Capítulo 547 – A Qualificação de Princesa Consorte, e a Determinação da Garota
Atravessando a rua principal da cidade do castelo de Brunhild, se estendem alguns bairros residenciais.
Bairro residencial construído na época em que a cidade foi fundada, e bairro residencial construído posteriormente por imigrantes. Nominalmente, chamam de cidade velha e cidade nova, mas, sendo que não passou tanto tempo assim, a construção em si não difere tanto.
Na época da fundação do país, tinha muitos imigrantes vindos de Ishen, então a cidade velha tem levemente mais cor de Ishen.
A casa onde moram o Ende, a Meru, a Nei, e a Rise… ou seja, a casa da Arisu, fica no lado da cidade nova.
Casa de telhado vermelho num morro levemente elevado, tamanho pequeno pra ser chamado mansão.
Essa casa não foi preparada pelo Tōya pra o Ende e o pessoal morarem, e sim, foi construída à vista, pagamento imediato, pelo próprio Ende, que ganhou dinheiro suficiente com a Guilda de Aventureiros.
Poderia ter construído mansão bem maior, mas, originalmente, eles pensaram que só precisava dar pra morar mesmo, resultando nesse tamanho.
Definitivamente, não é que a Meru e o pessoal tenham dito que, se tivesse dinheiro pra gastar em casa, preferiam gastar em comida… deve ser isso mesmo.
Tem jardim amplo também, deveria ser casa familiar pra Arisu, mas, na verdade, essa casa passa por ampliação alguns anos depois. Por isso, ser levemente diferente da casa onde morava no futuro é uma novidade pra Arisu.
No futuro, o Kuon também visitou algumas vezes, então parece que a sensação disso é a mesma.
O Ende, a Nei, e a Arisu com o Kuon, atravessam o portão, passam pelo caminho do jardim, chegando até a entrada.
— Cheguei.
— Bem-vinda, Nei. Kuon-kun, seja bem-vindo também.
— Com licença.
Talvez por já ter avisado por telefone que traria o Kuon de volta, a dona desta casa, Meru, recebe todo mundo.
Isso mesmo, a dona desta casa é a Meru.
Porque, se casaram com a Meru, os três, Ende, Nei, e Rise. Essa casa gira em torno da Meru. Bom, quem ganha dinheiro é principalmente o Ende, no entanto.
— A Rise?
— Tá na cozinha fazendo preparação. Vai lá ajudar.
Diante da fala da Meru, o Ende se dirige até a cozinha. A refeição desta casa é principalmente ele quem faz.
Originalmente, as Phrase não precisam de comida, então elas nem sequer tinham conceito de cozinhar. Inevitavelmente, o Ende acabou ficando responsável pela cozinha.
Atualmente, a Rise já progrediu a ponto de ajudar um pouco, mas, mesmo assim, o Ende ainda acha que não pode confiar totalmente o preparo do prato pra ela. Especialmente, cozinhar usando fogo é ruim. Perigoso demais.
Guiado até a sala de estar, o Kuon senta no sofá conforme incentivado. E, naturalmente, a Arisu senta ao lado dele.
— Vocês são próximos, hein.
— É que estamos juntos desde que nasci.
— Bom, somos próximos mesmo.
Diante da fala da Nei, os dois sentados no sofá respondem assim. Diante disso, a Nei e a Meru se entreolham, sorrindo levemente.
— Talvez seja precipitado demais…
Colocando essa ressalva primeiro, a Meru dirige palavra ao Kuon.
— O Kuon-kun tem intenção, no futuro, de tomar a Arisu como esposa?
— Mou, mãe, isso~! Que "esposa", oras~!
Diante da fala da Meru, a Arisu cobre o rosto corado, se contorcendo, "kunekune".
Diferente da Arisu assim, "fumu", o Kuon direciona o olhar pro teto, feito pensativo.
— Do jeito que tá agora, acho difícil.
— Eh…? Kuon, isso que quer dizer? Tem garota que gosta mais que eu? Ei, quem? Alguma que eu conheço? Essa garota é mais forte que eu? A número um sou eu, né? Ei, Kuon, oras. Ei, responde. Ei, ei…
Num instante, o brilho do olho da Arisu desaparece, e, com rosto sério, avança pro Kuon. Nem a Meru nem a Nei tinham visto a Arisu assim antes, ficando sem palavras. Chega a sentir aura negra saindo, "kuroi", da Arisu.
Sem se apressar diante da Arisu sem piscar, sem expressão nenhuma, o Kuon abre a boca devagar.
— Não é que tenha garota que goste especialmente, então não é por esse motivo.
— Nossa, que bom!
Igualmente num instante, o brilho volta ao olho da Arisu, mostrando sorriso.
A Meru e a Nei, atônitas com a mudança da filha, se recompõem, perguntando de novo pro Kuon.
— "Do jeito que tá agora, é difícil", como assim?
— Bom, sendo herdeiro do trono deste país, provisoriamente, a pessoa que eu casar eventualmente vira princesa consorte. Pra virar princesa consorte, se não for pessoa apropriada pra isso, existe risco de causar problema até na administração do país. Não tem jeito além de ser cauteloso.
— Muu, quer dizer que eu não sou apropriada?
— Arisu, princesa consorte precisa de caráter, etiqueta, dança, convivência em sociedade, negociação com rainhas de outros países, e várias coisas incômodas, sabe? Você não é ruim em tudo isso?
— Muuuu~!
Sendo verdade mesmo, incapaz de contestar, a Arisu infla as bochechas.
— "Não é apropriada", é. Fala como se fosse tipo profissão mesmo, hein.
— Não acho que erra tanto assim. Digamos, "ofício de princesa consorte", né. Tem quem deseja virar isso, e quem acaba virando sem querer.
Diante da fala da Nei, o Kuon responde assim.
Igual o Tōya, pai do Kuon, virar rei depois de fazer promessa de casamento, existe caso de acabar sendo obrigada a virar princesa consorte.
A Eruze, a Rinze, a Yae, são desse tipo. A Yumina e a Rū, por outro lado, já receberam educação desse tipo desde o início, então não se aplica nesse caso.
— Fumu, de fato, quem vira companheira do rei precisa de qualificação e responsabilidade apropriadas mesmo. Senão, os súditos também não vão aceitar, e, dependendo do caso, pode até levar o país ao colapso.
Quem mostra mais compreensão diante da fala do Kuon, surpreendentemente, é a Nei.
Sendo raro pra Nei, que trata a Arisu com carinho excessivo, a Meru se intromete.
— Ara, Nei. Tá defendendo bastante o lado do Kuon-kun, hein?
— Tenho experiência de o companheiro do rei que servi ter sido rejeitado pelos súditos, e, ainda por cima, fugido pra outro mundo.
— Uu!
Segurando o peito, a Meru se encolhe.
A fala da Nei crava fundo. De fato, sendo a Meru "rei" das Phrase, mesmo dizendo que falhou na escolha do companheiro, causando grande prejuízo ao país, não teria como contestar.
A própria Meru não acha que falhou na escolha do companheiro, mas os súditos ainda presentes no mundo cristalino não devem pensar assim.
— M, mas, se a Arisu receber educação de dama, virando mulher apropriada pra princesa consorte, não teria problema, né?
— Bom, isso sim. Sendo que, na mesma idade, quem eu mais entendo é a Arisu, se virar assim, seria bem grato mesmo.
Nesse ponto, a Meru já percebia que o Kuon ainda não conhecia amor.
Se, futuramente, aparecer existência por quem ele se apaixone, quem vai chorar pode ser a Arisu.
Pra evitar isso, precisa gravar a existência da Arisu nele desde já, transformando-a em existência única e insubstituível.
Sendo que ele vai virar rei, esposa secundária talvez seja inevitável, mas a Arisu virar esposa secundária é inaceitável.
Precisa fazer com que a Arisu reine como princesa consorte que domina isso tudo. Como resultado, isso viraria a felicidade da Arisu.
Por sorte, sendo pessoa que dá peso ao lado público em vez do privado por posição, se a Arisu virar existência insubstituível "como princesa consorte", essa posição fica sólida.
— Arisu, vou pedir pra Yumina-san, quer receber educação de dama?
— Eh~… que trabalhoso…
Diante da fala da Meru, a Arisu mostra cara tipo mordendo inseto amargo. Diante dessa expressão, a Nei ri com sorriso contraído, continuando a fala.
— Mas, se não treinar como princesa consorte, eventualmente, o Kuon pode ser roubado por princesa de outro país, viu?
— …Isso, tô sem querer.
— Se outra garota virar noiva do Kuon-kun, essa garota fica sempre ao lado dele, sabe? Você fica bem, na segunda posição. Não, terceira, quarta posição, talvez…
— Eh? Mãe, do que tá falando? A número um do Kuon sou eu, né? Desde que nasci, sempre juntos, então não teria como ser segunda posição. O Kuon também, eu sou a número um, né? É isso mesmo, né? É isso mesmo, né…?
De novo, num instante, o brilho desaparece do olho da Arisu, aproximando o rosto do Kuon.
Diante disso, talvez acostumado, sem se abalar nem um pouco, o Kuon abre a boca no tom de sempre.
— Bom, é isso mesmo. Exceto as irmãs e a Sutefu, entre as garotas da mesma idade, a Arisu deve ser quem sou mais próximo.
— Né!
"Pa!", volta o sorriso.
— Mas isso é assunto diferente. Eu tenho responsabilidade de carregar este país. Se for pra companheira, desejo pessoa com determinação de carregar isso junto comigo.
— Sendo jovem, tem pensamento firme mesmo, hein…
— É lisonjeiro.
Pra Nei, ver o Kuon ter consciência de rei mesmo sendo criança pequena, achou favorável.
De alguma forma, faz lembrar a Meru de quando ainda tava no mundo cristalino.
"Rei" nobre, digno, sem torcer as próprias convicções, mas gentil. Se for ficar ao lado desse rei, precisa de determinação e esforço à altura, naturalmente.
A Nei direciona o olhar pra Arisu, com cara insatisfeita diante da fala do Kuon.
— O que a Arisu quer fazer?
— …O Kuon fica feliz se eu receber essa tal educação de dama e virar apropriada pra ser futura princesa consorte?
— Bom, é isso mesmo. Se for casar de qualquer jeito, a Arisu, sendo mais fácil de entender, é mais confortável.
— Se for isso, eu também vou me esforçar. Quero ficar sempre ao lado do Kuon.
No olho da Arisu direcionado ao Kuon, dá pra ver luz de determinação que não tinha antes.
A Meru, vendo a determinação da Arisu, sentiu como se entendesse por que o eu futuro não deu educação de dama à Arisu desde o nascimento. Talvez tudo isso fosse pra extrair essa determinação.
Determinação é coisa que só se alcança nessa situação, nesse estado de espírito. Isso, agora, aconteceu ser esse momento mesmo.
Se a Arisu se decidir, adquirir a postura de princesa consorte não deve ser difícil, confirma a Meru.
Afinal, a Arisu também é descendente direta do "rei" das Phrase. Deve ter qualificação pra princesa consorte… deveria ter.
— Mas, Arisu. Se virar esposa do Kuon, não só você, também pode aparecer algumas outras esposas secundárias, sabe? Tá tudo bem com isso?
Lembrando da aura negra de agora há pouco, a Nei confirma isso com a Arisu.
— Igual Vossa Majestade? Não tem problema se a número um do Kuon for eu mesma. E ainda, acho que o Kuon não vai casar com garota que eu não gosto.
— Isso, claro que sim. Família real desmoronada por problema de harém tem várias, afinal. Não tenho intenção de tomar esposa secundária que desagrade a esposa principal.
Diante dessa fala do Kuon, a Nei sente certo alívio. É que, com a atitude da Arisu de agora há pouco, achava que, se o Kuon tomasse esposa secundária, viraria coisa terrível…
Mas, pra Arisu, parece que basta ser a número um do Kuon.
— Se for isso, decidido. Não dá pra decidir só nós, então, deixando de lado o noivado propriamente dito, vamos pedir pra Yumina-san a educação de dama da Arisu.
— Se esforça, viu, Arisu.
— Vou me esforçar!
Coisa importante tá sendo decidida a torto e a direito, mas o Kuon não se importava tanto assim.
Quem quer que fosse a noiva, sem grande problema, tinha intenção de aceitar, e, se for a Arisu, sente que ficaria mais tranquilo.
Não é que seja indiferente, e definitivamente não é que não tenha afeto pela Arisu. Mais que isso, é sensação tipo familiar mesmo. Ali existia efeito colateral próprio de amigo de infância.
Enquanto o Kuon bebe chá calmamente, ignorando as três animadas, chega a Rise com bandeja.
— Desculpa a demora. Almoço é curry com katsu.
— Consegui!
— Opa, curry com katsu, é. Que bom.
Diante da fala da Rise, o rosto da Arisu e da Nei se abre em sorriso. Do lado do Kuon, achando "curry no almoço talvez seja levemente pesado", mas, sendo convidado a comer, fica calado. O curry com katsu em si não é que não goste, e naquela quantidade, dá pra comer normalmente.
Atrás da Rise, chega o Ende carregando panela funda. Dentro, tá cheio de curry.
Sem perceber, indo até a cozinha, a Meru e a Nei chegam trazendo panela grande de arroz e montanha de katsu frito.
Esses são pra repetir. Deixando de lado o Ende, a Meru, a Nei, e a Rise comem bastante mesmo. A Arisu, herdando esse sangue, também consegue comer tranquilamente na mesma quantidade.
O Kuon já sabia dessa característica desta família, então não fica especialmente surpreso, mas, vendo isso alinhado diante dos olhos assim, pensa "que espetáculo, hein".
A Meru coloca diante do Kuon o prato com curry e katsu servidos.
— Não precisa se conter, viu. Tem bastante pra repetir.
— Muito obrigado.
Talvez não vá repetir, pensa, mas o Kuon agradece, dizendo "vou comer", pegando a colher.
Diante dos olhos, não é o "Karae" do Reino de Misumido, originalmente existente neste mundo, e sim "curry" espalhado pelo Tōya.
Naturalmente, o Kuon também come normalmente desde criança (mesmo agora ainda sendo criança).
Inserindo a colher na fronteira entre o curry e o arroz, come um pouco, "pakuri", e a picância e o sabor se espalham dentro da boca.
Bem mais picante que o curry comido no castelo. Mas não é picância que persiste, e sim picância que faz querer comer o próximo bocado logo em seguida.
A carne é de porco. Curry de porco. O vegetal dentro do molho é básico, batata, cenoura, cebola. Sem tentar nada extravagante. Poderia dizer que é ortodoxo.
Saboreando o curry, o Kuon direciona atenção em seguida ao katsu por cima.
Surpreendentemente fino. Não é katsu grosso, e sim, formato achatado e fácil de comer. Será que bateram e esticaram a carne?
Espetando com o garfo, mergulhando levemente no molho, levando até a boca. Tem textura crocante do empanado, e, mastigando a carne macia, junto com o sabor do curry, transborda o sabor da carne. Diante desse sabor, o Kuon fica levemente surpreso.
Sendo que o curry tem carne de porco, achava com certeza que isso também seria tonkatsu. Mas o sabor dessa carne não é porco. Não é boi, nem galinha, nem carneiro. Isso é…
— Curry com katsu de carne de dragão, é.
— Percebeu? Consegui carne de dragão boa, então tentei usar. Não de dragão jovem, e sim dragão adulto maduro. Carne com profundidade, macia, transbordando de sabor.
— Foi eu quem obteve e cozinhou tudo, no entanto…
Ao lado da Rise falando com cara orgulhosa, o Ende ri contraído.
Basicamente, dizem que carne de fera mágica é mais gostosa quanto mais mana tiver. Simplificando bastante, fera mágica mais forte é mais gostosa.
Dragão, sendo espécie mais forte, ser gostoso é natural, e faz sentido dragão adulto maduro ser ainda mais gostoso.
Sendo príncipe, o Kuon já comeu carne de dragão algumas vezes, mas pensa que dificilmente conseguiria comer coisa tão boa assim.
Naturalmente, também aumenta a velocidade de comer. Comer quando dá pra comer, isso é um dos preceitos da família Mochizuki.
— Kuon, tá gostoso?
— Sim, muito.
Respondendo isso pra Arisu, o Kuon leva à boca o katsu de carne de dragão mergulhado no curry, Dorakatsu. Na realidade, esse curry com katsu tava gostoso mesmo.
Comparado ao curry feito pela Rū, uma das mães, ou pela Āshia, irmã mais velha, o sabor não fica atrás.
— Eu também queria aprender a cozinhar, hein.
— , boa ideia! O papai ensina! Nn, se for coisa simples, logo consegue fazer! Eu também fui assim!
Sabendo que a filha se interessou por culinária, sem perceber, o Ende fica animado. Na cabeça dele, se espalhava cena de ele e a filha, sozinhos na cozinha, cozinhando juntos amigavelmente, mas essa fantasia é destruída pela própria fala da filha.
— Quando conseguir cozinhar, vou fazer o que o Kuon gosta!
— Guu!?
O Ende, recebendo golpe verbal no estômago, quase afunda no mar de curry, mas segura de algum jeito. Ignorando o esforço desse pai, a filha come com gosto o curry.
— Umu. Talvez seja melhor conseguir cozinhar mesmo. Dá pra fazer as pessoas queridas da família comerem coisa gostosa, afinal.
— Se pensa assim, a Nei também aprende um pouco. Preparação eu já consegui fazer.
— E, eu sou aquilo. Fundamentalmente, não sou apropriada. Não posso desperdiçar ingrediente importante, né?
Comendo curry apressadamente, meio desconcertada com a provocação da Rise, a Nei. Vendo isso, a Meru ri, "kusukusu".
— A Arisu também pretende aprender a cozinhar, hein. Aa, isso é aquele negócio de treinamento de noiva que a Yae-san falava, será?
— T, treinamento de noiva pra Arisu ainda é cedo demais, né… nem destino de casamento tá decidido, e nem precisa decidir mesmo, não teria problema nenhum…
O Ende, com sorriso contraído, come o curry com mão trêmula. Ignorando o estado de espírito desse Ende, a Meru dispara golpe decisivo.
— Por enquanto. Mas amanhã mesmo vou até a Yumina-san conversar sobre isso, então acho que a Arisu vai virar noiva do Kuon-kun.
— O que é isso!? Não ouvi falar disso!
Torcendo a colher segurada, ficando meio distorcida, o Ende, assustado, se levanta. O rosto dele fica pálido, misturando raiva e desespero.
Diante disso, sem mudar expressão, a Rise, mastigando o curry, "mogumogu", eventualmente, abre a boca devagar.
— Eu também ouço pela primeira vez.
— Umu. Decidimos agora há pouco. A Arisu decidiu determinação de virar princesa consorte deste país. Se for isso, nós só apoiamos ela.
— Oo… Arisu, admirável. Digna filha da Vossa Majestade Meru.
— Ehehe, obrigada, mãe Rise.
Acariciada pela Rise, a Arisu estreita os olhos feito gato, alegre. Achando isso fofo, a Rise acaba continuando acariciando ainda mais a cabeça da Arisu.
— Por que decidiram coisa tão importante assim de forma tão trivial!
— Não é trivial, não. É decisão tomada considerando direito, incluindo o desejo da Arisu.
— É decisão mesmo!?
Sabendo desse fato decidido sem seu conhecimento, o Ende fica atônito.
— Eu não aceito────!
— …Papai?
— N, não que não tenha aceitado nada, mas!
O Ende, levantando-se com ímpeto, sob o olhar da Arisu com o brilho desaparecido, senta de volta na cadeira na hora. Covarde.
Mas, recompondo-se rápido, pensando de forma desesperada… não, de forma vertiginosa numa forma indigna dentro da cabeça, o Ende chega a uma resposta, eventualmente, abrindo a boca devagar.
— …A Arisu é filha da Meru, que era "rei" das Phrase, e minha. Ou seja, também é da realeza das Phrase. Quando a realeza das Phrase consegue companheiro, existe provação especial. Eu também, quando revelei meu sentimento à Meru, recebi essa provação.
— Endemyuon, não pode ser que você…
Reagindo mais rápido diante da fala do Ende, a Nei, e a Meru e a Rise também soltam voz, "a".
— De novo trazendo assunto antigo, hein…
— Tá insistindo demais, hein…
Ignorando a Meru e a Rise mostrando cara levemente resignada, o Ende tece palavras direcionadas ao Kuon.
— Se desejar a Arisu como noiva, você vai passar pelo "Ritual de Purizumatisu".