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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 535

A Assassina, e o Irmão Mais Velho e o Irmão Mais Novo

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Capítulo 535 – A Assassina, e o Irmão Mais Velho e o Irmão Mais Novo

Nuvem flui no vento noturno, luz da lua entrando levemente.

O País do Fênix Dragão Orufan tem dois palácios. O Ryūhōden da linhagem Ryū, e o Hōshinden da linhagem Hō.

Conforme a origem do Ryūhōtei daquela era, alterna qual palácio administra os assuntos políticos.

Numa dessas, o Hōshinden, palácio esplêndido de construção vermelha, desce uma sombra.

Pulando sobre o muro, aterrissando suavemente sem som no pátio interno, a sombra invade o interior do palácio com movimento fluido.

Usando ferramenta especial pra remover trava da janela de fora, abre rápido a fechadura, deslizando silenciosamente pra dentro do quarto. Esse movimento corporal transmite flexibilidade tipo gato.

Sendo palácio onde reside o atual Hōtei provisoriamente, a segurança é firme, sendo feita ronda constante.

Mesmo assim, a sombra invasora avança fundo pelo interior do palácio, sem ser percebida por ninguém, esgueirando-se pelos intervalos.

O invasor, feito conhecendo a rota de ronda dos guardas, chega facilmente diante da porta do quarto alvo.

De novo, insere ferramenta especial no buraco da fechadura da porta, abrindo facilmente essa trava em poucos segundos.

A sombra invade o quarto cuidadosamente pra não fazer barulho. No quarto levemente grande, tinham colocados mesa e cadeira, closet, estante de livro completamente vazia, e cama tamanho semi-double.

A sombra se aproxima sem hesitar até a cama, capturando o rosto do jovem dormindo ali.

Luz da lua entra pela janela. O rosto adormecido do antigo Ryūtei, Ryūma, é iluminado pela luz da lua.

Silenciosamente, tirando adaga curta do bolso interno, a pessoa sombra se aproxima da cama.

『Opa, aí já basta, hein.』

Mas, no pescoço dessa pessoa, "pitari", uma lâmina branca é encostada.

Surpresa, a pessoa sombra se vira devagar, e ali tinha só espada prateada flutuando no ar, com a lâmina apontada pro próprio pescoço.

『Se fizer qualquer movimento suspeito, num piscar de olhos, corta, viu. Não quero transformar o quarto num mar de sangue, então fica quieta, tá bem?』

Diante da voz da Coroa "Prata", Infinito Silvā, a pessoa sombra deixa cair no local a adaga curta ainda na bainha que segurava.

Com esse som, o Ryūma, também dormindo, acorda, arregalando os olhos ao ver o invasor no próprio quarto.

— …No fim, a previsão dele acertou, hein.

『Como esperado do jovenzinho. Prevê tudo com antecedência. Que bom que deixei eu aqui, né? Patrão.』

Diante do Ryūma soltando suspiro, chega risada, "kerakera", da Silvā. Sendo exatamente isso, o Ryūma não consegue falar nada.

— De qualquer forma, preciso chamar alguém…

No instante em que o Ryūma tenta se levantar da cama, a pessoa sombra pega a adaga curta caída, desembainhando rapidamente. Tenta avançar direto contra o Ryūma, mas, mais rápido que isso, a lâmina branca da Silvā corta num só golpe, e a pessoa sombra desaba no local.

— …Matou?

『Não, não. Só desmaiada no modo atordoamento. Se for chamar alguém, por favor, rápido. Antes que essa aí acorde.』

— Entendido.

Sem poder deixar a Silvā ir chamar, o Ryūma veste o casaco, saindo do quarto.

A Silvā observa de cima a pessoa sombra vestida tipo ninja preto, com máscara igualmente preta cobrindo o rosto.

"Tsui", com a ponta da lâmina, remove a máscara cobrindo abaixo dos olhos. O rosto verdadeiro da pessoa sombra é exposto à luz da lua.

— Ora, essa pessoa é…? Será que o jovenzinho já previu até isso, hein?

Em meio à luz lunar entrando, a Silvā, mesmo sem parecer golem, faz gesto tipo dando suspiro.

Prestes a dormir, recebi email da Hōtei, ficando surpreso ao ver que aconteceu exatamente como o Kuon disse.

Do meu lado, achava que talvez fosse possível, mas o filho tava certo mesmo. Fico levemente desanimado com isso.

— Que cara estranha é essa, hein?

A Rin, ajudando a organizar documento, adiciona golpe extra a mim, já desanimado. Não, "cara estranha", que isso. É o rosto do seu marido, viu?

— Iyaa… como direi, ter filho tão capaz assim faz o papai perder o lugar, né…

— Do que tá falando. Filho ultrapassar o pai é natural, né? Fica feliz com isso.

— Bom, é isso mesmo, mas.

Como próximo Príncipe-Rei de Brunhild, é confiável mesmo. Talvez até eu me aposente cedo pra Babylon.

Bom, isso é isso, mas.

O Ryūma-san foi visado. Como imaginei, o ataque diurno não era mirando o Ryūzan-san, e sim crime mirando o Ryūma-san mesmo.

Nunca imaginei que teria segundo ataque justo no mesmo dia da falha do primeiro.

Não, é justamente porque o outro lado pensaria "não pode ser" que executou o crime, talvez.

Como diz o Kuon, foi bom mesmo ter deixado a Silvā como escolta. A propósito, do lado do Ryūzan-san, deixei posicionado o Kōgyoku.

De qualquer forma, segundo o email da Hōtei, parece que virou situação levemente trabalhosa. Chegou contato dizendo que, se não for incômodo, queria que eu viesse na hora.

De qualquer forma, preciso recolher a Silvā e o pessoal também. Mesmo sendo madrugada, deve ter algum motivo urgente.

Prestes a abrir [Gate] até Ryūhōkoku, batem na porta da sala do escritório.

Quando a Rin abre a porta, ali tavam o Kuon, já trocado com roupa de sair, e a Yumina, ainda de pijama.

— Pai, se for até Orufan, deixa eu ir junto também.

— Eh? Por que sabe disso?

Será que também chegou email da Hōtei pro Kuon? Não parecia ter trocado endereço.

— Senti a sensação da Silvā desembainhando a lâmina. Aconteceu algo, né?

Ah, é isso. A Silvā também, provisoriamente, é "Coroa". Link com o contratante sempre conectado. Parece ter algo próximo de compartilhamento de sensação.

— Sendo tão tarde da noite assim, criança sair, como mãe, sou contra, mas… se for com o Touya-san junto, sendo acompanhado pelo pai, não vou negar isso.

A Yumina abre a boca meio relutante. "Não sair tarde da noite" é o que pai fala normalmente pro filho, mas, sendo que, até chegar em Brunhild, esse menino viajava sozinho, sinto que já é tarde demais mesmo.

Bom, o mérito desta vez é do Kuon, então não tenho objeção em levá-lo.

Talvez consiga complementar de novo algo que eu não perceberia. Francamente, como pai, é história pouco digna, mas.

Não, mesmo mostrando estilo pra família, tanto faz mesmo, né.

Deixando o resto com a Yumina e o pessoal, teletransporto com [Gate] junto com o Kuon até o palácio da Hōtei, Hōshinden.

Na hora, chegam os funcionários pra receber, e somos guiados até um quarto.

Ali tavam a Hōtei, o Ryūma-san, o Ryūzan-san, e alguns parecendo guarda-costas, e também uma mulher deitada na cama sem cor no rosto. Parece inconsciente, mas a respiração é intensa, com muito suor na testa.

Opa? Essa pessoa, já vi antes, hein?

— Essa pessoa é…

— Nome é Ryūno. Serviçal do Vossa Excelência Ryūya, e executora deste incidente.

Diante da minha dúvida, o Ryūzan-san responde. Aa, é isso mesmo. Diante do palácio, era a mulher de olhar afiado que tava junto com o tal Ryūya, irmão do Ryūma-san.

Essa pessoa tentou matar o Ryūma-san? Quer dizer que, como imaginei, o irmão tava puxando os fios por trás, é?

Essa mulher chamada Ryūno não é da linhagem Ryū, dizem que foi recolhida pelo Ryūya de algum lugar. Parece que essa pessoa se revelar assassina foi imprevisto até pro Ryūzan-san.

— O estado dela não parece bom, mas, aconteceu ferimento no momento de capturar?

『Desculpa, patrão. É erro meu.』

Quando o Kuon pergunta, a espada apoiada ao lado da mesa, ainda dentro da bainha, a Silvā, flutua até aqui.

Parece que, antes do Ryūma-san chamar reforço, ela acordou, e tentou se apunhalar com agulha envenenada escondida.

A Silvā, percebendo isso rápido, desviou a agulha envenenada, mas, infelizmente, no momento de desviar, acabou raspando no dedo dela.

Recebendo pequena quantidade de veneno, ela entrou em coma, e, sem fazer nada, não sobreviveria até de manhã. Entendi, então foi por isso que me chamou.

— [Recovery]

Elimino o veneno do corpo da tal Ryūno. Ficaria em apuros se a testemunha do crime morresse, afinal.

Na hora, a cor do sangue da mulher deitada na cama melhora, e a respiração também se acalma. O efeito do veneno parece ter desaparecido.

— Como imaginei, o objetivo era assassinato do Ryūma-san mesmo?

— Deve ser isso mesmo. E, provavelmente, por trás disso…

— Ordenei enviar soldados pra escoltar Vossa Excelência Ryūya. Ainda é só interrogatório. Mas, se resistir, também ordenei conter mesmo com força.

O Ryūzan-san assume a fala hesitante da Hōtei.

Bom, faz sentido mesmo. Se não tiver nada a esconder, deveria obedecer dócil, comparecendo. Mas, se resistir…

— …Será mesmo que o Ryūya ordenou de verdade?

O Ryūma-san, observando fixamente a Ryūno deitada na cama, murmura baixinho.

Talvez incapaz de suportar isso, a Hōtei chama atenção.

— Passar quinze anos muda as pessoas. Só em idade, o Ryūma-sama é mais novo, viu? O Ryūya-sama, desde que o Ryūma-sama faleceu, se dedicou em elevar a própria posição. Agora já virou um dos candidatos a próximo Ryūtei, mas, por trás disso, ouço também boato não tão bom assim.

— Disputa pra escolha do imperador não se vence só com jogo limpo. Isso, a Hōka também deve saber, né?

— Isso… é verdade, mas…

Nesse país, onde linhagem Ryū e linhagem Hō alternam o trono, quando tem múltiplos herdeiros, o adversário disputando o trono nessa hora também vira gente da mesma linhagem.

Em qualquer país, se tiver múltiplos herdeiros, isso é inevitável mesmo.

Costuma escutar isso, primeiro filho medíocre, segundo filho gênio, qual colocar no trono?

Seguir a tradição colocando o primeiro filho, mesmo sendo medíocre, ou colocar o segundo filho gênio, confiável pro país.

Eu? Se o primeiro filho for tão ruim assim, colocaria o segundo filho gênio. Se colocar o primeiro filho medíocre, e o país declinar por causa disso, não teria sentido, né?

Não sendo medíocre, mas primeiro filho de talento comum, também existe formato onde o segundo filho gênio apoia ele.

A propósito, esse tipo de assunto também converso com as esposas. Se o primeiro filho não for apropriado pra liderar o país, sem piedade, vou privar o direito de sucessão ao trono.

Se for capaz, não acho que precise insistir na minha linhagem de sangue. Sendo trono que originalmente veio caindo do céu tipo sorte, se colocar filho idiota sem jeito, melhor passar pra outra pessoa capaz. Isso deve ser melhor até pro povo.

Bom, por enquanto, não parece ter essa preocupação, no entanto.

Olho de relance pro Kuon ao lado. Bom, ser capaz demais também é levemente preocupante, mas.

Enquanto penso esse tipo de coisa sem utilidade, do corredor, ecoa voz de grito, "espera!", "para!", junto com som de pés correndo.

— Ryūno! A Ryūno tá bem!?

Quem entra correndo no quarto é o Ryūya, irmão do Ryūma-san encontrado à tarde.

Assim que entra correndo, é dominado na hora pelos guarda-costas da Hōtei presentes no quarto.

— Tá barulhento, hein, Vossa Excelência Ryūya.

— Vossa Majestade! É verdade que a Ryūno recebeu agulha envenenada!?

— É verdade. Ela tentou se suicidar com a própria agulha envenenada. Mas, graças a Vossa Majestade Príncipe-Rei de Brunhild, o veneno já foi eliminado.

Ouvindo a fala da Hōtei, o Ryūya desaba, "sentado", provavelmente por alívio. Do outro lado, o olhar da Hōtei observando isso era olhar frio.

Prestes a ter a pessoa preciosa assassinada. Se esse homem for o culpado, faz sentido esse olhar mesmo, né.

— Ryūya

Diante da voz do Ryūma-san, "bikun!", assustado, o Ryūya baixa o rosto.

Diante do Ryūya, agachado no chão preso pelos braços e ombro pelos soldados guarda-costas, o Ryūma-san se aproxima.

— Essa pessoa tentava tirar minha vida. Durante o dia, também fui atacado por golem suicida. ────Foi você que ordenou isso?

Alguém engoliu saliva, "goku". Depois de silêncio breve, o Ryūya, erguendo o rosto, pronuncia palavra.

— ………É isso mesmo. Eu ordenei a Ryūno.

O ar dentro do quarto ondula, "zawa". Ao mesmo tempo, sinto que a raiva da Hōtei também aumenta ainda mais.

Feito escondendo o irmão desse olhar da Hōtei, o Ryūma-san avança à frente.

— Por quê?

— …Porque tinha medo. Se o irmão mais velho continuasse presente, eventualmente, minha posição seria roubada. Se for isso, melhor logo… foi por isso que ordenei. A Ryūno só obedeceu isso,

— Isso é mentira.

O Kuon, ao meu lado, corta essa confissão do Ryūya de forma direta. Olhando, o olho direito do Kuon mostra brilho branco-dourado. Isso é… [Olho Mágico do Discernimento], igual à Yumina?

— Não é mentira! Fui eu que ordenei! Eu, matar meu irmão mais velho!

— Não. Você não é pessoa capaz de ordenar esse tipo de coisa. Provavelmente, esse crime deve ser dela,

— Diferente! Tudo, eu, é minha culpa! Mesmo o irmão mais velho ter sido visado, mesmo o irmão mais velho ter morrido! A Ryūno não tem culpa! Eu que…!

— …O que isso significa?

O Ryūma-san, talvez achando estranha a insistência do Ryūya, direciona olhar pro Kuon.

— Não sei o detalhe, mas, acho que essa pessoa protege aquela mulher. Provavelmente, esse crime deve ser crime cometido sozinho por ela. Talvez também aquele do golem suicida durante o dia.

— Diferente, irmão! Fui eu que ordenei tudo! Por isso, eu que carrego toda a culpa! Mesmo virando pena de morte, tanto faz! Por isso, poupa ao menos a vida da Ryūno…!

Feito se agarrando, o Ryūya curva a cabeça aos pés do Ryūma-san. Diante dessa cena, incluindo o Ryūma-san, todo mundo fica confuso.

Até a Hōtei, que mostrava emoção de raiva tão intensa assim, agora parece que a confusão supera a raiva.

No lugar dos dois, pergunto o que também deixava eu curioso.

— …Agora há pouco, também disse que a morte do Ryūma-san foi culpa sua, né? A morte do Ryūma-san não foi acidente?

— …Diferente. No dia que o altar tombou, eu preparei sabotagem. Pensando em assustar a Hōka.

— A mim?

Diante do nome dela repentino, a Hōtei mostra ainda mais expressão de confusão.

— A Hōka deveria cair pouco antes de subir no altar. Mas não caiu. Achando que tinha falhado, absurdamente, caiu no meio do ritual. O irmão mais velho morreu protegendo a Hōka… se eu não tivesse feito aquilo, o irmão mais velho não teria morrido!

Confessando, o Ryūya chora com lágrima misturada. Todo mundo prende a respiração ouvindo essa confissão. O imperador dito sábio ter morrido por travessura do próprio irmão, deve ser difícil de aceitar pra todo mundo.

O Ryūma-san abre a boca observando de cima o Ryūya.

— Por que fez isso, afinal…

— Eu… tinha inveja da Hōka… o irmão mais velho sempre junto com ela, e a Hōka aprendendo alegremente coisa que eu não podia aprender…

— Isso é… porque, sendo a Hōka candidata à próxima Hōtei, eu, sendo Ryūtei, precisava ensinar diretamente a ela várias coisas…

— Entendo isso. Mas, naquela época, o interesse do irmão mais velho tava totalmente direcionado à Hōka, e eu, por conta própria, senti que era existência desnecessária… por isso, tentei fazer algo tipo maldade com a Hōka…

Ciúme de infância, hein. Nessa época, o Ryūya deveria ter uns onze, doze anos… não seria estranho ter esse tipo de sentimento mesmo. Talvez, pra jovem Hōtei, tenha parecido existência roubando o irmão idolatrado.

— A Ryūno sabia disso?

— Não, não deveria saber… só, ouviu repetidamente sobre minha atitude estranha ao saber que o irmão mais velho tinha ressuscitado. Deve ter pensado que, com o irmão mais velho presente, isso viraria obstáculo pra eu virar próximo Ryūtei…

Segundo o que o Ryūya conta, a Ryūno parece ter sido originalmente membro de guilda das trevas. Quando a organização a que pertencia foi destruída, ela, prestes a morrer, foi salva pelo Ryūya, virando serviçal dele. Será que tentou retribuir esse favor, talvez…

— …No fim, meu pensamento raso atormentou o Vossa Excelência Ryūya, hein…

— Ryūno!

Sem perceber, tendo despertado, a Ryūno se levanta devagar. Os guarda-costas se colocam rápido, "sut", diante do Ryūma-san e a Hōtei. Culpada de tentar assassinar o Ryūma-san. Faz sentido ficar em alerta mesmo.

— Consciência já tava desperta, mas o corpo não se movia, então…

Com algo tipo algema colocada na mão, a Ryūno, descendo da cama, curva-se profundamente diante da Hōtei e do Ryūma-san no local.

— Tudo isso, fiz por decisão própria sozinha. O Vossa Excelência Ryūya não tem culpa alguma. Peço que todo o castigo caia só em mim…

— Diferente! Se eu tivesse ido logo encontrar o irmão mais velho, contando o pecado do passado, a Ryūno não teria agido! Mas, tive medo de que o irmão mais velho soubesse a verdade…! Irmão mais velho! Vossa Majestade Hōtei! Não me importa o que aconteça comigo! Só a vida dela, por favor…!

O Ryūya se curva do lado da Ryūno, igualmente.

Uuun. Se tivessem conversado direito cada um, esse tipo de mal-entendido não teria acontecido, penso.

— Hōka… não, Vossa Majestade Hōtei.

O Ryūma-san, que ficava calado o tempo todo, vira-se de repente pra Hōtei atrás dele, curvando-se no local igualmente ao Ryūya e o pessoal.

Diante da ação repentina do Ryūma-san, a Hōtei fica desconcertada, agitada.

— Se pensar bem, o crime abominável foi convocado pela minha falha como irmão mais velho. Peço, por favor, que ao menos perdoe a pena de morte…! Curvo-me e imploro, por favor.

— !, irmão mais velho…! O irmão mais velho não precisa fazer isso…!

— Deixa eu fazer ao menos uma coisa de irmão mais velho. A Ryūno é pessoa preciosa pra você, né? Se for isso, eu também posso curvar a cabeça uma vez, pelo menos.

— Fugu…! Irmão mais velho…! Desculpa, desculpa mesmo…!

Chorando copiosamente, o Ryūya continua colocando a testa no chão. Diante da desculpa do irmão depois de quinze anos, o Ryūma-san só sorri baixinho.

Vendo isso, a Hōtei solta, "haa!", grande suspiro.

— Ryūzan. Você também sofreu esse transtorno todo, mas, esses dois, o que faria?

— Deixa eu ver… mesmo sendo acidente, o Vossa Excelência Ryūya prejudicou o antigo Ryūtei, e a Vossa Excelência Ryūno cometeu tentativa de assassinato. Normalmente, seria pena de morte… nesse caso, mas, sendo que o próprio antigo Ryūtei, vítima, curva a cabeça implorando perdão assim, acho apropriado privar de propriedade e posição, expulsando do país… isso seria adequado.

— Se for isso, assim então. Privação total de propriedade e posição dos dois, expulsão do país dentro de três dias. Nunca mais pisar em terra de Orufan. Entendido?

— «« Muito obrigado…! »»

Escapa voz abafada dos dois. Sentença bem generosa mesmo, penso, mas, talvez, eu também tivesse feito parecido. Contanto que estejam vivos, dá pra recomeçar em qualquer lugar.

— …Eu fiz algo desnecessário?

O Kuon abre a boca com ar levemente ansioso. Se o Kuon não tivesse intervindo naquele momento, existia possibilidade do Ryūya, como mandante do incidente de assassinato, e a Ryūno, como executora, ambos serem condenados à morte.

Comparado a isso, esse resultado pode ser considerado excelente.

Revelar a verdade nem sempre é coisa boa, mas acho que o julgamento do Kuon não estava errado.

Acaricio em silêncio a cabeça do meu filho orgulhoso.


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