Capítulo 544 – A Sutefu e os Avós, e a Emboscada
A busca pela "Arca" através do Vāru Arubusu avança devagar.
Afinal, é tentativa de buscar entre todos os mares do mundo. Não é trabalho que termina facilmente assim.
A "Arca" ainda não foi encontrada, mas parece que já foram encontrados alguns navios naufragados e ruínas afundadas no fundo do mar.
Segundo a história do Doutor, na Grande Invasão das Phrase de cinco mil anos atrás, dispararam contra as Phrase invasoras magia capaz de mudar o relevo, ou arma mágica capaz de causar catástrofe, e algumas cidades afundaram nas profundezas do mar. Ruína deve ser resquício disso mesmo.
E ainda, em alguns lugares, foram encontrados vestígios de escavação não natural.
Provavelmente, deve ser rastro dos apóstolos do deus maligno escavando recurso do fundo do mar.
Golem de olho único parecido com Frame Gear que atacou o Reino de Rea. Talvez estejam reunindo recurso pra produzir isso em massa.
Mesmo sendo a "Arca" fábrica exclusiva do lendário técnico de golem, Kuromu Ranshesu, não acho que tenha capacidade de produção em massa nesse nível… penso.
Por isso, acho que não vai chegar a atacar em unidade de dezenas de milhares igual das Phrase, mas, infelizmente, tá em estado de não conseguir prever onde vai aparecer.
Nas regiões marinhas exploradas pelo Vāru Arubusu, tô instalando marcador oculto no fundo do mar, mas ainda só cobre parte de Belfast, Rīfurīsu e Panashesu.
Se instalar no litoral, seria tarde demais mesmo. Se possível, quero encontrar antes de cidade portuária ser atacada, mas…
Bom, isso, por ora, deixando de lado.
— Uwaa~, o irmão Edo tá tão pequenininho~. Que fofo!
Espiando o Edowādo-kun, herdeiro da família ducal Ortorinde, dormindo no berço, a Sutefu ri sorridente, "nikoniko".
Igual quando foi com o Kuon, parece que a Sutefu também chama o tio Edo-kun não de "tio", e sim "irmão".
— Fufu, o Edo também tá dormindo tranquilo. Sutefu, vem cá.
— Vovó!
A Sutefu se abraça na mãe da Sū, Eren-san.
Observando isso com sorriso caloroso, mas a mãe, Sū, solta pequeno suspiro.
— Yare yare, a Sutefu ainda tá bem manhosa mesmo, hein…
— Sendo caçula, não tem jeito mesmo, né. Acho que tem bastante gente que mima ela mesmo.
— O líder desses seria o Touya, né?
Cortado de forma direta, tomo gole do chá diante de mim fingindo desentendido. Opa, digno da família ducal Ortorinde, esse chá tá bem gostoso mesmo, hein.
— Eren, monopolizar assim é injusto! Sutefu, vem aqui. Vou dar doce.
— Obrigada, vovô!
O Duque Ortorinde, normalmente sério, tá completamente derretido. Vi algo raro, hein… acho que nem com a Sū ou o Edo-kun ficou tão derretido assim. Isso é aquele negócio de "neto é mais fofo que filho", será?
Se eu também tiver neto, será que fico assim também? Ou seja, isso significa que minhas filhas vão se casar e…
…Não, não vai acontecer. Uhum, não vai. No meu mapa mental do futuro, é opção única o Kuon trazer noiva.
Mas, se for isso, o neto seria filho com a Arisu, né? Se for isso, o neto que nascer também seria neto do Ende…
Como direi, imaginando isso, sinto rivalidade queimando internamente, "meramera"… preciso fazer com que digam "gosto mais do vovô Touya que do vovô Ende!"!
— …Desde agora há pouco, tá fazendo cara variada sozinho, mas tá tudo bem mesmo…?
— Hah. Aa, tá tudo bem, tá tudo bem. Só que o pensamento foi levemente pro futuro.
Diante da Sū observando com suspeita, respondo que não tem problema.
A Sutefu, entre o Duque Ortorinde e a Eren-san, come com gosto o biscoito entregue.
Mais que neto e avós, parece pais e filha mesmo. Na realidade, a filha de verdade, Sū, e a Sutefu presente aqui, não têm nem dez anos de diferença, então, dizendo obviedade, deve ser natural mesmo.
— …Sinto algo incômodo, hein. A Sutefu sendo minha filha…
— Entendo o sentimento. Eu também.
A Sū se intromete entre o Duque Ortorinde e a Sutefu, abraçando com força, "gyuu", a Sutefu.
— Ara ara. Será que a Sū tá com ciúme?
— Mãe, isso não é ciúme, não. Só sendo mãe, mimando a filha.
— Ara, se for isso, eu também preciso mimar a filha.
A Eren-san abraça com força, "gyuu", junto com a Sū abraçando a Sutefu.
Que bom, hein, sinto certa inveja mesmo.
Até mim, invejoso do contato físico com a Sutefu, vem o Duque Ortorinde, expulso do sofá pela Sū.
— Iyaa, nunca imaginei que ia poder ver o rosto do neto tão cedo assim. A Sutefu, parecida com a Sū, também é criança boa.
— Faz sentido, faz sentido. Sendo minha filha.
— Nunca imaginei que Vossa Excelência Tōya ficasse tão bobo com filha assim, hein…
Opa? Fui difamado de alguma forma? Só disse fato, no entanto.
— A propósito… até quando a Sutefu vai ficar nesta era, afinal?
— …Acho que ainda vai levar mais um tempo. Não vai desaparecer de repente, então fica tranquilo, por favor.
Quando respondo isso, o Duque Ortorinde mostra expressão levemente aliviada.
Na realidade, sem resolver os apóstolos do deus maligno, não dá pra devolver pro futuro.
É que esses caras podem atrapalhar de alguma forma, impossibilitando as crianças voltarem corretamente pro futuro.
Segundo a vovó Tokie, a probabilidade parece ser baixa, mas, se existir mínima possibilidade assim, preciso eliminar esses caras custe o que custar.
Guardando essa determinação no peito, trazendo de volta a Sutefu depois de reunião com os avós, voltando pra Brunhild, encontro o Kuon caminhando pelo corredor de mãos dadas puxado pela Arisu.
— Ah, pai. A mãe Sū e a Sutefu também. Bem-vindos de volta.
— Cheguei. Vocês dois vão sair pra algum lugar?
— O Kuon fica trancado o tempo todo no quarto, então vamos brincar!
— Não, eu tô fazendo a produção do diorama…
O Kuon abre a boca pequena feito se desculpando. A produção de diorama do castelo pedida pelos reis dos outros países não tem prazo definido especificamente. Por isso, acho que não precisa se dedicar tanto assim.
Mais que isso, ficar trancado o dia inteiro no quarto fazendo trabalho detalhado é o que faz mal pra saúde, sem dúvida. Melhor brincar um pouco fora mesmo.
— A Sutefu também! A Sutefu também vai brincar junto com as irmãs e o irmão! Mãe, pode?
— Uhum. Não pode atrapalhar o Kuon e a Arisu, viu? E, precisa voltar antes de escurecer.
— Tá bem!
Levada pela Arisu e o Kuon, a Sutefu corre pelo corredor. Bom, sendo dentro da cidade do castelo, deve tá tudo bem, mas…
— Kōgyoku, por favor.
『Sim, patrão』
O Kōgyoku, pousado no parapeito da janela do corredor, bate as asas em direção ao céu.
Bom, é precaução mesmo. Mais que possibilidade da Sutefu e o pessoal se envolverem em algum incidente, também não é zero a possibilidade de causarem algum incidente.
— Superprotetor, hein.
— Fala o que quiser.
A Sū parece ser tipo laissez-faire, deixando a filha livre. Deixando livre, mas também sabendo controlar quando precisa.
Sinto que a personalidade ingênua da Sutefu, a curiosidade transbordante, e a capacidade de ação reflexiva nasceram dessa forma de criar filhos da Sū.
Enquanto faço essa reflexão internamente, o smartphone no bolso vibra, avisando chamada. Do Doutor, é?
— Sim, alô? Encontrou a "Arca"?
『Ainda não desse lado. Mas parece que a vanguarda foi capturada』
Vanguarda. Golem de olho único, é?
『O marcador instalado ao sul do Reino de Panashesu captou sombra. Indo direto em direção a Panashesu』
— Número?
『Incluindo os pequenos, uns dois mil e pouco, deve ser. Provavelmente, devem estar levando junto homem-peixe e golem de quatro braços. Golem gigante deve ser umas vinte unidades』
Vinte unidades, é. Se for isso, dá pra resolver só com Reginreivu. Vamos conter no mar antes do golem de olho único desembarcar na cidade portuária.
『Ah, se for Reginreivu, agora não dá pra usar, viu』
— Ha?
『Já falei antes, né? Pra enfrentar a "Arca", tá em reforma pra funcionar em plena capacidade até debaixo d'água』
Muu. De fato, acho melhor fazer a reforma enquanto dá tempo, mas o timing tá ruim, hein. Bom, acho que dá pra resolver com o Cavaleiro Negro também, mas…
『Se quiser, posso mandar o Vāru Arubusu?』
— …Não, quero evitar que a existência do Vāru Arubusu seja conhecida do outro lado. Talvez, alertados, se escondam ainda mais dentro da "Arca".
Também acharia problemático se soubessem da existência disso, elaborando contramedida contra o Vāru Arubusu. Melhor guardar a carta na manga.
Desligando a chamada com o Doutor, contato apressado com Sua Majestade o Rei de Panashesu. Sendo que também vai enviar soldado do Reino de Panashesu, peço pra reunirem diante do portão do castelo de Panashesu. Dali, vou levar com [Gate].
— Touya, leva eu junto também! Se for guerra defensiva, isso é responsabilidade da Ortorinde, viu!
A Sū, escutando a conversa, grita isso. De fato, a Orutorinde Overload, digno do nome tipo armado defensivo, é especializada em proteger.
Também dá pra bloquear com barreira o golem gigante tentando entrar na cidade portuária. Sobre o homem-peixe, deixo a cargo dos cavaleiros de Panashesu.
Primeiro, pensei em ir sozinho pra observar a situação, mas não seria ruim deixar a Sū fortalecer a defesa da cidade na retaguarda. Não sei o que pode acontecer, afinal.
Levo a Sū comigo, indo primeiro até o "Hangar" de Babylon.
Existe um grupo avançando silenciosamente pelo fundo escuro do mar.
O que compõe esse grupo é homem-peixe, boneco mecânico, gigante de rocha, e golem de olho único, Kyukuropusu.
E, entre esses cerca de vinte Kyukuropusu, tinha uma unidade só, corpo brilhando roxo metálico.
Comparado aos outros corpos dourado-escuros, é um pouco maior, e, avançando na frente, dá pra saber que é máquina comandante.
Quem embarca nela é um dos apóstolos do deus maligno, segurando lança roxa. Nome é Ōkiddo.
Nos outros Kyukuropusu que o Ōkiddo lidera, embarcam golem que recebeu graça do deus maligno. Esses tão configurados pra obedecer todos à ordem do Ōkiddo.
Como método de fazer múltiplos golem obedecerem, existe a existência chamada golem militar, mas um dos apóstolos do deus maligno, Sukāretto, aplicando essa lógica, possibilitou liderar quantidade ainda maior de golem.
Liderando esses, o Ōkiddo se dirigia até a cidade portuária de Kuappu, do Reino de Panashesu, alvo escolhido.
Objetivo é destruição da cidade. E, ao mesmo tempo, espalhar a maldição do deus maligno, garantindo humanos que virem seus braços e pernas.
Isso é o Ōkiddo fazendo por conta própria, mas os outros apóstolos do deus maligno todos permitem silenciosamente.
Porque sabem que o Ōkiddo sempre carrega algum tipo de impulso destrutivo, e, se não deixar descarregar de vez em quando, existe risco dele destruir a própria "Arca".
Em maior ou menor grau, quem é chamado apóstolo do deus maligno tem alguma anomalia mental. Curiosidade excessiva, crueldade anormal, fé fanática… conter isso significaria negar a própria existência.
O impulso destrutivo do Ōkiddo também é algo desse tipo. Sente prazer em destruir ou matar algo.
Por esse prazer, o Ōkiddo avança os passos do Kyukuropusu, pretendendo transformar a cidade portuária de Kuappu em mar de fogo.
— Certo, vamos dar um golpe chamativo mesmo, hein.
Subindo à costa, quando o Kyukuropusu embarcado pelo Ōkiddo tenta confirmar a cidade portuária, algo desconhecido tava de pé diante do cais.
Golem gigante dourado, dez metros maior que o Kyukuropusu. Ele erguia o punho em nossa direção.
Sentindo perigo instantâneo, o Ōkiddo dobra o joelho do Kyukuropusu, afundando essa máquina dentro do mar.
『Kyanon Nakkuru Supairaru!』
O braço direito do golem gigante dourado ──── Orutorinde Overload, se separa da parte do cotovelo, sendo disparado girando em alta velocidade.
Isso foi lançado em direção ao corpo roxo que tava na frente, aparecendo do mar, mas, sendo que esse corpo roxo mergulhou de repente no mar, explode noutro Kyukuropusu atrás dele.
Levantando respingo d'água, o Kyukuropusu afunda. O braço direito voando descreve arco, encaixando de novo no cotovelo direito da Orutorinde Overload.
Ao mesmo tempo, o corpo roxo afundado, o Kyukuropusu do Ōkiddo, se levanta.
— Aquilo é… golem soldado de Brunhild? Também tem outros estranhos, também?
O Ōkiddo amplia na tela do cockpit a imagem diante do cais.
Ali, além do golem gigante dourado, tinha alguns corpos pretos, e até corpo tipo cervo azul.
Por algum motivo, não sabe, mas parece que estavam de emboscada.
— Não sei o que é, mas… gostei, gostei. Vai ficar interessante.
Nessa situação, o Ōkiddo mostra expressão de prazer.
Golem soldado gigante de Brunhild. Que divertido seria destruir aquilo. Isso precisa ser feito a sério mesmo.
— "Wisutaria", tua vez.
Quando o Ōkiddo pronuncia isso, lança brilhando roxo metálico aparece na mão dele, embarcado no Kyukuropusu.
"Artefato do deus maligno" é objeto divino condensado com a maldição do deus maligno. Mudança de tamanho e afins é só uma parte da habilidade.
O Kyukuropusu embarcado pelo Ōkiddo gira uma vez, "kurun", a lança sinistra, direcionando a ponta pra frente.
『Muu, mirei naquele roxo, mas errei, viu.』
Escapa voz insatisfeita da Sū vindo da Orutorinde Overload.
Embarcado no Cavaleiro Negro, direciono atenção pro golem de olho único metálico roxo exibido no monitor.
Desviar aquele Kyanon Nakkuru. O movimento é bom demais, hein. Habilidade do piloto? Ou performance da máquina?
Sendo só um único de cor diferente, deve ser máquina comandante, ou talvez unidade especial.
Metálico roxo… incômodo demais, vamos chamar de golem roxo mesmo. O golem roxo tira de algum lugar lança sinistra, posicionando em nossa direção. …O que é, aquela lança?
Intuitivamente, mas sinto atmosfera inquietante daquela lança.
— Aquele roxo eu enfrento. Sū cuida da defesa da cidade, e o pessoal de Panashesu, deixo a cargo dos golem de olho único restantes.
Envio comunicação aos cavaleiros de Panashesu ao meu redor, embarcados igualmente no Cavaleiro Negro.
Dessa vez, preparei cinquenta unidades de Cavaleiro Negro. Só que quem tá equipado com espada de comando voador é só o corpo que eu piloto.
『Deixa comigo. Vou mostrar a força de Panashesu.』
O Príncipe Rōberu, de Panashesu, apelidado calça-abóbora, embarcado no Over Gear tipo cervo azul, "Diaburau", responde assim.
No cais, os cavaleiros de Panashesu tão posicionados. Eles devem conseguir conter a invasão de homem-peixe e golem de quatro braços na cidade.
— Certo, vamos!
Combinando com os golem de olho único se aproximando, do nosso lado também começa o ataque.
Dos quatro espadas de comando voador equipadas nas costas do Cavaleiro Negro que piloto, separo dois, empunhando com ambas as mãos.
O golem roxo na frente lança a lança roxa em minha direção. Desvio isso no último instante, prestes a golpear direto, mas, percebendo que a lança avançada já tinha sido puxada de volta pra mão, num piscar de olhos, paro.
De novo, quando a lança é lançada, desvio pulando de lado.
— Rápido demais…
Ouço que, em lança, puxar é mais importante que empurrar. Dizem que puxar rápido conecta ao próximo ataque, ou consegue combinar com o ataque do adversário. Ouço que boxe e luta também têm parte parecida com isso, mas, sendo leigo, não sei a diferença.
Só entendi que avançar descuidado seria perigoso.
Desviando a lança lançada, aparo com a espada. Se na terra, tudo bem, mas, neste lugar com água do mar até o joelho, continuar desviando lança é razoavelmente cansativo.
『Hee, se saiu bem, hein. É a primeira vez que alguém desvia tanto assim minha "Wisutaria"』
Junto com risada leve, chega voz do golem roxo diante dos olhos. Voz de homem ainda jovem.
Tinha humano embarcado, é. Não, será que embarcava apóstolo do deus maligno?
Ativo o alto-falante externo do Cavaleiro Negro.
— Você também é apóstolo do deus maligno?
『Provisoriamente, sim. Bom, isso tanto faz mesmo. Vamos logo matar, oras.』
O golem roxo avança lança em sequência. Feito se várias lanças fossem avançadas de uma vez.
Por ora, recuo pra manter distância.
『Hahhaa! Não vou deixar fugir! Perfura, "Wisutaria"!』
Da ponta da lança roxa, corre relâmpago. Nã!? Choque elétrico no mar é perigoso!
— [Absorb]!
Com magia de absorção, reduzo o choque elétrico à mana, absorvendo. O relâmpago disparado da lança se dissipa no ar sem deixar vestígio.
Foi por pouco. Se recebesse aquele choque elétrico, também causaria dano ao redor.
Isso, melhor abater rápido mesmo, hein.
— [Espada de Comando Voador]!
As duas espadas restantes nas costas do Cavaleiro Negro se separam, flutuando suavemente no ar.
Ao mesmo tempo, solto a espada equipada numa mão, deixando também em espera no ar igualmente.
— Vai!
Três espadas voam em direção ao golem roxo feito míssil. O golem roxo repele as espadas se aproximando com a lança, mas, não conseguindo repelir simultaneamente três espadas se movendo de forma variável, uma espada crava no ombro.
O movimento do golem roxo para por um instante. Não perdendo esse momento, aproximando distância, corto num só golpe com a espada na mão, cravando fundo no flanco do golem roxo.
O golem roxo para completamente. Abati?
『Ei, francamente, tava ficando interessante, mas esse aí é inútil mesmo, hein. Preciso pedir pro Sukāretto fazer um com reação melhor』
"Gakon", abrindo a escotilha do peito do golem roxo, uma pessoa aparece.
Cabelo cinza, máscara de ferro cobrindo metade inferior do rosto, e manto roxo-violeta. Idade parece um pouco mais velho que eu. Aquele é apóstolo do deus maligno, é?
— Sou o Ōkiddo. E, esse aqui é o "Wisutaria".
Sem perceber, a lança desaparece da mão do golem roxo, e lança com a mesma forma tá na mão do apóstolo do deus maligno que se nomeou Ōkiddo. O que é aquela lança, afinal?
— Lutar com golem também é bom, mas que tal descer e matar corpo a corpo? Deve ser mais divertido…
— Infelizmente, isso é rejeitado.
Na escotilha aberta do peito do golem roxo, sem perceber, algo tipo poça d'água se espalha, e, dali, sobe flutuando homem vestindo roupa de mergulho com capacete de mergulho.
Mu, aquele é o que vi quando lutou contra a arma decisiva Gigantesu em Gandirisu. Apóstolo do deus maligno que roubou peça do Gigantesu no aproveitamento do caos.
— O que é isso, Indigo. Não atrapalha, oras.
— Atrapalho sim. Olha ao redor.
— Ah?
Puxado pela voz do homem de roupa de mergulho chamado Indigo, também confirmo o submonitor, e metade dos golem de olho único já tinham sido derrubados pelo Cavaleiro Negro embarcado pelos cavaleiros do Reino de Panashesu.
Com número mais que o dobro enfrentando, e ainda com a Diaburau do Príncipe Rōberu também presente, afinal. Simplesmente diferença de número.
— Com o Kyukuropusu sendo destruído tanto assim, já não faz mais sentido. Vamos recuar.
Kyukuropusu. Esse é o nome do golem de olho único, é.
— Tsc, não tem jeito mesmo. Bom, deu pra me divertir um pouco, então vamos deixar assim mesmo. Não sei quem é, mas, se encontrar de novo, vou fazer você pagar,
O Ōkiddo e o Indigo, apontando a lança pra cá com força, "bishitto", no meio da fala, caem, "topun", na poça d'água aos pés, desaparecendo.
Magia de teletransporte igual da época do Gigantesu, é? Kuu, como imaginei, se não fizer algo com a magia de teletransporte daquele tal Indigo de capacete de mergulho, vai virar jogo de gato e rato interminável, com o adversário sempre fugindo.
Aplicar barreira que anula magia, ou derrotar antes de teletransportar mais rápido…
Enquanto fico pensativo, os golem de olho único restantes… o Kyukuropusu parecem ter sido todos derrotados.
Por ora, a cidade foi protegida, e também consegui capturar a máquina do outro lado, então não é resultado ruim.
Por ora, só resta ficar satisfeito com isso mesmo, hein.