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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 534

O Atacante, e os Quinze Anos Passados

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Capítulo 534 – O Atacante, e os Quinze Anos Passados

— Nn! Gostoso! Mãe, isso é gostoso, viu!

A Eruna recomenda pra Eruze algo tipo creme com anmitsu comido na doceria.

Na colher oferecida, o creme e o feijão doce, a Eruze, ao lado, come, "pakuri".

— Ah, realmente. Gostoso mesmo, isso.

— Hahaha, que bom mesmo.

O Ryūma-san, que nos guiou até essa loja, sorri satisfeito.

A propósito, a "mãe" da Eruna, o povo de Ryūhōkoku deve pensar que é apelido da Eruze mesmo.

Bom, normalmente, não deveria ter criança tão grande assim mesmo, né. Talvez seja vista como irmã mais velha substituindo o papel de mãe.

O Kuon, na frente das pessoas, chama de "Yumina-sama" e "Vossa Majestade" pra mim, distinguindo corretamente, então não tem problema. Não, sendo que a Yumina parece levemente insatisfeita com isso, talvez tenha problema mesmo.

— Que bom essa loja ainda tá aqui. Dentro da loja, mudou bastante desde quinze anos atrás, no entanto.

Terminando o tratamento da clínica de tratamento, propomos observar a capital, e o Ryūma-san se ofereceu. Ele também queria andar pela capital depois de quinze anos.

O pedido da Eruna, com fome de leve, nos trouxe até essa doceria.

Loja com atmosfera bem retrô estilo era Taishō. Não, deve ser só que, no meu sentimento, parece retrô assim, mas, no sentimento do povo de Ryūhōkoku, deve ser doceria de última geração mesmo.

— O Ryūtei vinha até essa doceria assim?

— Antigamente, disfarçado, algumas vezes. Sair escondido do palácio real era especialidade minha, afinal.

— Sabe o trabalho que dava pra ir buscar você de volta na época? Quantas vezes já levei cobrança do pessoal de assuntos administrativos?

— Opa, isso foi tiro que saiu pela culatra, hein.

Diante da pergunta do Kuon, o Ryūma-san e o Ryūzan-san conversam animados sobre história do passado. Esses dois são bem próximos mesmo, hein.

— Antigamente, também trouxe a Hōka com frequência. Também trouxe escondido até essa doceria uma vez.

— Sua Majestade a Hōtei gostava de doce mesmo, afinal.

Pessoa dita imperador sábio também tirava folga adequada de vez em quando, hein. Eu também, ficando só com trabalho de documento no castelo, começo a querer sair correndo pra algum lugar às vezes.

Escuto alucinação auditiva do Kōsaka-san dizendo "no caso de Vossa Majestade, realmente sai pra algum lugar com magia de teletransporte, né", mas decido ignorar.

— Mas, sendo agradecimento pelo tratamento do remédio mágico, sinto que uma doceria assim seria desrespeitoso…

— Sem se preocupar, por favor. O Ryūhōkoku já é país aliado. Ajudar mutuamente é natural, afinal. Pra isso, existe a aliança.

Essa fala tão nobre, não fui eu, mas o Kuon quem disse pro Ryūzan-san. Opa, Kuon-kun? Isso não seria minha fala? Se o filho for capaz demais, o pai não fica parecendo preguiçoso?

Saindo da doceria satisfeita, caminhamos conversando com o Ryūma-san sobre pra onde ir em seguida.

Nós também, mas o Ryūma-san também, depois de quinze anos na capital, olha ao redor, "kyorokyoro", inquieto.

— Mudou tanto assim?

— Sim. Coisa nova aumenta, e coisa velha desaparece. Feito caminhando por cidade completamente diferente. Como esperado, quinze anos de fluxo do tempo é grande mesmo. Fico ansioso se vou conseguir me adaptar.

Deve estar sentindo sensação tipo só ele ter ficado pra trás. Conhecidos acumularam experiência de quinze anos, e ele não mudou nada. Faz sentido ficar ansioso mesmo.

— Mas, pensando no futuro, também sinto sentimento animado. Segunda vida conseguida por sorte. Vou aproveitar ao máximo, penso.

…Entendi. Essa pessoa também, igual eu, morreu uma vez, tentando trilhar segunda vida mesmo, hein. Sinto certa afinidade sem perceber. Não consigo deixar de desejar que o futuro dele seja luminoso.

『Ei…』

— Nn?

Chega vozinha vaga aos meus ouvidos, pensativo. De onde, hein?

O Kuon atrás bate levemente, sem palavra, na adaga presa na cintura. Ah, é o Silvā?

『O pai do jovenzinho… tamos sendo seguidos, sabe?』

— Eh?

Sério mesmo? Não sinto presença nenhuma disso… será que a intuição enferrujou, hein?

『Não tem jeito mesmo. O adversário não é humano, não. É golem, sabe. Desde que saímos da doceria, tá mantendo distância, seguindo』

Golem? Golem tá nos seguindo? Com que objetivo, afinal?

Sem virar-me, confirmo através do olho do Kōgyoku no ombro o tal golem atrás.

Uuun, essa cidade tem bastante golem mesmo, hein. Qual seria?

『É aquele de armadura tipo elmo azul, e aquele com mão tipo garra』

— É aquele lá.

De fato, atrás de nós, caminha golem igual descreve a Silvā. Mas por que tá nos seguindo, afinal? Comando de quem, hein?

— Vamos capturar e fazer falar?

— É golem, viu? Não acho que vá falar.

Sei disso mesmo… levo resposta séria do filho. Era pra ser brincadeira, mas.

Se só seguem, talvez seja melhor ignorar? Não é que causaram dano, no entanto.

— Ou melhor, quem seria o alvo de vigilância, afinal. O pai, ou o Ryūma-sama? Também tem possibilidade de ser Vossa Excelência Ryūzan, primeiro-ministro.

Uuun, se continuar sendo seguido assim, deve virar incômodo. Por ora, vou avisar discretamente pro Ryūma-san e o Ryūzan-san. Eu falo com os dois na frente, e o Kuon avisa a Yumina e o pessoal atrás sobre estarem sendo seguidos, decidimos assim.

— Sendo seguidos, é… obra de quem, hein?

— Deixa eu ver… tenho alguns suspeitos, mas sem certeza. Nem a linhagem Ryū nem a linhagem Hō são unidas, afinal.

O Ryūma-san e o Ryūzan-san, os dois, mostram cara de dificuldade juntos. Não sendo que ainda causaram dano, talvez não precise se preocupar tanto assim, mas.

— Tem gente contrária à entrada na Aliança Mundial, e também deve ter gente que não gosta do retorno do antigo Ryūtei Ryūma. Naturalmente, também tem facção querendo eliminar eu, primeiro-ministro. Difícil de restringir.

De qualquer forma, não sabendo a intenção do outro lado, não tem jeito mesmo, né.

Enquanto penso o que fazer, chega proposta do Ryūma-san.

— Vamos separar por um momento? Nessa rua ali, eu e o Ryūzan viramos. Vossa Majestade e o pessoal continuam reto. Se seguirem um dos dois lados, dá pra saber qual é o alvo?

De fato, com isso, deve dar pra saber se o alvo é o grupo de Brunhild ou o grupo de Ryūhōkoku.

Se for o Ryūma-san o alvo, voltamos na hora, encurralando o adversário dos dois lados, e, se formos nós o alvo, contra-atacamos.

— Certo, então, vamos com essa estratégia.

Afastando do Ryūma-san e o pessoal, recuo até onde a Yumina e o pessoal caminhavam, contando o que tá acontecendo.

— O que é isso, virou interessante, hein. Aquele golem, dá pra explodir?

— Não, sendo só seguidos, gostaria de evitar explodir, por favor.

Levemente intimidado com a Eruze rindo agressiva, mas ficou decidido que, se atacarem primeiro, dá pra revidar. Legítima defesa é importante, viu?

— Precisa de prova de que atacaram primeiro. Vamos preparar gravação.

Levemente intimidado com a resposta calma do meu filho, sentimento diferente da Eruze. Como direi, poderia se tensionar um pouco mais, né?… bom, já é tarde demais mesmo.

Enquanto solto pequeno suspiro internamente, o Ryūma-san e o pessoal, caminhando à frente, entram no beco estreito à direita.

Ignoramos esse caminho, seguindo reto conforme combinado.

Através do olho do Kōgyoku pousado no ombro, sem me virar, vigio o golem seguidor atrás. Certo… qual é, hein?

Eventualmente, os dois golem entram no caminho onde o Ryūma-san e o pessoal viraram. Fumu, o alvo é lá.

— Certo, vamos voltar.

Viramos de novo, dirigindo-se pro beco estreito onde o Ryūma-san e o pessoal viraram.

Assim que viramos a esquina, os golem seguidores, de repente, começam a correr, prestes a saltar em direção aos dois diante deles.

Perigoso! No instante em que penso isso, os dois golem que saltaram param completamente. Feito tempo parado.

— Vocês dois, se afastem desse golem, por favor!

Diante da voz do Kuon, o Ryūma-san e o pessoal se afastam rapidamente do golem.

Olho mágico do Kuon! Aqueles dois golem tavam com o movimento parado pelo [Olho Mágico da Fixação] do Kuon. Não é parada de tempo, só o golem com o movimento parado cai no chão assim mesmo.

— Perigoso! Não se aproximem disso!

No instante seguinte, depois do Kuon gritar isso, os dois golem explodem grande, estilhaçando em pedaços.

Ao redor, espalham fragmentos do golem. Por sorte, do nosso lado, sem dano, e o Ryūma-san e o pessoal também parecem ilesos. Fuu, assustou.

— Golem suicida, hein… perigoso, isso. Mas como percebeu, Kuon?

— Com [Olho Mágico da Prescância], previsão de futuro simultânea. Surgiu cena de explosão, então…

Usou olho direito com [Olho Mágico da Fixação], olho esquerdo com [Olho Mágico da Prescância], é? Habilidoso, hein.

— Incrível, Kuon! Ter mais tato que o Touya-san, como esperado, filho meu!

A Yumina, como sempre, abraça o Kuon, acariciando repetidamente. Ooou, sem perceber, fui difamado pela esposa…

Não, não é que não teve tato, eu também pensei em teletransportar os dois com [Teleport], sabe? Só que o olho mágico do Kuon ativou primeiro. Sendo que ativa só de ver, não tem jeito ser mais rápido mesmo…

— Vocês dois tão bem?

— A, ah, sim. De algum jeito. Só arranhei um pouco, tá tudo bem.

Parece que caiu no momento da explosão, o Ryūma-san tava com arranhão no cotovelo. Na hora, a Eruna corre até ele, curando esse ferimento com magia de recuperação. Que gentil, hein…

De relance, observando os dois, o Kuon fala com o Ryūzan-san.

— Sem dúvida, aquele golem tentava explodir envolvendo vocês dois. Alguém tem motivo pra atentar contra a vida de vocês?

— Eu, estando na posição de primeiro-ministro… acho que existe possibilidade de ser alvo mesmo. Mas o Ryūma-sama é…

Como diz o Ryūzan-san, o Ryūma-san, até algumas horas atrás, tava morto. Normalmente, não deveria ter motivo pra ser alvo.

Mas, se com o Ryūma-san reviver, alguém sofrer prejuízo? Se existir motivo dele não poder estar vivo, ou motivo de precisar continuar morto, então a história muda.

— Talvez tenha gente que ache o Ryūma-san incômodo? Gente que ficaria em apuros se ele voltasse como Ryūtei…

— O Ryūma-sama declarou que não vai voltar a ser Ryūhōtei. A linhagem Hō não deveria ter mais motivo pra visar o Ryūma-sama. Mesmo assim, a linhagem Ryū também… não, espera… não pode ser, Vossa Excelência Ryūya?

Diante da fala do Ryūzan-san, o rosto do Ryūma-san escurece.

Ryūya? Se não me engano, irmão mais novo do Ryūma-san, né? Sendo que o irmão ressuscitou, não veio nem correndo, irmão sem coração mesmo.

— Não, antigamente, o Ryūya também era criança dócil e boa. Mas tinha doze anos de diferença, e, sendo eu ocupado com trabalho de Ryūtei também, não pude cuidar muito dele. Talvez por isso, aos poucos, começou a ter atitude rebelde comigo… acabou se juntando com gente má, ficando cada vez mais incontrolável… nossa relação não era boa mesmo.

— De fato, o Ryūya-sama tem temperamento explosivo, com lado violento também. Mas, matar o próprio irmão…

…Será mesmo? Irmão mais sábio, irmão mais tolo, talvez tenha se acumulado frustração de ser sempre comparado com o irmão.

Isso se libertou com a morte do irmão. Já não seria comparado mais, deve ter pensado, mas, mesmo morto, ainda é comparado. Irmão morto era capaz. Comparado a isso, o irmão mais novo…

Mesmo com rancor, o adversário já morreu. O irmão mais novo não tem alvo pra descarregar a raiva.

Nessa situação, esse irmão ressuscita. Pro irmão que sempre foi menosprezado ao redor até agora, como fica? Não seria estranho pensar que é chance de descarregar o rancor acumulado. Claro, é ressentimento completamente injusto, mas.

Bom, essa possibilidade não é zero mesmo. Claro, também existe possibilidade de ser inimigo político mirando o Ryūzan-san, no fim, sendo só suposição minha, no entanto.

— De qualquer forma, melhor sair daqui. A explosão atraiu pessoas. Se vier soldado de segurança da capital, viraria incômodo. Peço, Vossa Majestade.

O Kuon, vigiando ao redor, propõe isso. Deve estar querendo dizer pra teletransportar todo mundo. Como direi, filho comandando a situação, hein. Como pai, penso se tá certo ser usado convenientemente assim…

— [Teleport]

Bom, o que ele diz não tá errado, então teletransporto todo mundo até diante do palácio da linhagem Hō.

Preciso voltar até a Hōtei pra avisar sobre isso…

— …Ryūya?

Diante da fala do Ryūma-san, direciono o olhar pra frente, e, diante do palácio, prestes a embarcar na carruagem, tavam de pé homem de uns trinta e poucos anos e mulher jovem de uns vinte e poucos com olhar afiado.

Ambos vestindo roupa cerimonial azul, claramente sendo da linhagem Ryū.

A mulher tinha aparência calma, cabelo preto comprido, olho azul. Bonita, mas o olho estreito passa sensação intimidante.

O homem tem altura alta, corpo robusto. Cabelo preto curto, com barba, mas sinto certa semelhança com o Ryūma-san.

Do outro lado, parece ter percebido a gente também, mas, vendo a figura do Ryūma-san, o homem parece ter engasgado, "hatto", segurando a respiração.

— Ku…!

Eventualmente, com expressão tipo mordendo inseto amargo, embarca rápido dentro da carruagem.

A mulher de olhar afiado que estava junto, dando uma olhada, tipo encarando, pra cá, também embarca em silêncio igualmente na carruagem.

Na hora, a carruagem começa a correr com ímpeto.

— Espe…!

Sem sucesso na contenção do Ryūma-san, a carruagem se afasta num piscar de olhos.

— Não pode ser que aquilo era…

— Sim… aquela pessoa é o Ryūya-sama.

Como imaginei, hein. Diante da resposta do Ryūzan-san, assinto. Sentia semelhança levemente com o Ryūma-san mesmo. Aquilo é o irmão mais novo de personalidade difícil, é.

— Não vamos capturar não? Aquele cara, pode ser que tenha enviado aquele golem suicida, né?

— Não, o golem tá completamente estilhaçado, e não tem nenhuma prova. Não posso capturar só por suspeita. E ainda, em Ryūhōkoku, nós somos estrangeiros. Isso deveria ficar a cargo do povo deste país.

Diante da explicação do Kuon, a Eruze hesita. De fato, isso, mesmo dizendo isso ou aquilo, não é nosso lugar mesmo. Melhor deixar a cargo do povo deste país mesmo.

Claro, nós também vamos explicar direitinho a situação daquela hora, e vamos testemunhar. Se pedirem, também não vamos poupar cooperação. Só que não podemos agir por conta própria. Primeiro, precisa relatar pro topo deste país. Tudo começa a partir disso.

Voltando pro palácio, na hora, a Hōtei vem voando até nós.

— Bem-vindo de volta, Ryūma-sama! …O que aconteceu? Aconteceu algo?

Talvez tenha sentido nossa atmosfera pesada, a expressão da Hōtei, até agora alegre, escurece.

Quando o Ryūzan-san conta o incidente ocorrido agora há pouco, ocorre mudança dramática na Hōtei.

— Haa!? O Ryūma-sama foi atacado!? Quem é esse desgraçado, afinal! Tentando roubar de mim o Ryūma-sama de novo!? Não brinca comigo, oras!

Diante do grito repentino, ficamos boquiabertos, "pokan". Eh? Achava que a Hōtei fosse pessoa mais gentil assim, mas…

De tanta raiva, batendo na mesa, a pessoa diante de nós será mesmo outra pessoa, será?

O Ryūzan-san segura a cabeça, e até o Ryūma-san fica com olhos arregalados.

Eventualmente, talvez percebendo nosso olhar, a aura de raiva da Hōtei desaparece.

— Ara, que horror. Ohohoho…

Já tarde demais pra disfarçar agora. Diante da natureza real vista de relance, até as crianças ficam levemente intimidadas.

— Fu. Como imaginei, a Hōka não mudou nada mesmo. Lembro que, quando criança, também explodia em birra assim mesmo.

— N, não é isso, não é isso! Isso, sem querer, me empolguei um pouco…!

Com o rosto completamente vermelho, a Hōtei se explica pro Ryūma-san. Vendo essa cena, tive um estalo. Provavelmente, deve ser isso mesmo.

Pergunto isso baixinho pra Yumina ao lado.

— Ei, não pode ser, será que a Hōtei gosta do Ryūma-san?

A Yumina me observa surpresa.

— Eh, só agora percebeu…? Isso, olhando desde o início, já dava pra saber, né. O que você tava olhando, afinal, Touya-san…

Opa!? Como assim, fui olhado com olhar tipo vendo algo lamentável. Por quê!?

— Pai… isso, como esperado…

— Papai…

— A lerdeza do Touya não é coisa de agora, viu.

Fui olhado com o mesmo tipo de olhar pelas crianças e por outra esposa também. Mentira, isso…

A Yumina, soltando pequeno suspiro, abre a boca. Para com esse suspiro…

— Justamente por gostar, deve ter se esforçado tanto assim pra ressuscitar o Ryūma-sama, né? E, sendo prestes a perder de novo isso, como poderia ficar calma? Acho que a raiva da Hōtei é bem compreensível.

Bom, isso também faz sentido. O medo de perder de forma injusta pessoa preciosa, a Hōtei já sentiu uma vez. Não deve querer sentir essa tristeza de novo.

— Se fosse pessoa que continuasse gostando por quinze anos, prestes a perder de novo… eu, com certeza, esquadrinharia até a raiz do mato pra encontrar, com certeza, socando com toda força.

Diante da fala extrema da Eruze, eu e o Kuon ficamos tensos sem perceber, "hie…". A Eruna, surpreendentemente, assente concordando, "unun".

— …A Eruna também pensa isso?

— Por pessoa amada, encarar com toda força. Menina apaixonada é invencível, então tá tudo bem, ouvi.

— Espe, espera um pouco, Eruna!? De quem ouviu isso?

— Irmã Karen, viu?

Aquela irmã idiota…! O que tá incutindo em criança tão pequena assim!? Falar sobre amor pra Eruna, ainda é cedo demais, né…! Cedo, né?

— Por isso, a Hōtei querer proteger o Ryūma-sama tanto amado é…

— Ah! Se possível, esse tipo de assunto, podia não falar na frente da própria pessoa!?

『Ah』

Percebendo, a Hōtei, com olhos cheios de lágrima, corada além de vermelha, virando tipo polvo cozido, e o Ryūma-san também, igualmente, sem saber o que fazer, direciona o olhar pro vazio.

O Ryūma-san também tá vermelho até as orelhas. O Ryūzan-san, vendo isso, mostra sorriso malicioso, "niyaniya".

— Bom, isso, como direi… sou grato à Hōka. De verdade, muito obrigado.

— Não, isso, de nada…

Ao redor dos dois criando atmosfera inocente, escapa algo tipo ar indescritível. Os dois são adultos feitos, mas.

Que bom ter casado. Se fosse solteiro, talvez pensasse "exploda", pelo menos.

De qualquer forma, quero evitar situação que faça esses dois infelizes.


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