Capítulo 527 – A Distância entre Pai e Filho, e o Diorama
— Uuun… difícil, hein…
— O que foi, hein?
Parece que a voz que escapou de mim sem perceber foi ouvida pela Rinze, que, por acaso, tricotava por perto.
Bom, não é que seja algo pra esconder, mas.
— É um pouco sobre o Kuon.
— Do Kuon? Aconteceu algo?
— Não, é o oposto. Digamos, não aconteceu nada…
Como direi, comparado às outras crianças, sinto que ainda não abriu totalmente comigo. Com a Yumina, não é tanto assim, mas, comigo, sinto certa formalidade meio distante.
— Menino grudado demais no pai também seria estranho…
— Não, bom, isso mesmo, mas.
Como foi no meu caso, hein. Quando era criança, meus pais eram ambos ocupados, então brincava principalmente com o vovô.
Filho com nome igual esse vovô, ter esse tipo de preocupação… a vida é imprevisível mesmo.
— Que tal brincar junto? Na Terra, tava escrito em livro que pai e filho jogam bola de captura ou algo assim.
— Bola de captura, hein…
Fazer isso em si tá tudo bem, mas… e depois? Fica em dúvida. Vou falar algo? Tipo "como tá indo ultimamente?"? Sendo o Kuon, talvez responda de forma seca "como assim? Não teve mudança especial não" mesmo.
Ou melhor, não conheço tanto assim sobre o Kuon. Comida favorita, hobby. Normalmente, deveria aprender no processo de crescimento, mas, pulando etapa, o filho apareceu de repente, afinal…
Primeiro, preciso conhecer vários aspectos dele. Certo, por ora, vou perguntar pras outras irmãs.
— Comida favorita do Kuon? Deixa eu ver… tofu resfriado, ou ensopado Chikuzen, talvez. Ah, sopa de matsutake ele também gosta.
— Que sóbrio!
Por ora, perguntando pra Āshia sobre a comida favorita do Kuon, recebo resposta pouco infantil.
Ou melhor, isso não seria comida que idoso costuma gostar? Bom, só impressão minha, no entanto.
Em casa, sem distinção entre estilo japonês ou ocidental, alinho na mesa, mas, basicamente, gostando de arroz, costuma virar comida japonesa com frequência.
Pensando assim, faz sentido o Kuon ter gostado desse tipo, mas… normalmente, criança não seria hambúrguer ou curry?
— Ao contrário, comida que não gosta?
— Não tem nenhuma. Ele come em silêncio qualquer coisa. Aa, mas parece não ser bom com comida regional de Zenoasu ou algo com sabor forte demais.
Comida regional de Zenoasu… aquilo, é. Já experimentei uma vez, sopa roxa com olho de algo dentro. Amargo e salgado. Não sei bem, mas, se comparar, tinha gosto de pilha seca.
Resolver isso só com "não é bom", não deveria dar. Se terminar de comer aquilo, deveria ser risco de vida.
Por ora, agradecendo à Āshia, dessa vez, decido ir até a Eruna. Sendo idade próxima, achando que talvez saiba algo. Eh? A Rinne teria idade mais próxima? Aquela criança é… como direi, generalista demais, então talvez minha intenção não seja transmitida bem.
A Eruna lia livro no banco perto da janela do castelo. Ao lado, a mãe Eruze dorme apoiada na janela, livro ainda aberto. Sendo esposa, rosto dormindo levemente decepcionante. A Eruna, sem se importar, continua lendo.
Acompanhando a leitura da Eruna, talvez tenha ficado com sono. Interrompo a leitura.
— Comida favorita do Kuon…? Gosta de animal, sabe. Costuma conversar com gato com frequência.
— Eh? O Kuon consegue conversar com gato?
Não pode ser, existe habilidade assim? O olho mágico do Kuon tinha isso? Achando que tinha um capaz de submeter animal, mas.
— Não, é através da tradução do Kokuyō. Usando sinal simples, conseguia se comunicar com os gatos. Na Brunhild do futuro, tinha muitos gatos, mas a maioria deles conhecia o Kuon.
O que é isso, meu filho é rei dos gatos, é?
Não, sendo o Kokuyō tipo rei dos gatos, o Kuon, cuidado pelo Kokuyō, seria pessoa acima do rei pros gatos? Imperador? Imperador gato?
Provisoriamente, o dono do Kokuyō sou eu, no entanto…
— Também costumava conversar bastante com pássaro…
— Aa, esse lado deve ser Kōgyoku, então…
Gato e pássaro são olhos e ouvidos em Brunhild. O que eles veem e ouvem é transmitido totalmente pro Kokuyō e Kōgyoku, e, dali, sobe informação pro primeiro-ministro Kōsaka-san, pro capitão da ordem de cavaleiros Rein-san, pro chefe de inteligência Tsubaki-san.
Claro, basicamente, só passam informação relacionada a suspeito ou crime. Em caso de incidente ou acidente repentino também, gato e pássaro correm e voam até o posto da ordem de cavaleiros pra avisar que aconteceu algo.
— O Kuon gosta de animal, hein…
— Mais que gostar de animal, é tipo gostar de conversar com eles?
— Gosta de conversar? Não parecia esse tipo assim…
Gostar de conversar com animal, algo levemente sutil, hein… não, tá tudo bem, viu? Não acho que odeie humano.
— Pra melhorar Brunhild, ver da perspectiva animal também é importante, ele disse. Porque dá pra saber detalhe fino que humano não percebe. Que isso ajuda o pai e o pessoal.
— Que criança boa, hein!
Droga, sinto que vou chorar. Erguendo o rosto, pressionando o canto dos olhos. Mesmo pequeno, ação pensando no pai… que filho capaz! Como esperado, filho meu e da Yumina…!
— Barulhenta demais, hein… o que tá fazendo tanto alvoroço.
Parece que meu grito interior acordou a Eruze. Contando que perguntava sobre o Kuon pra Eruna, a Eruze, com olhos ainda levemente sonolentos, abraça a Eruna com força, "gyuu".
— O, o quê, mãe?
— O Kuon também, mas a Eruna também é fofa e gentil, criança boa. Até agora, tava estudando pensando neste país.
— Eh? É verdade isso?
De relance, olhando o livro que a Eruna tinha na mão, era livro especializado sobre medicina que a Rin trouxe da Terra, traduzido pra este idioma pela Famu, da "Biblioteca".
Tem escrito algo tipo "Edição Introdutória", mas, mesmo assim, não é coisa que criança leria com entusiasmo.
— E, eu também queria fazer algo pra ajudar papai e mamãe… eu consigo usar magia de recuperação e [Recovery], então pensei se conseguiria ajudar na área médica…
— Que criança boa, hein!
— Né!?
Diante do meu grito, a Eruze responde tipo "conseguindo apoio". Acaricio repetidamente a cabeça da Eruna, ainda mais abraçada pela Eruze. Realmente gentil e boa criança mesmo. No futuro, talvez a Eruna assuma a clínica de tratamento de Brunhild.
Ah, não, espera, se casar, vai sair deste país…? Aa, quase chorei.
Vendo de relance esse futuro doloroso, disfarçando isso, agradeço à Eruna, saindo do local.
De qualquer forma, vou tentar conversar com a própria pessoa. Talvez seja bom sair junto pra algum lugar também.
— C, como tá indo ultimamente?
— Como assim? Não teve mudança especial não.
Droga! Como imaginei, respondeu seco mesmo!
Chamando o Kuon até o campo de beisebol, assistindo o jogo, a fala que soltei ansioso foi exatamente a resposta que previa.
Sensação de bola jogada pra tentar ver reação virar home run.
O jogo é entre dois times do distrito comercial daqui. Sendo dia de semana, e não sendo jogo entre ordens de cavaleiros de países, a plateia é escassa. Na realidade, no assento onde estamos sentados, quase não tem cliente.
Nosso campo de beisebol, basicamente, qualquer um pode usar contanto que pague a taxa de uso. Por isso, em dia de semana igual hoje, gente que gosta de beisebol se reúne, fazendo jogo. E tem gente com tempo livre assistindo isso. Assistir é de graça, afinal.
Pensava em conversar em lugar sem interferência de outras pessoas, mas, tropeçando na primeira fala, penso desesperado no que fazer daqui em diante.
— Umm, tem alguma coisa incômoda?
— Especialmente não. Acho que não tem problema. Ah, rebateu.
Ku… incapaz de encostar. Calma, observa o jogo com calma antes de mais nada…
Ku, aqui não posso recuar. Preciso continuar conversando cada vez mais.
— A… o Kuon não tem algo tipo hobby?
— Hobby? Bom, não é que não tenha, mas…
Opa, será que tem algo? Falando isso, eu também não tenho hobby específico assim. Se forçasse a dizer, seria música ou apreciação de filme. Sendo meu filho, existe possibilidade de mesmo hobby também, né? Se for mesmo hobby, talvez a conversa anime.
— Mais que hobby… gosto de fazer maquete.
— Hã?
Fazer maquete? Aquilo, tipo plastimodelismo ou diorama?
— Sim. Costumava fazer com frequência pra mudar de ares. Deixa eu ver, tipo isso.
O Kuon tira o smartphone do bolso interno, mostrando álbum de fotos.
Foto de navio à vela alinhado no porto, prestes a zarpar. …Nn? Sinto algo tipo estranheza… espe, um momento!? Isso, é feito!?
— Eh, isso é maquete!?
— Sim. Isso mesmo. Feito um ano atrás, no entanto.
Um ano atrás, você, tinha cinco anos, né!? Nessa idade, já fazia algo desse nível!?
O navio saindo do porto, o mar ondulando, as pessoas descarregando carga no cais, tudo feito idêntico à realidade. Chega a acreditar se dissessem que é obra de modelista profissional.
Não, nunca vi obra de modelista profissional, então não tem como comparar, no entanto.
— Também tem algumas peças feitas usando item mágico.
Perguntando, parece que muitos dos itens mágicos usados nesse trabalho foram feitos pela Kūn.
Não conheço bem, mas, na realidade, fazendo diorama ou plastimodelo, também parece usar coisa tipo elétrica, talvez seja normal mesmo. Mas a técnica do Kuon usando isso com maestria acho que é ainda mais incrível.
Transmitindo isso, o Kuon,
— É mesmo? Papai também consegue fazer coisa parecida com [Modeling], né?
— Não, o meu é tipo minha própria técnica, mas…
Diante da fala do Kuon, hesito sem perceber. Essa diferença de consciência, difícil de preencher mesmo.
Na Terra, não tem magia, então a técnica adquirida é a capacidade real da pessoa. Se resolver com magia, sinto tipo trapaça.
Mas, pras pessoas vivendo neste mundo, magia também é poder da pessoa, e manejar isso é técnica da pessoa. Isso não é trapaça nenhuma. Reconhecido como capacidade real da pessoa.
De fato, comparado com quando comecei a usar [Modeling], acho que melhorei, mas, como técnica pura, acho que não chego perto do diorama do Kuon.
Na "Oficina" de Babylon, dá pra fazer coisa parecida também, mas aquilo, naturalmente, não tem sensação de feito à mão, afinal…
Mas realmente é bem feito mesmo, hein. Se apresentasse num concurso de diorama da Terra, será que não conseguiria grande prêmio ou algo assim.
— Ah, é isso.
Lembrando, projeto imagem pesquisada com "diorama" do meu smartphone diante do Kuon. Várias imagens de diorama flutuam no ar.
— Incrível! Isso tá construído até em detalhe fino! Uwa, essa cidade submersa é interessante…!
Com sorriso animado, o Kuon devora com o olhar a tela. Sinto que é primeira vez vendo lado infantil dele. Pensando bem, eu também já fiz plastimodelo quando criança. Não algo tão elaborado assim, sem nem pintar, só montado.
— Desde que veio pra cá, não fez mais?
— A… porque tava ocupado com várias coisas. E ainda, pra fazer, precisa de vários materiais e ferramentas.
Perguntando, parece que precisa de coisa tipo resina extraída de certa árvore mágica, ou algo tipo cola extraída de slime especial. Além disso, também precisa de pincel, espátula, esse tipo de ferramenta.
Parece que tudo que tinha no futuro ficou deixado no próprio quarto do castelo.
— Certo, então vamos reunir esse material.
— Eh? Não, é razoavelmente trabalhoso, viu? Tem coisa que só existe em lugar distante, e tem também espécie rara…
— Tá tudo bem, tá tudo bem. Usando [Gate] ou [Search], é fácil.
Ferramenta, acho que tinha algo parecido no "Depósito" do Doutor.
Depois, se juntar coisa pra virar material, não daria pra começar o trabalho? Ah, tinta também precisa, né? Se for Reino Santo de Arento, dizem que costumam pintar bastante pintura de espírito, então acho que tem bastante material de pintura também.
— Certo, ação antes de tudo. Vamos logo dar uma olhada!
— Não, isso, mas…
Segurando a mão do Kuon hesitante, abro [Gate], teletransportando da plataforma com pouca gente até o Reino Santo de Arento.
A loja de material de pintura do Reino Santo de Arento tinha variedade esplêndida, com vários tipos de pincel e tinta de tom sutil, de tudo.
Disse ao Kuon que podia comprar qualquer coisa, mas parecia ainda hesitante de algum jeito, então decidi encomendar o diorama a ser feito da minha parte.
Ou seja, isso é trabalho. Se fizer coisa mediana, ficaria em apuros. Por isso, compre sem hesitar.
Dizendo isso, parece que finalmente aceitou.
— Então, o que devo fazer?
— Eh? Ah, deixa eu ver, então… nosso castelo?
— Castelo de Brunhild, é.
Sem ter decidido especificamente, digo isso em desespero, mas o Kuon, assentindo uma vez, começa logo a colocar material de pintura na cesta dentro da loja.
Coloca produto um atrás do outro sem hesitar. Provavelmente, já deve ter completado dentro da cabeça dele o design do diorama.
Depois de comprar vários materiais na loja de pintura, o Kuon envia por email do smartphone lista de itens anotados.
— Fluido corporal de slime adesivo, casca de tartaruga almofadada, casca externa de árvore ancestral…?
Não entendo nem um pouco pra que serve, mas, de qualquer forma, parece precisar mesmo.
Por ora, envio o Kuon até o "Depósito" de Babylon, pedindo pra administradora Parushe procurar a ferramenta que ele precisa.
Enquanto isso, decido percorrer a Guilda de Aventureiros pra reunir o material que o Kuon precisa. Infelizmente, só a casca de tartaruga almofadada tava em falta, então fui diretamente procurar e caçar.
Fora a casca, o resto não precisa, então vou vender esse material.
Mas essa casca é macia mesmo, hein. Tipo esponja de baixa reação. Parece resistente contra dano de impacto. Mas derrotei com corte mesmo.
Voltando pro castelo, no centro do quarto designado ao Kuon, já tava pronta base de tamanho de um tatame. Rápido demais!?
— Ehm, trouxe o material…
— Ah, coloca ali, por favor.
O Kuon, vestindo algo tipo máscara antipoeira e óculos de proteção, cortava grosseiramente com item mágico tipo esmerilhadeira o material da base colocada. Provavelmente, deve estar fazendo o terreno.
Colocando o material reunido no canto do quarto, observo o trabalho do Kuon.
Sem parar, avançando o trabalho sem hesitar o Kuon, pergunto se tem algo que eu possa ajudar, sendo pedido pra mergulhar a casca de tartaruga almofadada em vários tipos de tinta verde, secando, cortando em pedaços pequenos.
Aqui atrapalharia, então movo pro jardim interno, terminando o trabalho instruído, voltando, e o Kuon já tinha praticamente terminado a estrada e o fosso ao redor do castelo.
— Ah, Touya-san.
Na sala do Kuon, a Yumina tava sentada no sofá. Ao lado, também tinha o Kokuyō.
— Vim chamar pro jantar, mas, sem perceber, já tava fazendo esse tipo de coisa, fico surpresa. Essa criança tinha esse hobby, hein.
— Eu também descobri pela primeira vez agora. Como hobby, o nível é alto demais, viu.
Talvez a energia entrasse na produção de diorama depois de tanto tempo, o Kuon parecia com força até de nem comer refeição, então, pedindo pra Āshia, mando levar pro quarto bolinho de arroz ou sanduíche que dá pra comer mesmo trabalhando.
Se fosse mesmo, talvez fosse melhor levar à força até o refeitório, mas comer rápido e descuidado a comida também não seria bom.
— O Kuon, quando começa a se concentrar, não para, sabe. Se não parar em algum ponto apropriado, com certeza vai virar noite em claro mesmo, sabe.
Ouvindo a fala da Furei, achando que isso, sinceramente, não posso ignorar, forço a parar quando passa das dez.
Talvez esse talento de se concentrar até esse ponto tenha gerado essa capacidade.
Por ora, pedindo pra Yumina levar até o quarto ao lado, deixo dormir. O resto fica pra manhã.
O diorama já tá tomando forma geral. Processo que normalmente levaria tempo parece ter sido encurtado usando magia.
Mas realmente tá bem feito mesmo, hein… nunca imaginei que aquela esponja falsa que cortei virasse folha de árvore ou arbusto.
Essa grama do chão parece bem real, mas… será planta real? Musgo, talvez? Não sei bem.
Queria tocar, mas, se quebrar, talvez o Kuon fique bravo, então melhor evitar.
Aguardando ansioso a conclusão, também saio do quarto.
Tirando o pano coberto, "ooh!", escapa voz de admiração das pessoas ao redor.
O diorama do castelo de Brunhild concluído decidimos colocar dentro de caixa de vidro no saguão do castelo pra exibir. Hoje, é a exposição disso.
O diorama elaborado feito pelo Kuon era esplêndido demais, achando que seria desperdício só decorar no quarto.
Fazendo assim, dá pra todos que visitam verem, afinal.
Todo mundo mostra curiosidade intensa pelo diorama feito pelo Kuon.
— Uwaa, feito com detalhe até nos pontos finos!
— Incrível, hein… até Vossa Majestade Príncipe-Rei e as rainhas tão aqui.
Isso mesmo. Dentro do diorama, também tão colocadas nossas miniaturas. A Yae, a Hiruda, a Eruze e o pessoal lutam no campo de treino, e a Rinze, a Rin, a Sakura e o pessoal bebem chá ou tricotam na varanda.
Eu, a Yumina, a Sū, comíamos os vários bentōs abertos pela Rū embaixo da cerejeira florida no jardim interno.
Além disso, também tão posicionados em vários lugares a irmã Karen e o pessoal, o primeiro-ministro Kōsaka-san, várias pessoas do castelo.
Todo mundo, pra procurar a si mesmo, cola na caixa de vidro com olhos arregalados.
Vendo isso, falo com o filho artista de pé ao meu lado.
— Fez até com detalhe fino mesmo, hein.
— Isso é aspecto de apego meu. Detalhando até até o mínimo detalhe fiel à realidade, enquanto expresso meu próprio estilo, seria bom se conseguisse fazer isso.
Apego, é. Pro criador, deve ser coisa importante mesmo, mas fazer todo mundo do castelo também seria exagero, penso.
Bom, já que todo mundo tá feliz, deve ter sido bom mesmo.
— Da próxima vez, dá pra me ensinar também o método de fazer?
— Eh? Mas o papai não tem [Modeling]?
— Quero tentar fazer sem usar magia. Igual o Kuon.
— …Se for eu que puder ensinar.
Levemente envergonhado, o Kuon assente. Será que a distância diminuiu um pouco?
O que vou fazer aprendendo com o Kuon, hein. Primeiro, preciso conseguir fazer árvore. Ah, seria interessante fazer correr miniatura do trem mágico.
Ou, expandir ainda mais este castelo, fazer até a cidade do castelo. Fico levemente animado.
Enquanto penso nesse tipo de coisa, acaricio com carinho a cabeça do filho bem-sucedido.