Capítulo 561 – A Conclusão do Artefato Divino, e a Máquina Do Mesmo Modelo
— No fim, virou esse formato mesmo pra arma da Yoshino, hein.
A Yae fala comigo observando a Yoshino segurando o artefato divino concluído.
O que a Yoshino tá segurando no pátio interno do castelo, resumindo, é arco.
Naturalmente, não é arco comum. Arco comum tem uma corda só, mas aquele arco tem várias cordas esticadas. É arco e também harpa, aquilo é chamado "arpa-arco".
Quando a Yoshino puxa uma das várias cordas esticadas, adotando postura de encaixar flecha, entre o arco e a corda, forma-se flecha de luz.
Disparando isso em direção ao céu, num instante, a flecha de luz desaparece rumo ao azul infinito.
Flecha de poder divino, é. Se receber isso, até o apóstolo do deus maligno não deve sair ileso. Só que a Yoshino nunca usou arco e flecha, então fico levemente ansioso com a precisão… vou pedir pra irmã Karina ensinar.
A Yoshino, dessa vez, dedilha, "pin", uma das cordas com o dedo, e o som puro ecoa ao redor.
Tocando o timbre de harpa, manejando isso, a Yoshino começa a tocar música.
Opa? Essa música é…
Aquela música de RPG que a Yoshino regeu no concerto dias atrás. É a abertura da outra obra de RPG que dizem formar dupla contrastante com aquele jogo.
O quê? O eu do futuro só deixava a Yoshino ouvir música de jogo, é?
Feito o título desse jogo, com significado "Última Fantasia", melodia bonita e fantástica, fluida, é derramada do pátio interno.
— Mais que artefato divino, vendo mais como instrumento musical mesmo, isso.
— Bom, sendo que tem certo efeito até como instrumento musical, não sendo problema, então não é problema…
Diante do Kuon soltando fala levemente resignada, respondo isso enquanto corto levemente a ponta do próprio dedo com a faca segurada.
Deixando fio de sangue vermelho tipo pelo, o ferimento fecha na hora. Isso é efeito de recuperação, é.
Esse efeito de recuperação não deve ser característica do artefato divino, e sim, obra da magia de performance da Yoshino mesmo.
Vejo isso sendo amplificado pelo poder do artefato divino. Efeito colateral inesperado, mas isso é grato mesmo.
— Só a irmã Yoshino é injusto! Eu também!
Talvez incapaz de aguentar mais vendo a Yoshino continuar tocando harpa, a Rinne avança de repente.
— Mou, tava tocando com tanto gosto.
Reclamando isso, "butsubutsu", a Yoshino solta a mão da arpa-arco.
Então, num instante, o artefato divino que tava em formato de arco se transforma em esfera do tamanho de bola de beisebol.
Esfera metálica envolta em luz cor platina. Isso mesmo é o corpo principal do artefato divino que fiz.
A Yoshino lança suavemente essa esfera em direção à Rinne. A esfera voando suavemente em direção à Rinne começa a girar devagar ao redor dela, feito satélite.
Esse estado é o modo defesa do artefato divino. Derruba flecha, bala, qualquer projétil, protegendo o dono.
Ou seja, quer dizer que reaproveitei o equipamento do meu Reginreivu.
— Certo! [Armamento do Artefato Divino]!
Quando a Rinne cruza grande os braços diante de si, o artefato divino que era esfera platina se desfaz feito seda macia, envolvendo os dois braços da Rinne.
Num piscar de olhos, envolvendo do dedo da Rinne até o cotovelo, o artefato divino, eventualmente, toma forma de manopla rígida.
— Papai! Coloca aí algo pra quebrar!
— Quebrar, isso, oras…
Precisa colocar já pensando em quebrar mesmo? O que teve, hein…
Sendo trabalhoso, tiro do [Storage] fragmento grande, tamanho de carro pequeno, de Phrase de espécie superior, "don", colocando no pátio interno.
Fazendo mana fluir, aumentando a dureza. Deixando isso duro igual armadura de Frame Gear, aplico [Prison] ao redor por precaução, pra não espalhar fragmento. Como esperado, não deve chegar a esse ponto, mas.
— Vamos lá! [Gravity]!
Golpe intenso, com peso da manopla aumentado no momento do impacto, especialidade da Rinne, explode no fragmento da Phrase.
No instante, junto com som puro e bonito, o fragmento da Phrase se estilhaça em pedaços.
Ei, estilhaçou mesmo, hein… que bom ter aplicado [Prison]…
Esse artefato divino em si não tem característica de aumentar capacidade física, ou aumentar poder destrutivo.
Pensando assim, deve ser característica da pedra de resposta divina usada como material mesmo, mas…
Sendo pedra mineral divina que vários deuses usam como material de artefato divino, não seria estranho ter efeito de amplificar poder divino, mas…
Sendo a Rinne semideus, esse poder desse nível. Algum dia, talvez seja bom fazer artefato divino exclusivo pra mim mesmo. Bom, na superfície, não posso usar, no entanto.
— Incrível! Papai, tira mais um!
— Irmã Rinne, injusto──! Próximo é vez da Sutefu──!
A mesma fala que a Rinne disparou agora há pouco, dessa vez, a Sutefu dispara.
Talvez a Rinne, livre e caprichosa, seja fraca só contra a única irmã mais nova, reclamando, "butsubutsu", entrega o artefato divino pra Sutefu.
— [Jingi Buso]!
A Sutefu segura a esfera voltando à forma de bola, e, quando estende a mão direita, dessa vez, forma-se escudo grande, mesmo tamanho da altura da Sutefu.
Escudo brilhando cor platina, com brasão de donzela guerreira desenhado. Sendo que a pedra de resposta divina ajusta ao peso apropriado pra quem segura, não deve virar carga pra Sutefu.
Provisoriamente, é escudo grande, mas o tamanho tá ajustado à Sutefu, sendo levemente tamanho miniatura, mas isso é charme mesmo.
— Papai! Aquela coisa de agora há pouco, coloca de novo, por favor!
— No fim, precisa colocar mesmo…
Solto suspiro, tirando de novo do [Storage] fragmento de Phrase superior.
— Fumu, performance especialmente, sem problema, é.
Como resultado de fazer verificação geral do artefato divino, não encontrei defeito fatal.
O [Anulação de Poder Divino], característica desse artefato divino em si, também tá ativando sem problema.
Ao redor desse artefato divino, não dá pra usar poder divino. Eu mesmo testei, e, sem dúvida, [Search] com poder divino embutido não ativou.
Segundo a história do Kurafuto-san, deus da arte, habilidade de bloquear poder divino é relativamente comum entre artefatos divinos.
Seria tipo [Silence] em termos de magia, será. Atrapalhar o adversário é uma das estratégias básicas.
O que foi levemente inesperado é que o alcance desse [Anulação de Poder Divino] difere conforme cada uma das nove formas.
Falando de forma fácil de entender, arma corpo a corpo direta anula em alcance pequeno. Em formato de katana, espada, adaga, é uns cinco metros centrado no artefato divino, alcance pequeno.
Ao contrário, com arma de fogo ou arpa-arco, estende até uns cinquenta metros. Só que, quanto mais amplia o alcance, mais fraco fica o efeito nas bordas.
Pra selar completamente o poder divino do adversário, precisa se aproximar até distância que consiga combater corpo a corpo.
E, quando ativa [Anulação de Poder Divino], naturalmente, também fica impossível usar nosso próprio poder divino.
As crianças, sendo semideuses, desde o nascimento, já usam levemente poder divino no cotidiano. Justamente por isso é que têm essa capacidade física.
Por isso, enquanto [Anulação de Poder Divino] tá ativo, a capacidade física cai até certo ponto. Bom, isso é igual pro outro lado também, mas…
Provisoriamente, o liga-desliga é livre, então, usando bem, acho que não vira tanto entrave assim, mas… também existe caso de ser pego de surpresa, então melhor manter sempre anulado por segurança.
Só a Furei e a Eruna conseguem usar [Power Rise] e [Boost], então acho que a capacidade física delas não cai tanto assim.
Mas, se a Furei ainda tá bem, a Eruna não é tipo que vai à frente pra lutar, afinal…
Como esperado, quero que a Yakumo, a Furei, ou o Kuon derrotem aquele homem de capacete de mergulho, eliminando o meio de fuga dele, depois derrotando um por um os apóstolos do deus maligno.
Usando o [Anulação de Poder Divino] do artefato divino, deve conseguir romper até a barreira do deus maligno aplicada na "Arca".
Mas, hein… invadir lá dentro, encontrar imediatamente o homem de capacete de mergulho, aproximar, [Anulação de Poder Divino], abater com artefato divino… isso seria guerra relâmpago bem exigente.
Se o homem de capacete de mergulho estiver sozinho, tudo bem, mas, se pular em lugar onde os companheiros estão reunidos, talvez fique perigoso pro nosso lado.
Por ora, vou até onde tá o Doutor, perguntar em que situação tá a "Arca" agora.
Chegando a essa conclusão, teletransporto com [Gate] até Babylon.
Entrando no "Laboratório" de Babylon, como sempre, o Doutor tava com cara difícil, encarando o monitor instalado na parede.
— Teve algum progresso?
— Teve, ou melhor… bom, dá uma olhada nisso.
Quando o Doutor opera o pequeno controle remoto na mão, a tela muda de repente.
Isso é… a "Arca" tá se movendo, é?
A região marinha onde tava a "Arca" fica sudoeste do continente onde antigamente ficava o País Mágico Aizengarudo. Tava escondida na fossa marinha abaixo do fundo do mar, no extremo oeste do mundo, mas essa "Arca" agora tá se movendo devagar.
— Tá indo em direção a Aizengarudo?
— Nessa direção, deve ser. Vai atacar de novo porto, ou…
Aizengarudo, com descontrole do Rei Mágico, seguido de aparição do deus maligno, e surto da Doença da Flor Dourada, sofreu vários desastres, ficando bem devastado.
Mesmo assim, ainda tem bastante gente vivendo lá. Desde o colapso de Aizengarudo, nem novo país nem governo se estabeleceram, mas existem em nível de cidade-estado cada uma.
E, no caso desse tipo de cidade-estado, cidade litorânea costuma se desenvolver mais fácil que centro do continente.
Sendo Aizengarudo país industrial, tem muito artesão com essa tecnologia, então, mesmo com o país destruído, ainda existe comércio de outros países.
País vizinho tá abençoado com grandes países interessados em negociar, tipo Reino de Sutorein, Império de Garudio, Reino Militar de Rāze.
Por sorte(?), com o caminho terrestre completamente cortado pela grande catástrofe, Aizengarudo não sofre invasão direta.
E ainda, com problema de Doença da Flor Dourada, alastramento de bandido e salteador, refugiado de cidade devastada, os países vizinhos não acham tanto atrativo assim nessa terra, sem enxergar valor de invadir, então só continua o comércio entre cidades mesmo.
Mas quem recebe esse benefício é só a região nordeste, virada pra grandes países. A cidade litorânea do sudoeste não se desenvolveu tanto assim.
Se a "Arca" continuar avançando reto dessa forma até Aizengarudo, seria essa cidade litorânea do sudoeste atacada.
Sendo grato não ter grande cidade portuária costeira ali, mas, pra cidade atacada, não deve ser piada, francamente.
— Nn? Parou. O que tá fazendo, afinal?
O Doutor bate no console, trocando a imagem do monitor.
A "Arca" no fundo do mar é exibida pelo dispositivo de visão noturna da esfera exploradora, mas a poeira flutuando na água tá intensa demais, dificultando ver bem.
O quê? Tá escavando buraco?
— Hahaa. Tá escavando recurso do fundo do mar, é.
— Recurso do fundo do mar? Ah, quer dizer que tá usando isso pra produzir em massa ainda mais Kyukuropusu?
— Provavelmente.
A "Arca" é tipo submarino equipado com "Oficina" pro nosso lado, afinal… produção em massa de Kyukuropusu não é bom nem um pouco, mas, nessa situação, não posso interferir.
No instante que interferir, se fugirem com teletransporte, tendo finalmente encontrado, voltaria à estaca zero.
— Espera aí? Escavando significa que tão absorvendo o minério escavado, né? …Fumu, aproveitando essa poeira, vamos tentar aproximar da "Arca". Talvez consiga infiltrar lá dentro.
— Eh? Tá tudo bem mesmo, isso?
— Bom, deixa comigo.
Operando o console, o Doutor aproxima da "Arca" uma das esferas exploradoras vigiando, tamanho de bola de pingue-pongue.
Parece que, na parte frontal do casco, escava o fundo do mar, e, no meio, absorvendo, seleciona só o minério com componente necessário, expelindo pela parte traseira terra e areia restante.
A esfera exploradora sendo feita de mitrilo, se for absorvida, deve ser recuperada, mas… será que tá tudo bem mesmo? Não vai cair dentro de algo tipo forno de fundição, derretendo?
— Se for isso, bom, do outro lado, deve ser percebido só como bloco de mitrilo obtido… opa, foi recuperado direitinho.
Enquanto observo a tela, sacudida ao ponto de dar enjoo, "shake", eventualmente, junto com montanha de minério estilhaçado, parece ter sido movido pra lugar desconhecido.
— Não deveria a "Arca" ter barreira aplicada? Consegue operar a esfera exploradora lá dentro?
— Fazendo retransmissão através de outra esfera exploradora fora, conectando mana existente dentro d'água e no ar, controlando. Conexão fina, mas, pelo menos, durante a escavação, deve tá tudo bem. A propósito, se isso cortar, tá configurado pra autodestruir. Não deixo vestígio nenhum.
"Fufufu…", o Doutor mostra sorriso suspeito. Não não, autodestruir, que isso…
A esfera exploradora transportada pra algum lugar, parece ter sido colocada junto com o minério escavado em algo tipo esteira transportadora. Nesse timing, o Doutor faz a esfera exploradora escapar voando pelo ar, saindo da esteira transportadora.
O interior da "Arca", visto pela primeira vez, é geralmente escuro, difícil de ver bem. Também dá pra ligar a luz da esfera exploradora, mas, como esperado, isso teria risco de ser descoberto, então decidiu não fazer.
Parece que aqui é lugar tipo armazém pra guardar minério.
Na parede, tem algumas escotilhas parecendo conectadas a corredor de algum lugar, mas, com esfera exploradora pequena, não dá pra abrir.
— Olha, tem algo tipo entrada de ventilação. Vamos sair pro corredor por ali.
Aproximando-se de algo tipo entrada de ventilação na parte superior da porta, com algo tipo laser disparado da esfera exploradora, recorta pequeno a parte da tampa tipo fenda, infiltrando o corpo principal.
— Esse tipo de entrada de ventilação, basicamente, deveria estar conectada a todo quarto… mas, se não me apressar, a escavação vai terminar.
A esfera exploradora voa sem som pela entrada de ventilação estreita. A imagem que chega dali parece exatamente como avançando por corredor de masmorra.
O interior é só uns vinte centímetros por lado, sem nada além disso. Dentro dessa entrada de ventilação estreita, com vários ramais, a esfera exploradora avança devagar.
— Vem som de algo dessa direção, hein. Vamos ver.
A esfera exploradora, flutuando no ar sem som, vira a esquina. Por um instante, entra ruído na imagem, e a esfera exploradora cai. Mas logo se ergue de novo, começando a avançar.
— Mugu. Já deve estar prestes a cortar a retransmissão. Antes disso, algo útil… opa?
O caminho onde a esfera exploradora avança tá claro. Parece ter entrada de ventilação conectada a um quarto no lado direito do duto.
Espiando o quarto pela brecha da tampa com várias fendas ao lado, ali, tava alinhada quantidade absurda de Kyukuropusu.
Será que distorceu parcialmente o espaço, tornando maior? Parece claramente maior que o casco do navio. Paisagem parecida com o "Hangar" de Babylon se estendia ali.
— Produziram bastante mesmo em massa, hein…
— Também tem corpo nunca visto até agora. Novo modelo, será? Quer dizer que não éramos só nós desenvolvendo tecnologia?
O Doutor solta suspiro, sem parecer interessado.
Uuun, será que dá pra colocar algo tipo bomba, de algum jeito, hein. Se conseguisse destruir agora o que tá aqui, seria bem grato mesmo. Esse autodestruir da esfera exploradora não dá pra estourar tudo aqui?
Quando comento isso pro Doutor, dizem que o autodestruir da esfera exploradora é pra desaparecer sem deixar vestígio, usando implosão de magia espaço-temporal, sendo impossível estourar tudo. Que pena.
— Nu? Aquilo é…
O Doutor se inclina pra frente diante da tela com ângulo mudado. Eu também, puxado por isso, direciono o olhar pro local na tela, e reconheço pessoa já vista antes.
Homem de casaco preto com máscara de peste. É o "apóstolo do deus maligno" presente quando a "Arca" foi roubada (bom, também não é que fosse nossa, mas).
O homem de máscara de peste tá operando algo no console em cima da mesa perto da parede.
Ao lado desse console, tá fixado num tipo de funil grande, cristal vermelho tamanho de bola de exercício, e, embaixo dele, tá acumulado transbordante algo tipo líquido vermelho turvo dentro de recipiente grande.
Grande cristal vermelho no topo. Eu tinha visto esse cristal antes.
Aquilo não seria a pedra mágica artificial que vi no leilão do País Mágico Ferusen, junto com a Furei? Por que aquilo tá aqui, afinal?
— Nu?
Será impressão minha, hein? Parte daquele líquido pareceu distorcer levemente… não, não é impressão minha. Esse líquido repete movimento sinistro tipo peristáltico. O jeito de ondular, "gunyari", tipo objeto mole, transmite atmosfera sinistra.
— Não pode ser… aquilo é Gluttony Slime?
— Gluttony Slime?
Sem perceber, pergunto de volta diante da fala do Doutor observando a imagem. Nome de slime nunca ouvido antes.
— Gluttony Slime é slime criado artificialmente na era mágica antiga. Absorve qualquer coisa como nutriente, crescendo sem limite. Originalmente, foi criado com objetivo de processar resíduo perigoso, mas fracassou na domesticação, descontrolou, aumentou de tamanho, engolindo até o pequeno país que o desenvolveu. Exército aliado dos países vizinhos, de algum jeito, selou dentro de cristal mágico de água, sendo descartado, ouvi dizer, mas…
Selado? Não pode ser, será que aquela pedra mágica artificial tava com aquele slime antigo aprisionado dentro?
O que eles estão tentando fazer, usando esse tipo de coisa, afinal… só tenho presságio ruim.
— Nn? Alguém entrou, hein?
Diante da voz do Doutor, ergo a cabeça pensativa, e, pela escotilha na parede, alguém tava entrando no hangar.
Nós, vendo quem entrou, ficamos congelados sem perceber.
— Nã…!?
— Isso é… como assim, afinal…?
Quem entrou não era humano. Boneco mecânico, golem. E ainda, forma completamente idêntica à máquina que costumamos ver no cotidiano.
"Coroa" "Dourado", Serafim Dourado. Golem tendo a Sutefu como dono presente dentro do quartel general inimigo, "Arca". O que significa isso, afinal?
— Busca. "Coroa" "Dourado", Gōrudo.
『Buscando. …Busca terminada. É uma unidade』
Quando busco o Gōrudo no smartphone, um pino cai dentro do castelo de Brunhild. O daí dentro da "Arca" deve estar bloqueado pela barreira.
— O Gōrudo tá no castelo, viu. Quer dizer que quem é esse aí, afinal?
— Máquina do mesmo modelo, é? Ouvi que a "Coroa" o Kuromu Ranshesu só fez uma unidade de cada tipo… a "Coroa" "Dourado" existe duas unidades?
Sendo que possuem a "Arca", já achava que devesse existir "Coroa" do lado deles também, mas achava que fosse máquina ainda não descoberta. Nunca imaginei que fosse máquina do mesmo modelo.
O homem de máscara de peste, percebendo a "Coroa" "Dourado", fala algo com ela, mas, dentro da entrada de ventilação, é longe demais, não dando pra ouvir claramente o conteúdo da fala.
— Aquele homem de máscara de peste é o contratante da "Coroa" "Dourado"?
— Não sei… originalmente, a situação em que a Sutefu encontrou o Gōrudo também, ela disse que caiu de buraco no céu. Se aquilo for distorção espaço-temporal, o Gōrudo e essa "Coroa" "Dourado" do mesmo modelo, duas unidades, talvez tenham sido transferidas do mundo do passado.
Aquela "Coroa" "Dourado" e o Gōrudo, existe possibilidade de terem voado do passado pro futuro através da distorção do Terremoto Dimensional, é?
— O que é isso? O slime tá…
O objeto vermelho parecendo slime dentro do recipiente repete movimento peristáltico intenso. Enquanto observamos fixamente a tela, o que será que vai acontecer, feito zombando de nós, entra na imagem ruído tipo tempestade de areia, e, eventualmente, junto com som seco, "butsu!", a tela apaga completamente, ficando escura.
— Ah, mou! Acabou o tempo, é!
Quando o Doutor exibe a imagem de outra esfera exploradora, a "Arca" tava justamente terminando a escavação, começando a se mover de novo pelo fundo do mar.
A esfera exploradora infiltrada, dentro da entrada de ventilação, deve ter autodestruído por implosão, virando pó, desaparecendo.
— Bom, teve bastante descoberta. Kyukuropusu de novo modelo, Gluttony Slime, e mais uma "Coroa" "Dourado". Cada uma delas com presságio incômodo, hein.
Realmente mesmo.
Mas o que será que tão pretendendo fazer com aquele slime, afinal. É slime assustador que já destruiu um país antes. Melhor pensar em alguma contramedida também, talvez.
Nossas esposas odeiam slime, afinal… talvez precise de contramedida pra esse lado também…