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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 532

O Remédio Ressuscitador, e o Antigo Imperador Dragão

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Capítulo 532 – O Remédio Ressuscitador, e o Antigo Imperador Dragão

— Isso, é…! Não pode ser… não pode ser! Aa, o que é isso…!

Eh, que atmosfera é essa, hein…

Nós, chegando ao País do Fênix Dragão Orufan, fizemos cumprimento formal, explicamos as regras e atenções ao entrar na "Aliança Mundial", e entregamos à Hōtei os cem frascos de remédio de recuperação do remédio dourado, conforme pedido.

Nessa hora, também contamos que a gota da árvore lunar, material base, também é conseguida neste país, e que, fazendo comércio com outros países, dá pra fabricar o remédio de recuperação por conta própria também.

Terminando de entregar alguns smartphones de produção em massa, ensinando à Hōtei e aos altos funcionários do país o método de uso, decidimos entregar aquele presente que quase esqueci completamente.

Pra dar aparência de valor, coloquei propositalmente numa caixa de madeira kiri, e, assim que a Hōtei abre, deixa cair a tampa, começando de repente a se descontrolar.

No lugar da Hōtei, atônita, o primeiro-ministro de meia-idade, vestindo roupa cerimonial azul, também intervém excitado.

— P, príncipe-rei! Isso não seria, por acaso, a cauda de fênix!?

— Deixa eu ver, do nosso lado, chamamos de fênix, mas talvez seja a mesma espécie…

Segundo o Kōgyoku, precisamente, é diferente, mas o efeito do material é igual. Mas, se virasse "o que fez com nosso venerado fênix!", pretendia insistir "isso é fênix! É coisa diferente!". Sim.

— Se tiver isso… com isso, dá pra fazer remédio ressuscitador…! Dá pra salvar Sua Majestade Ryūma…!

— Vossa Majestade! O remédio ressuscitador é coisa extremamente preciosa! Não pode usar levianamente assim…!

— O que você tá dizendo! Com isso, dá pra salvar Sua Majestade Ryūma, viu! Não vou deixar a linhagem Hō fazer o que quiser!

— Não brinca! A linhagem Ryū ainda tem candidato pra próxima geração, incluindo Sua Excelência Ryūya! Como pode desperdiçar remédio precioso assim!

— Desperdício!? Você, com que boca fala isso!

Parece que a controvérsia não veio na nossa direção, mas a roupa cerimonial vermelha e a azul, provavelmente linhagem Hō e linhagem Ryū, entram em desavença acalorada, virando situação sem controle.

A Hōtei chega até derramar lágrima. Melhor acalmar isso um pouco.

— Umm… [Silence]

Quando ativo magia de silêncio, todo o barulho desaparece de uma vez.

O povo de Ryūhōkoku, diante da voz de repente sumida, "pakupaku", fala algo comigo apressado.

— Vamos nos acalmar por um momento. Se contarem a situação, talvez eu possa ajudar.

Do nosso lado, não desativei o som, então deve ter chegado até o povo de Ryūhōkoku.

Eventualmente, a Hōtei assente, "kokukoku", então desfaço [Silence].

— …Desculpe a falta de educação. Mostrando cena tão vergonhosa assim diante de convidados… peço perdão sincero.

A Hōtei curva levemente a cabeça.

Não, bom, isso tá tudo bem, no entanto. Mas gostaria de evitar que o que entreguei causasse rebelião civil, então, se possível, gostaria que contassem a situação.

— Faz todo sentido. A história remonta a quinze anos atrás…

Segundo a Hōtei, o antigo Ryūhōtei, ou seja, o Ryūtei, era pessoa chamada Ryūma, dizem que era imperador sábio que até a jovem Hōtei atual estimava como irmão mais velho.

A linhagem Ryū e a linhagem Hō têm certa parte de não-interferência mútua, mas não são hostis entre si. Naquela época, o Ryūtei Ryūma e a atual Hōtei, então considerada próxima Hōtei, Hōka, se davam bem feito irmãos.

O destino desses dois se dividiu quinze anos atrás. O incidente ocorreu no Ryūhōden, castelo do Ryūtei.

O Ryūtei Ryūma morreu acidentalmente. Esmagado debaixo de altar pesado que caiu de repente.

— Naquele momento, eu tava diante do altar. Graças ao Ryūma-sama, que percebeu rápido, empurrando-me pra fora, sobrevivi. Mas, em troca, o Ryūma-sama faleceu…

Antigamente, remédio ressuscitador existia em Ryūhōkoku também, mas, há mais de mil anos, deixou de ser fabricado. É que o material pra fazer é raro demais.

Mas, apostando fio de esperança de ressurreição, a Hōtei decidiu preservar o corpo do Ryūma.

— Eu consigo usar magia de atributo nulo. Chamo de [Fūkai], mas é poder capaz de parar o tempo de objeto e armazenar. Mesmo assim, é só coisa pequena, mas…

Ooh. A Hōtei consegue usar [Storage], é.

No continente ocidental, tem item mágico de armazenamento chamado "cartão de storage" pra guardar golem, mas isso não consegue parar o tempo.

O [Fūkai] da Hōtei, igual ao [Storage], não dá pra colocar coisa viva. Mas, sendo cadáver, não tá vivo, então não tem problema colocar dentro.

— Eu nunca consegui desistir completamente. Queria ver de novo, com meus próprios olhos, o sorriso do Ryūma-sama. Mesmo criança, deve ter sido idolatria mesmo. Pra não envergonhar o Ryūma-sama, esses quinze anos, dediquei-me a Ryūhōkoku como Hōtei. Ao mesmo tempo, ao longo de quinze anos, enviei mensageiro pra vários lugares, reunindo material aos poucos. Mas, mesmo assim, só faltava um último item, "a cauda de fênix". Mas, agora, isso…!

Entendi. Então é isso que a fez chorar. Irmão que estimava, salvador de vida, revivendo. Faz sentido ficar feliz mesmo.

"Sniff", escuto som de choro, e, virando-me pro lado, a Eruna chorava, "daba".., copiosamente. Eeh!?

— Vossa Majestade Hōtei, que bom mesmo…!

Não, senhorita Eruna? Ainda não reviveu, no entanto.

— Vem, Eruna. Limpa a lágrima…

A Eruze, mãe, limpa o rosto da Eruna com lenço. Percebo que a própria Eruze também parece prestes a chorar, se contendo de algum jeito. Pai e filha parecidos mesmo.

E, deixando de lado eu, do outro lado, tá outra dupla de pai e filho.

— Entendi. Então, Sua Majestade Hōtei, junto com a linhagem Ryū, pretendem usar o remédio ressuscitador feito em Sua Majestade o antigo Ryūtei?

— Fumu. A linhagem Hō, pelo visto, tá considerando guardar esse remédio precioso pra emergência.

A Yumina e o Kuon analisam a situação com calma. Aqui também, pai e filho parecidos… uuun, poderiam mostrar mais elemento de "papai", crianças.

— Naquela hora, se o Ryūma-sama não tivesse salvado, quem teria morrido seria eu. Dessa vez, é minha vez de salvar o Ryūma-sama.

— Mas, Vossa Majestade…! Pensando na possibilidade de "e se", como esperado, usar esse remédio…!

O conselheiro próximo de roupa cerimonial vermelha se intromete com a Hōtei. Essa pessoa também é da linhagem Hō igual à Hōtei, então deve estar pensando no que fazer se acontecer algo com a Hōtei.

Nn? Existe possibilidade de "acontecer algo"?

Enquanto penso nessa dúvida, a Yumina olha de relance pra mim.

— Touya-san.

— Nn? Aa, já sei.

Tiro do [Storage] um pequeno frasco de remédio. Dentro, tá cheio de líquido azul transparente.

— Isso é…?

— Remédio mágico de ressurreição.

— Eh!?

O olhar de todo mundo de Ryūhōkoku se concentra no frasco pequeno colocado na mesa. Bom, faz sentido mesmo. O produto final do material que entreguei tá bem diante deles, afinal.

— Por favor, entrego pra vocês.

— Eh!? T, tá bem mesmo!?

— Sim. É benefício por entrar na "Aliança Mundial". Só um frasco, no entanto. Também distribuí pros outros países, então, sem se preocupar, por favor.

— A, ah, muito obrigado mesmo…!

A Hōtei abraça o frasco pequeno no peito, curvando profundamente a cabeça enquanto chora.

Originalmente, queria entregar depois de um pouco mais de convivência, mas, sendo que a Yumina também confirmou com olho mágico, deve ter sido por isso que me incentivou. Pela aparência, deve ser mesmo gente boa mesmo.

— Vossa Majestade Príncipe-Rei de Brunhild. Sendo grato por toda essa consideração, sinto muito por ser mal-educado, mas, será que poderia ajudar na ressurreição do Ryūma-sama? Ouvi que Vossa Majestade consegue usar magia de recuperação. Gostaria de curar o ferimento do corpo do Ryūma-sama, e, depois disso, começar o ritual de ressurreição.

— Eh? Bom, isso, tá tudo bem, mas…

Assim que aceito o pedido da Hōtei, o ambiente ao redor fica agitado de repente. Especialmente, o povo da linhagem Ryū, vestindo roupa cerimonial azul, começa a se mover apressado.

— Não sabemos o que pode acontecer, chamem o médico e a farmacêutica! O barreirista também!

— Manda alguém correndo até o Ryūhōden! Chama Sua Excelência Ryūya!

— Libera a Sala da Asa Vermelha! Até o ritual terminar, não deixem ninguém se aproximar!

Em meio ao alvoroço absoluto, somos levados pra outra sala. Deve ser pra esperarmos até a preparação ficar pronta.

Bebendo o chá servido na outra sala, relaxando, chega o primeiro-ministro da linhagem Ryū, curvando profundamente de novo a cabeça pra nós.

— Dessa vez, sinceramente, muito obrigado…! Em nome do Ryūma-sama e da linhagem Ryū, expresso nossa gratidão…!

— Ah, isso, ehm, ainda não teve sucesso, então, sendo tanto assim…!

Pensando na hipótese do remédio ressuscitador não funcionar, sinceramente falando, a pressão é absurda, então preferia que parassem.

Enquanto fico em apuros, "kui!", a Eruna, ansiosa, puxa minha manga.

— Existe caso de nem com remédio ressuscitador reviver?

— Aa, como possibilidade, não é zero. Primeiro, caso o estado do corpo não esteja perfeito. Mesmo aparentando ileso por fora, se tiver dano grave internamente, não ressuscita. Precisamente, ressuscita mas morre na hora. Segundo, caso já tenha histórico de ressuscitar antes. Mesmo dizendo remédio ressuscitador, não é algo que reviva várias vezes. E, isso seria o mais provável, caso, por algum motivo, a alma já não esteja mais presa ao corpo. Sem alma, o remédio ressuscitador não tem efeito nenhum. Esse tipo de possibilidades existem, sabe.

Explicando pra Eruna, ao mesmo tempo, faço o primeiro-ministro entender que existe essa possibilidade.

Se, com isso, não ressuscitar, vai ficar sensação absurdamente ruim, francamente…

Ferimento externo do corpo e órgão deve dar pra curar completamente com magia de recuperação. Sendo que sofreram acidente e usaram magia de armazenamento na hora do falecimento, acho que também não tem caso de alma já ter saído.

Se não tiver caso do antigo Ryūtei já ter ressuscitado uma vez antes, acho que deve conseguir ressuscitar sem problema.

Na realidade, existe também outra possibilidade de não ressuscitar. É se, no momento da morte, deixou algo tipo rancor.

Se falecer odiando ou ressentindo alguém, a alma vira fantasma, separando-se do corpo. Sendo assim, naturalmente, ressurreição é impossível. Porque a alma essencial foi pra outro lugar. Bom, o destino provavelmente deve ser pra perto da pessoa alvo do rancor.

Tendo morrido tentando salvar a Hōtei, não acho que tenha rancor, mas, às vezes, alma sai devido a algum tipo de arrependimento ou pesar. Sendo assim mesmo, quanto mais o corpo morre de forma intensa, mais a alma tende a se separar.

Se separar limpo, vira ascensão espiritual, mas, se a alma deixar fragmento no corpo, ressentindo alguém enquanto sai, o corpo vira zumbi, e a alma vira fantasma ou espírito.

— Pensando bem, fiquei curioso, mas o Sua Excelência Ryūya é quem, afinal?

O Kuon, bebendo chá, pergunta pro primeiro-ministro. Ah, eu também fiquei levemente curioso. Já saiu o nome dessa pessoa algumas vezes na conversa.

— O Ryūya-sama é irmão mais novo do Ryūma-sama, antigo Ryūtei, um dos candidatos pra próxima geração de Ryūtei.

Irmão mais novo do antigo Ryūtei, é. Bom, se for isso, faz sentido contatar em primeiro lugar mesmo.

Diante da explicação do primeiro-ministro, a Eruze inclina a cabeça.

— Sendo um dos candidatos, quer dizer que ainda não decidiram o próximo Ryūtei?

— Sim. O Ryūhōtei é escolhido entre as famílias nobres da linhagem Ryū e da linhagem Hō, num total de dez famílias, mas, envergonho-me em dizer, nós, cinco famílias da linhagem Ryū, ainda não estamos alinhados… mas, se o Ryūma-sama, antigo Ryūtei, voltar, gostaríamos que ele assumisse de novo o trono. Se for isso, acho que as cinco famílias não teriam objeção.

O antigo Ryūtei Ryūma deve ter sido imperador sábio e tanto, hein. Não só a Hōtei, sendo tão estimado até pelos súditos assim.

— Mas, mesmo assumindo o trono, como fica a atual Hōtei?

— A Hōtei assumiu o trono sentindo responsabilidade pela morte do Ryūma-sama. Se libertada desse peso grave, disse com antecedência que passaria o trono ao Ryūma-sama.

Ah, entendi. A Hōtei tá com disposição total de renunciar, hein…

Se for isso, a atitude dos conselheiros próximos da linhagem Hō de agora há pouco me deixa levemente curioso.

Se o Imperador Ryūma reviver, a Hōtei entregaria o trono, então talvez estejam pensando "não pode reviver por isso", chegando a suspeitar de má-fé.

…Bom, não é bom desconfiar demais das pessoas mesmo. Talvez tenha sido puramente por preocupação com a Hōtei mesmo.

Enquanto bebo chá refletindo sobre isso, a porta do quarto abre, entrando homem de roupa cerimonial vermelha.

— A preparação tá concluída. Por favor, por aqui. Vou guiar.

Parece que a preparação da ressurreição ficou pronta. Certo, então vamos… opa, o que faço com as crianças, hein?

— Yumina, Eruze. Podem esperar aqui com as crianças?

Como esperado, mostrar cadáver pras crianças seria estranho, e também existe possibilidade de não ressuscitar, afinal. Também tem isso de não querer mostrar cena chocante assim, todo mundo de Ryūhōkoku em desespero.

— Entendido. Então, vamos esperar aqui.

— Toma cuidado, viu.

As duas, percebendo meu pensamento, parecem que vão ficar. Certo, então vamos.

Levando só o Kōgyoku, sigo atrás do guia. Atravessando o corredor alinhado com pilares vermelhos, indo cada vez mais fundo, eventualmente sou guiado até dentro de quarto de construção elegante.

— Esperávamos por Vossa Majestade Príncipe-Rei. Já tá tudo preparado.

A Hōtei presente no quarto curva a cabeça. Diante dela, em cama instalada, tava deitado um jovem. Esse jovem é o antigo Ryūtei, é.

Idade parece uns vinte e poucos anos. Veste roupa azul longa luxuosa, cabelo preto comprido preso atrás. Altura alta. Feições ordenadas, mas, do lado da testa dele, ainda tem ferimento fresco, com sangue escorrendo. Isso é a causa da morte? Esmagado debaixo do altar, bateu forte a cabeça, talvez?

Retirado do [Fūkai] da Hōtei, já o tempo dele começou a se mover de novo. Não posso ficar enrolando. Vamos começar logo o procedimento.

Primeiro, com "Olho Divino", identifico a alma que deveria estar no corpo.

Perto do peito, dá pra ver objeto redondo brilhando limpo. Balança tentando sair do corpo, mas sem faltar nada. Alma sem dano nenhum.

Fuu. Isso era a maior preocupação, então sinto alívio.

— Certo, então, vamos… [Luz venha, cura da deusa, Megahīru]

— Ooh…!

Escapa voz de admiração das pessoas ao redor. O corpo do Imperador Ryūma é envolto em luz, emitindo brilho fosforescente. O ferimento na têmpora se recupera visivelmente, e o dano corporal fica completamente curado.

— O ferimento desapareceu…!

— Com isso, o dano físico foi curado. Resta só fixar a alma no corpo com o remédio ressuscitador.

— Sim…!

A Hōtei ergue levemente o pescoço do Imperador Ryūma, removendo a tampa do frasco pequeno de remédio ressuscitador.

— Por favor, volte, Ryūma-sama…!

Derrama devagar o remédio ressuscitador na boca do Imperador Ryūma. Esse remédio só precisa entrar no corpo, então não precisa engolir. Até derramar pelo nariz teria efeito.

O remédio ressuscitador é absorvido na hora pelo corpo, incentivando a fixação da alma e o despertar do corpo… deveria ser assim. Eu também é primeira vez vendo pessoa reviver com remédio ressuscitador, então não sei nem quanto tempo leva pra despertar.

Segundo a história da Furora, do "Prédio de Alquimia", parece que não leva tanto tempo assim, mas…

— Ryūma-sama…! Por favor…!

A Hōtei e todo mundo ao redor observam com o coração na mão o jovem deitado na cama. Do meu lado também, fico apreensivo se não vai falhar. Se for reviver, por favor, rápido! A pressão é absurda demais!

— Olha! A cor do rosto do Ryūma-sama…!

Eventualmente, aos poucos, a pele pálida do Imperador Ryūma ganha tom avermelhado. A pálpebra treme levemente, "pikuri".

— Ryūma-sama…!

A Hōtei abaixa silenciosamente a cabeça que segurava, observando,

— Kofu…!

— Ooh!

Feito tossindo levemente, o corpo inteiro do Imperador Ryūma se move. Depois de repetir tosse pequena algumas vezes, o olho do Imperador Ryūma abre devagar.

— …Onde é isso? Quando foi que vim parar num lugar assim, afinal…?

No instante em que o Imperador Ryūma solta voz, dentro do quarto, explode grito de torcida imenso. Linhagem Ryū, linhagem Hō, todos choram de alegria. Deve ter sido estimado mesmo, hein…

— Ryūma-sama!

Talvez comovida, a Hōtei se abraça, cobrindo-se sobre o Imperador Ryūma deitado.

— O quê!? Espe, espera um pouco! Quem é você!?

Diante da fala do Imperador Ryūma com o rosto completamente vermelho, o quarto que tava tão animado assim, "shin…", fica em silêncio absoluto. Não pode ser, terá perdido a memória!?

— Sou eu! Sou a Hōka, da linhagem Hō!

— Hōka? Não fala besteira, a Hōka é garotinha ainda com menos de dez anos, viu?

Diante dessa fala, as pessoas ao redor sentem alívio ao mesmo tempo que começam a rir. Já se passaram quinze anos desde que ele faleceu. Tempo mais que suficiente pra uma criança crescer. Faz sentido não entender na hora mesmo.

— É isso, a Hōka! Se não me engano, o altar caiu, e…!

— Por isso! Eu sou a Hōka! O Ryūma-sama morreu me protegendo, e, quinze anos depois, revivendo com remédio ressuscitador!

— O que é essa besteira… espera, aí, você… não pode ser, Ryūzan? Por que envelheceu tanto assim?

O Imperador Ryūma direciona o olhar pro primeiro-ministro, de pé ao lado da Hōtei, arregalando os olhos.

O primeiro-ministro parece ter uns quarenta e poucos anos. Antes do Imperador Ryūma morrer, deveria ter uns vinte e poucos. Se já tivesse certo grau de maturidade, mesmo envelhecendo, não deveria mudar tanto assim.

— Se passar quinze anos desde então, eu também envelheço, viu. Mesmo tendo mesma idade que Vossa Majestade, nunca imaginei que ia ficar mais novo que eu… hahaha, parece que vou envelhecer ainda mais também.

O primeiro-ministro ri chorando. Mesma idade, é. Será que eram amigos?

— Não pode ser… quinze anos depois é isso… é verdade mesmo?

— Vou explicar tudo direitinho agora. Por isso, se acalme, por favor.

— …Entendido.

O Imperador Ryūma ressuscitado, mesmo com expressão solene, assente pequeno, "kokuri".

Fuu. De algum jeito, terminou sem problema o ritual de ressurreição. Daqui em diante, é problema de Ryūhōkoku, então vou deixar pra eles cuidarem.


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