Capítulo 539 – A “Coroa” Dourada, e a Rainha de Refan
— Não se movam! Vocês, de que lado são!
Justo quando finalmente consigo encontrar a Sutefu, ficamos cercados pelos soldados do castelo empunhando lança.
Bom, sendo invasores sem dúvida mesmo, faz sentido. Já desativei [Mirage] também, e, incluindo a Sū e o pessoal, nossa figura já foi completamente vista.
Fugir com [Teleport]? Não, não, sendo que minha filha foi cuidada por eles, aqui, como pai, preciso agradecer direito a Sua Majestade a Rainha deste país.
Bom, em termos de idade, mesmo dizendo "filha", não devem acreditar, então não tem jeito além de dizer parente mesmo.
— Não podeee! Essas pessoas são a família da Sutefu! Não são inimigo, não!
Prestes a explicar a situação de qualquer jeito diante dos soldados, antes disso, a Sutefu avança, feito nos protegendo.
Os soldados se entreolham, hesitantes na decisão, mas, eventualmente, alguém parecendo capitão dentre eles ordena abaixar a lança.
— Sendo família da Vossa Excelência Sutefania, general convidada, não tem jeito mesmo. Se possível, gostaria que tivessem entrado direito pelo portão, no entanto.
— Desculpa. Do nosso lado, também não sabíamos em que situação a Sutefu estava.
Diante do capitão soltando fala levemente espinhosa, me desculpo dócil. O argumento do outro lado também faz sentido, afinal.
Mas, mesmo dizendo diretamente "somos parente da Sutefu, deixa a gente ver ela", será que teriam deixado mesmo, fico em dúvida.
Ou melhor, a Sutefu tá sendo tratada como general convidada, é… colocar criança de cinco anos como general convidada, tá tudo bem, esse país?
— Se for isso, posso levar a Sutefu de volta?
— N, não, isso, espera um pouco, por favor. Se a Vossa Excelência Sutefania desaparecer, esse castelo vai cair.
O capitão avisa com aspecto agitado. Já tinha essa sensação, mas, como imaginei, o acampamento de Sua Majestade a Rainha tá se sustentando graças à Sutefu, é?
Por isso, ficaria em apuros se levasse a Sutefu de volta, é. Mas isso é conveniência do lado deles, sem motivo pra nós obedecermos.
— Papai, encontra com a rainha. O papai consegue achar aquela coisa chamada "regalia", né?
Pra mim, pensativo em como levar a Sutefu de volta, de repente, chega essa fala da própria pessoa.
"Regalia"? "Regalia" seria "régalia" mesmo? Prova do poder real, aquele negócio, né. Se não me engano, tipo os Três Tesouros Sagrados do Japão, ou o Selo Imperial da China. O Reino de Refan também tem esse tipo de régalia, é?
— I, isso é verdade!? Vossa Excelência consegue localizar a régalia!?
— Não, uso magia de busca, mas não é que seja garantido…
— Magia, é! Igual à que a Vossa Excelência Sutefania usa, né!? Se for isso, gostaria de pedir pra encontrar com Sua Majestade a Rainha, ouvindo essa história!
Eeh… queria levar minha filha e voltar rápido, sabe.
Talvez porque mostrei cara de desagrado, a Sutefu puxa minha manga.
— Papai, por favor. A rainha foi gentil com a Sutefu, viu. Tem "obrigação de uma noite de hospedagem e uma refeição", viu.
— Que pesado, isso!?
"Obrigação de uma noite de hospedagem e uma refeição". Isso não seria código de honra de jogador de azar? Quem foi que ensinou isso!? Provavelmente sou eu, né!? Idiota do eu futuro!
Kuu. Não consigo ser frio o suficiente pra ignorar o pedido da filha. Prestes a pedir reforço direcionando olhar pra Sū, mãe dela, a Sutefu já tava derrubando a Sū também.
— Mãe também, por favor.
— Uuun, é isso mesmo… fomos cuidados, então preciso agradecer, né. Touya, vamos ao menos ouvir a história.
— Consegui!
Pedida pela Sutefu, a Sū também cai facilmente. Ou melhor, a Sū tá derretida num nível que nunca vi antes, hein.
Talvez esteja aliviada por finalmente conseguir encontrar a filha.
De fato, como diz a Sū, mesmo que o outro lado tenha cálculo, sendo que fomos cuidados, sair sem nem cumprimentar seria falta de educação mesmo. Não quero fazer isso na frente da criança também, hein.
— Então, por aqui.
Decidido a encontrar Sua Majestade a Rainha de Refan, avançamos pelo interior do castelo guiados pelo capitão. E, naturalmente, um golem dourado nos segue também.
— Sutefu. Desde agora há pouco, fiquei curioso, aquele golem é a "Coroa" "Dourada"?
— "Coroa" "Dourada"? Aquilo é o Gōrudo, viu?
A Sutefu inclina a cabeça, tipo "do que tá falando?". Uuun, como pergunto, hein. No castelo futuro de Brunhild, também deveria ter o Arubusu, "Coroa" "Branca", mas, provavelmente, ninguém deve chamar ele de "Coroa Branca" no cotidiano.
— Deixa eu ver, onde encontrou o Gōrudo, afinal?
— Deixa eu ver, perto da cidade de Paisu? O Gōrudo caiu do céu, viu.
— Ha?
Segundo a explicação da Sutefu, é assim.
A Sutefu apareceu no meio de floresta densa perto da estrada, na região de Kōruson, ao sul do Reino de Refan.
Mesmo tendo recebido várias advertências da vovó Tokie no interstício dimensional antecipadamente, a Sutefu, animada com o mundo desconhecido, correu pela floresta, socou o urso e o lobo que atacaram, e, no fim, perdeu o smartphone.
Eee…, sinto sentimento decepcionante, mas, segundo a Yoshino, parece que a Sutefu também perdia frequentemente o smartphone mesmo no futuro, então isso deve ser operação normal mesmo. Essa criança, quando se empolga com algo, parece ficar bem distraída.
Bom, de qualquer forma, com fome, a Sutefu, pra escapar da floresta, vestindo barreira de [Prison], correndo em potência máxima com [Accel], avançava em linha reta pela floresta, derrubando árvores.
Deveria ensinar pra essa criança a palavra "destruição ambiental", hein…
No meio do caminho, a Sutefu encontrou um lugar onde tinha buraco aberto no céu sobre a floresta, parece.
— Buraco?
— Uhum. Tipo assim, "gugogoo", ou "buwaaa", "bachibachi!", e "gurugurugurū", tinha isso no céu.
…Não entendi absolutamente nada.
— Golem!
A Sutefu se aproxima sem alerta nenhum do golem dourado caído do buraco que tava no céu.
Naturalmente, [Prison], capaz de repelir qualquer coisa, tava expandido. A Sutefu mantinha esse [Prison] ativado o tempo todo sem perceber conscientemente.
Pra Sutefu, [Prison] é feito roupa, e, em lugar não seguro, não desativa isso. Lugar seguro pra Sutefu é onde tá a família. Fora isso, mesmo na hora de dormir, nunca desativava [Prison].
Sendo isso rotina cotidiana, a Sutefu tem sentimento de alerta bem escasso. Sendo absolutamente (não exatamente, mas) segura, também não precisa ter alerta mesmo, talvez.
A Sutefu se aproxima do golem dourado apoiado na árvore.
Não tem parte grandemente quebrada visível, mas tem rachadura e fissura por todo lado, estado maltrapilho. Aparência feito espancado por algum tipo de força grande.
O golem dourado não se move nem um pouco, tenta bater algumas vezes, "koncon", mas não tem reação nenhuma.
Olhando pra cima pro céu de onde o golem caiu, o buraco redemoinhando, "bachibachi" com faísca, aos poucos diminui, e, eventualmente, desaparece sem deixar vestígio, "shurun".
— Será que quebrou quando caiu?
A Sutefu, vendo o golem parado, lembra da irmã amante de golem.
Sem dúvida, se fosse o Kūn, deveria ficar feliz vendo esse golem. E, deveria conseguir consertar esse golem também.
De repente, na mente da Sutefu, passa lembrança de quando o Kūn fazia manutenção no golem dela, a Pāra.
Se não me engano, foi tipo isso…
— Deixa eu ver, [Open]?
Imitando a irmã, coloca a mão no peito do golem dourado, fazendo mana fluir.
"Bashu!", som de ar escapando, e o peito do golem abre pra cima e pra baixo. O G-Cube, parte que poderia ser chamado coração do golem, brilha, "kirakira", recebendo luz do sol.
Bom, abrindo, mas, a Sutefu não fazia ideia nenhuma do que fazer daqui em diante.
Timidamente, tenta tocar no G-Cube. Que essa peça é peça importante do golem, ao menos isso a Sutefu também aprendeu, sabendo, com a irmã.
Tira o G-Cube protegido por esfera tipo gel, mas, sem nada acontecer, a Sutefu coloca de volta.
『Aviso. Não é possível registrar informação de mestre. Por favor, tente novamente』
— Waa!?
Diante do golem falando de repente, a Sutefu cai sentada, "shirimochi".
Era orientação de voz pra suporte de entrada, mas a Sutefu confundiu, achando que o golem tinha falado.
『Aviso. Não é possível registrar informação de mestre. Por favor, tente novamente』
Observando o golem com desconfiança, mas, incapaz de aguentar mais o golem repetindo só essa fala, a Sutefu fala com ele.
— O que faço?
『Por favor, insira parte de cabelo, unha, pele ou similar da pessoa que se tornará mestre, no G-Cube』
Conforme dito, a Sutefu arranca um fio do cabelo dourado herdado da mãe, colocando dentro do G-Cube retirado, colocando de volta.
Se não me engano, a irmã também fazia coisa parecida. Essa ação não deve estar errada, confirma a Sutefu.
『Vou reiniciar. Deseja descartar informação anterior ao momento da parada de função? Descartar pode causar problemas no pensamento, ação e habilidade desta unidade. Deseja realmente descartar?』
— Pensamento? Descartar? Nn… não entendo bem, mas tá bem.
『Entendido. Vou apagar a informação. …Apagado. Por favor, feche a escotilha e faça a mana fluir de novo』
Do lado da Sutefu, sendo perguntada "tá bem?", sem pensar nada, só respondeu "sim".
Essa ação era inicialização do Q-Crystal, cérebro do golem, mas, naturalmente, ela não tinha como saber disso.
Seguindo a orientação, fecha a escotilha do peito, fazendo mana fluir de novo.
『Série Coroa, número de modelo CS-10 "Serafim Dourado", vou reiniciar. Por favor, registre o nome do mestre』
— Nome do mestre?
『Seu nome』
— Sou a Sutefu. Sutefania Buryunhirudo.
『Registrado. Registro de mestre alterado com sucesso』
A pálpebra do golem dourado nomeado Gōrudo abre, o olho captura a figura da Sutefu.
Erguendo o corpo apoiado na árvore, o golem pequeno se levanta devagar.
『Meu nome é Serafim Dourado. Seu fiel servo. Por favor, dê suas ordens. Mestre』
— Fez contrato de mestre…!?
Ei ei, espera aí. A Sutefu fez contrato de mestre com essa "Coroa" "Dourada"?
Com a Yumina e o "Coroa" "Branco" Arubusu, é contrato provisório. A Yumina não tem aptidão, mas, sendo que o ancestral dela, Āsā, é ex-mestre, tá firmado contrato de submestre por relação sanguínea.
Com esse contrato, não pode usar habilidade de Coroa que paga "compensação", então sem preocupação.
Mas a Sutefu é diferente. Fez contrato oficial mesmo. Ou seja, quer dizer que dá pra usar habilidade de Coroa que precisa de "compensação"…
— Você é a "Coroa" "Dourada"? Qual sua habilidade de Coroa?
『Afirmativo pra primeira pergunta. Impossível de responder pra segunda pergunta. Não possuo habilidade de Coroa』
Diante da minha pergunta, o Gōrudo, seguindo atrás, responde. Pensando bem, a Silvā disse que o Kuromu Ranshesu fazia golem sem "compensação", né.
Igual à Silvā, o Gōrudo também não tem "compensação", é? Fico levemente aliviado.
Mas nunca imaginei que a Sutefu fosse firmar contrato com a "Coroa" "Dourada"…
Não, espera aí. O Āsā Erunesu Berufasuto, mestre do Arubusu, é ancestral da família real de Belfast.
Ou seja, quer dizer que não só a Yumina, mas a Sū também herda esse sangue.
A "Coroa" "Prata" Silvā fez contrato com o Kuon, filho da Yumina. E a Sutefu, filha da Sū, com a "Coroa" "Dourada"…
Aptidão pra "Coroa" que o Āsā possuía, herdada pro Kuon e a Sutefu? Pensando assim, sinto que quase era inevitável mesmo, hein…
De qualquer forma, quando voltar, vou pedir pro Doutor e a técnica Eruka analisarem detalhadamente o Gōrudo. Se for máquina que sobrecarrega a Sutefu, preciso fazer algo.
Mas, se essa aqui é a "Coroa" "Dourada", como os "apóstolos do deus maligno" conseguiram a "Arca", afinal? Ainda existe "Coroa" que não conhecemos?
— Sobre o golem entendi, mas onde conheceu Sua Majestade a Rainha deste país, afinal?
— Deixa eu ver…
— Sua Majestade a Rainha tá logo aqui.
Cobrindo a voz da Sutefu tentando responder a pergunta da Sū, o capitão que nos guiava para diante de porta grande.
Bom, essa parte, vamos ouvir da própria pessoa mesmo.
Quando a porta de duas folhas se abre, dentro, tinha uma mulher esperando por nós.
Essa mulher de uns cinquenta e poucos anos não passava tanto imagem de rainha assim. O vestido que veste também não é luxuoso, e sim, mais discreto, com óculos redondos, mostrando sorriso amigável.
Sinto de alguma forma semelhança com a Eren-san, mãe da Sū. Claro, a Eren-san é bem mais jovem que Sua Majestade a Rainha, mas será que, envelhecendo, ficaria assim? Entendo mesmo por que a neta da Eren-san, Sutefu, se apegou tanto a ela.
— Muito prazer, Vossa Majestade Príncipe-Rei de Brunhild. Rainha do Reino de Refan, Sōnya Kuiru Refan.
— Opa? Sobre mim?
— Já sei bastante. A Sutefu fez muita propaganda sua.
Diante disso, Sua Majestade a Rainha de Refan ri. Fico curioso sobre que tipo de história ela contou, mas, por ora, vou parar de perguntar.
— Mesmo assim… que pai jovem, hein. Aquela pessoa é a mãe…? Deixa eu ver…
Sua Majestade a Rainha de Refan, vendo a figura da Sū de mãos dadas com a Sutefu, solta voz indescritível.
Idade adequada pra casamento neste mundo é uns quinze a dezoito anos, mas, sendo a Sutefu com cinco anos, eu teria virado pai aos treze, e a Sū teria dado à luz aos oito. Não, mesmo assim, seria absurdo demais.
— A, não, na verdade, a Sutefu é parente. "Papai" e afins é tipo apelido…
— Eh, difer… mmff.
A boca da Sutefu, prestes a falar algo, é tapada em silêncio pela Sū. Ótima cobertura.
— Entendi. A Sutefu se esforça tanto pra explicar, mas tem muita coisa que não entendo direito.
Entendo mais ou menos. "Gugogoo", ou "buwaaa", realmente não dá pra entender mesmo, né.
Sentamos no sofá conforme recomendado pela Rainha. No sofá do outro lado, eu e a Sū, com a Sutefu no meio. No sofá ao lado, a Sakura e a Yoshino. O Kohaku fica aos meus pés, o Gōrudo fica de pé um pouco afastado.
— Primeiro, muito obrigado por proteger a Sutefu.
Por ora, curvo a cabeça pra Rainha. Do lado dela também deve ter vários cálculos, mas o fato de terem cuidado da comida e do sono dela é inegável. Como pai, preciso agradecer isso.
— Não, não, imagina. Do nosso lado é que fomos ajudados… se não fosse a Sutefu, sem dúvida, eu teria morrido.
Segundo a história da Rainha, durante o transporte de carruagem, na estrada, foi atacada por soldados de clã hostil, e a Sutefu e o Gōrudo, passando por acaso, salvaram.
De relance, olho pra Sū. Quando encontrei ela, também era situação parecida, penso. Mãe e filha em situação semelhante… não, a posição da Sū e da Sutefu é diferente. Lado de ser salvo e lado de salvar.
Depois disso, na cidade onde a Rainha e o pessoal fugiram refugiados, o exército daquele clã atacou, mas isso também foi repelido sozinha pela Sutefu, parece.
Bom, tem [Prison], afinal… dizem que ela sozinha se posicionou na ponte diante do portão do castelo, sem deixar ninguém passar. O quê, minha filha é Chōhi na Ponte de Chōhanbashi?
Mesmo assim, enfrentar sozinha o inimigo, hein…
— Não, mais que sozinha, também tínhamos soldados de cá, mas todos acabaram sendo lançados longe junto pela Sutefu, então…
Com aspecto levemente difícil de falar, a Rainha conta isso.
Parece que os aliados também foram dizimados. O jeito de lutar da Sutefu é fortalecer completamente a defesa com [Prison], e lançar o adversário longe com movimento de alta velocidade usando [Accel].
Se ampliar [Prison], seria feito parede colidindo em alta velocidade, afinal. Nem inimigo nem aliado devem aguentar isso.
No fim, parece que, tendo aliado por perto, virava mais perigoso, então deixaram praticamente tudo a cargo da Sutefu mesmo.
— Ter que depender de criança tão pequena assim é lamentável, francamente…
Observando a Sutefu, a Rainha solta essa fala. Essa expressão indescritível, será que tá lamentando a própria falta de poder, ou remorso por fazer criança lutar, não sei dizer.
— Tá tudo bem, isso aí. Já recebo dinheiro, doce, e comida direitinho, e ajudar pessoa em apuros é coisa normal, sabe. Chama de "a bondade não é pra si mesma, mas pros outros"!
— Umu! A Sutefu fala coisa boa mesmo, hein! Boa menina!
— Ehehe, fui elogiada!
A Sū acaricia a cabeça da Sutefu. Levemente envergonhada, mas recebendo isso com sorriso. Uuun, eu também queria acariciar, mas, por ora, vou me segurar.
Mas "a bondade não é pra si mesma". Igual "obrigação de uma noite de hospedagem e uma refeição" de agora há pouco, essa criança só usa expressão estranha mesmo… quem ensinou isso… deve ser eu mesmo, hein…
Opa, agora preciso ouvir a história da Rainha.
— Deixa eu ver, então. Ouvi da Sutefu agora há pouco, mas, parece que tão procurando algo chamado "régalia"?
— Sim. "Régalia" é prova de poder real desde a antiguidade, e quem possui isso é reconhecido como rei de Refan. O Reino de Refan, atualmente, tá dividido em três facções em disputa de poder: minha facção realista, algumas facções antirrealistas, e facção neutra. Se conseguir capturar a "régalia" em mãos, a facção neutra deve se inclinar pro nosso lado, e a facção antirrealista também não terá escolha além de baixar as armas─────
— Com licença! O exército do Marquês Beriusu tá vindo em direção daqui! Numa quantidade de vinte mil!
De repente, o capitão que nos guiou agora há pouco entra correndo apressado na sala onde estamos.
Exército? Ah, não pode ser, será aquele que vi agora há pouco, indo na nossa direção?