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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 560

A Descoberta da Arca, e a Conclusão do Núcleo Divino

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Capítulo 560 – A Descoberta da Arca, e a Conclusão do Núcleo Divino

Recebendo o relatório de descoberta da "Arca" vinda do Arubusu, na hora, usando [Gate], viemos até o Vāru Arubusu escondido no fundo do mar profundo.

No monitor frontal flutuando dentro do navio escuro, encontramos a "Arca" escondida nas profundezas da fossa marinha.

— Sem dúvida. É a "Arca" mesmo. Finalmente encontramos, hein.

Certo, encontramos, mas, o que fazer, hein. Atacar com todo poder de combate, golpeando a "Arca"?

— Não… lembra o que aconteceu quando encontramos a "Arca" antes? Naquele instante em que nossa visão foi bloqueada pela fumaça, a "Arca" desapareceu completamente, né? Se agir descuidado, talvez repita a mesma cena de novo.

Mugu. O argumento do Doutor faz sentido. Agora, acho que aquilo era habilidade do "artefato do deus maligno" que o homem de capacete de mergulho possui.

Com pequeno intervalo assim, alta probabilidade de conseguir teletransportar. Preciso derrotar aquele homem de capacete de mergulho, ou impedir o uso do artefato do deus maligno…

— Também é ruim ficar sempre nesta região marinha. Arubusu, deixa algumas esferas exploradoras de vigilância, movendo o Vāru Arubusu. Se formos descobertos pelo outro lado, a vantagem que conseguimos vira desperdício.

『Entendido』

Recebendo a fala do Doutor, o Vāru Arubusu devagar se afasta da região marinha onde tá a "Arca".

De fato, conforme diz o Doutor, se formos descobertos, o outro lado também pode fugir de novo com teletransporte.

— Não dá pra usar [Teleport] pra invadir de vez lá dentro?

— Provavelmente, deve ter barreira aplicada, afinal. Existe possibilidade não zero de ser repelido e, por um milagre, teletransportar dentro do mar profundo. Não recomendo.

O Doutor rejeita a proposta da Sū. De fato, isso… não quero ficar achatado pela pressão da água.

— Mas, se vigiarmos aquilo, com isso, não deveria mais ter preocupação de cidade portuária ser atacada, né?

— Não, isso também é suspeito. Não precisa necessariamente sair de dentro da "Arca" pra atacar. Basta teletransportar diretamente o Kyukuropusu pra região marinha da cidade portuária alvo mesmo.

— E, entendi… quem tem magia de teletransporte é incômodo mesmo, hein…

Diante da resposta da Rin pra Yae, eu, a Sakura, a Yakumo, a Yoshino, quatro pessoas, franzimos levemente a sobrancelha. Não, sei que não tão falando de nós, viu?

Entendo o que todo mundo quer dizer. Frustração de ter o inimigo diante dos olhos, mas não conseguir atacar. Sendo que o outro lado, no instante em que perceber, talvez teletransporte fugindo, não posso agir descuidado.

Como imaginei, não tem jeito além de destruir o artefato do deus maligno daquele homem de capacete de mergulho mesmo. Mas, chegando nesse ponto, também precisamos de artefato divino pra destruir isso. Artefato divino novo.

Fazer artefato divino novo… pra isso, preciso concluir o "núcleo divino", coração do artefato divino, mas…

Por enquanto, acho que já tá indo bem, uns noventa por cento. Consegui comprimir até tamanho de bola de golfe. Falta só comprimir daí até tamanho de bolinha de gude, e isso já completaria.

Como esperado, concluir o artefato divino é urgente mesmo.

— Por ora, vamos vigiar aquilo, tentando fazer infiltrar dentro dele de forma direta, esfera exploradora ou transmissor. Deve ter algum lugar de entrada, tipo tanque de lastro ou dreno.

Pra conseguir perseguir mesmo se fugirem com teletransporte, é? Mas…

— Mesmo conseguindo entrar, bloqueado pela barreira, não daria pra transmitir a localização pra fora?

— Bom, isso deixa comigo. Contanto que consiga entrar, resto dá pra resolver de algum jeito.

Diante do Doutor rindo com confiança absoluta, "nyari", sinto certo desconforto tipo "não parece de qualquer ângulo, sorriso de vilão, hein…".

— Mas o Tōya-san também costuma fazer expressão assim, viu?

— É isso mesmo. Igual o Tōya com cara má.

Hahaha, Rinze-kun, Eruze-kun, o que vocês duas tão falando, afinal. Não teria como eu mostrar sorriso tão maldoso assim, oras. Né, todo mundo?

Peço concordância, mas ninguém nem sequer assente.

Droga.

— Gunuuuuuuu…!

Suando gordura fria, comprimo o núcleo divino. Reduzindo ainda mais até tamanho de bola de golfe, comprimindo com força ainda mais.

Comprimindo devagar, cuidadosamente, mantendo equilíbrio, mesmo relaxando um pouquinho, aquilo parece prestes a explodir.

Já faz umas duas horas que luto com isso. As crianças, que no início observavam com interesse, aos poucos, parecem ter enjoado, ninguém mais presta atenção. Sinto solidão levemente.

『Patrão, se esforça, por favor!』

『Sem relaxar até o final!』

Talvez com pena de mim, deixado sozinho pelas crianças, o Kohaku e o Ruri me dão incentivo. O Sango, o Kokuyō, e o Kōgyoku também observavam.

Depois disso, mais duas horas de luta continuada no pátio interno.

Passado o meio-dia, já no limite da exaustão, extraindo até o último resquício de força, finalmente consigo comprimir o núcleo divino de bola de golfe até tamanho de bolinha de gude levemente maior.

— A, agora, é, só, fi, xa, r, is, so, oooooooooooo…!

Ao redor do núcleo divino, feito trancando com chave, feito confundindo quebra-cabeça de seis lados até desordem completa, aplicando trava de segurança até nível impossível de abrir de novo, meu núcleo divino se completa.

— Con, se, gui…

Junto com a conclusão, desabo caído de bruços no local.

Mou, não dá mais… limite… nem dedo consigo mover mais… nem quero.

『Tá tudo bem, patrão…?』

— Não tô nada bem…

Exausto demais, arrastando as palavras… nunca fiquei tão cansado assim desde que vim pra outro mundo. Nem mana, e nem sequer disposição pra usar magia de recuperação. Se, agora, algum assassino atacasse, com certeza seria derrotado.

Kukuku, apóstolos do deus maligno. Agora é sua maior chance mesmo. Se perder essa oportunidade, nunca mais teria chance de me derrotar de novo… perderam a oportunidade preciosa, hein…!

…Perigoso, até meu pensamento tá ficando estranho…

Mesmo assim, mesmo aparecendo assassino de verdade, o Kohaku e o pessoal devem proteger.

Se não tivesse o tanque de mana em Babylon, originalmente, até o Kohaku e o pessoal deveriam ter desaparecido.

Ainda caído, observo o núcleo divino rolado no chão diante dos olhos.

Cristal de forma esférica perfeita, emitindo poder divino platina feito miragem tremulante. Sem dúvida, tá completo como núcleo divino. Finalmente consegui fazer, sem perceber, o canto da boca relaxa.

Pra não perder, guardando no [Storage]… bom, mesmo perdendo, se eu pensar "volta", deve voltar, mas…

Abro no chão [Storage] de tamanho só de uma bolinha de gude, deixando o núcleo divino cair dentro.

Aa, mou, realmente já é limite mesmo…

Envolto em cansaço agradável, junto com o Kohaku e o pessoal vigiando, perco a consciência devagar.

— Fumu… pra ser primeira vez, resultado bastante razoável. Como núcleo pro artefato divino, não deixa nada a desejar.

Ooh… consegui. Recebi endosso do Kurafuto-san, deus da arte. Aquele trabalho difícil e árduo já terminou.

Finalmente tendo conseguido fazer o "núcleo divino", vim até onde tá o Kurafuto-san, deus da arte, no Reino de Misumido, pra mostrar esse resultado.

— Então, já decidiu o "recipiente" do artefato divino?

— Sobre isso… será que consigo fazer artefato divino capaz de mudar de forma conforme a situação, igual o artefato divino do irmão Sōsuke?

— Sōsuke? …Aa, deus da música, é. Artefato divino que muda de forma tem dois tipos. Um é ler a intenção do usuário, transformando na forma lida. O artefato divino do deus da música, "Mil Transformações", é desse tipo. O outro tipo já tem algumas formas predeterminadas desde o início, alternando conforme a situação. Cada um tem mérito e demérito.

O mérito e demérito que o Kurafuto-san menciona seria isso.

Primeiro, o tipo que muda livremente. Esse precisa de imagem detalhada do usuário sobre em que transformar cada vez.

Por isso, a forma original… o "Mil Transformações" do irmão Sōsuke precisaria memorizar e entender corretamente a forma do instrumento. Ou seja, no caso do piano, precisaria saber até a estrutura interna, tipo martelo e afins.

Ou melhor, isso é impossível, né. Não, talvez seja complexo justamente por ser instrumento do irmão Sōsuke, mas.

Achei que arma simples tipo espada, lança, machado, não precisaria de imagem tão complexa assim, mas parece que precisa imaginar até o peso e dureza.

O mérito do tipo livre é conseguir transformar em qualquer forma. Consegue transformar também em forma recém-imaginada.

E o demérito é precisar de imagem perfeita. E também parece que precisa de ajuste especial na hora de fazer o "recipiente". Ou seja, difícil de fazer.

E o outro tipo. Digamos, tipo de alternância.

O mérito desse é que o tempo pra mudança é curto, sem sobrecarga pro usuário. E fácil de fazer.

O demérito é, naturalmente, só conseguir transformar nas formas predeterminadas desde o início. Ou seja, não dá pra adicionar transformação nova depois de concluído.

— Nessa condição, talvez seja melhor o tipo de alternância…

Sendo pouca sobrecarga pro usuário, e fácil de fazer, é grato mesmo.

Sou iniciante em fazer artefato divino, afinal. Melhor evitar obra desafiadora demais.

— Bom, esse aí deve ter menos falha mesmo. O tipo transformando livremente precisa de ajuste fino detalhado, não sendo pra iniciante. Nem pra quem faz, nem pra quem usa.

— Ah, aquela arma consegue virar gigante? O artefato do deus maligno tem esse tipo de habilidade.

— Virar gigante? Aa, isso é função de [Otimização], transformando conforme o físico de quem segura, na forma mais apropriada. Isso é característica do "recipiente", sem relação com o núcleo divino, então dá pra adicionar depois, comparativamente fácil.

Entendi. Aquilo não é característica do núcleo divino do artefato divino, e sim, característica do material da arma, é. De fato, além de virar gigante, também disparava relâmpago.

— Então, sobre o efeito especial que vai aplicar no artefato divino, seria [Anulação de Poder Divino], é?

— Sim. Isso, por favor.

[Anulação de Poder Divino]. Como o próprio nome diz, anula o poder divino do adversário. Ou seja, sela a habilidade proveniente de poder divino.

Usando esse artefato divino, dá pra impedir o teletransporte pelo artefato do deus maligno daquele homem de capacete de mergulho. Só que, pra isso, precisa atrair o adversário pro alcance centrado em mim mesmo.

— Mesmo assim… pensando bem, é estranho, hein.

— O que foi?

— Chamado apóstolo do deus maligno, mas tem artefato divino. E ainda, várias unidades.

— Eh? Bom, isso… porque o deus maligno fez, né? Sendo que só raça divina consegue fazer.

Que tá dizendo agora. Deus maligno gerado pelo Yura. E, absorvido por isso, dominando o deus maligno, aquele deus nínite deve ter gerado e deixado esses artefatos do deus maligno, né?

— Você, subordinado do deus do mundo, levando vários meses, finalmente conseguindo chegar até aqui pra fazer artefato divino. Deus subordinado mero comum consegue produzir tão facilmente assim em tão curto período de tempo?

— Sendo dito assim…

Aquilo que os apóstolos do deus maligno possuíam era artefato divino… acho. Ou não seria artefato divino? Falsificação de artefato divino? Mesmo assim, tava envolto em poder divino, no entanto…

— "Enquanto era deus subordinado, foi fazendo aos poucos vários deles"… esse tipo de coisa?

— Não acho que gente capaz desse tipo de esforço contínuo caísse até esse ponto assim.

Mugu. De fato, é isso mesmo. Aquele cara é tipo sem fazer esforço decente algum, jogando culpa pros outros quando conveniente, dizendo tipo "ainda não tô usando minha força de verdade". Não deve ser gente capaz de esforço contínuo tipo fazer artefato divino assim.

— Se for isso… de onde vem aquele artefato do deus maligno, afinal?

— Ou já existia artefato divino originalmente transformado, ou… talvez não seja artefato divino mesmo.

Como imaginei, é falsificação mesmo, é? Não, mesmo assim, o deus maligno original não deveria ser gente que fazia esforço contínuo mesmo. Sendo que o deus original não fez esforço nenhum, não deveria conseguir fazer nem sequer falsificação…

— O deus maligno criou várias armas envoltas em poder divino desse tipo, exemplo existe alguns. Espada sagrada maligna e afins. Mesmo assim, era só uma ou duas, não tantas assim.

Até agora, o marrom com faca de açougueiro e a roxa com lança destruídas pela Yakumo e a Furei. O azul com machadinha do homem de capacete de mergulho, e a vermelha com florete do homem de máscara de peste. E ainda, a alaranjada com maça da mulher de máscara de ferro que a Yakumo encontrou.

Pelo menos, cinco artefatos do deus maligno já foram feitos. De fato, é bastante mesmo.

— Isso, talvez seja…

O Kurafuto-san mostra comportamento levemente pensativo, mas, na hora, balança a cabeça, voltando o olhar pra mim.

— Bom, pensar não adianta nada. Então, falando sobre artefato divino de transformação, em quantas formas vai transformar? Ah, excluindo virar gigante, viu.

— Quantas formas, hein. Sendo dito isso…

— Normalmente, esse tipo de artefato divino de transformação tem propósito de qualquer um poder usar, ou de responder flexivelmente conforme a situação, mas, no teu caso, já tá decidido quem vai usar?

Usuário do artefato divino, é. Deixa eu ver… sendo que eu e a Yumina e o pessoal não podemos usar, afinal, não tem jeito além de confiar pra uma das crianças mesmo…

Aqui, como mais velho, seria a Yakumo? Se for a Yakumo, seria katana.

Não, sendo primeiro filho, herdeiro de Brunhild, o Kuon… se for o Kuon, que arma seria? Espada comum, talvez? Já usa a Silvā e afins.

Em termos de senso de combate, a Rinne também… se for essa criança, seria manopla, talvez?

Não, sendo que a Furei provavelmente diria "eu também quero usar!"… se for isso, as outras crianças também…

— Uuun…

Fico em dúvida sobre pra quem fazer, hein…

Originalmente, o motivo de pensar em fazer artefato divino de transformação era porque o outro lado usava artefato divino que muda de tamanho conforme o Kyukuropusu.

Achei que, se do nosso lado não tiver artefato divino capaz de mudar de tamanho, não conseguiríamos rivalizar.

Mas, segundo a história do Kurafuto-san, mudar de tamanho parece que dá pra conceder separadamente mesmo.

Se for isso, não necessariamente precisa ser arma de transformação também, dá pra dizer.

Dá pra dizer, mas…

Dar artefato divino apropriado só a uma das crianças, sinto que vai virar problema e tanto mesmo…

Como esperado, aqui, melhor fazer artefato divino apropriado a todo mundo mesmo. Se todos puderem usar, mais liberdade também, e ninguém fica excluído também.

Se for isso, seriam nove formas… bastante, hein. Já tarde demais mesmo.

— Artefato divino que transforma em nove formas. Boa ideia. Então, vamos fazer a preparação do "recipiente". Material, deve ser pedra de resposta divina mesmo.

Dizendo isso, o Kurafuto-san tira, de espaço vazio, pedra branca absoluta e achatada, tamanho de pedra de peso pra picles.

Pedra de resposta divina. Mineral especial usado também no nosso anel de casamento, capaz de possuir vários tipos de característica conforme o poder divino derramado nela.

Pensando bem, o design do nosso anel de casamento também foi feito pelo Kurafuto-san, deus da arte, se não me engano.

Recebendo a pedra de resposta divina entregue pelo Kurafuto-san, quando vou derramando poder divino, a pedra de resposta divina, que era branca absoluta, aos poucos, começa a ganhar brilho cor platina.

………

…Deixa eu ver… até quando preciso injetar isso, afinal? Demorado, hein. Ainda não?

— No máximo que conseguir. Isso fica mais harmonioso com teu poder divino, ficando mais poderoso, e isso não dá pra adicionar depois, sabe.

…Sério mesmo? Tecnicamente, não é difícil, mas "derrama ao máximo", isso… não só o núcleo divino, fazer o "recipiente" também é exaustivo, hein.

Entendo o sentimento dos outros deuses de não quererem fazer artefato divino… fazer um só pra uso pessoal já é suficiente mesmo, francamente…

Algumas horas depois, enquanto derramo quase todo meu poder divino, prestes a secar, o Kurafuto-san observa satisfeito a pedra de resposta divina.

— Umu. Esplêndido. Com isso, sobre o material, não deve ter problema. Resta a forma da arma que vira o "recipiente", como fica, hein? Se for isso, eu mesmo posso fazer, ou fazer você mesmo também é opção.

Ou seja, quer dizer que é como decidir o design da arma, né? Originalmente, seria melhor pedir pro Kurafuto-san, deus da arte, mas isso é coisa que vou entregar pras crianças. Como esperado, quero fazer até o fim com meu próprio poder.

Mesmo que o design fique feio, não muda a diferença de performance mesmo…

Exausto de poder divino roubado, mas, mesmo assim, decido isso no coração, mas agora não dá. Bom, a partir de amanhã. A partir de amanhã, entro na produção do artefato divino.

Mas ali, chega fala inesperada do Kurafuto-san voando em minha direção.

— Ah, sendo tantas formas de transformação, precisa da mesma quantidade de núcleo divino, então prepara mais oito, por favor.

— ……………….Ha?

Eh, o que tá falando, esse deus?

Só fazer um já foi tão difícil assim, e vai fazer mais oito!? Vai me matar!? Ogro, é? Deus, é? Ah sim, deus, né.

Mentira, isso…

— Con, se, gui, bai…

Sem saber por que saiu dialeto de lugar onde nunca fui, desabo caído no chão.

Desde aquilo, enganado pela fala sem fundamento nenhum do Kurafuto-san dizendo "já conseguiu fazer uma vez, então da próxima deve conseguir fazer mais fácil", meu vigor, disposição, e poder divino foram sugados até quase secar completamente na produção do núcleo divino.

Uma semana, viu. Fiquei confinado uma semana na casa do Kurafuto-san, sendo obrigado a fazer o tempo todo. Quero elogiar a mim mesmo por conseguir fazer oito núcleos divinos em sete dias!

Como diz o Kurafuto-san, talvez por já ter experiência de sucesso, os oito núcleos divinos adicionais consegui fazer todos sem falha nenhuma. Seria isso chamado "breakthrough"?

Mas, mesmo conseguindo fazer mais fácil que antes, não significa que não canso nem um pouco.

Ao contrário, justamente por já conhecer a meta, sinto que entendo o comprimento do caminho… sensação de já cansar antes mesmo de cansar… não entende o que digo? Eu também não entendo…

De qualquer forma, cansei… acho até que poderia dormir três dias seguidos sem parar…

Tipo de alternância não seria mais cansativo de fazer que tipo livre…?

Do outro lado, precisa só um núcleo divino, né? Aquilo seria mais fácil…

— Normalmente, no tipo de alternância, a forma de transformação costuma ser só duas ou três. Se for nove transformações, de fato, o tipo livre seria melhor. Mas isso, se o usuário for raça divina, viu. Se for manejado por humano, ainda acho melhor o tipo de alternância.

Observando bem de perto o núcleo divino concluído, o Kurafuto-san explica isso.

Uuun, as crianças, sendo semideuses, são metade raça divina, mas metade humana. Considerando que a carga sobre mim vira menos carga pra elas, esse cansaço, dá pra engolir de algum jeito.

E ainda, originalmente, artefato divino é coisa feita com muito mais tempo. Esse jeito de fazer correndo maratona a toda velocidade não é normal.

Se for pra fazer devagar, talvez o tipo de alternância seja mais confortável no geral, no fim das contas…

— Ou melhor, fazendo tanto núcleo divino assim, não seria mais fácil fazer logo nove artefatos divinos, mesmo?

— Gerar muitos artefatos divinos na superfície não é recomendado. Causa confusão na superfície, e, mais que tudo, quem precisa administrar esse artefato divino é você mesmo. Basicamente, artefato divino é imortal. Daqui em diante, pra sempre, a responsabilidade acompanha você. Melhor não carregar risco desnecessário.

Mugu. De fato. Se descuidado, artefato divino pode virar até berço de novo deus maligno. Quanto mais quantidade, mais alto fica esse risco. Pensando no depois, como esperado, artefato divino único é o melhor mesmo…

— Bom, se jogar dentro do depósito de tesouro do panteão, não teria mais preocupação de ser roubado, mas…

— Ali é aquilo, né? Aquele depósito de trecos inúteis dos deuses, onde, se jogar uma vez, leva mil anos pra buscar de novo?

— Bom, isso, deixando de lado.

Deixar de lado, é. Não existe deus que consiga administrar isso? Se conseguisse retirar artefato divino conforme o propósito, seria bem grato mesmo.

Mas, se falar isso, sinto que esse trabalho vai virar meu, então não coloco isso em palavras. Nem que fossem mil, dez mil anos, não aguentaria fazer organização de depósito assim, oras.

— O núcleo divino já reuniu a quantidade necessária. Resta só concluir o "recipiente", mas já decidiu os nove tipos que vai fazer?

— Mais ou menos. Só que tem um tipo com que tô em dúvida.

Katana pra Yakumo, manopla pra Rinne, cajado pra Eruna, espada pra Kuon, adaga pra Āshia, arma de fogo pra Kūn, até aqui, decidi facilmente.

Sobre o restante, Furei, Yoshino, Sutefu, mas…

A Furei, sendo tipo versátil, acho que consegue usar bem até lança e afins.

A Sutefu usa [Prison], e também usa tática de investida corpo a corpo, então, se for escudo, deve conseguir usar tipo carga com escudo avançando.

O problema é a Yoshino. Qual seria a arma mais apropriada pra Yoshino, afinal?

Essa criança, basicamente, não luta diretamente, mais tipo função de apoio. Arma apropriada… instrumento musical?

Tipo bater com a guitarra girando, algo assim? Não não, isso não é uso correto, não. Se usar instrumento desse jeito, a Yoshino ficaria triste.

Ah, mas, se não me engano, antigamente, vi em algum lugar coisa chamada machado-guitarra. Tipo mistura de machado e guitarra fundidos.

Vou pensar na arma da Yoshino nessa direção, será.

Mesmo dizendo que transforma em nove tipos de arma, não é que a Yakumo só possa usar katana, viu. Pode lutar com lança, também pode atirar com arma de fogo. No fim, depende de quem usa, afinal.

Só é capricho pessoal meu, querendo deixar cada uma das crianças usar a arma que domina bem. Basta usar a forma que quiser conforme a situação.

— Certo, então, vamos transformar a pedra de resposta divina em arma.

— A, sim…

Diante do Kurafuto-san dizendo isso com sorriso, sinto pensamento levemente melancólico sobre quanto tempo mais isso vai levar.


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