Capítulo 528 – O Golem Cavaleiro, e a Espécie Extinta
O diorama feito pelo Kuon fez muito sucesso. Não só o pessoal dentro do castelo, também entre os outros nobres e realeza reunidos na reunião mundial, teve boa reputação.
E, como esperado, o Rei de Belfast, avô do Kuon, disse "quero um pra nossa casa também!", então o Kuon acabou fazendo diorama do castelo de Belfast também.
Originalmente, o castelo de Brunhild foi construído usando o castelo de Belfast como referência, então não parece ter dado tanto trabalho assim, e o Kuon terminou o diorama de Belfast em poucos dias.
Se for assim, os outros reis também dizem "eu também, eu também".
Claro, não posso sobrecarregar o Kuon, então disse que podia recusar, mas ele aceita satisfeito. Que filho bom, hein…
Mesmo assim, ficaria em apuros se ele se dedicasse a ponto de esquecer sono e refeição, então decidimos determinar horário de trabalho com folga suficiente pro Kuon não forçar demais.
Não é bem "jogo é uma hora por dia" dito por antigo mestre de videogame, mas é tipo estabelecer certo horário e deixar produzir.
A Arisu reclamou que o tempo pra brincar com o Kuon diminuiu, mas.
— Ou melhor, diorama de castelo no futuro fica geralmente exposto no saguão de entrada da maioria dos países, né. Nunca imaginei que foi o Kuon quem fez no passado…
Enquanto observava o diorama concluído, a Yakumo disse esse tipo de coisa.
O próprio Kuon, desde criança (mesmo agora sendo criança), tava fascinado assistindo diorama, mas nunca imaginou que ele mesmo tinha feito aquilo.
Se não tivesse feito o diorama deste castelo, talvez o Kuon do futuro não tivesse se interessado por diorama.
De alguma forma estranha, tá influenciando o futuro, hein. Isso não seria aquele tal paradoxo temporal? Será que também o poder do espírito do tempo tá agindo nesse ponto?
— O espírito do tempo é trabalhador, sabe. Guiando pro futuro planejado, manipulando várias coisas na relação de causa e efeito, provavelmente.
Assistindo a luta da Yakumo e do Kuon, sentada ao lado, a irmã Moroha murmura isso.
— Diante do poder do espírito do tempo, não importa o que faça, o futuro determinado não muda… isso?
— Não é isso não. Também muda com poder de deus, ou "milagre" concedido às pessoas. E também, por causa de descuido do espírito do tempo. Esse lado costuma ser chamado "coincidência", ou "por acaso".
— O espírito do tempo também comete erro, hein. Achava que fosse imagem tipo relógio, então achei que fosse mais rigoroso.
— Hahaha. Isso porque até o deus supremo comete erro a ponto de atingir humano do mundo inferior com raio.
Uwa, que convencimento profundo. É isso mesmo, hein, até deus erra. Espírito também deve errar mesmo.
— Bom, se não envolver deus maligno, acho que tá tudo bem considerar que quase não afeta o futuro. Ah, parece que vai decidir.
Diante da fala da irmã Moroha, olho pra frente, e a espada de madeira erguida da Yakumo tinha feito voar pro ar a espada de madeira do Kuon.
Trocaram golpe por bastante tempo, hein.
— Sem usar olho mágico, no jogo de espada, a Yakumo ainda é superior mesmo. Parece que resistiu bastante, no entanto.
Perdeu pra Yakumo, mas o Kuon também é razoavelmente forte. Se combinar com olho mágico, talvez chegue perto da Yae.
Entre as crianças, quem é rank ouro é a Yakumo e a Furei, e o resto todos são rank prata, dizem.
Provavelmente, mas. Falando de capacidade de combate puro sem usar magia, acho que a Eruna é a mais fraca entre as crianças presentes.
Mas mesmo essa Eruna tem força superior ao membro da nossa ordem de cavaleiros.
De novo reconheço o absurdo das crianças. Bom, sendo semi-deuses, treinados pelos deuses desde criança, faz sentido mesmo, talvez.
— Muu… a Yakumo-san, sendo irmã mais velha, acho que deveria pegar mais leve um pouco.
— Iyaiya, se fizer isso, não vira treino.
A mãe Yumina, levemente irritada por o filho ter perdido, reclama com a Yae, que sorri contraído. Ao lado, a Arubusu mantém silêncio sem se importar. A Coroa "Branca" é discreta.
『Kuu~! Se tivesse usado a mim, não seria bloqueado facilmente assim, não! Mais que aquela espada de madeira suja e surrada, eu consigo trazer à tona plenamente a força do jovenzinho, sabe!』
Por outro lado, a Coroa "Prata", Silvā, é falante. Se usar poder de golem, não viraria treino, oras.
Cruzando com o Kuon voltando pra cá, dessa vez, a Rinne vai em direção à Yakumo. Que animada, hein.
— Bom trabalho.
— Fuu… enfrentar a irmã Yakumo cansa mesmo, sinceramente… queria que pegasse um pouco mais leve…
— «« Pfft »»
— O quê?
Diante da fala parecida com a da mãe, eu e a Yae quase explodimos de rir sem perceber. Diante do olhar afiado da Yumina, contive de algum jeito.
— O Kuon parece não gostar tanto assim de combate, hein.
Diferente do Kuon, observando a Rinne conversando alegre com a Yakumo, a Yae comenta isso.
— É isso mesmo. Prefiro ficar lendo livro. Mas, sendo força que não faz mal ter, treino direitinho, sim. Porque não gosto de posição de só ficar sendo protegido e observando se acontecer algo.
— Capaz! O que acha, Yae-san, do meu filho! Mesmo pequeno, com postura tão firme assim! Como mãe, fico feliz!
A Yumina abraça o Kuon, começando de novo a acariciar a cabeça repetidamente como sempre. O Kuon, com olhar tipo tendo entendido algo, deixa acontecer assim mesmo.
— Senhor, será que a Yumina-dono não tá se deteriorando um pouco…?
— "Deteriorando", que isso… bom, acho que tá um pouco flutuante, mas…
Entre pais e filhos, ultimamente, sinto que a Yumina é quem tem "pai bobo" mais intenso. Talvez seja porque, diferente de todo mundo, é filho do sexo oposto.
No meu caso também, mais que o Kuon, do mesmo sexo, sinto mais consideração com as filhas, sexo oposto.
Bom, a Yumina também sabe fazer direito quando precisa, e não chega ao nível de Sua Majestade o Rei-Demônio, então deve tá tudo bem.
Enquanto penso isso, do lado do castelo, chegam o Doutor Babylon e a técnica Eruka acompanhada do Fenriru, junto com o Professor e a Kūn.
Que raro os desenvolvedores, o Doutor e o pessoal, virem até o campo de treino.
— Ei. Perguntei pra Shesuka, e disse que vocês estavam por aqui.
— Aconteceu algo? A Ōbāgia da Arubusu ficou pronta?
O Doutor e o pessoal deveriam estar produzindo a Ōbāgia da Arubusu. O tipo subaquático capaz de mergulhar no mar também.
Mantendo segredo até agora, parece que pretendiam não me contar até completar, mas será que terminou?
— A Ōbāgia ainda não terminou. Não é aquilo, é o golem cavaleiro que ficou pronto.
— Golem cavaleiro?
Se não me engano, era golem estacionado no futuro Brunhild, né? Filiado à organização subordinada da ordem de cavaleiros… foi isso que fizeram?
— Bom, de qualquer forma, vamos apresentar. Kūn.
— Sim.
Diante da fala do Doutor, a Kūn balança uma "cartão de storage" tirada, e ali aparecem dois golem tipo cavaleiro.
O cavaleiro golem que o Professor trazia era, a ponto de fazer duvidar se tinha humano dentro, golem tipo armadura completa exatamente assim, mas esse aqui era claramente projetado pra ser reconhecido de relance como não-humano.
Um deles, tamanho igual a humano adulto homem, equipado com espada na cintura, escudo nas costas.
E o outro, um degrau maior que tamanho humano, tamanho igual ao da raça Ouga. Uns três metros talvez. Corpo robusto também. Numa olhada, dá tipo força.
Ambos, base branca com peça preta como acento. Sem perceber, lembrei carro de polícia.
— Deixa eu apresentar. Golem cavaleiro, "Sōdoman" e "Gādian".
O Doutor aponta cada golem. O tipo cavaleiro comum é "Sōdoman", e o maior, "Gādian", é.
— Por que fez dois tipos, hein?
— O lado do "Sōdoman" é pra repressão contra humano, e o "Gādian" é pra resgate em acidente ou desastre, digamos. O "Sōdoman" é basicamente especializado em combate contra pessoa, e carruagem tombada ou resgate de incêndio é forte com o "Gādian". Separei conforme o uso.
Parece que o "Gādian" também tem função de extinção de incêndio. Entendi. Golem também equipado com função de resgate, é.
Seguindo a explicação do Doutor, o Professor continua.
— E então. Sobre esse "Sōdoman", ainda não decidi a definição base de força. Pra decidir isso, achei que precisaria da colaboração de todo mundo da ordem de cavaleiros.
— Definição de força? Quanto mais forte, melhor, não?
Sem entender, a Yumina inclina a cabeça. Diante disso, o Doutor responde com sorriso contraído.
— Iya, por exemplo, se usar como base a irmã Moroha, a máquina receberia sobrecarga demais, gastando de uma vez numa única batalha, né? Bom, antes disso, o "Sōdoman" nem tem função capaz de reproduzir a força da irmã Moroha, no entanto…
Isso mesmo. Sendo deusa da espada, afinal. Não acho que dê pra reproduzir mesmo.
— Força adequada pra lutar sem sobrecarregar a máquina. E ainda por cima, flexibilidade pra se ajustar à força do adversário. Queria configurar isso. Pra isso, queria que lutasse de verdade com alguns membros.
— Seria tipo checagem final da máquina, hein.
De fato, ficaria em apuros se golem apoio da ordem de cavaleiros fosse fraco, e também ficaria em apuros se, sendo forte, quebrasse depois de poucas lutas.
E também, sem força ajustada à força do adversário, não dá pra pegar leve também.
O golem cavaleiro tem plano de produzir certa quantidade, então não dá pra aumentar demais o custo. Se não considerar isso, dá pra reforçar quanto quiser, virando máquina de alto padrão, mas.
— Parece interessante, hein. Primeiro, vou virar adversário de teste.
O capitão da patrulha de cavaleiros, Rōgan-san, ouvindo a conversa, se oferece.
Provisoriamente, peço pros dois usarem espada de madeira de treino. O adversário é golem, mas ficaria em apuros se, feito com tanto esforço, quebrasse rápido demais.
— Certo, vamos!
O Rōgan-san dispara espada. Consegue trocar golpe duas, três vezes, mas logo recebe golpe de espada na lateral, e o Sōdoman perde.
— Eh, não é fraco?
— Configurei com força de valor mínimo, afinal. Primeiro, precisa lutar com algumas pessoas pra aprender movimento, técnica, previsão de ação do adversário.
Sem entender bem, mas será tipo "instalando" força durante o processo, é?
Depois disso, o Sōdoman luta contra alguns cavaleiros, perdendo quase toda vez. Mas, lutando várias vezes, aos poucos, começa a lutar bem, e eventualmente o número de vitórias fica maior.
No final, até vence o Rōgan-san, que perdeu no primeiro jogo, e, finalmente, o Sōdoman vence todos os membros da ordem de cavaleiros.
— Então, agora sou eu.
Quem se posiciona diante do Sōdoman com espada de madeira na mão, participando do treino da ordem de cavaleiros, era Kunoe Jūtarō-san, presente ali. Irmão da Yae.
Originalmente samurai de Ishen, o Jūtarō-san, buscando força, tá hospedado em Brunhild pra receber treino da irmã Moroha. Junto com a noiva, Ayane-san.
Parece que veio hoje também pra participar do treino. Quando chegou, hein?
O Jūtarō-san e o Sōdoman começam a partida. No início, parece que o Sōdoman tinha vantagem, mas, aos poucos, o Jūtarō-san vai encurralando, e, no fim, a ponta da espada do Jūtarō-san tava apontada pro pescoço do Sōdoman.
— Até aqui deve ser suficiente. Além disso, viraria sobrecarga na máquina.
A técnica Eruka para o combate do Sōdoman. O Sōdoman, curvando educadamente, "pekori", pra todo mundo, se retira do campo de treino.
— Praticamente empatado com o Jūtarō-san, hein. Pensando assim, é razoavelmente forte mesmo.
O Jūtarō-san tem habilidade classe um, dois em Ishen. Bom, em Brunhild, tem gente ainda acima dele por aí, então não convence tanto assim, no entanto.
— Primeiro, pensei em fazer uns cinco de cada, estacionando no posto da ordem de cavaleiros da cidade do castelo. Basicamente, o mestre fica com o Touya-kun, e a cadeia de comando fica sob o capitão e vice-capitão.
Isso mesmo. Precisa deixar o pessoal da cidade se acostumar até certo ponto também.
Nossa terra, entre os países do continente oriental, tem chance razoavelmente frequente de ver golem. Também tem os "Coroas", Nowāru, Arubusu, Rūju e Viora, e o Grêmio Comercial Sutorando do Oruba-san também começou a comercializar.
Bom, acho que já tão acostumados com Frame Gear também, no entanto.
Terminando o treino, voltamos pro castelo. Parece que o Kuon e a Yakumo vão direto pro banho pra tirar o suor.
Também penso em conferir alguns documentos acumulados, dirigindo-me até a sala do escritório, mas, da sombra do pilar, aparece rápido a chefe da tropa de inteligência, Tsubaki-san.
Uwa, assustei. Por favor, para de aparecer apagando presença assim dentro do castelo, viu?
— Tenho dois relatos.
— Cidade portuária do Reino de Kyuriera foi aniquilada. Parece ser obra dos "apóstolos do deus maligno".
— Reino de Kyuriera?
Deixa eu ver, se não me engano, era país no leste do continente ocidental, né? Não participa da "Aliança Mundial", mas, se não me engano, ouvi falar antes que o Reino de Panashesu, onde tem o príncipe de calça abóbora, tava convocando pra participar.
A cidade portuária de lá foi aniquilada pelos "apóstolos do deus maligno"?
Segundo a história da Tsubaki-san, homem-peixe, golem de quatro braços, gigante de pedra, apareceram de repente atacando.
Teve sobreviventes, mas parece que viraram feito cadáver vivo, tendo perdido a mente, ou, feridos, sofreram maldição, virando homem-peixe, desaparecendo pro mar. Sem dúvida, é obra dos "apóstolos do deus maligno".
— Através de Panashesu, achei que já tínhamos avisado pra tomar cuidado nas vilas e cidades ao redor do golfo, hein…
— Parece que não levaram a sério demais. Danos desse nível são primeira vez até agora.
De fato. Já teve caso de vila só, mas isso era nível de bandido atacando vila. Não deve ter prestado tanta atenção assim.
Mas, com cidade inteira destruída, isso é nível de invasão de outro país ou desastre. Daqui em diante, talvez reforcem mais o alerta.
Incômodo é não conseguir prever aparição igual naquela época das Phrase. Bom, normalmente é assim mesmo, no entanto… não teria como avisar "vamos atacar aqui".
Isso, decido comunicar através do smartphone pra todos os países da "Aliança Mundial".
Sinal suspeito, fenômeno anormal, avisar na hora se acontecer. Onde tiver Guilda de Aventureiros, em um dia, chega até o ouvido do rei. Dali, se chegar contato até mim, também é possível enviar com magia de teletransporte a ordem de cavaleiros daquele país até o local.
— O outro relato?
— Sim. Recentemente, apareceu fera mágica de identidade desconhecida perto da fronteira do Império de Regulus, e, pagando grande sacrifício, a Guilda de Aventureiros conseguiu derrotar. Mas essa fera mágica, sem registro até agora, dizem, sendo especulado se seria espécie nova.
— Espécie nova de fera mágica?
— A foto tá aqui.
"Piron", chega anexada foto do smartphone da Tsubaki-san.
Uwa… coberto de sangue, grotesco, hein…
Foto de corpo inteiro de longe, aparência parecida com leão, mas a cabeça, de qualquer ângulo, é de pássaro. Braço e perna também parecem de pássaro. Tipo de fera sintética.
Não pode ser, isso também é criado pelos "apóstolos do deus maligno"?
— Não, não parece ter sido encontrado o cristal mencionado dentro do corpo.
Vermelho ou azul, cor diferente, mas o cristal octaedro embutido no golem de quatro braços e no homem-peixe manipulado pelos "apóstolos do deus maligno". Achava que era exatamente o mesmo, mas diferente, é.
Se for isso, será realmente espécie nova mesmo? Se tiver gente entendida sobre esse tipo de coisa por perto… ah, aa, tem uma pessoa.
Despedindo-me da Tsubaki-san terminando o relato, teletransporto pra Babylon.
— Ora, raridade.
Ao ver minha figura, a administradora da "Biblioteca", Famu, ergue o rosto do livro. Como sempre, continua lendo, hein.
— Hoje, o que te traz aqui?
— Tem algo que queria mostrar pra você.
Aproximando-me da Famu, que lia livro no balcão da "Biblioteca", mostro a fera mágica exibida na tela do smartphone.
— Mostrar cadáver sangrento de animal despedaçado pra mulher é hobby estranho mesmo, nosso mestre.
— Não é isso. Vim perguntar se conhece essa fera mágica. Talvez seja espécie nova.
A Famu para de fazer piada leve, ajustando os óculos, "kuitto", observando fixamente a fera mágica exibida no smartphone. Eventualmente, caminha até um canto das várias estantes de livro, tirando um livro, folheando, "parapara", voltando de novo pra cá.
— Provavelmente, mas. Talvez seja isso aqui.
A Famu abre o livro grosso, colocando, "dosa", diante de mim assim mesmo. Ali tinha ilustração desenhada com toque realista de fera mágica de aparência parecida com a exibida no meu smartphone.
A parte da escrita é caractere espiritual antigo, então, sem usar [Reading], não entendo.
— Ipos. Dependendo da região, também chamada Ipesu, Aiporosu. Fera mágica vivendo principalmente na Grande Floresta de Irupanema, fera mágica bem agressiva, mas, sendo a carne muito saborosa, foi caçada até extinção pela tribo de fronteira da floresta de Irupanema há cinco mil quinhentos e setenta e quatro anos.
— Caçada até extinção? Quer dizer que se extinguiu?
— Isso Mesmo.
Achava que fosse espécie nova, mas era espécie extinta. Espera aí, isso já aconteceu antes também…!
A fera mágica caçada pelo Kuon e a Arisu na floresta perto… se não me engano, chamava Marukoshiasu. Aquilo também era espécie extinta, né!?
— O que tá acontecendo, afinal…?
Fera mágica que já deveria ter desaparecido, ressuscitando. Será que veio de lugar isolado do mundo exterior tipo Ilha de Parerius? Não, mais que isso…
— Não pode ser, atravessando o tempo…?
Algum poder agiu, invocando feras mágicas do mundo do passado? Não é impossível. Nossos filhos vieram do futuro, afinal. Do lado contrário também, deve existir possibilidade suficiente.
De novo, será aquele tal "terremoto dimensional"?
— Se for assunto de tempo e espaço, melhor perguntar pro especialista mesmo.
Tiro do bolso interno o smartphone pra ligar pra vovó Tokie.