Capítulo 559 – O Cavaleiro Marinho, e o Traje de Piloto
— O que acham! Isso é o Frame Gear pra combate subaquático, "Cavaleiro Marinho"!
A Kūn mostra cara orgulhosa diante da máquina de novo modelo de pé na praia atrás dela, feito se fosse ela mesma quem tivesse feito.
Combate subaquático, mas, sendo que tem perna, provisoriamente, deve conseguir combate terrestre também, não só combate subaquático. Anfíbio?
O corpo azul-turquesa diante dos olhos tá equipado com propulsor tipo grande jato hidráulico nas costas, e, em ambos os braços, tá equipado quatro garras tipo deslizantes.
Parece que, se largar arma embaixo d'água, virar quase impossível recuperar e lutar, então, se for isso, melhor equipar direto no braço mesmo, dizem que foi feito assim.
Talvez porque a curva arredondada geral, deve ser porque foi consciente do formato aerodinâmico pra facilitar movimento dentro d'água mesmo.
— Deixei com mobilidade rápida e alto poder de ataque mesmo embaixo d'água. Equipado com pod de míssil de oito tubos no ombro, e torpedo de quatro tubos na perna, também consegue responder à distância. A arma principal é lança, mas a garra abismal equipada no braço é feita de material cristalino, cortando facilmente o inimigo…
— Certo, certo. Já entendi que é incrível, então, por ora, tenta mover isso.
— Muuu! Mãe tá pulando o único evento importante de ouvir explicação do desenvolvedor!
Diante da Rin cortando facilmente a explicação orgulhosa, a Kūn fica emburrada. Não, o desenvolvedor não é você, e sim o Doutor e o pessoal, né?
Bom, sendo que a Kūn parece ter se esforçado até certo nível como ajudante, entendo a vontade de mostrar orgulho, mas.
— Então, quem embarca?
— Papai, a Sutefu quer embarcar!
Quem ergue a mão primeiro, direto, "bishitto", é a caçula Sutefu. Uuun, a Sutefu, é? Tá tudo bem, hein… bom, sendo que pilotou bem a Orutorinde Overload também, acho que deve tá tudo bem, mas.
— O sistema de fuga disso funciona direito mesmo, né?
— Tá tudo bem. Mesmo se, por acaso, entrar água, antes disso, barreira é expandida dentro do cockpit, e, em seguida, magia de teletransporte é ativada, permitindo fuga, então tomei precaução dupla. O destino do teletransporte é a sala de transferência do Vāru Arubusu.
Diante da minha dúvida, o Doutor Babylon responde. Entendi. Se for isso, deve tá tudo bem.
Quando dou permissão, a Sutefu embarca apressada no Cavaleiro Marinho de pé na praia da Ilha da Masmorra. O "Coroa" "Dourado", Gōrudo, que segue a Sutefu, embarca junto também. Precisa embarcar? Bom, sendo que a Sutefu e o Gōrudo são ambos pequenos, deve ter espaço suficiente no cockpit mesmo.
Parece que a operação não difere tanto assim do Frame Gear, mas a única diferença é que consegue se mover dentro d'água.
Igual voando pelo céu, além de frente, trás, esquerda, direita, também se adiciona movimento pra cima e pra baixo. Ou seja, quer dizer que precisa de movimento tridimensional.
Provisoriamente, a Sutefu também parece ter experiência de pilotar Frame Gear equipado com unidade de voo, então parece ter aprendido rápido o método de pilotagem do Cavaleiro Marinho.
『Então, vou lá!』
Dizendo isso, o Cavaleiro Marinho pilotado pela Sutefu caminha da praia de areia em direção ao mar aberto. Aos poucos, o corpo vai afundando, e, eventualmente, a cabeça também afunda completamente dentro do mar.
— Tá tudo bem mesmo, hein…
Feito preocupada, a Sū, mãe, solta essa voz observando o mar onde o Cavaleiro Marinho desapareceu.
Ligo o smartphone, exibindo no ar a imagem da esfera exploradora que acompanha o Cavaleiro Marinho.
O Cavaleiro Marinho pilotado pela Sutefu ainda avançava pelo fundo do mar raso. Por enquanto, não parece ter problema especial.
Eventualmente, talvez se acostumando, o Cavaleiro Marinho começa a saltar levemente pelo fundo do mar. Feito fazendo pulinho devagar, avança pelo fundo do mar dando saltos pequenos.
Eventualmente, julgando que atingiu profundidade suficiente, o Cavaleiro Marinho, saltando com força do fundo do mar, começa a avançar dentro d'água usando o jato hidráulico nas costas.
— Bem rápido, hein.
Conforme diz a Yae, na tela, o Cavaleiro Marinho se move livremente dentro do mar em todas as direções.
O movimento parece caótico, mas aquilo é ela testando o jeito de mover, né? Não é descontrole, né.
Usando os propulsores em várias partes do corpo, parece manter bem a postura dentro d'água. Movimento bem rápido.
— Debaixo d'água, mesmo nossas máquinas exclusivas talvez tenham dificuldade, hein.
A Rinze fala isso assim, mas será mesmo…? A Rin e a Yumina devem conseguir abater à distância, e a Yae e a Hiruda devem conseguir cortar num só golpe quem se aproximar.
『Opa? Papai, tem fera mágica grande na frente, posso derrotar?』
— Fera mágica grande?
Direcionando a visão da esfera exploradora pra frente, confirmo criatura nadando pequena em nossa direção.
O que é isso, afinal… fera mágica com corpo tipo golfinho, cabeça tipo cachorro, e cauda tipo nadadeira de peixe.
Acho que, se transformar foca de forma maléfica, ficaria tipo assim. Tamanho é uns duas vezes o Cavaleiro Marinho… uns trinta metros.
— É Kētosu, né. Fera mágica de temperamento violento, atacando navio no mar, gostando de comer os tripulantes, parece.
Enquanto ouço a explicação da Rin, esse tal Kētosu vem em direção ao Cavaleiro Marinho.
Ao redor da Ilha da Masmorra, o Kraken que invoquei deveria estar patrulhando, mas será que passou pela brecha, hein.
Se atacar navio, melhor derrotar mesmo, penso, mas será que vai dar certo?
— Nesse tamanho de Kētosu, acho que o Cavaleiro Marinho aguenta bem. Não fiz construção tão frágil assim, não.
Se o Doutor diz isso com tanta confiança, tá tudo bem, é. …Não, sinto leve ansiedade mesmo, hein.
『Eei!』
Enquanto penso isso, o ombro do Cavaleiro Marinho pilotado pela Sutefu se abre, "gapa!", e, de lá, alguns mísseis voam em direção ao Kētosu.
Sem perder, o Kētosu também cospe da boca algo tipo sopro de redemoinho, envolvendo os mísseis vindo em sua direção, desviando grande.
Com esse mesmo ímpeto, o Cavaleiro Marinho desvia com movimento ágil esse sopro de redemoinho vindo em sua direção.
O Kētosu solta segundo, terceiro sopro, mas não consegue capturar o Cavaleiro Marinho avançando dentro d'água feito peixe. A Sutefu também já tava razoavelmente acostumada com a pilotagem.
『Dessa vez, vou daqui!』
As quatro garras de material cristalino equipadas no braço deslizam, movendo pra frente, fixando diante do punho. Como direi, sensação tipo herói de história em quadrinhos americana. Não, aquele personagem, era três garras, se não me engano.
O Cavaleiro Marinho pilotado pela Sutefu desvia girando o sopro de redemoinho disparado pelo Kētosu, aproximando-se num piscar de olhos até distância curta.
『Vai!』
As quatro garras do braço direito golpeiam num só corte o pescoço do Kētosu. Só com isso, o pescoço tipo de foca do Kētosu é cortado num só golpe (quatro golpes?).
Espalhando sangue ao redor no mar, a cabeça e o tronco do Kētosu, separados, afundam pro fundo do mar.
— Aa, que desperdício de material precioso…!
Murmurando isso, a Kūn olha de relance pra cá. Buscar isso? Como esperado, ir até o fundo do mar buscar, gostaria de evitar, francamente…
— Performance considerável, hein. Nossas máquinas exclusivas também conseguem ter performance parecida com aquilo?
— Sendo que a máquina de vocês vira formato de equipamento adicional, inevitavelmente cai um pouco a performance. Mesmo assim, acho que não vai perder pro Kyukuropusu do outro lado.
Diante da pergunta da Rū, o Doutor responde observando a tela.
No Kyukuropusu capturado, tava embutida bastante tecnologia pra atuar embaixo d'água.
O Doutor e o pessoal, roubando… referenciando isso, parece ter feito melhoria em cima de melhoria.
Nesse processo, quanto mais analisavam o Kyukuropusu, ouvi que fica cada vez mais evidente a sombra do "Regente", um dos Cinco Grandes Mestres, igual à técnica Eruka, chamada "Rainha Regeneradora", ou o "Professor".
Como imaginei, alta probabilidade de existir aquele "Regente" do outro lado mesmo, hein. Se ele mesmo tá cooperando por vontade própria, ou sendo forçado, ou se ele mesmo é um dos "apóstolos do deus maligno"…
— Contramedida do veneno divino-demoníaco (fraco) do Cavaleiro Marinho?
— O Cavaleiro Marinho, além do líquido de éter, também carrega forno de espírito. Emprestando o poder do pequeno espírito do mar, amplificando esse poder, usando isso direto como fonte de energia. Mesmo assim, recebe influência do veneno divino-demoníaco (fraco), mas, com isso, consegui reduzir de queda de quarenta por cento pra queda de dez por cento.
Quando pergunto, o Doutor responde com cara insatisfeita. Do ponto de vista do Doutor, talvez queda de dez por cento também não seja resultado satisfatório.
— A máquina exclusiva continua com queda de quarenta por cento, é?
— Não dá pra trocar tudo pra forno de espírito, afinal. Aumentei um pouco a potência do líquido de éter. Isso deve conseguir reduzir pra uns trinta por cento de queda.
De quarenta por cento de queda pra trinta por cento de queda, é. Reduzir só dez por cento já deve ser coisa incrível mesmo.
— Isso tá bom, mas do lado de vocês, tá tudo bem mesmo? Contramedida das esposas contra o veneno divino-demoníaco (fraco)?
— Que bom que perguntou!
— Wa!? Assustei!
Diante da fala do Doutor, atrás, a Rinze ergue voz alta. Assustou, sem perceber, sobressaltei.
— Extraindo a fibra da Árvore Sagrada, com cooperação da Furora-san do "Prédio de Alquimia" e da Rozetta da "Oficina", conseguimos fazer tecido que bloqueia o veneno divino-demoníaco (fraco), sabe!
Ooh, já tava pronto, é. Quando ouvi a história, tava sensação de não sei se dava certo, mas.
A Rinze tira do [Storage] do smartphone uma roupa. Tecido macio de cor cinza, hein.
Em alguns pontos, tem algo tipo protetor, sendo isso mesmo, dá pra dizer tipo traje de piloto. Até tem capacete, é. Aquele com viseira transparente de rosto completo. Isso seria material cristalino?
A parte de trás da cabeça do capacete tá levemente saliente, desenhando linha suave.
— Este capacete tem tecido da Árvore Sagrada aplicado na parte interna, funcionando como filtro. Sendo aplicada magia de vento, não deve ficar sufocante. Também não embaça a parte interna.
— Hee… proteção completa, hein.
Nível de equipamento pra ir até no espaço, mas será necessário mesmo até esse ponto, hein.
O Doutor pega a roupa na mão, puxando levemente o tecido, "kuikui".
— Isso, tá aplicado elasticidade e magia de bordado, né? Algum efeito especial?
— Percebeu? Isso é feito pra ajustar automaticamente o tamanho conforme quem veste. Yae-san, Sū, será que vocês duas conseguem experimentar vestir?
— Eh!? Eu, é!?
— Hoo, parece interessante, hein.
Deixando pra trás as duas indicadas, com reações opostas extremas, a Rinze, dessa vez, tira do [Storage] dois vestiários tipo simplificado. Vestir aqui?
Iyaa, bom, sendo que homem aqui só eu e o Kuon, não precisa se importar tanto assim, mas…
A Rinze, sem dar chance de recusa, empurra com força a Yae pro vestiário.
Desde que a Rinne chegou, a Rinze também mudou levemente de personalidade, hein… o lado reservado continua igual, mas, como direi, passou a ter mais confiança própria, será. Isso seria força de mãe despertada, será?
— Ah, por favor, tira até a roupa de baixo também. Reduz o efeito.
— «Eh!?»
Chega aos ouvidos voz surpresa vinda de dentro dos vestiários fechados, mas decido propositalmente não ouvir. Mesmo sendo casados, precisa de discrição.
Eventualmente, do fundo do mar, retorna à praia o Cavaleiro Marinho pilotado pela Sutefu.
Ao mesmo tempo, o provador abre, e a Sū aparece envolta em traje de piloto.
— Mais fácil de mover do que imaginei, hein. Essa parte de armadura também não atrapalha.
A Sū solta essa impressão batendo levemente na parte do protetor.
Uuun, sensação exatamente tipo traje de piloto mesmo, hein. Combina perfeitamente com o pequeno corpo da Sū.
Justo apertado, mas, sendo que tem algo tipo protetor no ombro, peito, braço, cintura, tornozelo, não fica revelando tanto assim a linha do corpo.
— Que tal experimentar o capacete também?
— Umu, assim? Nn?
Quando a Sū veste o capacete cinza, o cabelo dourado comprido dela, que se estendia atrás, "surusuru", é sugado num instante pro capacete. Até o cabelo é guardado automaticamente, é. Será por isso que tinha saliência na parte de trás da cabeça?
— Consegue ouvir a voz?
— Umu, sem problema. Também não fico sufocada.
A Sū responde isso com a viseira ainda abaixada. Parece tá tudo bem mesmo, hein.
A Sū corre e pula por ali, confirmando a facilidade de movimento.
A Sutefu, descendo do Cavaleiro Marinho, tocando com interesse total o traje de piloto, "petapeta", cheia de curiosidade pela figura da mãe.
O Yae, o que será que aconteceu, hein? Parece ter dificuldade pra trocar de roupa, será.
Pensando isso, direciono o olhar em direção ao vestiário onde a Yae entrou, e a Yae aparece espiando o rosto, "hyokotto", pela porta. Por algum motivo, o rosto tá vermelho.
— …O que tá fazendo?
— Ehm, isso, roupa… parece levemente apertada demais, achei…
— Mou. Tá tudo bem, viu. Vem, sai.
— Awawa, R, Rinze-dono!?
Puxada pelo braço pela Rinze, a Yae, aparecendo, tava igualmente com traje de piloto cinza igual à Sū.
Só que ela… comparado à Sū, dá pra distinguir mais claramente a linha do corpo, ou seria dá pra notar mais claramente parte por parte…
— …Rinze. Você indicou a mim como comparação com a Yae de propósito, né?
— Deixa eu ver… bom, era pra deixar claro que dá pra vestir mesmo tendo essa diferença de tamanho, né?
Diante da explicação da Rinze, a Sū, que inflava levemente as bochechas, "pukutto", talvez percebendo que a Sutefu tava por perto, tosse rápido, "kohon", voltando ao normal.
— De fato, a linha do corpo tá bem exposta mesmo, hein.
— Mas não é que vá aparecer em público, né, e, mesmo aparecendo, se for nesse nível, não precisa se preocupar tanto assim, né?
— Muito melhor que roupa tradicional tribal da Grande Selva, penso.
Ao redor da Yae envergonhada, as esposas direcionam olhar sem hesitação, examinando de perto sem reserva.
O Doutor Babylon também, acariciando o material da roupa da Yae, assente pequeno.
— Uhum… isso talvez seja útil mesmo. Se proteger a Linha de Éter com esse material, talvez consiga bloquear até certo ponto a invasão do veneno divino-demoníaco (fraco)… talvez até a máquina exclusiva consiga reduzir pra uns vinte por cento de queda.
— Preferia que parasse de acariciar minha bunda com cara séria assim!?
Talvez incapaz de aguentar mais, a Yae também remove a fita, vestindo o capacete, e, "shuru!", o longo cabelo preto é sugado, guardado dentro do capacete.
— Se apertar o botão na lateral do capacete, a viseira fica opaca vista de fora. Usando a pulseira no braço, também consegue mudar pra várias cores.
Diante da explicação da Rinze, quando a Yae opera o capacete, a viseira que era transparente vira preta num instante, escondendo o rosto da Yae. Chegando nesse ponto, já vira tipo combatente misterioso mesmo.
— Do outro lado também dá pra ver, né?
— Umu, fica levemente mais escuro, mas dá pra ver sem problema.
Perguntando isso pra Sū, que igualmente deixou a viseira opaca, chega essa resposta dizendo que não tem problema. Será que serve pra usar tipo óculos escuros quando tá ofuscante?
Toda vez que a Yae aperta o botão na pulseira do braço, "pippi", a cor do traje que era cinza, incluindo o capacete, vai mudando pra várias cores.
No fim, a Yae escolhe cor pessoal roxo-glicínia, e a Sū escolhe amarelo. Uhum, mesmo mudando de cor, não fica estranho, não. Sendo que não dá pra ver o rosto, não sei bem se combina, mas.
— Uwaa! Mãe e o pessoal, que legal!
— Sim! Mãe, legal! Parece super-herói de time!
Enquanto falam isso, a Rinne e a Sutefu tão com olho brilhando, "kirakira", mas "super-herói de time" seria "sentai" mesmo, né?
Não pode ser, será que, no futuro, mostraram tokusatsu pras crianças, hein, o eu futuro?
— Mãe, mãe! Eu também quero esse tipo de roupa!
— A Sutefu também! A Sutefu também!
Não, vocês duas não são afetadas pelo veneno divino-demoníaco (fraco), então não precisa… essas crianças, assustadoramente, dá até medo que fossem usar isso no cotidiano mesmo.
As outras crianças não parecem particularmente interessadas. Não, só a Furei parecia levemente curiosa, mas isso deve ser porque tava curiosa quanto que valor o traje de piloto tem como equipamento de proteção, penso.
Afinal, se a Yae e o pessoal deixarem de receber influência do veneno divino-demoníaco (fraco), as crianças também deixam de precisar embarcar na máquina exclusiva, então, mesmo fazendo isso, não teria significado além de roupa de cosplay, isso, o Kuon provavelmente já percebeu.
Herói de time e afins, sinto que menino costuma se sentir mais atraído por isso, mas, nesse ponto, meus filhos são frios mesmo, hein…
Bom, tarde demais, mas.
Dentro do mar profundo, sombra gigante avança devagar. Os peixes escondidos no mar profundo, temendo essa sombra, se afastam apressados dali, feito filhote de aranha se espalhando.
No fundo do mar sem luz alguma, essa sombra avança serenamente. Eventualmente, essa sombra gigante para num certo ponto do fundo do mar, disparando ao redor cem pequenas esferas exploradoras.
『Disparo de V00 até V99 concluído』
Na ponte de comando do Over Gear, baleia branca, Vāru Arubusu, essa sombra gigante…, a "Coroa" "Branca", Iruminati Arubusu, inicia mais uma exploração.
Dentre as cem imagens exibidas no monitor, verifica se não tem nada suspeito.
Sombra suspeita, terreno estranho, sedimento artificial. Aos exploradores que capturam isso no campo de visão, ordena análise detalhada.
Entre eles, o Arubusu não deixa passar algo estranho aparecendo numa das imagens.
『Ampliar a imagem de V21』
Uma dentre as cem imagens é exibida um pouco maior. Era terreno rochoso comum do fundo do mar, sem nada de especial.
Mas nesse terreno rochoso, tem grande falha, com fissura correndo feito cortando o solo bruscamente.
A esfera exploradora rola caindo pra dentro dessa fenda do fundo do mar.
Caindo cada vez mais fundo, no fundo do fundo do fundo do mar profundo, a câmera da esfera exploradora, eventualmente, exibe cheio no monitor do Vāru Arubusu algo.
Corpo grande tipo nave espacial, com linha de luz sinistra correndo por ele. Nos dois lados do corpo, tá instalado algo tipo propulsor.
O Arubusu captura esse objeto que coincide com os dados, migrando do modo exploração pro modo vigilância.
— Eu, Vāru Arubusu, encontrei a "Arca".