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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 542

O "Dourado", e o "Branco"

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Capítulo 542 – O “Dourado”, e o “Branco”

A Rainha, de pé no topo da muralha, começa a tocar devagar a Flauta da Sutera.

Graças à magia de atributo nulo [Speaker] que apliquei, esse timbre deve estar chegando bem até o povo da capital reunido diante do portão do castelo.

A notícia de que a régalia, Flauta da Sutera, considerada perdida há mais de cem anos, foi encontrada no castelo real, voltando às mãos da Rainha, chegou num piscar de olhos ao conhecimento dos senhores feudais do Reino de Refan.

Com isso, os senhores feudais oportunistas que declaravam neutralidade, todos juntos, juraram lealdade à Rainha, e a facção rival não teve mais chance de vitória.

A propósito, o líder dessa facção, o Duque Burūson, parece que, ouvindo que a Flauta da Sutera foi encontrada no castelo real, bateu o pé de frustração dentro da masmorra, "jidanda".

Pensando que ele também tinha chance de conseguir a régalia, faz sentido ficar frustrado mesmo.

Se, por acaso, a régalia tivesse ido parar nas mãos do duque, a Rainha é que poderia ter ido parar na masmorra.

Bom, se isso tivesse acontecido, talvez eu tivesse até feito a Rainha exilar-se pra algum país.

De qualquer forma, acho que, com isso, a guerra civil do Reino de Refan se resolveu.

— Príncipe-Rei. Sobre isso desta vez, sinceramente, muito obrigado.

Quem curva a cabeça dizendo isso não é a Rainha, mas o filho dela, ou seja, o príncipe deste país.

Cabelo loiro desbotado, idade perto de trinta anos. Alto, com físico robusto, dá pra sentir que é pessoa de temperamento guerreiro.

De fato, ele liderava o exército pra recuperar a capital do Duque Burūson.

De certa forma, acabei roubando essa oportunidade de destaque dele.

— Por isso eu disse que o papai era incrível, né! Tio Furanku!

— É isso mesmo. Como a Sutefu disse.

O Príncipe Furanku responde isso com sorriso contraído diante da Sutefu, empinando o peito com orgulho.

Chamar príncipe de um país, mesmo provisoriamente, de "tio" assim, fico em dúvida se tá certo, mas, sendo a Sutefu também provisoriamente da família real, talvez naturalmente aja assim sem formalidade estranha.

— Espero que o Reino de Refan também vire pacífico com isso, hein.

— Ainda tem algumas confusões, mas pretendo resolver até o Furanku assumir o trono.

Diante da Sū conversando isso bebendo o chá servido, a Rainha responde, e o Príncipe Furanku mostra expressão levemente constrangida.

Na verdade, esse príncipe quase não consegue tocar flauta, parece. Quando ele nasceu, a régalia já tava perdida, então, mesmo sem conseguir tocar flauta, não teve problema na sucessão do trono.

Quando a Rainha nasceu também, a régalia já não existia, mas, sendo que o avô dela, que deveria herdar, tava presente, parece que a prática de flauta foi feita direitinho.

Com a régalia encontrada, na hora de assumir o trono, vai precisar apresentar uma música diante do povo.

Se for performance insuportável de ouvir, pode virar causa de agitar de novo esse país prestes a se unificar, então o príncipe, atualmente, tá dedicado do amanhecer ao anoitecer na prática de flauta, dizem. Tradição é difícil, hein…

— Pessoalmente, gostaria de entrar na Aliança Mundial. Mas, até o país se acalmar internamente, acho difícil participação e cooperação clara como país.

— Sim, do nosso lado também, não temos intenção de exigir "faça isso, faça aquilo". Só que gostaria que todos trocassem informação sobre o que tá acontecendo no mundo, compreendendo direitinho, e, depois disso, decidissem cada um. Primeiro, só ouvir a conversa já basta. Se dá ou não dá pra cooperar fica a critério de cada país, então sem se preocupar.

Dizendo "Aliança Mundial", mas, basicamente, é tipo conversa de vizinhança mesmo. Discutindo problema entre países, às vezes dá pra resolver conversando. Se for difícil, também peço mediação de outro país, buscando ponto de acordo. Também tem bastante caso de eu resolver com força bruta, mas. Bom, sempre recebo compensação direitinho, no entanto.

De qualquer forma, explico rapidamente pra Rainha e o Príncipe Furanku sobre os "apóstolos do deus maligno" que tão agindo secretamente ao redor do mundo atualmente.

— Cidade e capital perto do litoral, acho melhor tomar cuidado. Depende da situação, mas, se sentir que é difícil resistir, acho melhor abandonar a cidade e fugir na hora.

— Golem gigante capaz de destruir cidade… esse tipo de coisa…

O golem de olho único que parece ter sido feito pelos "apóstolos do deus maligno". O Reino de Rea, atacado por esse golem de olho único, faz fronteira marítima justamente com aqui, o Reino de Refan.

E ainda, o Reino de Refan tem setenta por cento do território voltado pro mar. Não custa nada tomar cuidado.

Entrego pros dois algumas dezenas de "Espelho-Gate" pra comunicação com cada cidade regional do país, e smartphone de produção em massa pra contato conosco.

Não sei se vai dar tempo, mas, se acontecer algo, com isso, dá pra manter contato de algum jeito. Deve dar pra fazer medida e apoio de reconstrução rapidamente também.

A Rainha ficou de participar da próxima conferência mundial. Sendo que o país ainda não tá estável, dizem que não vão conseguir grande cooperação, mas só ouvir a conversa dos países do mundo já deve valer muito.

Sobre o Reino de Refan, acho que já tá tudo bem com isso.

O problema restante é…

— Concluindo, esse corpo é a "Coroa" "Dourada" sem dúvida. Mas é máquina que traça linha diferente das "Coroa" anteriores. Pode até chamar de coisa completamente diferente.

No "Laboratório" de Babylon, o Doutor, com cachimbo de aroma na boca, responde isso observando o "Coroa" "Dourado", Gōrudo, deitado na bancada de trabalho.

— Tá gravada magia de gravação complexa por todo o interior do corpo. Consigo analisar até certo ponto, mas tem algumas fórmulas mágicas de significado desconhecido também usadas, sem entender pra que serve nem o próprio propósito. Comparando, seria tipo sapato com escova de dente grudada…

Escova de dente no sapato? "Que sentido tem isso, afinal", esse tipo de coisa, é?

Técnico de golem chamado gênio não faria coisa tão sem sentido assim. Por isso, o Doutor e o pessoal devem tá "não entendo mesmo", assim.

Mas gênio e idiota são fio da navalha mesmo, hein… murmuro internamente observando o gênio diante dos olhos.

— A performance da máquina em si não muda das "Coroa" convencionais. Mas o Q-Crystal que comanda o controle do corpo e a habilidade de golem tem estrutura especial.

A técnica Eruka, presente junto, aponta a própria cabeça. O Q-Crystal, que poderia ser chamado cérebro do golem, comanda o controle do corpo, e o princípio de ação básica, ativação de habilidade e afins.

Sinceramente falando, contanto que isso esteja intacto, dá pra ressuscitar o corpo até. Claro, se virar corpo diferente, deve surgir montanha de defeito, dizem.

— No Q-Crystal, resta traço, digamos, tipo hábito do técnico de golem que fez ele. A partir disso, sem dúvida, essa máquina é obra do Kuromu Ranshesu mesmo, mas…

O Professor, acariciando a longa barba branca do queixo, murmura pensativo.

— Tem parte não analisável em parte do Q-Crystal. Provavelmente, deve ser algo relacionado à habilidade de golem dessa máquina, mas tá completamente oculto. É o que o Tōya-kun chama "caixa preta".

— Mas o próprio Gōrudo disse que não tem habilidade de Coroa, né?

— Habilidade de "Coroa", né? Habilidade de "Coroa" é habilidade que precisa de compensação. Não quer dizer que não tenha habilidade fora disso. A "Coroa" "Preta" da Norun, habilidade de Coroa é controle de tempo e interferência em mundo paralelo, mas, mesmo sem compensação, consegue tirar arma de outro espaço, feito o [Storage] do Tōya-kun, né?

Entendi. Quer dizer que habilidade de Coroa e habilidade de golem que máquina antiga possui são coisas diferentes, é.

— De qualquer forma, não tem habilidade que precisa de compensação, né? Não tem nada que sobrecarregue a Sutefu…

— Acho que não tem, viu. A, não, se a habilidade de golem oculta desse aí for tipo "autoexplosão", talvez tenha possibilidade de envolvimento.

Perigoso demais!

— Não deveria ter "autoexplosão", né. Isso aqui também é golem. Ação que causa dano direto ao contratante é proibida.

Diante da fala do Professor, solto suspiro de alívio, "hotto". Que isso, não me assusta assim, oras.

— Afinal, esse golem não tem informação do passado, né. Se tivesse isso, deveria dar pra entender coisa bem mais detalhada.

— Provavelmente, deve ter inicializado quando o Sutefu-kun ativou, hein… tinha alguma capacidade absurdamente grande esvaziada completamente, mas o que será que tinha dentro, hein?

— Talvez fosse registro de pesquisa do Kuromu Ranshesu. Esse aqui talvez estivesse fazendo algo tipo assistente do Kuromu. Que desperdício, hein…

"Haa…", escapa suspiro dos três de formas diferentes. Opa, minha filha fez alguma coisa?

— Deixa eu ver, de qualquer forma, mesmo com contrato de mestre com o Gōrudo, por ora, não tem problema… é isso mesmo?

— No que dá pra entender, sim. Se dizer perigoso, o "Prata" Silvā do Kuon-kun também é assim, é questão de como usar, no fim.

Bom, é isso mesmo. Contanto que não seja usado como "compensação", tá tudo bem.

A Sutefu também tá preocupada, então vou devolver logo o Gōrudo pra ela.

…Espera aí? Quando a Sutefu e o Kuon voltarem pro futuro, será que vão levar junto a Silvā e o Gōrudo? Não, mesmo levando, não teria problema, mas.

Se for isso, o nosso do futuro também deve saber trazer de volta… não deve ter problema, hein.

— Segundo a história da Silvā, a "Coroa" "Dourada" também foi feita com base em criatura mágica, igual à Silvā, mas não entendo onde nesse aqui usa criatura mágica, sabe.

— Criatura mágica também é amplo, afinal. De coisa tipo gárgula ou mímica até slime. O próprio golem, em certo sentido, também pode ser chamado criatura mágica. Se ganhar vida através de magia, isso é criatura mágica.

No Q-Crystal do golem, o princípio de ação e circuito de pensamento, controle do corpo e afins, são aplicados por magia de gravação. Se assumir que isso gera vida, o golem também vira criatura mágica. Será que vira existência parecida com o golem do nosso mundo?

— No caso da Silvā, parece que foi aplicada personalidade simulada no corpo tipo espada, mas será que o Gōrudo também tem algum tipo de aplicação assim?

— Pelo que vi com [Analyze], não tinha esse tipo de aplicação. Só que não consegui analisar o material desse corpo dourado brilhante. Acho que adicionaram algo ao orichalcum.

O Doutor cruza os braços, inclinando a cabeça. Esse dourado brilhante era orichalcum, hein. Achava que não era exatamente ouro puro, mas.

Precisamente, parece ser liga de orichalcum com algo mais.

— Será que misturaram slime no orichalcum?

— Slime no orichalcum? Que besteira. …Espera aí. Tem o exemplo do slime metálico. Se existir algo chamado slime de orichalcum…

Diante da minha fala de brincadeira, o Doutor fica pensativo. Droga. Se ficar assim, vai demorar.

— A propósito, onde tá o Kūn?

A figura da filha que deveria estar obcecada com o Gōrudo não aparece. Onde será que foi, hein?

— Aa, se for a Kūn-chan, tá no "Hangar" com a Monica e o pessoal, ajustando o "Vāru Arubusu".

Vāru Arubusu seria aquele, né, o Over Gear exclusivo do Arubusu, "Branco". Do jeito que o Doutor e o pessoal escondem em segredo, ainda não me mostraram, no entanto. Que sovina, hein.

— Ótima oportunidade. Vamos revelar o Vāru Arubusu pro Tōya-kun. Tōya-kun, chama a Yumina-kun também. O Arubusu também.

Opa? Achando isso, parece que dessa vez vão me deixar ver. Será que tá perto de terminar?

Chamar a Yumina deve ser porque ela é a mestra (provisória, mas) do Arubusu.

Igual à Reonowāru, da Norun, sendo a Yumina que vai operar o tal Vāru Arubusu, faz sentido mostrar com antecedência mesmo.

Quando ligo pra Yumina e o Arubusu, por algum motivo, vem também junto o Kuon.

Não, mais que "vem junto", é sensação de "trazido de mãos dadas", mesmo.

— Hoje, queria avançar o diorama que me pediram…

— De vez em quando precisa dar uma folga! Ficar só olhando coisa tão pequena assim faz mal pra vista, sabe!

Como os outros reis, que gostaram muito do diorama do castelo de Brunhild feito pelo Kuon, pediram todos juntos "nossa também, nossa também", o Kuon, quando tem tempo, se tranca no quarto dedicado à produção de diorama.

Graças a isso, quando o Kuon não brinca comigo, viro alvo de reclamação da Arisu.

De fato, como diz a Yumina, ficar sempre trancado no quarto não faz bem pro corpo mesmo. Ficaria em apuros se ele virasse recluso.

Levando o Kuon com aspecto levemente relutante, vamos até o "Hangar" de Babylon.

— Ah, pensando bem, o Kuon já viu no futuro esse Over Gear chamado Vāru Arubusu?

— Já vi. Já andei nele algumas vezes também.

Opa? Over Gear não era máquina exclusiva? Será que a Yumina deixou ele andar. Bom, uma criança pelo menos deve dar pra andar no cockpit.

Chegando no "Hangar", em vez da garagem onde geralmente fica o Frame Gear, somos guiados até outro corredor. Isso aqui, não era lugar sem uso?

O Doutor abre a porta da garagem, e, quando vejo o que tava guardado dentro, escapa da minha boca palavra sem pensar.

— Nave espacial de guerra…!?

Coisa que só consigo expressar assim tava deitada diante dos olhos.

De qualquer forma, é enorme. No "Hangar" de Babylon, tá aplicada magia espaço-temporal, sendo expandido mais que a aparência externa, mas, mesmo assim, é fora do comum. Quantas centenas de metros, afinal? Como esperado, não deve chegar a um quilômetro, mas grande demais mesmo.

Se não me engano, nem a nave espacial de guerra classe Galáxia daquele seriado de TV americana de ficção científica chegava a setecentos metros. Isso aqui deve ser mais que isso, né?

O corpo da máquina brilha branco absoluto. Olhando bem, isso é baleia. Over Gear de baleia branca!

— Esse é o Over Gear superdreadnought, Vāru Arubusu. Equipado com capacidade de voo e submersão, consegue carregar e transportar vários Frame Gear. Equipado com vários armamentos, é navio de guerra completo capaz de responder a qualquer situação.

Voa isso, hein… não, bom, sendo que Babylon flutua no céu, isso deve ser trivial mesmo.

— Na verdade, queríamos transformar num Frame Gear maior que o Orutorinde Overload, mas, como esperado, sobrecarregaria o corpo, reduzindo a durabilidade também, então desistimos.

Frame Gear de várias centenas de metros de altura já seria incômodo só de andar mesmo… destruição ambiental. Se acontecer de cair, quanto dano causaria, hein.

— Ouvi que era Over Gear pra uso subaquático, mas também voa, hein…

A Yumina, com boca aberta atônita, olha pra cima pro corpo branco absoluto. Se algo tão grande assim voar, não viraria alvoroço absurdo?

— Nesse ponto, usamos magia de ocultação igual à Babylon, então tá tudo bem. Só que, ao entrar em combate, precisa desativar, no entanto.

Parece que, envolto no campo de magia de ocultação, não consegue atacar. Ou seja, se não formos nós que entrarmos em combate primeiro, não seríamos descobertos, é?

— Ou melhor, esse aqui se move com G-Cube?

— Não, o Vāru Arubusu tem forno de espírito instalado. É o que a Kūn-kun analisou e melhorou a partir do que ganhou do tesouro do Reino de Rea, instalado nele. Recebe pouquinho de poder espiritual dos espíritos ao redor, amplificando dezenas de vezes com o mesmo método da "Torre" de Babylon, usando como fonte de energia. Claro, também tem G-Cube instalado, mas isso é mais reserva mesmo.

Dos espíritos? Isso tá funcionando com poder espiritual, é.

O poder do espírito é saída muito mais alta que a mana que vem de partícula mágica. Isso dá pra ver na hora comparando magia de fogo comum com magia espiritual emprestando poder do espírito do fogo.

Pra mover algo grande demais assim livremente, talvez precise mesmo desse tanto.

— Vamos guiar por dentro. Por aqui.

Seguindo o que o Doutor diz, subindo a rampa que desce da barriga da baleia, entramos.

Surpreendentemente, o interior é claro, com pedra luminosa mágica brilhando por todo lugar.

Achava que o interior seria tipo mecânico igual nave espacial de guerra, mas não é assim, sendo mais tipo construção de hotel luxuoso. No lugar tipo lobby, tá até estendido tapete, e até tem planta ornamental colocada. Também tem lustre de pedra luminosa mágica.

— Sobe nisso.

— Isso é círculo de teletransporte?

— Sendo amplo, afinal. Se for andando, levaria tempo, né? Com isso, chega até a ponte de comando num pulo só.

Num canto do corredor, tá instalado círculo mágico, e, quando todo mundo sobe nele, o Doutor faz mana fluir pra parede logo ao lado.

Num instante, a paisagem ao redor muda. Parece ter teletransportado facilmente sem impacto nenhum.

O lugar transferido é diferente do hotel luxuoso de agora há pouco, dessa vez, lugar bem característico.

Ou seja, é a ponte de comando da nave espacial de guerra.

Na frente, monitor super grande, no centro, assento levemente elevado onde provavelmente senta o capitão (ou seria comandante?), com assentos com painel de controle instalados à frente, esquerda e direita também. Ao redor também, envolto em círculo, tem painel de controle, emitindo luz fraca.

Ou melhor, isso deve ser mistura de várias pontes de comando de nave espacial de guerra de anime e filme de ficção científica que mostrei pro Doutor, né…

— Ara? Papai, mãe Yumina… até o Kuon. Já é revelação?

O Kūn, sentado no assento de capitão, vira-se pra cá, espiando o rosto. Sendo que sentava em cadeira grande, não dava pra saber que ela tava lá vendo por trás.

— Checagem final?

— Já terminei. Resta só fazer ajuste fino durante a operação mesmo. Aa, por isso chamou a mãe Yumina, é?

— Uhum. Vamos fazer teste de funcionamento. Vem vem, a Yumina-kun senta nesse assento, e o Arubusu senta no assento embaixo dele.

Olhando bem, tem assento pequeno logo abaixo, na frente do assento de capitão. Quando o Arubusu senta ali, a técnica Eruka conecta diretamente algumas coisas tipo plugue nas costas do Arubusu.

O Kūn desce do assento de capitão, e, no lugar dela, quando a Yumina senta, dessa vez, viseira semitransparente desce cobrindo completamente a cabeça da Yumina, feito envolvendo por trás do assento.

— E aí? Tá funcionando direito?

— Wa…!? I, incrível! Consigo perceber vários pontos de vista diferentes do meu próprio ao mesmo tempo!

— Várias câmeras instaladas no Vāru Arubusu tão linkadas pra Yumina-kun através do Arubusu. Deve dar pra conectar essa visão no monitor frontal.

Junto com o Doutor dizendo isso, "pa!", surge imagem no monitor grande frontal. Aparecia a grande veneziana do "Hangar" diante do Vāru Arubusu.

— Uhum, parece que a imagem não tá com problema.

— Linha de Éter também sem problema.

— Yumina-chan, dá pra ativar o forno de espírito? Só precisa ordenar isso pro Arubusu.

Sem perceber, guiada pela técnica Eruka e o pessoal, posicionados nos consoles ao redor, a Yumina chama o Arubusu.

— Deixa eu ver… Arubusu, ativação do forno de espírito… começar?

『Entendido. Forno de espírito, iniciando ativação』

"Foooon…", junto com som mecânico calmo, todo canto do console na ponte começa a brilhar.

Depois de leve vibração, "zuzun", a imagem mostrada no monitor desce devagar. O Vāru Arubusu tá subindo.

— Ativa magia de ocultação, expande o campo. Monica, abre a veneziana, por favor.

『Entendido, é!』

Chega voz da Monica, administradora do "Hangar", e a veneziana diante dos olhos começa a abrir pra cima.

Além dela, se estende céu azul sem nem uma nuvem, e a Cordilheira Merishia, que atravessa tanto Belfast quanto Regulus.

— Certo, Arubusu, avanço lento… opa, só a Yumina-kun que ele obedece, né.

— Deixa eu ver, Arubusu, avanço lento

『Entendido. Avanço lento』

Recebendo a ordem da Yumina, a baleia branca Vāru Arubusu começa devagar a avançar pelo grande mar do céu.


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