino de Ranje, o comércio se limitava a pouca coisa por navio voador, ou intercâmbio por navio com Panashesu, ao norte.
Mas, com a descoberta do novo continente, o Reino de Kyuriera de repente ganha parceiros comerciais em Rīfurīsu, Belfast, Misumido.
Separado pelo mar, mas não tão distante, surgiu de repente parceiro comercial. Pro Reino de Kyuriera, isso funcionou positivamente.
Deste lado, engenharia mágica e tecnologia golem. Do outro lado, tecnologia mágica e item mágico.
E ainda, cultura, arte, alimento inexistente no continente ocidental, montanha de coisa que gostariam de comercializar.
O Reino de Kyuriera entra na grande era do comércio.
Mercadoria comercial do continente oriental se reúne no Reino de Kyuriera, e, atrás disso, comerciantes de países do ocidente atravessam a base íngreme da montanha propositalmente pra vir até aqui. Do oeste pro leste, do leste pro oeste. Só de mover mercadoria, o Reino de Kyuriera vai construindo riqueza.
Os comerciantes de Kyuriera, um atrás do outro, constroem grande navio, sonhando com sucesso, atravessando pro continente oriental. No mar atravessando os dois continentes, tem área marítima onde se esconde fera mágica gigante, mas parece que isso não importa diante da ambição dos comerciantes.
Alguns navios desaparecem virando ração do mar, mas, mesmo assim, navio continua zarpando.
A cidade costeira ao leste do Reino de Kyuriera, Arupurisu, também era uma dessas cidades onde comerciantes se reuniam, mostrando prosperidade.
Essa cidade portuária, agora, virou fervura de grande confusão.
Sendo atacada pelo bando de homens-peixe aparecido de repente do mar.
Não, não só homens-peixe. Golem esbelto de quatro braços, e gigante de pedra de quatro metros, também aparecem do mar, disparando ataque.
Os homens-peixe atacam as pessoas, e os golem de quatro braços incendeiam a paisagem urbana. Os gigantes de pedra destroem tudo que veem pela frente.
Cena tipo pesadelo se espalha pela cidade portuária que estava em plena prosperidade.
O golem de vigilância e a ordem de cavaleiros protegendo Arupurisu repele os invasores, evacuando o povo da cidade.
Mas o fogo se espalha em vários lugares, e Arupurisu já é encurralada a ponto de ficar sem controle.
Diante da pilhagem por força irracional, sobe cada vez mais a voz de desespero das pessoas.
Diante das pessoas fugindo desesperadas, existia figura observando de cima, do telhado de um dos dois campanários altos.
— Bom, bom. Chama subindo, paisagem urbana sendo destruída, grito de agonia ecoando. Perfeito, mesmo.
Quem estava em pé no campanário era garoto com cabelo cinza balançando ao vento.
A metade inferior do rosto coberta por máscara de ferro, sem dar pra ver, mas os olhos do garoto claramente riam. Nesses dois olhos brilhando prazer, refletia a cidade de Arupurisu queimando com força.
O garoto veste roupa tipo aventureiro e capa roxo-escura, segurando na mão lança de formato estranho. Na ponteira e no bocal, tem desenho de olho arregalado, lança metálica roxa sinistra.
— Vem, "Wisutaria". Banquete, viu.
Quando o garoto ergue a lança acima da cabeça, de vários lugares da cidade, se ergue névoa negra, sendo sugada feito devorada pela lança.
A névoa negra se erguia das pessoas fugindo desesperadas em confusão. As pessoas privadas dessa névoa, invisível ao olho comum, caem no local, "patapata".
Continuam vivas. Mas os olhos delas perderam completamente o brilho de vida.
A lança metálica roxa que sugou a névoa negra, artefato de deus maligno "Wisutaria", aumenta o brilho cada vez mais.
— Vem, então, opa!
O garoto no topo do campanário balança a lança de uma vez. Então, da ponta disparados, dezenas de milhares de raios destroem completamente todos os navios ancorados no porto.
— Kuhahahaha! Voou bastante longe, hein! Certo, próximo então…
— Até quando vai brincar, hein, Ōkiddo. Já tá na hora de recuar.
Sem perceber, atrás do garoto, tava de pé outro homem com capacete tipo mergulho. Na cintura, pendura machadinha azul profundo.
— Que é isso, Indigo. Tava numa parte boa agora, sabe?
— Não é destruir a cidade, o objetivo é reunir sentimento negativo humano, viu?
— Sei disso. Por isso, tô reunindo direitinho assim.
O garoto chamado Ōkiddo balança em direção ao capacete de mergulho a lança roxa na mão, mostrando.
O que o artefato de deus maligno sugava agora há pouco é sentimento negativo que humano possui. Precisamente, é medo.
Entre sentimento negativo como raiva e ódio, tristeza e sofrimento, o mais fácil de conseguir de outra pessoa é o medo. Por vir do instinto de sobrevivência, sentimento de autoproteção, difícil de fugir disso, sendo fácil pra qualquer um ter a mente dominada.
Humano com a mente devorada pelo artefato de deus maligno vira cadáver vivo. Perdendo mente, perdendo alma, sobra ali só casca vazia.
— Não sou muito favorável a esse tipo de coleta assim.
— Nem precisa se dar ao trabalho de dopar com remédio, isso aqui é mais rápido mesmo. O jeito do Indigo é trabalhoso demais.
— Aquilo, aquilo consegue coisa de alta pureza mesmo. O medo corrói a alma só instantaneamente. Com remédio mágico, acumular sentimento negativo aos poucos, tingindo em direção ao desespero, seria de mais alta pureza…
— Aa, sim, sim.
O Ōkiddo ignora a fala do Indigo. Esse homem, talvez por ser ex-padre, tem tendência de sermão longo.
— Já atingiu o objetivo, então vamos recuar logo. Se aparecer ordem de cavaleiros do país, vira incômodo, viu.
— Se aparecer, aparecer, seria divertido também, hein.
— Por mais forte que você seja, faltaria força pra enfrentar um país. Ainda, no momento.
— Che, sem graça.
Embaixo dos pés dos dois, bolha azul ondula, e, "toplin", desaparecem feito caindo dentro d'água.
Como se fosse esse o sinal, os homens-peixe, golem de quatro braços, gigante de pedra param de atacar a cidade, voltando de novo pro mar.
Ficou claro depois, mas parece que, depois disso, vários moradores feridos da cidade sofreram mutação, virando aparência igual a homem-peixe, desaparecendo pro mar.
A cidade de Arupurisu, aniquilada. Ironicamente, sendo que a Guilda de Aventureiros ainda existe só parcialmente no continente ocidental, e ainda por cima o Reino de Kyuriera não participa da Aliança Mundial, levou tempo considerável até essa informação se espalhar pelo mundo.
— Sala de concerto, hein…
— Convidando poeta viajante e músico, tocando pra pessoas ouvirem. Também vira entretenimento momentâneo pras pessoas passando por Brunhild.
— Fumu. Não acho ruim.
Diante da proposta trazida pela Sakura, o primeiro-ministro Kōsaka-san parece interessado. De fato, atualmente, só tem bar e praça central como lugar pra tocar mesmo.
Bom, no bar, o clima animado tipo casa de show também tem graça própria, no entanto.
Na hora, o Kōsaka-san vai até o chefe de construção, o senhor Naitō, pra decidir o local. Como sempre, trabalho rápido. Graças a isso, ajuda bastante, mas será que ele tira folga? Da próxima vez, preciso forçar ele a tirar férias.
— Mas, de novo, por que de repente? Sala de concerto assim.
— Ouvi da Yoshino. Que, no futuro, várias vezes tocamos juntas ali.
Ah, então é isso. Deduzindo, a Yoshino deve ter deixado escapar. Quer dizer que, cedo ou tarde, a construção da sala de concerto já tava decidida mesmo.
Enquanto concordo, a própria pessoa aparece de repente na sala do escritório onde estávamos. Por isso, não fica sendo folgada com [Teleport], viu.
— Papai! Mamãe! Olha isso! O Doutor deu pra mim!
Dizendo isso, a Yoshino oferece diante de nós algo. Isso era um violão. Não tamanho normal, algo tipo violão infantil, feito levemente menor.
Ou melhor, o que me surpreendeu levemente foi que, numa olhada, era claramente guitarra elétrica. Não é Sutoratokyasutā, isso?
Se não me engano, na lua de mel, a Sakura comprou livro relacionado a instrumento também, né. Também comprou alguns instrumentos, mas… isso, será que o Doutor usou de referência?
A Yoshino toca a guitarra com a palheta. Mesmo sem amplificador, ecoa som de guitarra com volume razoável ao redor. Não é só guitarra elétrica comum. Isso deve ser item mágico. A magia [Speaker] tá ativada também.
A Yoshino toca a guitarra alegremente. Não, minha filha, será que não é incrível demais assim? Sou leigo em guitarra, mas dá pra saber que essa apresentação é incrível.
Nn? Essa introdução é…
Essa música é… aquela música mesmo? Por que a Yoshino conhece essa música, afinal? Será que ouviu de mim ou da Sakura no futuro?
Música representativa da banda liderada pelo músico famoso como melhor guitarrista da história do rock. Ele deixou este mundo aos vinte e sete anos, mas a existência dele influenciou muito os músicos de gerações posteriores. …A Yoshino não vai tocar com os dentes, né?
Feito representando o título dessa música, parece que fumaça roxa se agarra na Yoshino, mas será mana, isso?
Achando que ia entrar no início do canto, não é a Yoshino, mas a Sakura que começa a cantar. A mãe canta, é!
A voz multiforme da Sakura muda pra tom rouco e bluesy conforme a canção. Como sempre, força absurda mesmo.
Eu também marco ritmo sem perceber com a guitarra tocada pela Yoshino. Essa música, o vovô gostava, então ouvia com frequência.
— "Magia de apresentação" tocando a guitarra também é divertido, mas, como esperado, a de verdade é mais divertida!
Terminando de tocar uma música, a Yoshino sorri satisfeita.
"Magia de apresentação" é magia que invoca corpo simulado de instrumento musical, disparando magia através de música. Tem efeito igual à "magia de canto" da Sakura. A Yoshino gosta mais de tocar do que cantar mesmo, hein.
Se a sala de concerto for construída, quero ouvir a apresentação e canto dessas duas ali, mas, com a Yoshino ainda presente, completar a construção antes deve ser impossível.
Usando o poder de Babylon, dá pra construir, mas isso significaria roubar trabalho dos trabalhadores da obra. Nesse ponto, tô me contendo.
Bom, vou aguardar ansioso pra ouvir no futuro então.
《Meu senhor. Tá tudo bem agora?》
— Nn? É o Kokuyō?
Enquanto imagino o futuro assim, chega telepatia do Kokuyō.
《Tem um pequeno problema na Guilda de Aventureiros. O Vossa Excelência Kuon e a senhorita Arisu tão envolvidos numa situação levemente trabalhosa》
— Eh?
Na Guilda de Aventureiros? Por que o Kuon e a Arisu?
Sem entender bem, mas parece que ocorreu algo trabalhoso. De qualquer forma, vamos dar uma olhada. Abro [Gate] pra Guilda de Aventureiros.
Atravessando [Gate], chegando na Guilda de Aventureiros, tá bem barulhento por algum motivo. Mesmo os aventureiros que normalmente ficam relaxando bebendo no bar ao lado, por algum motivo, tavam reunidos na parte de dentro do balcão. Se não me engano, ali deveria ser sala de processamento.
Abrindo caminho entre a multidão de aventureiros até o balcão, a atendente beastfolk gato, Mīsha-san, acena a mão pra mim, "vem aqui, vem aqui".
— O que aconteceu, afinal?
— Isso, é… umm, acho que ver seria mais rápido mesmo. Por aqui.
Guiado pela Mīsha-san, sou levado de dentro do balcão até a sala de processamento.
O fundo da Guilda de Aventureiros vira sala de processamento pra monstros derrotados. Normalmente, sala de processamento de Guilda de Aventureiros não é tão grande assim. Porque transportar fera mágica grande até ali é difícil.
Geralmente, ou vai até o local processar ali, ou processa parcialmente lá, trazendo de carroça.
Mas a sala de processamento de Brunhild é construída razoavelmente grande. É porque tem muita gente capaz de usar magia de armazenamento, tipo eu e o Ende. A Yae e o pessoal também usam smartphone aplicado com magia de armazenamento, afinal.
E ainda, tendo também a mesma smartphone o pessoal do "Gato Vermelho", a Nia e o pessoal, e a mestre da Coroa Preta, Nowāru, a Norun, deixaram espaço razoavelmente amplo.
E, agora, quase preenchendo todo o espaço da grande sala de processamento, um monstro deitado.
Aparência de lobo gigante. Mas tem asa crescendo. Cauda de serpente, pelo preto tipo obsidiana.
Naturalmente, mostrando olho branco, língua pra fora, "deron", dessa figura não se sente respiração de vida.
Junto com os funcionários da sala de processamento, dá pra ver a figura da mestre da Guilda, Rerisha-san, e, sentados na cadeira perto da parede com cara de dificuldade, o Kuon e a Arisu. Aos pés, também tá o Kokuyō e a Silvā.
— Ah, Vossa Majestade. Chegou, hein.
— Desculpa, os nossos… crianças parentes fizeram algo?
— Não é que fizeram algo, mas… não, na realidade, fizeram bastante coisa, mas…
A Rerisha-san sorri contraído. O outro lado também parece hesitante em como responder.
— Desculpa, papa… Vossa Majestade. Eu e a Arisu, pensando em caçar fera mágica pra ganhar dinheiro de bolso, fomos atacados de repente por essa fera mágica dentro da floresta ao norte. Bom, não era tão forte assim, então conseguimos derrotar de algum jeito, mas, ao trazer pra Guilda de Aventureiros, virou tipo alvoroço.
Meu filho capaz explica de forma fácil de entender. Ah, como imaginei, foram vocês que derrotaram, é.
— Nunca vi fera mágica assim antes. Ou melhor, tinha esse tipo de fera mágica perto de Brunhild? Será que veio de Regulus ou algo assim…
Enquanto confirmo de novo o lobo alado, a Rerisha-san abre livro de pergaminho antigo, explicando.
Nesse livro, tava desenhado imagem idêntica à fera mágica lobo deitada aqui. Mas não consigo ler os caracteres. Língua antiga?
— O nome dessa fera mágica é Marukoshiasu. Tem pelo de aço, sopra fogo pela boca, fera mágica maligna, e a força dela, falando em termo moderno, seria nível rank prata.
— Hee… nn? Falando em termo moderno?
Diante da expressão estranha da Rerisha-san, sinto estranheza, erguendo o rosto do livro.
— Essa fera mágica chamada Marukoshiasu, diziam ter se extinguido há uns três mil anos atrás… não, era fera mágica lendária, "diziam". Foi por isso trazida que ficamos surpresos.
Eh!? Esse cara é espécie extinta!?
Não pode ser, será que o Kuon e o pessoal mataram o último indivíduo que ainda sobrevivia?
B, bom, se fosse na Terra, deveria receber crítica por conservação de espécie ou algo assim, mas aqui é outro mundo. Fera mágica que seria melhor extinta é montanha. Tipo goblin, orc, esse tipo.
Sendo fera mágica maligna dizem, acho que não tem problema nesse ponto, mas…
— Então, isso… tem algum problema?
— Isso, é que o preço do material não dá pra determinar. Material de fera mágica extinta, nem imagino que preço deveria colocar. Por isso, a compra fica difícil…
Aa, então é isso, hein. Sendo sem precedente, não dá pra determinar preço. Mas, como Guilda de Aventureiros, é material valioso demais pra deixar passar. Por isso, tavam preocupados.
— Que tal exibir em leilão promovido pela Guilda de Aventureiros…?
— Deve virar valor absurdo, mas acho que só resta isso mesmo. Só que, no caso de leilão, sendo menor de idade, não conseguem exibir, então…
De relance, a Rerisha-san olha os dois sentados na cadeira. Aa, tinha esse problema também, hein.
Diante disso, o Kuon oferece proposta.
— Se for isso, dá pra exibir em nome de Vossa Majestade? Nós, só precisamos de um pouco de dinheiro.
— Eh, tá bem?
— Sim. A Arisu também tá bem, né?
— Táa. Mesmo recebendo tanto assim, não tem onde usar de qualquer forma.
Não, não é que eu tenha intenção de embolsar o dinheiro que vocês ganharam, não. Mas vou guardar pra vocês. A Yumina e o Ende vão fazer isso.
Por ora, como adiantamento, entrego uma moeda de ouro pra cada um, Kuon e Arisu. Mesada de dez mil ienes, hein… senso de valor monetário meio estranho, francamente.
— Certo, esse cara, com certeza, tava mesmo na floresta ao norte?
— Sim. Primeiro, tava procurando caçar fera mágica na entrada da floresta, mas difícil de encontrar. Indo um pouco mais fundo, fomos atacados de repente. Provavelmente, outras feras mágicas devem ter sumido temendo essa fera mágica.
Rank prata seria nível de dragão superior se der azar. Sinto crise por essa fera mágica ter estado perto da cidade.
Mas a segurança ao redor de Brunhild deveria estar sempre vigiada pelos pássaros subordinados do Kōgyoku… falha de relatório?
De qualquer forma, foi sorte o Kuon e o pessoal terem encontrado por acaso. Errando por um triz, poderia ter causado dano aos moradores.
Desde a fusão do mundo, se formam acúmulo de mana-elemento em vários lugares, e fera gigante, ou algo próximo disso, vai nascendo.
A Rerisha-san também mencionou que talvez estejam ocorrendo estouros em massa em vários lugares fugindo dessa fera gigante.
Talvez pudesse ter ocorrido estouro em massa em Brunhild também. Pensando assim, isso, com certeza, foi sorte mesmo.
— Kokuyō. Dá pra confirmar com os animais ao redor da cidade se não tem fera mágica estranha ou alguma anormalidade?
《Entendido. Vou mandar investigar imediatamente》
Uhum. Não pode ser, mas nunca se sabe se não tem mais indivíduos parecidos por perto. Tipo casal ou família.
Esse indivíduo ter sobrevivido até esta era significa que talvez exista mesma espécie por aí.
Mas, sendo fera mágica, não animal. Monstro também, mas existe possibilidade de nascer sem ser mesma espécie necessariamente. Tipo goblin, por exemplo.
Esse tal Marukoshiasu também, por exemplo, talvez tenha ecologia de nascer novamente Marukoshiasu entre lobo fêmea e ele.
— Ei ei, Vossa Majestade. Já podemos ir? Queríamos tomar chá com o Kuon.
Enquanto penso sobre a ecologia da fera mágica, a Arisu, como se já tivesse enjoado disso, fala comigo.
— Entendido. Aqui, eu assumo, então podem ir.
— Consegui! Então, Vossa Majestade, guarda isso, por favor! Kuon, vamos!
— Eh? Espe, Arisu…!
Dizendo isso, a Arisu joga em minha direção a Silvā ainda dentro da bainha, puxando a mão do Kuon hesitante, sumindo num piscar de olhos da Guilda de Aventureiros.
『Ei, sua baixinha! Me tratando de estorvo, sua desgraçada! Patrão, solta, por favor! Tá tudo bem o jovenzinho cair nas mãos de mulher perversa!?』
— Não, "mulher perversa", que isso. Você, melhor não falar isso na frente do pai dela, viu? Vai ser quebrada, sabe?
Enquanto fico atônito com a Silvā se debatendo na mão, penso o que fazer com isso. Estorvo em encontro (?) precioso seria desnecessário mesmo. Bom, será que é mesmo encontro romântico também, duvidoso. Melhor consultar a Yumina?
『Cheei!』
— Ah
Enquanto penso, a Silvā desliza pra fora da bainha, "surari", e só o corpo voa em direção à saída. Os aventureiros presentes entram em pânico com a espada voando repentinamente.
Deixei escapar. Depois, devo levar reclamação da Arisu, hein…
— Vossa Majestade, aquela espada, afinal, o que é…?
— Ah, sem se preocupar, por favor. Certo, então vamos fazer o procedimento do leilão?
Sendo trabalhoso, deixo passar a pergunta da Rerisha-san. Sobre a Silvā, eu também não entendo bem mesmo.
Opa? Pensando bem, esse aí não deveria estar sendo examinado pela Kūn? …Bom, tanto faz.