Capítulo 558 – A Phrase Artificial, e a Recompensa
— Se ainda existe Phrase além de nós neste mundo… é isso?
Fiquei curioso com a informação de avistamento de Phrase que ouvi outro dia de Sua Majestade o Rei de Zādonia, então vim diretamente perguntar isso pra Meru, ex-"rei" das Phrase.
— Acho que a possibilidade é baixa. Se Phrase aparecesse neste mundo, não deveria escapar de nós o "Som de Vida Ressonante" que ela emite.
— Mas, se tiver bloqueada por barreira, não daria pra ouvir, né?
Força demais, mas, lugar com barreira grande e poderosa aplicada… por exemplo, se aparecesse dentro de algum castelo real, não seria imperceptível?
— Isso não é forçado demais…?
— Iyaa, bom, eu também acho isso, mas…
Diante da Meru me olhando com olhar tipo "do que tá falando?", reconsidero que, de fato, é forçado demais.
Se Phrase aparecesse em lugar assim, deveria virar alvoroço grande, afinal…
— Se for estado de morte aparente, não emite "Som de Vida Ressonante", então não daríamos conta…
Isso não seria tipo selada depois de esgotar toda a mana? Igual aquela Phrase tipo grilo que encontramos pela primeira vez na ruína de Belfast.
Aquilo é sobrevivente das Phrase que apareceram em Belfast cinco mil anos… não, foi mil anos atrás, hein. Mil anos atrás.
Precisamente, foi deixado pra posteridade pela tribo Arukana, "Povo Vermelho", pra transmitir esse horror pras gerações futuras, mil anos atrás.
Se for esse estado, a Meru e o pessoal também não devem conseguir sentir, mas o caracol avistado em Zādonia parece que tava se movendo, afinal…
Enquanto fico gemendo pensativo, cruzando os braços, a Meru abre a boca, tipo lembrando de algo.
— Ah, mais uma possibilidade não é zero…
— Hoo. O que seria?
— Se for Phrase "criada", não tem "Som de Vida Ressonante".
Criada? Como assim? Se não me engano, Phrase gera filho (núcleo da próxima geração) individualmente, né. E, só a espécie dominante consegue gerar núcleo fundido entre homem e mulher, ouvi antes do Ende.
— Ah, é aquele negócio da besta cristalina feita naquele tal "Ritual de Purizumatisu"?
Aquela quimera de cristal que lutou contra o Kuon. Quando falo isso, a Nei, ao lado da Meru, balança levemente a cabeça de lado.
— Aquilo também, de fato, é coisa criada, mas só nós, espécie dominante, conseguimos gerar isso, e, sem "núcleo", rigorosamente, não é Phrase. Só obedece à ordem da espécie dominante que a criou, então não serve tanto assim como soldado.
— Não sendo isso, existia um plano de produzir em massa artificialmente núcleo de Phrase sem usar o poder da espécie dominante, criando soldado com evolução cristalina completamente diferente da Phrase. Até onde eu sei, não teve sucesso, mas.
Não entendo bem, mas, quer dizer que estavam tentando criar algo que não é Phrase, é? Por isso, sem "Som de Vida Ressonante"?
— Não sei se tem relação, mas… quem liderava esse plano no mundo cristalino era aquele Yura.
— Aquele cara, hein…
Espécie dominante que vendeu Phrase pro deus maligno, tentando obter o poder da Meru e este mundo.
Pra mim, só tenho impressão de homem idiota enganado pelo deus maligno, mas parece que era chamado gênio no mundo cristalino.
Quer dizer que também existe possibilidade de ser algo que esse Yura deixou… hein.
Mas, supondo que o avistado fosse essa Phrase artificial… entendo que não dê pra ouvir o "Som de Vida Ressonante", mas por que minha magia de busca também não consegue encontrar, afinal? Minha magia de busca, se visualmente parecer com Phrase, deveria julgar como Phrase.
Fico irritado, cheio de coisa que não entendo.
— Phrase artificial… no mundo cristalino, chamávamos de Kuōsu, mas, depois que saí do mundo cristalino, não sei como ficou esse plano. Nem se o Yura conseguiu completar isso…
Diante da Meru hesitando em falar, a Nei, ao lado, continua a fala.
— De fato, esse plano deveria ter fracassado. A Vossa Majestade Meru desapareceu, e a pesquisa do Yura migrou pra encontrar método de atravessar mundos.
Entendi. Quer dizer que a Phrase artificial… Kuōsu, era? A produção em massa dela foi cancelada, é.
— O próprio Yura também deveria ter se retirado completamente desse plano. Se isso tivesse sido completado, este mundo estaria muito mais devastado.
A Nei fala coisa de mau presságio. Cinco mil anos atrás, mil anos atrás, e agora desta vez, causando tanta destruição, o que tá falando, oras.
Considerando também que não caiu na minha magia de busca, como imaginei, só consigo pensar que confundiram com fera mágica de gelo.
Buscando "Kōrudo Suneiru", tem quantidade considerável na região de frio extremo de Zādonia mesmo. O tamanho, dá pra explicar dizendo que tava quase virando besta gigante.
Por ora, não sai resposta além disso, então não tem jeito além de deixar de lado. Sinto sensação levemente incômoda, francamente.
— A propósito, Tōya-san. Como tá indo a educação de dama da Arisu?
— Nn? Aa, segundo a história da Yumina e o pessoal, tá com aprendizado bem rápido. Absorvendo um atrás do outro dança, etiqueta, cultura geral, dizem que vale a pena ensinar.
— Umu! Faz sentido mesmo, faz sentido mesmo! A Arisu é nossa filha, afinal!
Diante da minha fala, a Nei empina o peito tipo próprio orgulho. Essa pessoa também mudou, hein… antigamente, tava envolta em assassinato tipo faca, capaz de cortar quem tocasse. O poder dos filhos é grandioso mesmo, hein.
— Aquela criança, uma vez decidindo fazer, tem personalidade de avançar reto rumo ao objetivo. Ficar com campo de visão estreito ao ponto de não se importar com mais nada é preocupante, mas…
— Igual a Vossa Majestade Meru, que abandonou até o mundo cristalino e a posição de "rei", correndo atrás do Endemyuon.
— Nã!? Rise! Falando isso, já era, oras!?
Sendo cutucada assim pela Rise, que ficava calada até agora, a Meru fica com rosto vermelho. De fato, parecido mesmo. Uma vez decidindo fazer, faz até o fim. Esse tipo de determinação existe entre mãe e filha.
— Mas, ultimamente, todo dia só estudo, a Arisu tá levemente sem energia.
— Umu. Isso é verdade mesmo. Ontem, comeu só duas porções de curry. Talvez esteja cansada mentalmente também.
Diante da fala da Rise, a Nei assente pequeno.
Eh, curry? A, não, isso deve ser porque comeu a mesma coisa aqui ontem no almoço mesmo… voltar pra casa e comer de novo a mesma coisa, eu também talvez fosse levemente difícil. Ontem, o almoço foi tarde também. Mesmo assim, comer duas porções já é impressionante mesmo, penso.
A Meru também coloca a mão na bochecha, mostrando expressão de dificuldade.
— Se ao menos conseguisse algum tipo de diversão pra distrair…
— Tipo aquele mar de outro dia? Ah, aquilo virou coisa incômoda por causa dos apóstolos do deus maligno, hein…
— Aquilo, aquilo, parece que se divertiu mesmo. Do lado do Endemyuon, ficou exausto, mas.
O Ende também, recebendo o efeito do veneno divino-demoníaco (fraco), afinal. Como Arisu, deve ter ficado bem satisfeita, podendo mover o Cavaleiro Dragão à vontade.
Como esperado, mais que ficar tipo dama, deve combinar mais com a Arisu correr por aí cheia de energia mesmo, né.
Mesmo que virar princesa consorte, educação de dama seja indispensável, não é que queira mudar a personalidade da Arisu com isso. Só quero que consiga alternar entre público e privado.
Dando pequeno suspiro, a Nei me olha levemente encarando.
— Justamente numa hora dessas, o noivo, seu filho, não deveria consolar a Arisu? Tipo dar algum presente.
Opa, a ponta veio na direção do papai do noivo, é? Acho que o Kuon já apoia razoavelmente bem. "Aquela consideração, o Tōya não tem", já até me disse a Sū. Ter filho tão capaz assim, como pai, fico orgulhoso, ou constrangido, hein…
Mas a Arisu tá sem energia, é. De fato, empanturrou muita coisa em curto período de tempo. Naquela festa dias atrás, conseguiu mostrar dança esplêndida, deve ser bom dar alguma recompensa mesmo.
Coisa que a Arisu ficaria feliz… direito de alugar o Kuon por um dia? Não não, não posso alugar meu filho, oras.
— Se der pra dar alguma recompensa pra Arisu, o que faria ela ficar feliz, hein?
— Se alugar o Kuon por um dia, a Arisu fica feliz.
— …Fora isso.
A Rise responde com cara orgulhosa, mas isso já rejeitei mentalmente.
— O que a Arisu gosta, hein… doce açucarado, ela gosta.
— Doce açucarado, hein…
Não acho que a proposta da Nei seja ruim, mas sinto que é levemente barato demais…
E ainda, nos dias em que a lição de educação de dama estende até de tarde, tem lanche servido no castelo, então soa meio já visto.
— Roupa e afins?
— Uuun, sendo que acabei de comprar vestido pra essa festa desta vez, hein…
Não é que seja porque é noivo do Kuon, mas o vestido e sapato que a Arisu vestiu nessa festa desta vez saiu do meu bolso próprio.
Como lembrança, entreguei o vestido diretamente pra Arisu, então isso já poderia ser chamado recompensa mesmo…
— Uuun, o que dar de presente, hein. Difícil, hein…
— Se for isso, não seria melhor perguntar diretamente pra própria pessoa?
— A
Diante da fala casual da Nei, entendo, faz sentido mesmo.
De alguma forma, tava pensando em surpresa, mas, como esperado, perguntar diretamente é melhor mesmo, né.
Coisa que quer, coisa que quer fazer, lugar que quer ir, deve ter algum tipo de desejo. Depois é só considerar se dá ou não dá.
Certo, decidido isso, vou perguntar diretamente pra própria pessoa.
— Recompensa?
— Isso. Não tem nada que queira, ou coisa que queira que eu faça?
No castelo, terminando a lição de hoje, junto com o Ende, que veio buscar, e a Arisu, pergunto diretamente sobre o desejo dela.
— Levar o Kuon,
— Alugar o Kuon por um dia, isso não vale.
Interrompendo a fala da Arisu antes, ela franze levemente a sobrancelha, "muu".
Não é que sair junto tipo encontro seja problema, mas eu ordenar isso ao Kuon como recompensa seria diferente, né.
— Eu não me importo…
— Não, isso é assunto diferente.
Recuso firmemente pro Kuon ao lado.
Mesmo que o Kuon aceite e, por vontade própria, saia com a Arisu, isso não vira recompensa nossa. Isso é recompensa do Kuon. Isso, é melhor o próprio Kuon fazer.
Uuun… inclinando a cabeça, pensativa, a Arisu, eventualmente, "a", talvez tenha pensado em algo, bate levemente a mão.
Opa, o quê?
— Umm, eu queria que o Vossa Excelência Buryū ensinasse arte marcial, mas,
— Nã!? Arisu! Não desperdice a vida assim!
No instante em que ouve a fala da Arisu, o Ende, discípulo do tio Buryū, entra em surto. Não, você, o que exatamente fizeram contigo, o tio Buryū, afinal…
Mesmo sendo o tio Buryū, não deveria fazer nada tipo morrer. …Talvez chegue perto disso, mas.
O tio Buryū, deus da guerra, igual à irmã Moroha, deusa da espada, tem padrão de força estranho mesmo, afinal… "levemente" dessas pessoas é nível absurdo, afinal…
— No futuro, não conseguiu aprender?
— O Vossa Excelência Buryū fica pouco em Brunhild por causa de peregrinação marcial e afins, e, com o pai impedindo desse jeito assim, não teve oportunidade de aprender.
Aa… aquela pessoa desaparece de repente pra algum lugar, afinal… e, sem perceber, já tá de volta. Ultimamente, parece que tava indo até o Reino Militar de Rāze.
Aquele país, sendo país que valoriza a arte marcial, tem muita gente cabeça-dura… digo, gente confiante nos próprios braços, e, junto com isso, também tem várias escolas diferentes.
O tio Buryū, querendo ver técnica de luta rara, parece que fez tipo invasão de dojo. Não quero que cause tanto incômodo pra outros países assim, mas…
Bom, Sua Majestade o Rei Guerreiro do Reino Militar de Rāze disse que, se for resultado de luta franca e honesta, não é assunto pra outros se intrometerem, no entanto.
Se for o tio Buryū, deve estar de volta justamente agora. Pedir pra cuidar da Arisu não deveria ser problema, mas…
De relance, espiando na direção do Ende, ele balançava a cabeça de um lado pro outro em velocidade absurda, tipo dizendo "não! para!".
Entendo o sentimento, mas… provisoriamente, isso é recompensa pra Arisu… será que passar treino infernal com o deus da guerra viraria recompensa, isso eu não sei dizer…
— Não é que queira virar discípula dela, né?
— Uuun, se fosse antes, pensaria isso, mas eu tenho coisa que preciso fazer.
Coisa que precisa fazer deve ser a educação pra virar princesa consorte deste país. Sendo que já se dedicou tanto assim, até o nosso país, não, até o meu filho, não posso recusar isso.
Se não for pra virar discípula, o tio Buryū também não deve fazer treino tão intenso assim mesmo, né? Na realidade, até o pessoal da nossa ordem de cavaleiros, às vezes, também é treinado por ele.
Se for isso, o problema é esse pai idiota mesmo, hein. Não tem jeito além de convencer de algum jeito…
— Deixa eu ver, achei que a Arisu ainda não tem capacidade suficiente pra aprender com o tio Buryū.
Quando falo isso, a Arisu mostra expressão levemente emburrada, e, do outro lado, o Ende assente profundamente, tipo "é isso mesmo!".
— Por isso, que tal assistir a luta entre o Ende e o tio Buryū? Assistir e roubar técnica também deve ser um tipo de treinamento.
—, N, nu!?
O Ende, que assentia profundamente, fica pálido, arregalando os olhos, virando o rosto pra cá. Bom, faz sentido mesmo. Sendo espancado na frente da filha, é certo.
— Cho, chochocho, espera aí, Tōya-kun, isso, francamente, será que tá certo!? A, achando que talvez luta de nível muito alto assim possa fazer perder a autoconfiança, quer dizer, pensamento excessivo desproporcional pode atrapalhar o crescimento, quer dizer!? Como esperado, treino paciente é que importa mesmo, penso!
— Entendi. Se for isso, como imaginei, melhor ensinar com cuidado e delicadeza pelo tio Buryū mesmo, então?
— É isso mesmo! A, não! Isso também tá errado…!
O Ende gagueja, embaralhando as palavras, mas já é tarde demais. Peguei a promessa dele.
— Certo, então, Arisu. Vamos pedir pro tio Buryū.
— Uhum! Consegui!
— Gununu…!
Deixando pra trás o Ende com cara de mordendo inseto amargo, nos dirigimos até o campo de treinamento onde tá o tio Buryū.
— Fumu. Sem problema. Hoje, justamente, pensava em usar algo interessante pro treino da ordem de cavaleiros. Se for nesse intervalo, dá pra fazer companhia pra senhorita Arisu.
O tio Buryū, presente no campo de treinamento, quando explico a situação, aceita facilmente.
Mas, "coisa interessante pro treino da ordem de cavaleiros"? Sinto algo tipo atmosfera inquietante, hein.
Todo mundo da ordem de cavaleiros também tinha atmosfera meio pesada de alguma forma.
Basicamente, treino de espada da ordem de cavaleiros é responsabilidade da irmã Moroha, mas fortalecimento físico e artes marciais, o tio Buryū também ensina.
Mesmo assim, do lado do tio Buryū, é treino repentino, só quando tem disposição.
Se cavaleiro precisa de arte marcial, isso surpreendentemente não deve ser desprezado.
Se estiver patrulhando a cidade, existem várias situações onde precisa neutralizar o adversário sem machucá-lo. Tipo briga entre bêbados.
E também, em caso de emergência, é melhor ter técnica pra lutar mesmo sem arma. Considerando também esse tipo de coisa, fiz o tio Buryū virar instrutor temporário.
Mas o método de treino dele parece que tem boato de ser bem peculiar mesmo…
— Vou usar isso pro treino de hoje.
Vendo o que o tio Buryū tira do campo de treinamento com magia de armazenamento, o rosto de todo mundo presente congela.
Fera mágica com corpo de leão, cauda de escorpião, asa de morcego, e rosto de macaco, tava amarrada no chão com várias correntes pretas.
A fera mágica tenta abrir a boca grande, prestes a gritar algo, mas, na boca dela, tá encaixado algo tipo focinheira, só escapando voz sem se transformar em som.
— Tio Buryū, isso é…
— É Manticora, né. Capturei enquanto tava causando estrago no Reino Militar de Rāze. Força considerável, e cospe fogo, usa magia, criatura incômoda, sabe. Ainda mais, esse é canibal, gostando de comer carne humana.
"Gee!?", escapa grito de todo mundo da ordem de cavaleiros. Ei ei, não traz fera mágica canibal pro nosso castelo assim, oras!?
Ignorando o pessoal da ordem de cavaleiros alvoroçado, o tio Buryū pega pedrinha, e, "bi, bi", com estalo de dedo, quebra os dois ossos da asa da Manticora.
— Por ora, deixo impossibilitada de voar. Tōya, cerca o campo de treinamento com [Prison]. Deixa só a Manticora impossibilitada de sair.
Conforme mandado, expando [Prison] no campo de treinamento.
Exceto a Manticora, todo mundo consegue entrar e sair livremente, então, se ficar perigoso, é só fugir pra fora.
Agora, no campo de treinamento, tá uns trinta cavaleiros, junto com a Manticora amarrada em corrente. Vai ficar tudo bem mesmo, hein…?
Dentro do [Prison], só restam os trinta cavaleiros e a Manticora amarrada em corrente.
— Dessa vez, pode usar arma. Deixa eu ver, vinte minutos. Dentro de vinte minutos, precisa abater.
『Eh?』
Tem limite de tempo, é!? Enquanto o pessoal da ordem de cavaleiros desvia o olhar, no instante seguinte, a corrente e a focinheira da Manticora quebram, "bakin", desaparecendo.
『Gaaaaaaaaa!』
— Uoooo!? V, vem pra cá!?
— Alinhem a formação! Escudo, na frente!
— Cuspiu fogo! Que medo!
O pessoal enfrenta de algum jeito, unindo forças, contra a Manticora. Como sempre, o treino desse deus da guerra é espartano demais…
— Interessante mesmo, hein…
— Não não, isso não é interessante, não. Absolutamente não.
Diante do murmúrio da Arisu, espiando dentro do [Prison], acabo intervindo sem perceber. Vendo eles fugindo desesperados soltando grito, por que sai esse tipo de impressão, afinal.
— Enquanto isso, vamos fazer o treino da senhorita Arisu? Primeiro, um round de combate, tá bom?
— Sim! Muito obrigada!
Diante da resposta de olho brilhando, "kirakira", ao contrário disso, o Ende fica pálido, ansioso e agitado.
Tá tudo bem mesmo. Mesmo tendo essa aparência, ouço que o tio Buryū é deus gentil e atencioso com garotas. Ouço da Eruze que é rigoroso, mas não ouço que seja assustador.
— Yaaaaaaaaaaaa!
Achando que fosse leve no início, mas, desde o começo, a Arisu vai com força total em direção ao tio Buryū. O tio Buryū, sem se apressar, desvia esse ataque parecendo se divertir.
Uuun, isso realmente vai virar recompensa mesmo…?
— Parece divertido.
— Bom, de fato, é isso mesmo…
Conforme diz o Kuon, a Arisu parece absurdamente divertida, mas… será que isso realmente tá certo, isso…?
— Ultimamente, andava levemente sem energia, então acho que virou bom jeito de distrair. Muito obrigado, pai.
Recebo agradecimento do Kuon. Bom, se a própria pessoa parece divertida, tá tudo bem, será…
Mas, toda vez que a Arisu é lançada longe pelo tio Buryū, precisava conter o Ende, prestes a sair correndo.
Por que preciso fazer coisa tão cansativa assim, afinal, sinto sentimento levemente melancólico.