Capítulo 533 – A Clínica de Tratamento, e os Pacientes
— Entendi… a lógica se sustenta. Se não for que todos aqui estejam tentando me enganar, isso deve ser o futuro, quinze anos depois.
O antigo Ryūhōtei, Ryūma, observando a paisagem urbana pela janela, murmura calmamente.
Ahaa, pra ele, isso significa ter vindo pro futuro mesmo, hein.
— Ryūma-sama…
— Bom, o que mais me surpreende é que você seja a Hōka. Aquela princesa levada e travessa mudar tanto assim… o fluxo do tempo é assustador mesmo, hein.
— Q, "assustador", como assim!? Eu também virei adulta, viu!
Diante da Hōtei chamando com preocupação, o antigo Imperador Dragão responde rindo assim, e ela infla as bochechas. Parece que a Hōtei, quando criança, era garota bem ativa mesmo. Atualmente, os dois parecem exatamente da mesma idade.
— Então, sobre o que fazer daqui em diante… o que vai acontecer comigo?
Sentado na cadeira, o antigo Imperador Dragão direciona o olhar pra Hōtei e o primeiro-ministro Ryūzan-san, sentados diante dele.
— Isso… queríamos que Ryūma-sama voltasse a ser Ryūtei de novo…
— Mas já se passaram quinze anos desde o reinado da Hōka, né? Achando que seria fora de propósito eu me intrometer agora. E ainda, eu não conheço os acontecimentos do mundo nesses quinze anos. Que movimento houve neste país e no exterior. Não quero virar Ryūhōtei ignorante do mundo.
— Isso, o Ryūma-sama conseguiria entender rápido…!
A Hōtei insiste com a fala do Imperador Ryūma, mas ele estende a mão contendo isso.
— Independente do motivo, o homem chamado Ryūtei Ryūma morreu uma vez. Mesmo tendo ressuscitado, acho errado entregar o trono. Se o primeiro Ryūhōtei ressuscitasse, vocês entregariam o trono a ele? Homem do passado, de centenas de anos atrás, sem conhecer esta era?
— Isso…
Bom, se o Ryūhōtei que já morreu uma vez voltasse a assumir o trono, o mundo deve ficar confuso mesmo. Entendo o sentimento da Hōtei, mas abandonar o trono só pelo próprio sentimento de expiação também seria irresponsável.
— Não faz essa cara. Não vou assumir o trono, mas, como um da linhagem Ryū, não vou poupar esforço. Mais uma vez, vou trabalhar por este país. Dessa vez, como súdito seu.
— Ryūma-sama…
A Hōtei abaixa a cabeça com expressão complicada. Não assumindo o trono, mas servindo a Hōtei como um súdito, é.
Depois disso, o Imperador Ryūma se vira de novo pra nós, curvando profundamente a cabeça.
— Sinto sincera gratidão pela generosidade de vosso país desta vez. Desejo de coração que o Ryūhōkoku e o Principado de Brunhild mantenham amizade duradoura.
De alguma forma, soa deixando a decisão pros outros, mas, sendo que já não tá mais no trono, deve ser que não podia falar como decisão do país conosco. Só se limitou a expressar gratidão e desejo pessoal.
— Sim, claro que sim! O Ryūhōkoku nunca vai esquecer essa benevolência. Como país aliado, faremos tudo que estiver ao nosso alcance.
Recebendo a palavra da Hōtei, decido pedir pra dividir um pouco da "gota da árvore lunar", que já tá com estoque baixo.
Parece que vão reunir apressado, então decido voltar em alguns dias pra buscar. Com isso, dá pra fazer de novo o remédio de recuperação do remédio dourado.
— Remédio dourado? O que é isso, afinal?
O Imperador Ryūma… já não é mais imperador, né. O Ryūma-san, interrompendo a conversa entre mim e a Hōtei, pergunta. Explico a situação atual pra ele.
Sabendo que remédio mágico causando maldição nas pessoas tava se espalhando pelo Ryūhōkoku, o Ryūma-san franze o cenho.
— Coisa desse tipo…! Isso, sem esse remédio de recuperação, não cura?
— Por enquanto. Ah, não, com magia de recuperação chamada [Recovery], dá pra curar de algum jeito. Só que quem usa essa magia sou só eu e a Eruna aqui…
Diante da minha explicação, a Eruna, que até agora ficava só escutando calada, se levanta de repente.
— A, umm! Deixa eu ir até onde tão os pacientes do remédio mágico! Se der pra curar com minha magia, quero curar!
— E, e… se realmente conseguir curar, ficaríamos gratos… mas os pacientes tão com a mente corroída, em estado anormal. Alguns em delírio, podendo atacar de repente, e ainda, mostrar isso pra criança seria um pouco…
A Hōtei desvia a fala, olhando de relance pra cá.
O remédio dourado não é remédio que causa anomalia mental. Precisamente, é objeto amaldiçoado condensado de "maldição". Por isso, o estado anormal é bem variado.
Se a alma for corroída, vira cadáver ambulante, e, se não só a mente, mas o corpo também sofrer transformação anormal, vira monstro tipo o tal homem-peixe.
Mostrar esse tipo de coisa pra criança, tá certo? A Hōtei deve estar querendo dizer isso pra mim.
Mas, se a maldição se completar, nem [Recovery] nem remédio de recuperação conseguem mais curar.
Como diz a Eruna, se der pra salvar, deve ser certo salvar mesmo.
— Tá tudo bem. Sobre essa criança, eu que protejo.
A Eruze se levanta, colocando a mão no ombro da Eruna. É isso mesmo… aqui, vamos deixar a cargo da Eruna. O Kōsaka-san já avisou que não devo apoiar excessivamente um país só.
Em outros países também, vira "nós também, nós também", afinal. E também disse que, se for fazer, receber compensação justa. Isso, depois, vou pedir pro Kōsaka-san cuidar.
Enquanto penso isso, "com licença", batendo na porta, entra pessoa da linhagem Ryū.
Aproximando-se do primeiro-ministro Ryūzan-san, sussurra algo, saindo logo do quarto.
A sobrancelha do Ryūzan-san, ouvindo isso sussurrado, se franze levemente. Aconteceu algo?
O Ryūma-san fala com o amigo que virou mais velho que ele.
— O que foi?
— Não, avisei ao Ryūya-sama, no Ryūhōden, que o Ryūma-sama despertou… mas não teve resposta nenhuma…
— …Entendi.
Ouvindo isso, o Ryūma-san murmura pequeno.
Ryūya, se não me engano, é irmão mais novo do Ryūma-san, né? Se o irmão morto ressuscitou, normalmente, não seria primeiro a correr até aqui? Do lado do Ryūma-san também parece reação levemente indiferente, será que não se dão bem, hein…
— Deixa eu ver, então, vamos guiar todos até a clínica de tratamento da cidade. O Ryūma-sama…
— Eu também vou. Também quero ver a cidade depois de quinze anos, e, se tá assim, preciso confirmar a situação.
Eh? Vem junto?
Arregalo os olhos sem perceber. Vossa Excelência, até algumas horas atrás, tava morto, no entanto.
— A, ehm, Ryūma-sama? Primeiro, melhor descansar o corpo…
— Não tô cansado. Mesmo tendo passado quinze anos, meu tempo não passou desde aquele dia que morri, né? Tá tudo bem.
— M, mas refeição, e…
— Vou comer na cidade, então não precisa se preocupar.
Diferença absurda entre a Hōtei com cara de dificuldade e o Ryūma-san estranhamente animado. O primeiro-ministro Ryūzan-san balança levemente a cabeça de lado com suspiro.
— Umu! Já que não sou mais Ryūhōtei, posso sair livremente! Maravilhoso!
Parece que, libertado do trono, a tensão dele subiu por poder vagar livremente pela cidade. Bom, entendo o sentimento.
Basicamente, o Ryūhōtei nunca desce à cidade, passando o tempo todo dentro do palácio, parece.
Por isso, quase ninguém na cidade do castelo conhece o rosto do Ryūma-san. Mesmo conhecendo, sendo morto quinze anos atrás, devem achar que é engano de pessoa.
O Ryūma-san acompanha até a clínica de tratamento como guarda-costas do primeiro-ministro Ryūzan-san. Formalmente, tá invertida a relação de senhor e súdito, hein.
A Hōtei também queria acompanhar, mas, como esperado, o primeiro-ministro impediu isso. Deve estar preocupado com o Ryūma-san.
Embarcando junto na carruagem pra cidade, o Ryūma-san, observando a paisagem externa, murmura baixinho.
— Nunca imaginei que ia virar posição de ser preocupado pela Hōka mesmo…
— Bom, entendo o sentimento de confusão. Se passaram quinze anos, afinal. Ela também, sendo criança, agora já é adulta feita.
O Ryūzan-san responde isso com sorriso contraído. Faz sentido não saber como lidar mesmo, se criança pensada como criança virou adulta.
Pra mim, que veio filho ainda nem nascido do futuro, sinto certa empatia com esse sentimento também.
— No Orufan, tem bastante golem, hein.
Observando a paisagem urbana passando pela janela da carruagem, o Kuon pergunta pro Ryūzan-san. De fato, dá pra ver de relance figura de golem. Sinto que a maioria é tipo tripulado e tipo autônomo. Nenhum parece ser máquina antiga, sendo tipo produção de fábrica.
— Nosso país também comercializa com Aizengarudo, afinal. Praticamente tudo é importado daquele país. Bom, dessa vez, isso acabou virando problema, mas…
O remédio dourado mais espalhado é no antigo Aizengarudo mesmo. Deve ter vazado dali até Ryūhōkoku também. Mesmo o país tendo desmoronado, ainda continua o vai e vem de navio nas cidades portuárias.
Não seria estranho ter alguém trazendo o remédio. Claro, também existe alta possibilidade dos "apóstolos do deus maligno", que a Yakumo encontrou, estarem agindo secretamente também neste país.
— Com Aizengarudo desmoronado, a fábrica parou, então, atualmente, a importação de golem tá interrompida. O preço de golem tá subindo dia a dia, mas também tá entrando do Sacro Império de Toriharan, então deve se estabilizar eventualmente.
— …Espera um pouco. Aizengarudo desmoronou? Aquele país mágico? Teve guerra com o Império de Garudio ou algo assim?
Pro Ryūma-san, com lacuna de quinze anos, o desmoronamento de Aizengarudo parece ter sido chocante.
O Ryūzan-san explica o que aconteceu em Aizengarudo, mas, sabendo do aparecimento do deus maligno, o desaparecimento consequente da Cidade Industrial Aizenburuku, e que fomos nós que derrotamos aquele deus maligno, ele arregala os olhos surpreso.
Uuun, sendo relatado nosso feito na frente das crianças, sinto sentimento indescritível, francamente… constrangedor.
Não, não é que tenha feito algo vergonhoso, mas.
A Yumina e a Eruze também estão com o rosto corado. A Eruna tá levemente orgulhosa. O Kuon é… como sempre, calmo. Levemente solitário.
— Entendi… então o resto do bando do deus maligno tá espalhando o remédio mágico, é?
— Bom, mais que resto, parece ser outra organização que obteve aquele poder.
Não acho que os "apóstolos do deus maligno" tenham conexão direta com o Yura e aquele deus nínite. Provavelmente, devem ser gente que absorveu o que a vovó Tokie chama "resíduo do deus maligno", virando "apóstolos do deus maligno". Deixaram presente indesejado mesmo, francamente.
Enquanto conversamos esse tipo de coisa, a carruagem chega na clínica de tratamento.
Descendo da carruagem, prédio branco de madeira de dois andares nos recebe. Não tem relógio, mas é construção parecida com a torre do relógio de Sapporo.
No lugar onde pensei que teria relógio, tá decorada placa desenhada com brasão do Ryūhōkoku. Aqui é a clínica de tratamento do Ryūhōkoku, hein.
Parece que essa clínica de tratamento já só tem pacientes do remédio dourado, mas, provisoriamente, pra evitar entrada de vírus tipo resfriado ou doença, cubro todo mundo ao redor com [Prison]. Com isso, patógeno também não deve conseguir entrar.
— Por aqui.
Seguindo o funcionário da clínica de tratamento guiando, atravessamos a entrada, avançando pelo corredor comprido. Cheiro tipo desinfetante forte, parecido com hospital, chega ao nariz.
Entrando na sala grande com várias camas colocadas, ficamos sem palavras vendo as pessoas sem vitalidade deitadas ali.
— Os pacientes aqui têm sintoma comparativamente leve. A consciência varia, mas não costumam se agitar.
Um dos funcionários da clínica de tratamento explica isso. Se agitar ou não, não sinto nem vitalidade nenhuma vinda deles. Só observam o teto com olhar vazio, soltando pequeno gemido sem sentido.
De relance, olhando de lado, a Eruna tava com o rosto pálido, boca contraída. Como imaginei, deve ter sido chocante mesmo…
— Eruna, não precisa forçar, tá?
— …Não, tá tudo bem. Consigo fazer. Vou curar.
Diante da Eruze, preocupada, espiando o rosto da filha, a Eruna responde decidida.
Dirigindo-se à cama do paciente mais próximo, com olhar carregado de determinação, a Eruna estende a mão direita.
— [Recovery]
Luz suave envolve a paciente mulher deitada. Assim que a luz se acalma, a mulher que até agora murmurava, "butsubutsu", com olhar vazio, para de murmurar, e, sem perceber, o foco do olhar volta ao normal.
Piscando várias vezes, "pachipachi", ela move o pescoço olhando ao redor.
— Aqui é… espera, eu…?
— Não pode ser… inacreditável…!
O funcionário da clínica de tratamento observa surpreso a mulher começando a erguer a parte superior do corpo.
O Ryūma-san e o Ryūzan-san também mostram rosto de surpresa, mas a própria Eruna, que aplicou [Recovery], parecia aliviada. A mãe Eruze também parecia aliviada. Bom, entendo o sentimento.
— Certo, então vamos pro próximo.
— Uhum!
Quando incentivo, a Eruna se move até a cama do paciente ao lado.
Sinceramente, se eu fizer tudo, seria mais rápido, mas foi a própria Eruna, tímida, que disse que ia fazer. Quero valorizar esse sentimento.
A Eruze também parece pensar o mesmo, não dizendo nada pra mim.
A Eruna vai aplicando [Recovery] um atrás do outro nos pacientes.
Eu mesmo nunca prestei muita atenção nisso, mas a mana usada em [Recovery] é razoavelmente grande. Aplicar isso tantas vezes assim mostra que a Eruna tem quantidade absurda de mana. Nesse ponto, já deve ser nível de mago da corte, ou até superior.
A Eruna tem aptidão pra três magias. Fogo, água, luz, três. Aptidão igual à tia Rinze.
A Eruna também usa em conjunto magia de recuperação de atributo luz, curando os pacientes viciados no remédio mágico um atrás do outro.
— Curados pela magia da Eruna, mas será que essas pessoas vão ficar bem mesmo, hein… mesmo ficando bem, será que não vão colocar de novo a mão no remédio mágico?
A Eruze fala o que eu também tava pensando. Acho que isso deve tá tudo bem. Afinal, o motivo de terem colocado a mão no remédio dourado foi vítima de fraude dizendo "funciona contra a Doença da Flor Dourada", e, mesmo tendo certo prazer, não deveria ser tão viciante assim.
Remédio mágico é maldição. Sabendo que fica amaldiçoado, não acho que iria buscar isso por conta própria. Mesmo assim, tem gente que, avisada pelo médico, não consegue parar de fumar ou beber, então…
— Provisoriamente, gravei a aparência de antes da cura. Antes de receber alta, acho bom deixar assistir isso, contando quão perigoso estavam.
O Kuon fala isso erguendo o smartphone na mão. Desde quando, hein…
De fato, se vissem a própria figura daquele jeito, talvez pensassem em nunca mais colocar a mão nisso de novo.
— E se, mesmo assim, colocar a mão de novo?
— O Ryūhōkoku também não deve cuidar disso até esse ponto, né? Seria responsabilidade própria. Achar que vai ter sempre mão de ajuda repetidas vezes, acho que já é erro em si.
Diante da minha pergunta levemente provocativa, o Kuon responde de forma direta. Como direi, rigoroso, hein… realmente tem seis anos mesmo?
Bom, de fato, ficaria em apuros se esperassem cura desde o começo mesmo. Gente sem-vergonha consegue ser sem-vergonha até onde quiser. No momento em que acha natural bondade alheia, essa pessoa perde direito de receber essa bondade.
Se acharem natural a ação da Eruna, seria incômodo. O que o Kuon fala é rigoroso, mas acho que não tá errado.
Eventualmente, terminando de curar todos os pacientes da sala, mas os que tão aqui são pacientes comparativamente leves. Os com sintoma mais grave parecem estar trancados na sala isolada do subterrâneo.
Guiados pelo funcionário, descemos a escada até o subterrâneo isolado.
— U…
Escapou de quem esse som, hein.
Sala isolada, mas, na prática, é masmorra. Dentro de gaiola de ferro, os pacientes estão encarcerados.
Essa figura mantém de algum jeito forma humana, mas tem quem parece prestes a virar homem-peixe, e quem tem pelo tipo animal crescendo. Aparência bem variada, todos com algum tipo de transformação no corpo.
E todos, sem exceção, sem sentir razão nenhuma. Numa das gaiolas, mesmo preso com dispositivo de contenção, tinha alguém gritando algo, agitado.
A Eruna se agarra na Eruze, suportando o medo.
— Irmã Eruna, tá tudo bem?
— T, tá tudo bem…
O Kuon se preocupa com a Eruna. Achei que fosse posição invertida, mas julgo que isso é porque o Kuon tem coragem forte demais.
A mãe também, a Eruze parece com atmosfera levemente tensa, enquanto a Yumina mantém calma tipo observando. Diferença entre as duas.
— As pessoas aqui, uma ou duas horas por dia, recuperam consciência normal. Achando ainda não ser tarde demais, avançamos com o tratamento sem desistir, mas…
O funcionário da clínica de tratamento fala isso sem força. Curvo-me diante do esforço dessas pessoas. Mas isso é "maldição". Não é área que medicina consegue resolver.
Mesmo assim, o fato de a "maldição" não ter se completado ainda, que deveria ter acontecido há muito tempo, deve ser graças a essas pessoas. Os pacientes também resistiram desesperadamente. Contra a Coisa corroendo eles próprios.
— Eruna, tá tudo bem?
— …Tá tudo bem. Olha, mãe.
Respondendo à voz preocupada da Eruze, a Eruna direciona a pequena mão pro paciente numa das gaiolas próximas.
— [Recovery]
— Ooh…!
Escapa voz de admiração das pessoas ao redor. O corpo do homem, meio transformado em homem-peixe dentro da gaiola, é envolto em luz, recuperando devagar o corpo original.
Assim que a luz se acalma, o paciente homem cai desmaiado no local, "patari". Um dos funcionários surpresos abre a chave, entrando pra ver a situação.
— Tá vivo… tá tudo bem, só desmaiado.
Diante da fala do funcionário, a Eruna solta sorriso tipo aliviada. A Eruze também parece feliz. Nós, agora, observamos o crescimento da nossa filha.
Ganhando confiança pelo sucesso, a Eruna vai libertando um atrás do outro da maldição os pacientes dentro das gaiolas.
Todos os pacientes dentro das gaiolas acabam desmaiando, mas a maldição foi completamente desfeita, recuperando forma humana.
Assim, da capital do Ryūhōkoku, Orufeusu, os pacientes do remédio mágico foram completamente eliminados.