Capítulo 541 – A Aranha Gigante, e a Descoberta
Feito resetando o descontrole de agora há pouco, a Rainha do Reino de Refan tosse levemente uma vez, "kohon".
— Então, onde no castelo real fica a Flauta da Sutera, afinal?
Sendo perguntada isso, tento ampliar, mas só consigo dizer "por aqui, no castelo" mesmo.
O mapa é só mapa mesmo, tem limite pra ampliar, e também não dá pra ver detalhadamente até dentro do quarto, afinal. Se for até a capital, talvez consiga buscar diretamente com [Search].
A Rainha observa fixamente o mapa, inclinando a cabeça.
— Aqui é… só um canto do castelo com alguns quartos sem muita importância especial… será que a Flauta da Sutera realmente tá num lugar assim…?
— Não tem tipo passagem secreta ou quarto escondido?
A Sū pergunta isso pra Rainha.
Desde tempos antigos, é comum castelo ter passagem secreta de fuga conhecida só pela família real, ou quarto escondido pra refúgio temporário.
A propósito, o castelo de Brunhild também tem, provisoriamente. Entrada de túnel subterrâneo atrás do trono, viu.
Pra caso de emergência, poder escapar pra fora. Se não precisar usar, é melhor assim, mas não tem opção de não construir.
— Tem passagem secreta e quarto escondido, mas não deveria ter nada aqui. As criadas limpam de ponta a ponta o quarto, então só resta pensar que tá escondido em algum lugar…
Como tamanho, não deve ser coisa tão grande assim, afinal. Por exemplo, dentro da lareira, ou atrás da estante de livros. Se quiser esconder, existem inúmeros lugares possíveis.
Provavelmente, a facção do tio-avô, derrotado na disputa pelo trono, deve ter escondido visando reviravolta futura… talvez pretendessem recuperar depois que a poeira baixasse.
Mas, antes de recuperar, ou a pessoa que escondeu foi purgada, ou por algum erro não chegou ao ouvido de mais ninguém, e assim se passaram quase cem anos. Que história vazia, francamente.
— Então, sobre a localização da régalia entendi, mas o que pretende fazer daqui em diante?
— Se recuperarmos a capital, dá pra reaver a régalia. Custe o que custar, preciso expulsar o Duque Burūson da capital…!
— Deixa comigo! Eu e o Gōrudo vamos recuperar a capital pra rainha!
Diante da fala da Sutefu, voando logo depois da determinação da Rainha, inclino a cabeça pensando no que fazer. Sinceramente falando, me aprofundar mais nessa guerra civil de outro país, nem sequer aliado, seria perigoso.
Mesmo assim, oficialmente, a Sutefu não é minha filha, e sim, só parente. Ou seja, quer dizer que, só sendo parente, não seria gente de Brunhild.
Por isso, a Sutefu individualmente participar da guerra civil talvez não seja problema mesmo… não, não, teria problema sim, teria muito problema!
Como esperado, não quero jogar minha filha numa guerra civil. Não, bom, já tá no meio disso, mas.
Enquanto fico gemendo pensativo, uuun, a Sakura, bebendo chá, murmura baixinho.
— A magia de teletransporte do rei anda em falta de treino ultimamente.
— Eh?
— Aquele [Gate] de agora há pouco, fico ansiosa se realmente teletransportou o adversário direito. Melhor tentar de novo mais uma vez.
Não, "tarde demais" pra ficar ansiosa. Já fiz isso várias vezes até agora, tá tudo bem, sabe? Por que suspeitar de repente assim, hein.
— O local, pode ser perto da capital deste país. Que tal teletransportar umas dezenas de milhares de pedrinhas que tão fora dessa cidade fortificada?
Pedrinha até a capital deste país? Dezenas de milhares delas? Por que preciso fazer treino tão idiota assim… espera aí? …Aa, é isso, é?
— Entendi. Deixa eu ver, de fato, ultimamente não treinei magia mesmo. Fora desta cidade fortificada, deve ter bastante pedrinha fácil de teletransportar, né? Que tal tentar? Já que vou fazer, melhor teletransportar pro interior da muralha da capital. Preciso tomar cuidado pra não acidentalmente mandar junto animal ou pessoa com as pedrinhas.
Dizendo isso, sinto que tá forçado demais mesmo. O que é isso, "pedrinha fácil de teletransportar".
Diante da minha fala propositalmente cheia de sugestão, o rosto da Rainha muda, "hatto". Os cavaleiros de escolta ao redor também parecem ter percebido.
— P, príncipe-rei, esse treino, quando…!?
— Tenho um assunto rápido pra resolver, então será que dá pra ser daqui uns três dias? Melhor de noite? Ou de dia?
— Melhor de noite mesmo, pra evitar alvoroço da população… será que dá pra nós também observarmos? Talvez seja quantidade grande de gente, mas.
— Pode ser qualquer quantidade, sem problema. Só que, cuidado, viu? Se acidentalmente teletransportarem junto, não me responsabilizo, tá?
Troco palavras com sugestão implícita com a Rainha.
No lugar onde faço treino de magia de teletransporte, se soldados daqui, por acaso, observando, se envolverem junto, isso é acidente.
Eu avisei "não se aproxime", mas, se os soldados, por conta própria, se envolverem na magia de teletransporte, isso é responsabilidade própria deles. Responsabilidade própria, é isso mesmo.
— Muu…? O papai e a rainha tão conversando coisa difícil de entender…?
— Sutefu, adulto tem várias coisas, sabe.
— De novo "várias coisas"?
A Sū acaricia a cabeça da Sutefu emburrada. Nesse meio-tempo, a Rainha enviava ordem dizendo "reúnam todos os soldados possíveis das cidades vizinhas! Dentro de três dias, o máximo de soldados possível!".
Bom, melhor deixar a guerra deste país a cargo do povo deste país mesmo.
— Sutefu! Bem-vinda de volta!
— Bem-vinda, Sutefu.
— Finalmente voltou, hein.
— São as irmãs!
— Eu também tô aqui, sabe…
— O irmão também tá!
Trazendo a Sutefu de volta, todas as crianças recebem a irmã mais nova. De um jeito ou de outro, todos deviam tá preocupados, acariciando a cabeça da Sutefu.
Não, só uma pessoa, sem se importar tanto com a alegria do reencontro com a Sutefu, agarrou-se na hora ao golem dourado trazido junto.
— I, isso é a "Coroa" "Dourada"! Entendi, de fato, mantendo o design das "Coroa" anteriores, mas com magia de gravação aplicada nos detalhes, reduzindo a interferência de mana…
— Sem mudar nada, hein…
Vendo o Kūn agarrado ao "Dourado", Gōrudo, sem se soltar, sinto certa admiração de certa forma. A mãe dele, do outro lado, segurava a cabeça, dando suspiro.
A Rū bate palma, "panpan!", em direção às crianças ainda animadas e barulhentas.
— Certo! Entendo que todos fiquem felizes de estar reunidos, mas, por ora, vamos jantar! Todos lavem as mãos, por favor!
— Uhaa! Comida da mãe Rū!
A Sutefu voa correndo pro banheiro, "shuba". Não usa [Accel] no cotidiano assim, oras. Se colidir com alguém, seria perigoso, afinal. Depois preciso avisar sobre isso.
Certo, prestes a ir lavar as mãos também, sou parado pela Sū.
— Touya, e a recuperação do smartphone que a Sutefu perdeu?
— Aa, é isso mesmo…
Não posso deixar de lado, mas, de novo, vou procurar? Essas crianças perdem demais, francamente. Eruna, Rinne, Kuon, e Sutefu. Quase metade já perdeu.
Melhor fazer capa de smartphone com cordão pra pendurar no pescoço, será?
— Deixa eu ver, se não me engano, disse que era na floresta ao sul do Reino de Refan…
Buscando com meu próprio smartphone, de fato, o smartphone da Sutefu tava dentro da floresta.
Uuun, nunca fui até essa floresta, então não tem jeito além de voar até lá ou usar [Teleport]. Também dá pra pedir [Recall] pra Sutefu, pegando a memória, abrindo [Gate], mas ela já foi comer.
Não tem jeito, vou rapidinho lá e volto.
— Ou melhor, opa? Esse smartphone não tá se movendo?
Ampliando o mapa, observo fixamente o ponto de luz do smartphone da Sutefu. Ah, como imaginei, moveu. Perigoso, será que alguém pegou?
Melhor conseguir de volta antes de virar coisa incômoda.
Teletransportando de novo com [Gate] até o Reino de Refan, e, dali, com [Teleport], teletransportando de forma aproximada até a floresta onde a Sutefu perdeu o smartphone, por sorte, chego dentro da floresta.
Aqui deve ser a floresta mesmo, sem dúvida, mas, deixa eu ver, onde tá o smartphone da Sutefu, afinal?
Confirmando a posição com meu próprio smartphone, avanço pela floresta. Logo vai ficar de tarde, então quero recuperar rápido.
Como sempre, o smartphone da Sutefu continua se movendo. Como imaginei, alguém deve ter pegado mesmo. Mas o que essa pessoa tá fazendo numa floresta tão deserta assim, afinal. Vai pra lá, vai pra cá, não pode ser, será viajante perdido?
Se for isso, preciso resgatar, né. Quando começo a correr em direção ao ponto de luz do smartphone, do outro lado, também começa a se mover em minha direção.
— Que conveniente. Se for isso, logo…
Paro de repente os pés que corriam.
…Chega tremor de terra, "zushinzushin", vindo da frente. Pássaros também voam alvoroçados, "basabasa".
Tem algo vindo, né? A reação do smartphone da Sutefu também tá vindo pra cá. Opa, será que, por acaso, quem pegou o smartphone, ou melhor, será que comeu?
Do fundo da floresta, vem em minha direção aranha muito maior que o tamanho normal.
『Gishashashasha────!』
Soltando grito agudo estridente, aranha completamente preta, tamanho de ônibus grande, avança direto em minha direção. Aranha sinistra, com olho vermelho e vários espinhos brotando do corpo.
Uhum, feio, então não vem pra cá.
— [Shield]
『Gabufu!?』
Bloqueada pela parede invisível, a aranha para o avanço. Cambaleando, "yorori", a aranha grande recupera logo o equilíbrio com pernas tipo tronco, reajustando a postura.
『Shaa!』
A aranha grande cospe algo tipo líquido pegajoso da boca, mas isso também é bloqueado pelo [Shield], não chegando até mim.
Talvez irritada com isso, a aranha grande se ergue nas quatro patas traseiras, batendo desordenadamente no [Shield] com as quatro restantes.
Uguu. Como esperado, isso é nojento demais… o vovô me disse quando pequeno pra não matar aranha à toa, sendo inseto benéfico, mas isso, olhando de qualquer ângulo, não deve ser inseto benéfico.
Portanto, decisão de subjugação.
— [Venha, raio e gelo, névoa de gelo dos cem raios, Vorutikkumisuto]
『Bijura!?』
Recebendo em cheio a névoa de raio de magia composta, a aranha morre no local. Deve ter ficado carbonizada pelo choque elétrico… ou não, difícil dizer. Já era preta desde o começo, afinal.
— Deixa eu ver, matei, mas boa…
Dessa vez, confirmo diretamente com [Search] a posição do smartphone da Sutefu. Aa… como imaginei, tá dentro dela, hein… eh, preciso tirar de dentro do órgão interno dela? Sério mesmo?
Sendo smartphone de produção em massa, também feito robusto com metal mágico, e com [Protection] aplicado por mim, não deve estar derretido, mas…
Desmontar isso e tirar? Impossível impossível impossível.
Ah, também existe método de levar até a Guilda de Aventureiros pra desmontarem.
— Ah, é isso. Se puxar com [Apport], resolve, né.
Isso mesmo, isso mesmo. Por que não percebi coisa tão simples assim. Sou idiota mesmo, hein.
Estendo a mão direita em direção à aranha caída… espera aí?
Ativando [Apport] assim, só o smartphone vem pra minha mão…? Sinto que vai vir junto algo grudento estranho…
Antigamente, quando puxei com [Apport] flecha cravada no corpo do avô da Sū, veio junto sangue grudento, afinal…
Ativo [Storage], guardando a aranha grande. Homem sábio não se aproxima do perigo. Se tiver método seguro, deveria executar isso mesmo, né.
Abro [Gate] até a Guilda de Aventureiros de Brunhild pra desmontarem a aranha grande.
— De novo trouxe fera mágica absurda assim, hein…
Observando a aranha grande retirada do [Storage] até o local de desmonte, a mestra da Guilda, Rerisha-san, murmura resignada.
Sendo fera mágica do continente ocidental, achei que fosse espécie nunca vista, mas, será que, por acaso, essa também é aquela espécie extinta?
Diante da minha dúvida, a Rerisha-san traz pergaminho antigo, estendendo na mesa diante de mim.
A aranha desenhada ali e a aranha deitada diante de mim tinham praticamente a mesma característica.
— Isso é aranha grande antiga chamada Atoranāto. Fera mágica que, ao entrar em ciclo específico, reproduz explosivamente de forma rara, dizem que causa grande desastre.
— Antiga? Quer dizer que essa também é…
— Sim. Espécie extinta mesmo. Não é encontrada desde uns dois mil e quinhentos anos atrás… ultimamente, chega bastante relatório de descoberta de espécie extinta de vários lugares, das guildas de aventureiros regionais. Vossa Majestade. O que exatamente tá acontecendo neste mundo, afinal?
A Rerisha-san direciona o olhar afiado pra cá.
Uuun, aqui, melhor responder honestamente, será? Também não é zero a possibilidade de aparecer fera mágica absurda a qualquer momento, afinal…
Conto que distorção espaço-temporal tá ocorrendo com mais facilidade, e fera mágica do passado tá vindo parar nesta era.
— Isso significa que vão continuar aparecendo esse tipo de fera mágica daqui em diante também?
— Parece que tá se acalmando aos poucos, então acho que vai se resolver eventualmente, mas…
Diante da minha fala, a Rerisha-san solta suspiro de alívio, "hotto". Bom, se esse tipo de coisa aparecer com frequência, não teria jeito mesmo, né.
— Vossa Majestade, o que procurava é isto?
O senhor funcionário da Guilda, que desmontava enquanto conversávamos, traz numa mão o smartphone retirado da aranha grande.
Parece ter limpado direitinho com pano, tá brilhando, "pikapika". Que pessoa atenciosa, hein!
Levemente com cheiro forte, no entanto… por ora, vou aplicar [Clean]. Certo, o cheiro também sumiu.
Melhor não contar pra Sutefu que isso saiu da barriga da aranha grande…
Voltando pro castelo, as crianças já tinham terminado o jantar, todo mundo reunido relaxando no salão.
…Não, só a figura do Kūn não tá. Sem o Gōrudo também, será que tá lá em cima? Sendo que o Doutor, a técnica Eruka e o Professor também tão lá, acho que não deve fazer nada imprudente, mas…
Na floresta onde a Sutefu e o Gōrudo se encontraram, encontrei espécie extinta. Isso é coincidência?
Será que naquela região existe distorção espaço-temporal? Não pode ser, será que o Gōrudo apareceu nesta era atravessando o tempo…?
Melhor pedir pro Doutor e o pessoal investigarem um pouco isso. E, além disso…
— Papai, bem-vindo!
— Guffu!?
Recebendo investida de frente da Sutefu, suporto de algum jeito prestes a cair. Ah, [Accel] pra investir de cabeça, para com isso…!
— Achou o smartphone?
— …Aa, achei. Toma, não perde mais, viu.
— Obrigada!
Recebendo de mim o próprio smartphone, a Sutefu corre de novo, "dash", voltando até onde tá a Sū. Por isso, tô dizendo pra não usar [Accel]…! Falhei em avisar.
— Bom trabalho, Touya-san.
Massageando a barriga dolorida, sentando na cadeira vaga do salão, a Yumina traz água de fruta gelada. Sentando ao meu lado na hora.
— Finalmente todo mundo reunido, hein.
— Como esperado, com nove aumentando, fica barulhento mesmo.
— Não é bom ser animado? E isso é paisagem do futuro. Melhor se acostumar desde já, né?
Bom, é isso mesmo. Eventualmente, isso deve virar cotidiano mesmo.
Certo, sendo que todo mundo tá reunido, mas, eventualmente, as crianças também devem voltar pro futuro. Quando será isso, afinal, melhor perguntar pra vovó Tokie… parece que, se o efeito do Terremoto Dimensional diminuir, tá tudo bem, mas tem elemento incerto chamado "apóstolos do deus maligno".
Pra devolver as crianças ao futuro com segurança, preciso esmagar logo os "apóstolos do deus maligno" mesmo.
Separar dessas crianças é doloroso. A próxima vez que eu encontrar esses filhos, deve ser bem mais adiante.
Enquanto isso, quero criar bastante memória com eles.
Três dias depois, distraidamente, acabei envolvendo os mais de trinta mil soldados reunidos na cidade fortificada Asshira do Reino de Refan no treino de magia de teletransporte, mandando eles pra capital deste país.
Deixando passar um tempo, depois de um pouco, quando eu também voo até a capital, o tal Duque Burūson, que tinha ocupado e se instalado na capital, já tinha se rendido facilmente, e a Rainha declarava ao povo a recuperação da capital.
Bom, se, de repente, no meio da noite, trinta mil soldados aparecerem dentro da muralha, não tem jeito mesmo, né…
Originalmente, o povo da capital, por lei marcial, tava proibido de sair de casa sem motivo à noite (durante o dia, tudo bem), então, do lado deles, parece que não teve dano nenhum.
Mesmo sendo meio da noite, o povo da capital explode em festa com o retorno da Rainha. Todos gritam por liberdade. Deve ter oprimido bastante o povo da capital, aquele duque. Será que tinha medo de rebelião?
Assim, a capital do Reino de Refan foi praticamente conquistada sem derramamento de sangue, mas isso não é o fim.
Se não encontrar a régalia em questão, a mesma coisa pode acontecer de novo.
Junto com a Rainha apressada, observando o mapa do smartphone, vou até o local onde a Flauta da Sutera, régalia, tá escondida.
Paro os pés no centro do corredor formado em T, num canto do castelo.
— Acho que é por aqui mesmo, sabe…
Diante dos olhos, à direita e à esquerda do corredor, dois quartos. O corredor continua até escada indo pro segundo andar. Atrás, tem janela, e além dela, o pátio interno.
Não sendo direção do pátio interno, acho que deve ser um dos dois quartos.
Uhum, melhor usar [Search] direto, mais rápido.
— [Search]… opa?
— C, como foi?
A Rainha pergunta pra mim com comportamento suspeito. Não, não é nenhum dos dois quartos, é adiante deste corredor mesmo. Não pode ser, será na escada?
A escada era escada de pedra com corrimão de madeira envelhecido. …Não é a escada. Será o corrimão, então?
Investigando com cuidado o corrimão, um dos pilares que sustentam o corrimão reage a [Search]. Sem dúvida, é isso.
Quando tento torcer forte, "gagot", som de algo se soltando, e o pilar afunda uns dez centímetros, saindo do corrimão, "suton".
Deslizando pro lado enquanto ergo, o pilar sai completamente do corrimão, "supon". Saiu mesmo, oras.
O pilar de madeira decorado parece ter interior oco. Entendi, então era assim mesmo. Isso, ninguém encontraria mesmo.
Entrego direto o pilar removido pra Rainha. Régalia é prova do poder real. Não deveria ser algo que estranho toque à toa mesmo.
Com mão trêmula, a Rainha recebe, virando o pilar, e, de dentro, cai, "suton", pequena flauta dourada na mão dela.
Era flauta exatamente idêntica à vista na foto.
— A, aa…! Sem dúvida, é a Flauta da Sutera…! Finalmente, finalmente voltou pra minha família real…! Pai, avô, finalmente encontrei mesmo…!
Abraçando a flauta vertical de orichalcum brilhando dourada, a Rainha chora. Os cavaleiros de escolta ao redor também, talvez comovidos, choram em posição de sentido. Bom, entendo o sentimento.
Que bom ter encontrado. Espero que, com isso, a rebelião do Reino de Refan também se acalme.