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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 531

O País do Fênix Dragão Orufan, e a Imperatriz Fênix

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Capítulo 531 – O País do Fênix Dragão Orufan, e a Imperatriz Fênix

— Uuun, o que faço, hein…

Cruzando os braços, fico pensativo observando a armadura colocada diante de mim.

Sinistra e de gosto ruim, a "Armadura do Dāmueru" amaldiçoada.

Por que essa peça, arrematada pelo Rei de Ferusen no leilão, tá aqui comigo, é porque, sinceramente falando, comprei do Rei de Ferusen.

Ah, não é que forcei a compra, tá? Foi ele mesmo que veio dizer "compra, por favor!", viu?

Por que virou assim, é que o Rei de Ferusen levou bronca da noiva Erishia-san e do primeiro-ministro. Como imaginei, parece ter ultrapassado bastante o valor planejado.

Mesmo tendo comprado no leilão, foi mandado "vende na hora!", então o assunto chegou até mim.

Pessoalmente, não preciso dessa armadura, mas, sendo o Rei de Ferusen tão pobre coitado assim, comprei. Fui eu que subi tanto o valor mesmo, afinal…

O problema é o que fazer com essa armadura.

No fim, a Furei, incapaz de arrematar essa armadura no leilão, pagou com o dinheiro preparado pra armadura o valor da adaga arrematada de outro item. Por isso, não gastei dinheiro com a Furei.

Graças a isso, não recebi bronca da Hiruda, mas, se der de presente essa armadura pra Furei, no fim, vou levar bronca mesmo… a Hiruda já ouviu da Furei o valor da armadura.

Comprei algo que não posso simplesmente dar de presente assim, hein… vou deixar dormindo no [Storage] por um tempo, dando de presente quando a Furei virar adulta. Se for depois de adulta, a Hiruda também não deve reclamar tanto assim.

…Espera? Não pode ser, será que esse é o motivo da armadura do Dāmueru ficar desaparecida no futuro…? Por eu ter guardado o tempo todo dentro do [Storage]?

— …Bom, detalhe, tanto faz.

Enquanto guardo a armadura do Dāmueru no [Storage], batendo, "koncon", entra a Yumina.

— Touya-san, chegou carta de Sua Majestade o Rei Guerreiro do Reino Militar de Rāze.

— Do Rei Guerreiro de Rāze?

Reino Militar de Rāze. País no oeste ainda mais oeste do continente ocidental, dos guerreiros valorizando a arte marcial. O rei do país, Rei Guerreiro Gimuretto Garu Rāze, é da raça dracônida.

Igual Misumido, país com muita raça demi-humana, esse país repeliu várias vezes invasão do antigo País Mágico de Aizengarudo ao sul.

Basicamente, o povo deste país gosta de lutar por conta própria, então até o golem estacionado no país parece ser majoritariamente tipo armado.

Provisoriamente, o Reino Militar de Rāze também é país participante da "Aliança Mundial", então não seria estranho receber carta, mas por que não é por email? Deveria ter entregue smartphone.

— Se for pra notificar oficialmente como país, documento é mais garantido, viu. Brunhild também faz assim, viu? Touya-san carimba, né.

Ah, é isso mesmo. Quer dizer que é documento oficial do Reino Militar de Rāze, não conversa privada.

A Yumina cuida principalmente da negociação e articulação com outros países, organização de informação e assuntos de contato. Digamos, é tipo diplomata de Brunhild, ou melhor, ministra das relações exteriores. Atualmente, troca formal com outros países costuma passar cada vez mais pela Yumina.

Recebendo a carta da Yumina, confiro o conteúdo.

— Uuun…

— Aconteceu algo?

— Não, é que, através do Reino Militar de Rāze, o País do Fênix Dragão Orufan quer entrar na "Aliança Mundial", parece…

O País do Fênix Dragão Orufan é país insular localizado ainda mais a oeste do Reino Militar de Rāze. País correspondente à posição de Ishen no mundo aparente.

Talvez por isso, esse país também, igual Ishen, tem muitos pontos em comum com o Japão.

Primeiro, a roupa vestida é próxima de quimono. Mais mesclada com estilo ocidental do que Ishen, mas. Também tem muita gente usando espada como arma, e comida também parece comer com hashi.

Em Ishen, a Shirahime-san tá no topo como "imperatriz", mas, em Orufan, quem tá no topo é chamado "Ryūtei" ou "Hōtei". Bom, é rei.

Esses nomes "Ryūtei" e "Hōtei" são decididos pela origem de quem assume o trono. Se for linhagem "Ryū", vira "Ryūtei", se for linhagem "Hō", vira "Hōtei".

A nobreza do País do Fênix Dragão Orufan se divide entre linhagem "Ryū" e linhagem "Hō", e o "Ryūtei" e "Hōtei" são selecionados, quando o predecessor falece, de linhagem diferente pra geração seguinte. Ou seja, depois do "Ryūtei" vem "Hōtei", e depois vem de novo "Ryūtei", alternando o trono.

Esse desejo do País do Fênix Dragão Orufan de entrar na "Aliança Mundial", parece que o objetivo tá em outro lugar.

Atualmente, no País do Fênix Dragão Orufan, circula remédio chamado "remédio mágico dourado". Nem precisa dizer, é o remédio mágico espalhado pelos "apóstolos do deus maligno".

Esse remédio, com forte "maldição" aplicada, tem propriedade viciante, eventualmente corroendo a mente, remédio assustador que vira a pessoa em vazio.

Fiz a Furora, do "Prédio de Alquimia", analisar esse remédio que a Yakumo trouxe, ordenando a fabricação de remédio de recuperação.

Sendo originalmente feito do corpo de espécie mutante, precisou de vários materiais pra desencantamento da maldição, mas finalmente concluiu outro dia.

Sendo pouca quantidade, distribuí antecipadamente pros três países com mais dano, Reino Militar de Rāze, Reino de Sutorein, Sacro Império de Toriharan.

O lugar com mais dano é a região de Aizengarudo antigo, mas ali ainda tá em estado sem governo, então, se distribuir esse tipo de remédio, é visível que viraria grande alvoroço.

Sendo quantidade limitada, primeiro, decidimos priorizar esses três países aliados, mas o País do Fênix Dragão Orufan, sabendo disso, parece ter decidido entrar na aliança.

Bom, seja qual for o motivo, fico feliz que entrem na aliança, mas quanto será que tem de estoque de remédio de recuperação, hein…?

Com meu [Recovery] também dá pra curar, mas é questão de quantidade mesmo.

— Vou até Babylon um pouco.

Avisando isso à Yumina, teletransporto com [Teleport] até o "Prédio de Alquimia" de Babylon.

No "Prédio de Alquimia", tinha a administradora Furora, e, surpreendentemente, digamos, a Eruze e a filha dela, Eruna.

— Que raro os dois estarem aqui. Aconteceu algo?

— Eu tô acompanhando a Eruna. Essa criança tá dizendo que quer aprender com a Furora o método de fazer poção.

Poção é remédio capaz de curar ferimento e machucado bebendo ou aplicando na ferida. Não tanto quanto magia de recuperação, mas tem certo efeito, sendo comercializado até na Guilda de Aventureiros.

Naturalmente, Babylon também tem poção, mas, feita com tecnologia da civilização mágica antiga, o efeito é absurdamente diferente, capaz de curar até ferimento grave instantaneamente.

Extremamente convenientes, mas as poções feitas em Babylon precisam de material absurdamente caro.

Afinal, usam material de fera mágica que era comum na era da civilização mágica antiga, mas, atualmente, virou espécie em perigo de extinção.

Provisoriamente, essas receitas já foram fornecidas pra Guilda de Aventureiros, então, teoricamente, se conseguir o material, é possível refinar.

Mas por que a Eruna quer aprender poção, afinal?

A Eruna consegue usar magia de atributo luz. É usuária de magia de recuperação. Achando que poção seria desnecessário, mas.

A Eruna, por algum motivo, tava constrangida, "mojimoji", mas, eventualmente, abre a boca timidamente.

— Ehm, aquele, pensei se dava pra fazer poção com material barato mas efeito alto… se colocar isso na Guilda de Aventureiros, acho que mais gente teria a vida salva. Por isso…

— Como assim!? Minha filha, a melhor menina boa mesmo!

— Concordo intensamente!

Junto com a Eruze abraçando com força, "gyuu", a Eruna, eu também abraço a Eruna feito sobrepondo.

— Auu…

— Tem dois pais bobos aqui, sabe.

Sou olhado com olhar tipo atônito e frio pela Furora. Fala o que quiser. Minha filha é criança tão gentil e boa assim. Deve ser porque a educação dos pais foi boa mesmo!

Enquanto me deleito em autoelogio, "então, mestre, o que precisa?", pergunta da Furora me lembra do meu objetivo.

— Ah, é isso, deixa eu ver, o remédio de recuperação daquele tal remédio mágico dourado, quanto de estoque tem?

— Aquele? Deve ter uns cem frascos, mais ou menos.

Cem frascos, é. Bom, é melhor que não ter nada, mas…

— Além disso, pra fabricar mais, falta material. Especialmente, a gota da árvore lunar. Já esgotou até o estoque que tinha no "Depósito".

— Gota da árvore lunar?

— Orvalho matinal de árvore chamada árvore lunar. Não é orvalho matinal comum, dizem que só a de amanhecer depois da noite de lua cheia tem efeito forte.

Diante da minha dúvida, a Eruna responde. Ooh… conhece bem, hein… quando elogio, a Eruna responde levemente envergonhada que aprendeu com a Furora.

— Isso, onde tem?

— Cinco mil anos atrás, mais ao sul daqui… na região atualmente chamada Sandora, tinha bastante ainda restando.

Região de Sandora? Não, mas ali é só deserto atualmente, viu. Tem parte oásis também, no entanto.

O lugar onde antigamente existia o Reino de Sandora, atualmente, é região desértica com apenas algumas cidades-estados herdando o nome do Reino de Sandora.

Segurança ruim, boato de bandido, vilão, sequestrador circulando livremente. Melhor alguém unificar e governar isso logo, hein.

— Não pode ser que ainda tenha esse tipo de árvore num deserto assim… bom, provisoriamente, vamos tentar buscar.

Deixando a Furora emprestar de [Recall] a memória da árvore lunar, tento buscar na região de Sandora, e, exatamente como imaginado, não tinha nem uma árvore lunar por ali. Uuun, extinção, é.

— Não tem em outro lugar não? Se procurar pelo mundo, talvez tenha ao menos uma, né?

O que a Eruze diz também faz sentido. Expando o alcance, buscando pelo mundo inteiro. Sendo alcance amplo, leva tempo, hein… opa! Achei! Ainda não tinha se extinguido, hein!

Olhando o mapa, no continente oriental onde fica Brunhild, quase não tem, mas, no continente ocidental, tem quantidade considerável restante.

O maior lugar é o Reino de Rea, ao norte. Como esperado, digno do nome de reino verde… opa? No País do Fênix Dragão Orufan também tem bastante, hein. Se for isso, se só fornecer a receita, dá pra fabricar de forma autossuficiente, né?

— Nesse país, não tem material também, então cobrir tudo é impossível, senhor. Se fizer comércio de material com outro país, acho que é possível.

Fumu. O Orufan fornece "gota da árvore lunar". Os outros países fornecem o resto. Se trocarem entre si, cada país consegue produzir remédio de recuperação, é.

Certo, então vamos pedir pro Rei Guerreiro de Rāze apresentar o rei de Orufan.

Deixa eu ver, se não me engano, geração atual é "Hōtei", né? Se for isso, vou levar o Kōgyoku junto.

O "Hō" da linhagem "Hō" seria fênix ou fênix, subordinado do Kōgyoku, né. Quando fabriquei a "Árvore Sagrada", usei até a cauda da fênix.

Melhor levar a cauda da fênix de presente também? Sobra da fabricação da "Árvore Sagrada", se não me engano, ainda tá dormindo no [Storage]. Não sei se vão gostar, mas…

A cauda de fênix também vira material de remédio ressuscitador. Dizem que, se for logo depois de morrer, é possível reviver. Claro, precisa manter o corpo intacto, e, se for morte por velhice, dizem que não adianta.

Na realidade, remédio ressuscitador foi entregue um pra cada país aliado. Pro caso de "e se" de verdade mesmo.

Sendo coisa difícil de conseguir, acho que vão ficar felizes, mas fico preocupado se não vão ficar bravos dizendo "arrancar a cauda do nosso venerado fênix!".

Não é que arranquei, é coisa que pedi direitinho pra conseguir, tá? No pior caso, talvez precise invocar a própria fênix pra fazer entender.

— O que foi, Touya, vai pro País do Fênix Dragão Orufan?

— Nn, um pouco. Vou entregar remédio. Agora, naquele país, parece que aquele remédio mágico tá se espalhando, então penso em levar o remédio de recuperação feito aqui junto com a receita. Nunca fui, então, aproveitando, vou visitar Orufan…

Enquanto converso isso com a Eruze, a Eruna puxa levemente a manga do casaco. Nn? O que foi?

— P, papai, eu também não posso ir? Eu também consigo usar [Recovery], e também consigo desfazer o efeito do remédio mágico. Se tiver gente em apuros, quero ajudar…

— Aa, mou! Que criança boa, hein! Não seria anjo!?

A Eruze, comovida, abraça de novo a Eruna, chorando. Uhum, bom, a Eruna sendo minha filha, precisamente é semi-deusa. Metade divina. Ou seja, quer dizer que é igual a anjo mesmo! Minha filha, anjo!

— O pai bobo tá acelerando, senhor.

Não enche. Não aceito nem contestação nem objeção. Só existe o fato de que minha filha é anjo.

— Então, a Eruna vai junto também?

— Uhum!

— Eruna, eu também vou, viu! A mãe vai proteger você!

Dizendo isso, a mãe cerra o punho. Não, não é que vamos fazer assalto, no entanto. Mais que isso, seria resgate, né.

Vou pedir pro Reino Militar de Rāze fazer contato com o País do Fênix Dragão Orufan. Ir de repente sem aviso seria falta de respeito, afinal.

Vou levar cauda de fênix de presente, mas, se entrarem na aliança, também preciso entregar smartphone de produção em massa, né.

Certo, preparação, preparação.

— Aqui é o País do Fênix Dragão Orufan, hein…

Atravessando o [Gate] aberto pela Yakumo, que já veio nesse país antes, chego até a capital do País do Fênix Dragão Orufan, Orufeusu.

Diante dos olhos, se estende paisagem urbana mesclando estilo japonês e ocidental. O que vem à mente primeiro é imagem da era Taishō. Sinto tipo retrô e moderno coexistindo em tensão.

As pessoas andando pela cidade também vestiam roupa lembrando levemente a era Taishō. Camisa por cima com quimono e hakama, calçado tipo bota. Tem tanto haikara como bankara.

Espécie não é só humano, também tem beastfolk. Não sinto sensação discriminatória. Parece viver normalmente como cidadão comum mesmo.

Também vejo de relance estrangeiro parecido conosco, mas parece não se importar tanto assim. Digno de manter intercâmbio com o Reino Militar de Rāze, esse tipo de coisa parece aberto. Reino Militar de Rāze é país com muita raça demi-humana, afinal.

— Ah, tá vindo carruagem parecendo esplêndida. Aquela não seria a recepção?

Enquanto me admiro com a paisagem urbana de Orufeusu, a Eruze fixa o olhar na carruagem chegando do outro lado. Puxada por quatro cavalos, esplêndida mesmo.

Nesse horário, avisamos com antecedência através do Reino Militar de Rāze que viríamos até aqui. Como diz a Eruze, provavelmente, deve ser aquilo mesmo.

— Com licença. Seria Vossa Majestade Mochizuki Touya, Príncipe-Rei do Principado de Brunhild, junto com Suas Altezas as Princesas Consortes Yumina e Eruze?

Um dos que estava no assento do cocheiro da carruagem desce diante de nós, perguntando. Confirmando isso, a porta da carruagem abre, convidando-nos pra dentro.

Nessa comitiva diplomática do País do Fênix Dragão Orufan desta vez, participam eu, e, como diplomata, a Yumina, mãe e filha Eruze e Eruna, além de alguns cavaleiros de escolta, e também o Kuon.

Sobre o Kuon, foi a Yumina que insistiu em trazer com força. Parece que queria sentir levemente clima de viagem com o filho.

Sendo dessa personalidade, o Kuon, sem recusar, aceitou levemente dizendo "tá bem", acompanhando. Filho, tá tudo bem recusar também, viu…

A propósito, a Silvā também tá em tamanho de adaga, equipada pelo Kuon.

Já avisei com antecedência ao Orufan que traria criança de parente também, então parece não ter problema sobre o Kuon e a Eruna, mas o olhar do povo de Orufan se concentra no Kōgyoku, trazido como escolta da Eruna. O quê?

Sendo o Kōgyoku pousado no ombro da Eruna, a Eruna, recebendo esse olhar, cora com desconforto evidente, "nantomo".

Talvez preocupado com isso, o Kōgyoku voa até o meu ombro. Junto com isso, o olhar de todo mundo também se move, e a Eruna solta suspiro de alívio, "hoo".

— Umm, algum problema?

— A, não, isso… aquele pássaro aí se parecia muito com a ave sagrada que veneramos…

Ave sagrada deve se referir provavelmente à fênix. Eu também só vi uma vez, mas o Kōgyoku e a fênix têm cor e aparência bem parecidas. Mas a pena da cauda não é tão comprida quanto isso, no entanto.

A carruagem preparada por Orufan era ampla, parecendo tranquila até com nós cinco, eu, Yumina, Kuon, Eruze e Eruna, todos embarcando.

— Nesta era, ainda é o Hōtei que governa, hein.

Observando de relance a paisagem urbana pela janela, o Kuon murmura baixinho.

— Isso quer dizer o quê, Kuon?

— Não, é que, na nossa era, era o Ryūtei quem governava, afinal.

Entendi. Quer dizer que, desde agora até o futuro onde o Kuon e o pessoal estavam, ocorreu troca de geração, hein. Se for isso, Sua Majestade o atual Hōtei deve estar razoavelmente idoso? Não, não necessariamente ter falecido. Também existe possibilidade de abdicação enquanto ainda saudável.

Eventualmente, a carruagem chega no palácio de construção luxuosa. Vendo essa construção, sinto compreensão estranha, "entendi mesmo".

O palácio do País do Fênix Dragão Orufan tem aparência bem parecida com o Salão Fênix do Byōdō-in. Aquele desenhado no verso da moeda de dez ienes.

O castelo de Ishen também era parecido com castelo japonês, e, mesmo em outro mundo, existe esse tipo de coincidência mesmo, hein.

Perguntando, parece que existem dois palácios, e, no reinado do Ryūtei, muda pra outro palácio. Fico curioso como é aquele prédio também. Talvez tenha dragão enrolado ou algo assim.

Guiados pelo funcionário responsável, avançamos entre pilares vermelhos e tapete vermelho.

Eventualmente, as duas portas esculpidas com fênix grande de frente uma pra outra se abrem, chegando até local tipo sala de reunião.

— Bem-vindo a Orufan. Vossa Majestade Príncipe-Rei de Brunhild, junto com Suas Altezas as duas Princesas Consortes. Honra em poder encontrar.

Na cabeça da pessoa que nos recebeu assim, tinha coroa dourada pequena. Essa pessoa é a Hōtei de Orufan, é?

Surpreendentemente (dizer isso seria estranho), era pessoa mais jovem do que imaginava. E ainda por cima, é mulher.

A idade parece uns vinte e poucos anos. Veste vestimenta cerimonial luxuosa bordada com fênix em fio dourado e prateado. Cabelo comprido vermelho brilhante, e olho vermelho afiado igualmente, mulher de aparência marcante.

— Muito obrigado pelo convite. Sua Majestade Hōtei. Em nome de Brunhild, agradecimento sincero.

De relance, observando ao redor, no entorno da Hōtei, os súditos se dividem completamente em dois lados, direita e esquerda, entre os que vestem cor avermelhada e os que vestem cor azulada.

Provavelmente, esses devem ser a linhagem "Hō" e a linhagem "Ryū".

Mas não consigo imaginar que essa jovem Hōtei vá trocar de geração daqui uma dezena de anos.

…Não pode ser, será que foi assassinada, ou algo assim?

Balanço a cabeça, afastando o pensamento perturbador que surgiu na mente.


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