Capítulo 540 – A Régalia, e o Fim da Busca
『Nn, sem dúvida. É o exército que vimos vindo pra cá. Número exato? Deixa eu ver… vinte mil trezentos e quarenta e oito, hein. Desses, os equipados com golem são vinte mil e trinta e sete. A forma é quase idêntica, exceto pela cor, então acho que é produção de fábrica. Não parece ter tipo voador. Deve chegar aqui em uns dez minutos.』
— Entendi. Fica aí em espera, por favor.
Desligo a chamada com a Monica, que tava em espera acima em modo stealth.
Virando-me, chamo a Rainha, que mostra expressão ansiosa.
— Como imaginei, hein. Vem em direção daqui exército de quase vinte mil. Deve chegar em uns dez minutos. O estandarte é serpente-marinha roxa, parece.
— É o exército do Marquês Beriusu. Exército aliado do Duque Burūson, que ocupa a capital. Mesmo dizendo "aliado", na prática, é subordinado dele.
Parece ser exército enviado pelo tal Duque Burūson, que ocupa a capital. Esse Duque Burūson é chefe do clã principal antirrealista, e parece que também tem sangue real, tendo status hierárquico mais alto que qualquer um, depois da Rainha.
Com esse duque ocupando a capital, atualmente, lei marcial foi imposta, e, com opressão severa, o povo perdeu a liberdade, parece.
Segurando a capital, deve estar demonstrando pros outros nobres que ele mesmo é o legítimo pra assumir o trono.
— Nosso poder de combate?
— Uns cinco mil. Mesmo chamando reforço da cidade mais próxima, levaria dois dias.
Diante da minha pergunta, o capitão que veio relatar agora há pouco responde. Uns quatro quintos a menos que o outro lado, é. Se for guerra de cerco confiando em reforço, talvez tenha número pra aguentar de algum jeito, mas…
— Estandarte de serpente-marinha, é aquele senhor de novo? Que insistente, hein.
— O que foi, Sutefu? Já conhece?
A Sutefu, ouvindo nossa conversa, solta essa fala com cara emburrada.
— Antes também já atacou a rainha, sabe. Eu e o Gōrudo expulsamos. "Moleque desgraçado! Vai morrer!", falava barulhento.
— Certo, vamos esmagar.
"Vai morrer" pra minha filha? Merece morte mil vezes. Não, matar de forma simples não faria ele se arrepender. Vou mostrar inferno vivo, será…?
— Rei, se acalma. Recolhe o assassinato. Não é digno de adulto. As crianças tão intimidadas.
— …Quer dizer, brincadeira. Brincadeira, viu.
— A, aa…
Diante da fala da Sakura, volto a mim de repente, dando sorriso pra Rainha, que tava mais intimidada que as crianças.
Que chato, hein, como se eu fosse explodir por isso… bom, foi levemente sério mesmo. Só um pouquinho. Um tiquinho só.
— Vou expulsar de novo. Gōrudo, vamos!
— Entendido
— Aa, espera espera.
Paro a Sutefu, prestes a sair do quarto levando o Gōrudo.
— Aqui, eu faço. Sutefu, fica esperando com a Sū.
— O papai?
— Papai, esmagar não pode, viu?
Tentando mostrar boa figura como pai, sou repreendido pela Yoshino. …Uhum, não vou esmagar. Só expulsar, né, expulsar.
— T, tá tudo bem mesmo?
— Tá tudo bem. Já expulsei esse tipo de exército várias vezes, sabe. Já tô acostumado. Espera um pouquinho, por favor.
Peço licença pra Rainha, expandindo o mapa do smartphone no ar, confirmando a situação ao redor.
— [Multiple]. Trava alvo. Exército do Marquês Beriusu.
『Entendido』
Os pontos de luz vermelhos no mapa vão sendo capturados um atrás do outro. Como esperado, com vinte mil pessoas, leva um tempinho.
Bom, sendo que tão em marcha alinhados, foi fácil de travar, ajudou.
『Trava completa』
— Nn… campina perto do Reino de Purimura tá bom. Ativa [Gate] embaixo dos pés de todo o exército do Marquês Beriusu.
『Entendido. Vou ativar』
Voltando pela rota que passamos com a Gungunīru agora há pouco, decidindo a posição, ativo [Gate].
— Certo, terminado.
— Eh?
A Rainha me observa com cara de estranheza. Bom, sendo que não dá pra saber o que fiz só olhando agora, faz sentido mesmo.
Eventualmente, cavaleiro mensageiro entra correndo apressado no quarto.
— R, relato importante! Segundo observação, o exército do Marquês Beriusu desapareceu de repente! Parece que sumiu feito sendo sugado pro chão…!
Diante da fala do mensageiro, a Rainha e os cavaleiros de escolta presentes escutam com expressão boquiaberta.
— A, aquele… não pode ser, isso foi o Vossa Majestade Príncipe-Rei que…?
— Sim. Teletransportei pra perto da Cordilheira Daora. Deve levar mais umas dezenas de dias pra chegar aqui de novo.
— Não esmagou, hein.
— Já disse que era brincadeira, né.
Respondendo a brincadeira leve da Sū, bebo um gole do chá servido. Opa, gostoso.
— Achava que a magia da Sutefu já era absurda demais, mas a magia de Vossa Majestade Príncipe-Rei tá num nível acima disso mesmo…
Com expressão de surpresa profunda misturada com resignação completa, a Rainha reforça aos capitães e o pessoal pra não relaxarem a vigilância ainda por um tempo. Será que não acreditou? Bom, normalmente, não dá pra acreditar mesmo, né. Sendo coisa cotidiana pra mim, vou deixar quieto.
— Então, sobre a "régalia"…
— A, sim. A "régalia" é prova do poder real do Reino de Refan, sendo passada de geração em geração dos reis. Mas, três gerações atrás de mim… na época do meu bisavô, houve disputa pela sucessão do trono, e ela ficou desaparecida.
— Se conseguir aquilo, o tal Duque Burūson se retiraria da capital?
— Se ficar sabendo que a régalia tá em minhas mãos, a facção neutra sem dúvida se inclinaria pro nosso lado. Se for isso, o Duque Burūson não teria chance de vitória nenhuma. Depois disso, vou incentivar a rendição.
Régalia é símbolo do poder real. Sem ela, deu motivo legítimo pro Duque Burūson, permitindo a rebelião, então, se voltar, o duque perde onde descarregar o punho.
Mas, hein… se essa régalia não for encontrada, o que fazer? Como esperado, não é que eu consiga encontrar qualquer coisa, sabe.
Se tiver barreira de ocultação aplicada, ou já não existir mais neste mundo, buscar seria impossível.
— Então, que tipo de objeto é essa régalia, afinal? Espada? Selo imperial… ou coroa?
A Sū pergunta pra Rainha o que eu também tava pensando. Isso, primeiro, sem saber que tipo de objeto é, não dá nem pra buscar.
— Não, a régalia do Reino de Refan é instrumento musical.
— Instrumento musical!?
Quem mordeu a isca com a fala da Rainha foi a Yoshino. A Sakura, ao lado, também parece interessada. Sendo os dois amantes de música, faz sentido mesmo, mas, poderia conter um pouco mais a empolgação. A Rainha tá levemente intimidada, viu.
— Naturalmente, instrumento musical seria instrumento que emite som, né?
— Sim. Flauta pequena de metal, chamamos de "Flauta da Sutera".
— Parece com o nome da Sutefu.
— Fufu, é mesmo.
Diante da fala da Sutefu, a Rainha sorri. Sutefu e Sutera. Bom, parecido mesmo.
Segundo a história da Rainha, a família real do Reino de Refan é ensinada intensamente prática de flauta desde a infância, ao ponto de enjoar.
Na cerimônia de coroação, parece que precisam apresentar uma música diante do povo. Ouvindo essa performance, o povo julga (ou seria "ouve"?) que tipo de pessoa é o próximo rei.
Se falhar sob pressão, será chamado rei fraco e sem confiança, será?
Bom, também acaba mostrando a individualidade e personalidade de cada um, dependendo da música escolhida mesmo.
— Ei ei, então Sua Majestade a Rainha também tocou flauta?
— Na minha época, a Flauta da Sutera já tava perdida, então não toquei na cerimônia de coroação. Mas, sendo obrigada a tocar desde criança, ainda hoje consigo tocar, viu.
Diante da fala da Yoshino, a Rainha pega a flauta vertical decorada em cima da lareira. Flauta de madeira com menos de trinta centímetros.
A Rainha, colocando na boca com calma, começa a tocar a flauta baixinho.
O timbre tocado em ritmo lento é bem bonito e agradável, ficando gravado confortavelmente no ouvido. Música nunca ouvida, mas ficamos embriagados por um momento com esse timbre gentil, capaz de relaxar corpo e mente.
Eventualmente, terminando a performance, escapa palma de todo mundo presente.
— Iyaa, é maravilhoso mesmo. Sua Majestade a Rainha também é musicista, é.
— Não, não, qualquer um que herda o sangue real consegue tocar nesse nível…
A Rainha diz isso modestamente, mas até eu, leigo, entendo que essa performance de agora era de nível absurdamente alto.
Quem ficam ansiosas com essa performance são mãe e filha, Sakura e Yoshino. Parece que, ouvindo a performance da Rainha, também ficaram com vontade de fazer algo.
— A gente também vai apresentar uma música pra Vossa Majestade Rainha!
— Não, Yoshino e Sakura? O assunto tá desviando, então…
— Sem problema. Também tenho interesse em ouvir a música de Brunhild.
Prestes a admoestar a filha e a esposa livres demais, chega permissão da própria Rainha.
Uuun. A delas não é bem música de Brunhild, e sim, quase toda música da Terra, mas…
A Yoshino ativa o smartphone, gerando no ar instrumento tipo vidro semitransparente. É magia de performance da Yoshino. Guitarra e baixo e bateria?
— Papai também! Toma!
— Eh!? Eu também!?
Recebo baixo entregue pela Yoshino. Espera aí, eu não sou muito bom em baixo, sabe…
Primeiro, o que vamos tocar, afinal. Sendo baixo, o que consigo tocar é bem pouco, viu?
A música que a Yoshino responde diante da minha dúvida era música que aprendi do meu avô.
Uuun, de fato, se for essa, treinei bastante antigamente, acho que consigo tocar… provavelmente. Talvez fique meio desajeitado por causa do intervalo sem praticar.
Depois de tempo, experimento tocar a corda do baixo com o dedo. Será que consigo, hein…?
De repente, erguendo o rosto, no lugar da bateria, tava o irmão Sōsuke. …Ei, deus da música. Desde quando tá aqui?
A Rainha pisca os olhos, "pachikuri", mas mostro com a mão que tá tudo bem.
— Vamos lááá!
Junto com a voz da Yoshino, toco a corda do baixo, marcando o ritmo. Linha de baixo cheia de dinamismo. Sobre isso, a guitarra da Yoshino vai adicionando colorido.
Ali, se sobrepõe o vocal da Sakura.
Essa música é música de grupo vocal formado por irmãos ainda na infância, de artista com apelido "Rei do Pop".
Com essa música de estreia, alcançaram de repente o primeiro lugar na parada americana, feito raro, e também conseguiram o feito de quatro músicas seguidas chegando ao primeiro lugar desde a estreia.
Essa música tem o baixo particularmente marcante no ouvido. Ou seja, é a espinha dorsal importante da música mesmo, mas…
Kuu. Acompanhar o irmão Sōsuke e a Yoshino é bem exigente, francamente…!
Junto com a voz de canto da Sakura, a Sū e a Sutefu, sentadas no sofá, começam palma, e a Rainha e o pessoal de escolta presentes no quarto também seguem isso.
O título dessa música, "quero que você volte", talvez combine com a Rainha buscando a régalia, hein.
Não sei se a Yoshino pensou até esse ponto pra propor tocar essa música. Acho que deve ser só coincidência, provavelmente.
Terminando de tocar até o fim de algum jeito, recebo palma de todo mundo. Fuu… acompanhar minha filha também é difícil, francamente…
— Que música maravilhosa! Não entendi o significado da letra, mas foi música que tocou o coração!
Diante da Rainha elogiando assim, a Yoshino, "ehehe", fica envergonhada, e a Sakura mostra sinal de V levemente feliz. A propósito, o irmão Sōsuke já não tava mais lá. Só veio pra sessão de música, aquela pessoa, hein…
— Opa, desculpa. Voltando ao assunto, será que dá pra explicar detalhadamente o formato dessa flauta? Se souber o detalhe, aumenta a chance de encontrar.
— Aa, se for isso, tenho algumas fotos. Espera um pouco, por favor.
A Rainha traz algumas fotos da gaveta da mesa do quarto. No continente ocidental, usando tecnologia de olho de câmera possuída pelo golem, fotografia já existe há bastante tempo mesmo, afinal.
Mesmo assim, as fotos trazidas tavam descoloridas em tom sépia, mostrando ser objeto bem antigo.
Bom, sendo que desapareceu na época do avô da Rainha, faz sentido mesmo.
Duas fotos. Uma é foto de menino do tamanho da Sutefu segurando a flauta. A outra é foto de família tipo tirada na sala de estar, com flauta dentro de caixa em cima da mesa central.
— Esse menino é meu avô. O que ele segura na mão é a Flauta da Sutera.
Hoo. Esse menino é o avô, é. Se for isso, já se passaram quase cem anos, hein.
Mas a flauta na mão dele é flauta sem característica particular assim. Só dá pra saber que o comprimento é parecido com a flauta que a Rainha tem.
— E essa foto de família?
— Meu avô, meu bisavô, minha bisavó, e o irmão mais novo do meu avô… meu tio-avô. Esse tio-avô, depois, disputou a sucessão do trono com meu avô. No fim, o tio-avô derrotado ateou fogo na própria mansão, suicidando-se, mas, depois disso, perceberam que a Flauta da Sutera tinha desaparecido.
Fumu. Talvez esse tio-avô suicidado tenha escondido em algum lugar.
— Esse tio-avô tinha filho?
— Tinha, mas foi purgado nesse conflito. Sendo que a perda da flauta foi descoberta depois que a maioria da facção do tio-avô foi purgada, parece que não teve informação nenhuma…
Uuun, coisa tipo régalia não é algo que se exibe publicamente à toa mesmo, afinal. Quando decidido que o avô da Rainha assumiria o trono, na cerimônia de coroação, confirmando pra usar a Flauta da Sutera, parece que o interior da caixa tava vazio.
Deve ter sido alvoroço e tanto mesmo. No sentido do Japão, seria feito os Três Tesouros Sagrados desaparecerem de repente. Faz sentido virar pânico mesmo.
Observo fixamente a flauta na foto. Infelizmente, na foto onde o avô da Rainha segura, a mão atrapalha, não dando pra ver bem a forma completa.
A da foto de família é pequena e desfocada. Bom, de algum jeito, dá pra entender a forma, deve tá tudo bem.
— Isso, dizendo metal, mas o material é o quê?
— Orichalcum.
Opa, flauta feita de orichalcum, é. Digno de régalia mesmo. Se for isso, a chance de estar quebrada é baixa. Mas também existe possibilidade de ter sido derretida e usada como material pra outra coisa. Orichalcum é raro, afinal.
Se for alguém que conhece o valor da régalia, não acho que faria isso, mas…
Bom, tanto faz. De qualquer forma, vamos tentar pesquisar.
Tiro o smartphone, invocando o mapa deste país. Por ora, primeiro dentro do país mesmo.
— Busca. "Flauta da Sutera".
『Buscando… busca terminada. Vou exibir』
No mapa, flutua um ponto de luz. Certo! Se for só um, não deve estar errado, né!?
Opa? Mas aqui é…
Vendo meu rosto com expressão de estranheza, a Rainha, talvez ansiosa, pergunta.
— C, como foi?
— A, não, isso. Por ora, encontrei, mas o local é…
Dizendo isso, exibo o mapa no ar pra Rainha também conseguir ver.
A posição do ponto de luz indicado no mapa do Reino de Refan. Ali é…
— Capital Refanshia…!?
A Rainha solta voz de surpresa. Aa, como imaginei, aqui é a capital, é. A régalia tá na capital, atualmente virada território inimigo. Isso significa…
— O que isso significa? Quer dizer que o tal Duque Burūson conseguiu a flauta antes de nós?
— Não, isso é impossível. Se aquele homem tivesse conseguido a Flauta da Sutera, com certeza já teria declarado isso, exigindo minha abdicação.
Diante da dúvida da Sū, a Rainha responde. Ou seja, quer dizer que…
— Quer dizer que a Flauta da Sutera tá na capital, mas ninguém percebeu isso nem um pouco. O que buscam tá bem debaixo dos próprios pés sem perceber… haha, engraçado, hein.
— Uu
Diante da minha fala, a Rainha segura o peito.
Ah, droga. A Rainha originalmente também morava na capital, afinal…
— Rei, escolhe melhor as palavras.
— Desculpa…
Levo bronca da Sakura.
B, bom, tipo aquilo do "escuro embaixo do lampião"? É coisa comum mesmo!
— Touya, então onde na capital tá isso, afinal?
— Deixa eu ver, espera um pouco… aqui, é por aqui mesmo. Opa?
Expando o mapa no smartphone, dando zoom. O ponto de luz tava dentro de prédio grande. Aqui, provavelmente, deve ser aquilo mesmo, hein…
— Aqui é… não seria dentro do castelo real!? Não pode ser…! Depois de dezenas de anos procurando!?
A Rainha observa fixamente o mapa com rosto atônito. Uwaa, sinto algo constrangedor, hein.
É tipo "não acho a carteira!", revirando a casa inteira, perguntando no caminho de trabalho e escola, na delegacia, e "ah, tava no bolso da calça…", esse tipo de sensação.
— Por quê!?
— Não, "por quê", pergunta assim, mas…
A Rainha grita. Ah, isso não foi direcionado a mim, né. Ainda continua encarando fixamente a tela. Deve ter gritado por causa da irracionalidade absurda demais.
— Por que não foi encontrada quando eu tava no castelo!? Só depois de ser expulsa do castelo, agora!? Por quê!?
Não, mas foi você mesma que pediu pra procurar, né. Entendo o sentimento, mas se acalma, por favor.
— Não seria bom saber o local? Não fica feliz?
— Fico feliz, sim! Fico feliz, mas, como direi…! Sinto vergonha, sinto raiva…! Aaa, mou! Mou! Mou!
A Rainha grita segurando a cabeça. Os cavaleiros de escolta também ficam sem saber o que fazer, agitados.
— Vossa Majestade Rainha, aconteceu algo?
— Adulto tem várias coisas, sabe.
— Várias coisas?
— Isso. Várias coisas.
— Adulto é complicado, hein.
A Sū e a Sutefu, tendo essa conversa, observam a Rainha gritando.
Deve ter acumulado bastante estresse mesmo, hein… Não foi a Rainha quem perdeu a régalia, mas, mesmo assim, ser reprovada como rei por não tê-la, soa tipo acusação injusta do outro lado.
Mesmo assim, esse tipo de autoridade não dá pra ignorar mesmo. Do nosso lado também, será que precisaria de algo tipo prova do poder real?
Smartphone? Uuun, mas isso é provisoriamente artefato divino, afinal. Não posso deixar isso na superfície. Se meu descendente de mau caráter herdar, pode até nascer deus maligno absorvendo o sentimento negativo dele.
Sem correr risco, talvez seja o revólver-espada Buryunhirudo mesmo. Vou entregar junto quando passar o trono pro Kuon. Será que a Silvā vai ficar emburrada?
Enquanto penso esse tipo de coisa, a Rainha finalmente recupera a calma.
— Desculpa pelo descontrole…
— Não, imagina.
Bom, entendo o sentimento.