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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 550

O Noivado do Filho, e o Mar do Sul

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Capítulo 550 – O Noivado do Filho, e o Mar do Sul

— Deu bastante trabalho, hein.

— Conseguiu, Kuon!

Prestes a abraçar o Kuon, que derrotou a besta cristalina, a Arisu sai correndo. Mas tinha alguém que se moveu mais rápido que ela.

— Muito bem, Kuon! Digno do meu filho mesmo!

— Aaah! Yumina-sama, esse era meu papel, oras!

A Yumina abraça o Kuon, rolado no chão e sujo.

— Depois que o filho crescer, não vou mais poder fazer isso, então isso é privilégio de mãe por enquanto.

Diante do olhar de reclamação da Arisu, a Yumina fala isso com ar vitorioso. Será que isso é começo de conflito de sogra e nora? Como o sogro deveria agir, hein?

— Sinto que não era tão forte quanto imaginei. Rise, poupou esforço na hora de fazer?

— …Um pouquinho. É que, se o Kuon não conseguisse vencer, a Arisu ficaria triste.

— Ara, a Rise também? Na verdade, eu também um pouco…

— Vossa Majestade Meru… isso, o sentido do ritual…

— Ara, se o resultado da nossa besta cristalina, poupada, ficou combinada de forma equilibrada, quer dizer que a Nei também poupou esforço, né?

— Uguu…

Ao lado, as três mães da filha, que ficou decidido virar esposa do filho, discutem algo entre si. De um jeito ou de outro, no fim, são carinhosas demais com a filha mesmo.

— Gununu…! Quer dizer que foi obra falha, afinal…! Hah!? Se for isso, esse ritual é inválido────

— Papai? Originalmente, foi porque o papai reclamou tanto que o Kuon acabou tendo que lutar, né? Se de novo vai reclamar de algo, não vou mais falar contigo nunca mais, tá?

— Reclamação nenhuma, absolutamente nenhuma, viu…

O Ende, com olho de peixe morto, se rende completamente diante da Arisu. Já tô me acostumando com essa comédia de pai e filha, hein.

De qualquer forma, com isso, o Kuon e a Arisu ficaram noivos.

Eventualmente, a Arisu vai se casar com o Kuon, virando princesa consorte, hein… como esperado, ainda sinto certa ansiedade… não, como nora do filho, sou super favorável.

Sobre isso, não tem jeito além de confiar na habilidade da Yumina e o pessoal mesmo. No pior caso, também tem opção de tomar esposa secundária habilidosa em sociabilidade nobre, oposto da Arisu.

Claro, não tenho intenção de forçar parceiro que a Arisu ou o Kuon não gostem.

Bom, isso tudo também é assunto do futuro, então ainda deve ser bem mais adiante. Por enquanto, vamos celebrar os dois.

A Arisu, tornando-se com sucesso (?) noiva do Kuon, a partir do dia seguinte, ficou ocupada com educação de dama.

Ficou passando por treinamento rigoroso de etiqueta e cultura, dança e habilidade social.

Quem ensina principalmente é a Yumina, mas, junto com a Rū, a Hiruda, e a Sū, de origem real, a Rin, que fazia embaixadora diplomática em Misumido, também passou a orientar técnicas de negociação diplomática.

Não, como esperado, não seria empanturramento demais? A Arisu deve tá com dó… pensava eu, mas, surpreendentemente, a Arisu foi absorvendo um atrás do outro o conhecimento e técnica necessários pra princesa consorte, feito esponja absorvendo água.

— A velocidade de adaptação da Arisu é garantida. Uma vez que decide fazer, é criança que executa até o fim mesmo.

O Kuon fala assim sobre a Arisu, sua noiva. Seria tipo talento genial? Será que herdou do pai idiota nesse ponto.

Como efeito colateral grato, a Rinne e a Sutefu, não querendo perder pra Arisu, também passaram a se dedicar positivamente à educação de dama.

— Não é que esteja pedindo pra mudarem a personalidade de vocês, viu. Só pedindo pra alternar em local público. Nem em batalha vocês mostrariam as cartas na mão tão facilmente assim, né? Pra fazer o adversário relaxar a guarda, esperando brecha, vocês vestem armadura de dama, viu.

Quando a Rin explica dessa forma, deve ter ficado fácil de entender, e a Rinne e a Sutefu, não tanto quanto a Arisu, mas também foram adquirindo etiqueta razoável.

Sendo que as crianças se esforçam, eu, como pai, também preciso me esforçar, senão fico sem exemplo pra dar.

Pra fazer o "núcleo divino" necessário pra criar artefato divino, eu, desde de manhã, tava dedicado à compressão de poder divino.

— Nuguoooo…!

Comprimo aos poucos, aos poucos, o bloco de poder divino, reduzindo o tamanho. Não posso ter pressa. Se apressar, aplicando força estranha, o poder divino comprimido explode de uma vez.

Consegui comprimir de algum jeito até tamanho de bola de softbol, mas, achando que "reduzir mais que isso é impossível!", o poder divino não diminui mais.

Mesmo reduzindo só um pouquinho, o esforço até agora dobra facilmente de sobrecarga.

Se conseguisse salvar até aqui, dizendo "hoje termina aqui!", que bom seria.

— A

Talvez por pensar coisa idiota assim, a bola de poder divino explode, espalhando partícula de luz ao redor.

Haa… de novo falhei. Já quantas vezes essa falha, afinal. E, ao mesmo tempo, ataca cansaço absurdo. Sinto que nem correr maratona completa daria cansaço tão intenso assim.

— Papai!

— Guffu!?

Enquanto tem vigor físico e mana roubados, sou atingido de repente por investida lateral, sendo lançado longe magnificamente, caindo deitado no chão. Eu, agora, não fiquei formato de "ku", será!?

Na lateral doendo, tá grudada a Sutefu sorridente, "nikkoniko".

— Sutefu… falei pra não usar [Accel] pra pular em cima de mim, né…

— Papai! A Sutefu quer ir ao mar!

— Mar?

Massageando a lateral latejando, "zukizuki", respondo com dúvida à fala da Sutefu. Por que mar de repente, afinal?

— Perguntei pra irmã Rinne! A Sutefu também quer encontrar o Zaratan!

— Zaratan? Ah, o Zaratan, é…

Na época em que fomos com as crianças exterminar dragão de mana na Grande Selva, encontramos debandada em massa. A causa disso foi a fera mágica tartaruga gigante Zaratan, despertada do sono.

Fera mágica absurdamente grande tipo besta gigante, mas, sendo aquilo não considerado besta gigante, é criatura fora do comum. Segundo a história da irmã Karina, é fera mágica bem dócil, mas, com esse tamanho, só de caminhar, deve causar dano de nível catastrófico.

— Mesmo indo ao mar, não é garantido conseguir encontrar o Zaratan, sabe?

— A irmã Kūn disse que, se for o papai, consegue encontrar!

Uu. De fato, não é que não consiga buscar… mas, se por acaso estiver em mar profundo, não tem jeito, viu? Usando o Over Gear tipo baleia, Vāru Arubusu, dá pra ir até mar profundo, mas isso tá sendo usado pra exploração dos apóstolos do deus maligno, então, se possível, prefiro não usar.

Por ora, tento buscar, projetando o mapa mundial no ar com o smartphone, buscando o Zaratan.

— Tem bastante mesmo, hein…

Ampliando o alcance pro mundo inteiro, o Zaratan parece ter quantidade considerável.

Mesmo assim, sinto que não chega a trinta unidades. Não, bom, sendo esse tamanho, já ter trinta unidades já é bastante coisa, mas.

Tem uns no mar, e uns na terra. O da terra, será que também tá em hibernação igual o que encontramos? Afinal, dizem que hiberna em unidade de mil anos.

O da terra, considero dormindo, e, mesmo no mar, se for mar profundo, não tem jeito. Excluindo os de mar profundo, busco de novo.

— Opa? Tem um perto do Reino de Iguretto, viu. Não pode ser, será que esse é o Zaratan que a gente encontrou, hein…

Em posição, não é estranho. Ilha-nação perto da Grande Selva, no Reino de Iguretto, tem serpente marinha estimada pelo povo como deus protetor. Se feriu gravemente com a grande reprodução do Tentakurā, mas já se recuperou, protegendo a paz do mar do Reino de Iguretto.

Mesmo a incrível serpente marinha, provavelmente, não venceria o Zaratan, mas, sendo o próprio Zaratan dócil, não deve entrar em conflito.

Se for até o Reino de Iguretto, parece que dá pra ver esse Zaratan.

Antes, também tinha conversado sobre ir todo mundo junto pra praia quando as crianças estivessem todas reunidas. Aproveitando, vamos cumprir essa promessa também.

— Certo, então, vamos ver o Zaratan.

— Consegui!

A Sutefu pula de alegria. No sentimento, seria tipo indo aproveitando pra fazer observação de baleia junto com banho de mar. Se realmente aparecer baleia, provavelmente, não vai dar pra fazer banho de mar, mas.

Levar as crianças pra banho de mar… ooh, não parece família feliz e unida?

Mas, provavelmente, a Rinne deve dizer que quer levar a Arisu também, e, se for isso, aquele pai idiota também vai vir junto, hein. Não, sendo que a Arisu e o Kuon ficaram noivos, já vira tipo família mesmo, né…

A irmã Karen e a irmã Moroha e o pessoal também devem dizer que vão. O Doutor e o pessoal não parecem que vão, no entanto.

Melhor levar até o pessoal da ordem de cavaleiros de folga também. Viagem de recreação, é.

Bom, primeiro, preciso pedir permissão a Sua Majestade o Rei de Iguretto.

Enquanto acalmo a Sutefu animada gritando "mar, mar!", vou pensando nesses arranjos.

— O mar────!

No instante em que abro [Gate], a Sutefu, segurando boia, corre com força total pela praia usando [Accel].

— Ei, Sutefu! Espera aí!

Apressada, a mãe e o "Coroa" "Dourado", Gōrudo, perseguem correndo atrás dela. Cheia de energia, hein…

Já trocados de maiô, todo mundo vai entrando um atrás do outro na praia privativa do Rei de Iguretto.

Praia envolta por costão rochoso, tipo esconderijo secreto. Praia ideal pra família real aproveitar em privacidade.

O Rei de Iguretto deu permissão gentilmente pra usar essa praia. Em troca disso, mesmo dizendo isso ou aquilo, se acontecer do Zaratan vir em direção a Iguretto, ficou combinado que eu resolveria.

— Faz tempo desde que não vou pra banho de mar mesmo.

— Desde que as crianças chegaram, sempre tava ocupada com algo, afinal.

A Yae e a Hiruda caminham pela praia conversando isso.

— Nós também, faz tempo que não vamos ao mar.

— No futuro, o papai e o pessoal andavam tão ocupados que não íamos todos juntos ao mar há vários anos.

Continuando isso, ouvindo a conversa da Yakumo e da Furei, entendo por que a Sutefu tava tão animada assim. Uuun, sinto muito pelo eu do futuro.

A Yae e a Yakumo, a Hiruda e a Furei, vestiam maiô da mesma cor. Não só elas, cada uma veste maiô de cor combinando com o sistema de cor do próprio filho. Ao dizer que iam pra banho de mar, parece que, na hora, encomendaram maiô combinando na loja de vestuário do Zanakku-san.

Não, só o Kuon usa bermuda branca com linha preta. Mesmo achando "tipo garota assim", a Yumina também escolheu roupa masculina nesse ponto. Naturalmente.

A irmã Karen e o pessoal também, trocados de maiô, se dirigem até o mar. A irmã Moroha também dá vários avisos pro pessoal da ordem de cavaleiros animado.

Convidei o pessoal da ordem de cavaleiros pensando em ser tipo férias, mas por que sinto que, com a irmã Moroha presente, vira tipo treino subaquático mesmo, hein?

— Vossa Majestade Meru, é absolutamente necessário vestir essa coisa chamada maiô?

— Todo mundo também tá vestindo, afinal… se essa é a regra deste mundo, precisa obedecer.

— Como pedido pela Arisu, precisa vestir.

E, continuando, trio das Phrase, mães da Arisu, chegam até a praia trazendo a Arisu. No corpo delas, cada uma veste vestido de cor diferente. A Arisu também usava vestido azul-gelo parecido com o da Meru.

As três, graças ao pingente com [Mirage] aplicado, a pele parecia igual a de humano.

Antes, as três vestiam ilusão até nas roupas com [Mirage], mas, sendo que, se tocadas de repente, a textura rígida da pele transmitiria, passaram a vestir roupa real por cima da disfarce de pele feita com [Mirage].

Mesmo assim, parece que é primeira experiência vestir maiô, então parecem levemente confusas.

— Mãe, tá combinando muito bem em vocês! Né, pai?

— U, uhum, tá combinando bem mesmo.

O Ende também, sendo primeira vez ver essa figura, parece agitado de alguma forma. Aluno de colegial, será?

— Aa, Kuon! Como fico? Meu maiô!

— Ficou adorável. Combina bem com a Arisu. Fofo mesmo.

— Mou~, Kuon, sabe elogiar bem demais, hein~

Diante da fala do Kuon, a Arisu, completamente vermelha, se contorce, "kunekune".

— Ku, que jeito sem falha assim…! Espera, esse é realmente filho do Tōya? Se fosse o Tōya, deveria falar tipo "o quê?" ou algo assim…

— Chato.

Direciono olhar de repreensão pro Ende, falando algo desnecessário. Mesmo sendo eu, digo "combina bem" pelo menos, viu. Não sou tão insensível assim… deveria ser.

Enquanto isso acontece, o pessoal da ordem de cavaleiros vai preparando com eficiência a praia pra ficar agradável, montando tenda, toldo, guarda-sol de praia, cadeira de praia.

Não sei por que, tão montando até rede de vôlei de praia, todo mundo cheio de disposição pra brincar, hein… não, sendo folga, e também servindo de viagem de recreação, sem problema, mas.

— Sango, Kokuyō, por favor, podem fazer vigilância ao redor?

『Como desejar』

『Entendido, viu~』

Talvez felizes com o mar depois de tempo, o Sango e o Kokuyō também se dirigem alegres, flutuando, "fuyofuyo", em direção ao mar.

O litoral próximo do Reino de Iguretto é território da serpente marinha, deus protetor, então não deve ter fera mágica estranha, mas é precaução mesmo. Ficaria em apuros se aparecesse de novo algo tipo Tentakurā.

O grupo mais novo das crianças já tentava entrar no mar na hora, mas, quando o grupo mais velho avisa "primeiro, alongamento", obedecem dócil. Basicamente, nossos filhos escutam docilmente o que irmãos e irmãs mais velhos falam, então isso ajuda nesse ponto.

Terminando o alongamento, as crianças correm todas juntas pro mar de uma vez.

A Sutefu, que disse que queria ver o Zaratan, quem propôs isso, é a primeira a pular no mar. Bom, o Zaratan pode ser depois também. Parece que não tá se movendo lá no alto-mar mesmo.

Os outros também parecem que começaram a se divertir cada um a seu jeito.

O pessoal da ordem de cavaleiros começa vôlei de praia na areia, e as esposas começam sessão de chá embaixo do toldo.

Certo, e eu, o que faço, hein…

— Tōya-kun, aqui, aqui.

Enquanto fico sem lugar certo, sou chamado pela irmã Karen, embaixo do guarda-sol de praia.

Estendendo lençol na areia da praia, os deuses, cada um vestindo maiô combinando, tão reunidos bebendo saquê. A Suika, deusa do saquê, já parece bêbada de jeito agradável. Não entra no mar bêbada, viu?

Bom, de vez em quando, sem problema entrar nesse grupo também, sentando no lençol. Feito de couro de alguma fera mágica, esse lençol, mesmo em cima de areia escaldante, não transmite calor nenhum, não sentindo calor.

A vovó Tokie e o tio Buryū tão ausentes, é? A vovó Tokie parece que tá vigiando pra evitar que a distorção, resíduo do Terremoto Dimensional, se fixe, virando túnel do tempo. O tio Buryū tá acompanhando a ordem de cavaleiros no lugar da irmã Moroha. Bom, se aquela pessoa viesse, o Ende não conseguiria relaxar mesmo, afinal…

— Ooh~, irmão Tōya~. Vem vem, três copos de reforço…

— Não, não vou beber, tá? Sou menor de idade.

— Ainda tá arrastando esse senso comum? Sendo que até fez filho…

Não, mesmo tendo feito filho, menor é menor, oras. Não, também não fiz filho, viu?

Na idade da Terra, ainda não completei vinte anos, então não bebo bebida. Bom, já bebi algumas vezes mesmo assim… provisoriamente, é decisão minha própria mesmo.

Quando a Suika bebe de uma vez, "kyu", o copo que oferecia pra mim, mostra rosto relaxado, "nihee". Realmente bebe feliz, hein. Levemente, minha determinação vacila.

Ao lado, o irmão Sōsuke, deus da música, tocava música havaiana no ukulele. Isso seria aquela música clássica havaiana sobre Diamond Head, será?

Aqui é paisagem diferente do Havaí, mas não acho ruim.

— A propósito, Tōya-kun. Aquela produção de artefato divino, tá avançando?

— Iyaa, bom, mais ou menos…?

Diante da pergunta do tio Kōsuke, deus da agricultura, respondo de forma vaga, desviando o olhar.

Nem mesmo o "núcleo divino", que poderia ser chamado fonte de energia do artefato divino, ainda tá pronto. Mesmo não sendo coisa que se consegue fazer fácil assim, com tantas falhas seguidas, perco a confiança mesmo, hein…

— Bom, artefato divino não é coisa fácil de fazer, não. Originalmente, seria coisa que leva cem anos pra fazer, então acho que tá bom fazer sem pressa.

A irmã Karina fala isso tentando consolar, mas tem motivo pra não conseguir ficar tão relaxado assim.

Pra derrotar os "apóstolos do deus maligno", eu, por posição de raça divina, não posso usar poder divino. Mesmo assim, o outro lado usa poder do deus maligno, situação absurda que dá vontade de gritar "brincadeira, isso".

Pra romper isso, preciso criar artefato divino capaz de usar poder divino, fazendo alguém da superfície usar.

Mas, por enquanto, quem tem chance forte de ser esse usuário são as crianças, hein…

Por exemplo, se fizer artefato divino tipo espada, dando pra Yakumo usar, mesmo se o deus maligno ressuscitar, talvez consiga aniquilar.

Só que, se a habilidade for só isso, talvez não consiga responder flexivelmente a cada situação. O que fazer, hein…

— Não sei se vai servir de referência, mas o instrumento musical do Sōsuke-kun ali, aquilo também é artefato divino, sabe.

— Eh!?

Diante da fala do tio Kōsuke, sem perceber, observo fixamente o irmão Sōsuke, que tocava música havaiana. Precisamente, é o ukulele na mão dele que observo.

— Aquele ukulele é artefato divino?

— Ukeke. O artefato divino do irmão Sōsuke se chama "Mil Transformações", capaz de virar qualquer instrumento, viu~

Feito provando a fala pronunciada pela Suika, o ukulele na mão do irmão Sōsuke, num instante, transforma-se em guitarra, banjo, sitar, shamisen, gekkin, mudando incessantemente.

Não só instrumento de corda, também transforma em bateria, piano, trompete, flauta, vários instrumentos, e, por fim, transforma-se em algo pequeno capaz de caber na palma da mão.

Era nota musical prateada, emitindo brilho suave. Textura estranha, parecendo metal mas não sendo metal.

O que emite é luz de poder divino. Essa deve ser a verdadeira forma do artefato divino do irmão Sōsuke, "Mil Transformações".

— Pra quem vive na superfície, mesmo sendo coisa absurda, pros deuses, artefato divino é só ferramenta conveniente mesmo. Todo mundo tem algum tipo de artefato divino próprio, sabe.

— Eh, é assim mesmo?

Olho ao redor pra todo mundo diante da fala do tio Kōsuke. Todo mundo tinha próprio artefato divino, é.

— Sim. Por exemplo, eu tenho artefato divino relacionado a ferramenta agrícola, a Karina-san tem instrumento de caça, e a Suika-san tem taça e frasco de saquê e afins.

— A irmã Karen e a irmã Moroha?

— Eu, claro, tenho artefato divino de espada. Mas, se usar na superfície, o continente inteiro voa fácil, então não uso.

Continente inteiro voar, hein… que artefato divino assustador, hein… o artefato divino da irmã Moroha parece ser poderoso demais, sendo impossível de usar por humano da superfície.

— A da irmã Karen?

— Nn, o meu é arco de prata pura e flecha dourada, sabe. Quem for perfurado, apaixona-se pela pessoa diante dos olhos. Bom, fiz isso por impulso jovem, mas já joguei dentro do armazém do mundo espiritual, selando. Amor, afinal, sem nascer naturalmente, não tem valor.

Arco e flecha que faz nascer amor, é. Seria tipo "Flecha de Cupido"?

Mesmo assim, existe vários tipos de artefato divino mesmo, hein… igual o artefato divino do irmão Sōsuke, artefato divino que muda conforme a situação talvez seja bom.

Ouvindo o som das ondas, fico pensativo assim.


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