Capítulo 562 – A Exploração no País de Gelo, e o Cristal Roxo
『Se foi feita máquina do mesmo modelo que eu, é desconhecido. Portanto, impossível responder』
Capturando o Gōrudo, "Coroa" "Dourado" presente no castelo com a Sutefu, questiono sobre aquela máquina do mesmo modelo, mas, no fim, a resposta foi "não sei".
— Bom, o Gōrudo teve a memória de antes de ativar apagada, afinal. Já tinha essa sensação mesmo.
Ouvindo isso, o Doutor, sem parecer especialmente desanimado, só aceita o fato.
Golem, especialmente máquina antiga, na hora de reiniciar, consegue escolher se apaga ou não o registro de experiência.
Isso vem acompanhado de conhecimento e memória também, então, normalmente, parece que não costumam apagar.
Porque, se apagar, precisa aprender tudo de novo desde o início. Técnica de combate, habilidade interpessoal, conhecimento adquirido, tudo desaparece.
Se ficar parado por tempo excessivamente longo, é resetado à força, mas, se o registro de experiência restar, não tem motivo pra não deixar restar, digamos assim.
O Gōrudo, atravessando o tempo até a era atual, tava em estado de parada temporária, então o registro de experiência dele devia estar preservado, mas, parece que, na hora da ativação pela Sutefu, tudo foi apagado.
Conhecimento precioso de cinco mil anos atrás, tudo perdido com isso. Mesmo assim, parece que informação básica (tipo especificação da própria pessoa) restou.
Por isso, faz sentido só responder "não sei" mesmo, quando perguntado se existia máquina do mesmo modelo.
— O lado da Silvā não ouviu nada sobre máquina do mesmo modelo do Gōrudo?
O Kuon, ao lado da Sutefu sentada no sofá, lança essa pergunta pra "Coroa" "Prata" na mão dele.
『Nunca ouvi isso, não. Afinal, aquele maldito do Kuromu, depois de fazer uma vez, já perde o interesse. Não é do tipo que faz de novo a mesma coisa, aquele cara. Não, se fosse pra dizer que dois corpos formam uma obra só desde o início, aí talvez tivesse possibilidade…』
Uuun, o "Coroa" "Dourado" é máquina gêmea, é? Ou será que um dos dois é cópia, sem ser "Coroa" mesmo? Não entendo.
O que sei é que do outro lado também existe máquina parecida com a "Coroa" "Dourada".
E ainda, provavelmente, deve ser máquina que não perdeu o registro de experiência.
Essa máquina talvez tenha, até certo ponto, o conhecimento do Kuromu Ranshesu. Espero que não vire coisa incômoda…
A Silvā também é máquina que não teve o registro de experiência apagado, no entanto.
No caso dela, parece que ficou praticamente presa dentro do laboratório do Kuromu Ranshesu.
E ainda, sendo também criatura mágica, no início da criação, parece que ainda não tinha ego, sendo memória vaga.
Mesmo assim, tem algumas coisas que lembra, como o Kuromu pesquisar método de usar habilidade de Coroa da "Preta" e da "Branca" sem usar [Compensação], e, como auxílio disso, ter feito a "Dourada" e a "Prata".
『No meu caso, provavelmente, deve ser pesquisa relacionada a brotamento de ego pela fusão de golem com criatura mágica, sabe, é isso que eu acho』
— Bom, de fato, comparado às outras Coroa, você tem sensação mais humana mesmo, mas…
『Né? Assim parecendo, na verdade, sou incrível, sabe.』
Mesmo sendo personalidade simulada, acho que isso é coisa incrível mesmo. Nem outro golem consegue chegar a esse ponto, exceto tipo humanoide especial. Isso é prova de capacidade de aprendizado alta.
— Bom, eu já criei forma de vida artificial superior a isso, no entanto. Sheska, traz mais chá, por favor.
— Esse jeito de ser infantil do Doutor, não deixo de gostar, não. De qualquer forma, sou forma de vida artificial superior a você.
『Gunuu!』
Fazendo pressão contra a Silvā, a Sheska, vestida de empregada, enche de chá a xícara vazia do Doutor.
Vocês aí, francamente…
Mesmo assim, de fato, como forma de vida artificial, a Sheska e o pessoal, Números de Babylon (incluindo o próprio Doutor, mesmo corpo), são muito mais avançados.
Não tem habilidade de golem específica, mas a capacidade de aprendizado ultrapassa muito além de humano comum.
— No fim, continua sem saber quem era aquele presente na "Arca".
Como imaginei, deve ser normal pensar que é máquina do mesmo modelo mesmo. Existe possibilidade de um ser falho, refeito depois… esse tipo de coisa, mas, se pensar até esse ponto, não tem fim.
— Resta a contramedida pro tal Gluttony Slime, hein. Tem algo?
— Aprisionar com o [Prison] do Tōya-kun e teletransportar pra dentro de cratera de vulcão, não morreria?
— Mas tem slime capaz de viver tranquilamente até em zona vulcânica, né?
Tipo Red Slime, Flame Slime. Se não me engano, também tinha um chamado Magma Slime. Vive dentro da lava.
Se tiver característica parecida com esses, não seria em vão?
— Se for isso, mantendo dentro do [Prison], reduz de tamanho, esmagando até morrer.
Bom, isso deve ser o mais simples mesmo. [Prison] consegue reduzir junto o objeto aprisionado dentro, e também consegue comprimir e esmagar mantendo o formato do que foi aprisionado.
Sendo slime, deve ter "núcleo" em algum lugar. Só esmagar isso junto com [Prison] resolve.
— Então, no fim, vai embarcar na "Arca"?
— Precisa fazer algo com aquele especialista em teletransporte de capacete de mergulho, senão existe possibilidade de fugir de novo. Primeiro, preciso selar o artefato dele com o nosso artefato divino, mas…
O alcance de efeito do artefato divino que fiz é, no máximo, uns cinquenta metros de raio. Nem de longe cobriria a "Arca" inteira. Ou seja, quer dizer que precisa entrar lá dentro, aproximar até perto do homem de capacete de mergulho…
— Como esperado, vai ser operação de infiltração?
— Vira isso mesmo, hein…
Operação de infiltração, mas, como entrar, afinal. Não pode ser que vou entrar junto com recurso subterrâneo sendo escavado, igual esfera exploradora dias atrás…
Se aquele homem de capacete de mergulho saísse sozinho tranquilamente, seria fácil resolver.
Usando [Teletransporte Dimensional] com poder divino, atravessando a barreira, infiltrando na "Arca", até esse ponto seria seguro? Não é que esteja influenciando diretamente a superfície com poder divino, afinal.
— De qualquer forma, ainda leva um pouco de tempo pro ajuste da máquina exclusiva da Yumina e o pessoal e do teu Reginreivu. Por enquanto, vamos manter só a "Arca" em vigilância.
Isso mesmo. Vamos deixar isso pra depois até terminar. Se acontecer algo do outro lado, preciso agir na hora, então não posso relaxar, mas.
Enquanto penso isso, chega chamada no smartphone no bolso.
Nn? De Sua Majestade o Rei Furosuto, de Zādonia? Raro, hein.
— Sim, alô
『Aa, Príncipe-Rei. Apareceu de novo aquele tipo parecido com Phrase de que falei antes.』
— Eh?
Tipo parecido com Phrase, é… aquele tal caracol de gelo, é?
Mas aquilo era monstro de gelo chamado "Kōrudo Suneiru"…
『Dessa vez, parece que era criatura em forma de cavalo. Mas, diferente de corpo transparente tipo gelo, era levemente arroxeado…』
— Phrase… roxa?
Como assim, afinal? Se fosse dourada, ainda entenderia. Espécie mutante era assim. Mas, com o deus maligno desaparecido, espécie mutante deveria ter virado cor tipo cinza-pedra. Nem cinza, nem transparente, nem dourada, roxa? Isso seria Phrase mesmo?
Segundo a história de Sua Majestade o Rei de Zādonia, quem avistou parece ser morador de vila perto de onde apareceu aquele tal Kōrudo Suneiru.
Dentro de montanha próxima, viu esse cavalo roxo lutando contra fera mágica urso de quatro braços.
O cavalo roxo, com lâmina afiada estendida da cabeça, perfurou o peito do urso de quatro braços, derrotando, e, sem nem olhar pra ele, seguiu embora.
Estender lâmina da cabeça é bem parecido com Phrase mesmo…
— Busca. Phrase roxa.
『Buscando… zero resultado』
Como imaginei, não dá pra buscar. Não é Phrase? Não, se a aparência parecer com isso, deveria reagir.
Se for isso, será que possui algo tipo talismã capaz de bloquear magia de busca, ou habilidade parecida?
Nesse ponto, já não seria Phrase, mas… fico curioso, francamente.
— Apareceu tal de Phrase, é?
Terminando a chamada com Sua Majestade o Rei de Zādonia, o Kuon pergunta.
— Não sei. Pra confirmar isso, vou até Zādonia rapidamente.
— Se for isso, posso ir junto? Quero ver essa tal Phrase também.
O Kuon, raramente, propõe isso.
Ah, é isso, antes das crianças nascerem, as Phrase já tinham desaparecido, então nunca viu, é.
A Meru e o pessoal, espécie dominante, vê frequentemente, hein.
Bom, não tenho motivo pra recusar, mas…
— Só o irmão é injusto! A Sutefu também vai!
Talvez achando que o irmão Kuon fosse sair pra brincar, a Sutefu começa a fazer birra, dizendo pra levar ela também.
— Não pode.
— Por quê!?
— A Sutefu não prometeu que ia estudar com a mãe Sū depois disso? Quebrar promessa é…
— Coisa má…
Fazendo cara amarrada, "muu", a Sutefu geme. Ooh… o Kuon fazendo papel de irmão mais velho… levemente comovido.
— Vou tirar foto ao menos. Fica de boa comportada esperando em casa, tá bem?
— Entendi…
O Kuon acaricia sorrindo a cabeça da Sutefu ainda levemente emburrada.
Sinto levemente… realmente só levemente… inveja do Kuon.
Eu também tenho irmã mais nova. Mesmo separado através de mundos, não consigo encontrar, mas será que tá bem, hein. Desculpa por ser irmão mais velho incapaz, sem conseguir fazer nada, Fuyuka.
Algum dia, chegará o momento de apresentar os pais e a irmã à Yumina e o pessoal, e ao Kuon e às outras crianças?
Se conseguir dominar bem [Teletransporte Dimensional], parece que consigo ir sozinho até a Terra também, mas, no meu caso, no máximo, consigo ir até outros mundos próximos deste mundo.
Preciso me esforçar mais mesmo…
— Então, pai, vamos?
— …Nn
Com a Silvā pendurada na cintura, o Kuon vem até aqui.
Levemente pensativo na família que tá na Terra, abro [Gate] rumo ao País de Gelo Zādonia.
— Uwa, frio…!
Essa foi a primeira fala do Kuon atravessando o [Gate].
Bom, faz sentido mesmo, com roupa tão leve assim vindo pra país de gelo desse tipo.
Eu, vestindo casaco com função de resistência ao frio também, tô bem.
— [Calor venha, muralha de calor, Wōmingu]
Disparo em direção ao Kuon magia de calor. Com isso, deve conseguir se proteger do frio.
O local onde conectei [Gate] é dentro da floresta de Zādonia onde o cavalo transparente roxo apareceu. O céu tá nublado, cor cinza-fosco, mas não tá nevando.
Certo, como buscar adversário que nem [Search] funciona, afinal.
— Mesmo não funcionando [Search] naquele cavalo roxo, não daria pra buscar a pegada que esse cavalo deixou por onde passou?
O Kuon, observando a pegada deixada na própria neve, propõe isso.
Não é ruim. Só que fico em dúvida se, só com pegada deixada nessa neve, eu conseguiria julgar se é pegada de cavalo ou de veado. E ainda, não é garantido que a pegada de Phrase teria formato de cavalo.
— "Cadáver de animal de forma não natural", será que consigo buscar isso?
— Com todo respeito, mas, dentro dessa floresta assim, se tiver cadáver fresco de animal, num piscar de olhos, não viraria comida de lobo e afins…?
Mugu… de fato. Inverno de montanha (mesmo que Zādonia seja sempre inverno) tem pouca presa. Deve ser difícil sobreviver nesse tipo de ambiente. Se tiver presa, sinto que seria devorada num instante mesmo.
『Afinal, por que, afinal, esse cavalo roxo lutou contra o urso, hein? Sem comer alimento algum』
Diante dessa dúvida disparada pela Silvā, eu e o Kuon nos entreolhamos meio pensativos.
Segundo a história de Sua Majestade o Rei de Zādonia, o cavalo roxo que derrotou o urso de quatro braços seguiu embora sem nem olhar pra ele. Ou seja, quer dizer que não era objetivo de comida.
Leão selvagem e afins, dizem que, se não tiver fome, mesmo passando presa diante dos olhos, não avança pra atacar.
Sem estar com fome nenhuma, o cavalo roxo lutava contra o urso. Bom, se fosse Phrase, naturalmente, não sentiria fome, então não comer seria natural mesmo, dá pra dizer.
O objetivo das Phrase era buscar "núcleo" do "rei" escondido entre humanos e demi-humanos. Por isso, mesmo sem necessidade de comer humano, atacava.
『Ou seja, quer dizer que o cavalo tinha motivo pra lutar contra o urso, né? Motivo de o urso ser incômodo, querendo que desaparecesse』
Querendo que desaparecesse…? Ou seja, quer dizer que queria eliminar?
Considerava o urso perigoso? Por quê, hein? Não pode ser, será que o urso matou pai ou mãe dele. Não, também não é impossível, mas… será que teria esse tipo de sentimento, hein.
— Protegendo algo de fera feroz tipo urso…? Filho, talvez, será?
Diante da fala do Kuon, "ooh, entendi!", assinto uma vez, mas, "entendi…?", inclino a cabeça.
Filho das Phrase…? Se não me engano, Phrase vira indivíduo através de evolução cristalina a partir do núcleo, então não deveria ter período de infância, né?
Ouço que até a espécie dominante era assim. Dizem que nasce de repente já como adulto. A única exceção é só a Arisu, filha do Ende e da Meru.
『De qualquer forma, se esse cavalo tá caçando fera feroz e afins, deve existir lugar onde eles são poucos, ou nenhum, né』
— É isso mesmo! Você, esperto, hein…!
Rindo alto, "wahaha", com voz alta, na cintura do Kuon, a Silvā. Ouvindo isso, o Kuon mostra rosto meio incomodado.
— Busca de fera feroz e fera mágica desta região ao redor.
『Buscando… busca concluída』
No mapa flutuando no ar de repente, "papapapapapa!", pontos vermelhos vão sendo exibidos. Tem bastante, hein…
Os pontos exibidos ao redor tão espalhados de forma geral, mas tinha um único lugar, tipo zona vazia, sem nada exibido. Opa, é aqui, hein?
— Levemente perto, hein. Certo, vamos ver. [Teleport]
Abraçando o ombro do Kuon, teletransportamos juntos com [Teleport] até esse local.
Num instante, a paisagem muda, e ficamos de pé dentro de floresta densa de coníferas.
— De fato, não vejo tipo fera feroz, fera mágica…
Da profundeza da floresta, tem atmosfera tipo urso prestes a sair, "gasa", mas.
Nesse momento, ouço som cortando o vento, "hyu!", e, reflexivamente, desembainho a Buryunhirude da cintura, repelindo o que vinha em nossa direção.
"Kiin!", som agudo ecoa, e aquilo, repelido, dança pelo ar diante dos olhos.
Era faixa longa transparente roxa, com ponta afiada.
De novo, ouço som cortando o vento, "shu!", e essa faixa volta pra base de onde foi disparada.
Ali, tava de pé cavalo com seis pernas tipo cristal roxo, com algo tipo espada crescendo da testa.
Mesmo dizendo cavalo, só a forma parece com cavalo. Não tem olho, nem boca, nem orelha. Tem algo tipo rabo, mas…
— Encontramos, hein.
— É isso mesmo.
Mesmo levemente arroxeado, a aparência é exatamente Phrase mesmo. Perto da base do pescoço, dá pra ver núcleo roxo-escuro.
Mas esse núcleo… hein, é levemente estranho? Como direi, sinto algo tipo forma poliédrica, quadrada.
A Phrase de cristal roxo, chutando a superfície da neve com a perna afinada na ponta, "kaan!", avança em nossa direção.
Na testa, tá a lâmina em formato de espada, e isso mesmo é o que se esticou agora há pouco, nos atacando.
— [Apport]
Tentando extrair rapidamente o núcleo, ativo [Apport] em direção à Phrase de cristal roxo.
Mas, na minha mão, nada é atraído, terminando em golpe no vazio.
Magia não funciona na Phrase. Precisamente, não é que não funciona, é que, se magia atinge a superfície do corpo dela, absorve como própria mana. Isso poderia ser dito mesmo efeito do meu [Absorb].
Ou seja, magia que toca só a superfície do corpo. Por isso, [Apport], que interfere no interior, deveria funcionar, mas…
[Apport] não consegue atrair à força coisa que tá conectada. Não, não é que não consegue, mas isso ficaria só no nível de eu conseguir "arrancar facilmente com a mão".
Exemplo levemente repugnante, mas, seria tipo impossível arrancar só olho ou coração de humano.
Mas consegue atrair bala ou ponta de flecha que entraram no corpo.
O núcleo da Phrase não tá fundido com o cristal ao redor. Se destruir o corpo, o núcleo sai rolando sozinho.
Não pode ser, será que aquela Phrase de cristal roxo tá com o núcleo integrado ao tecido do corpo?
Repelindo de novo a espada estendida, por ora, tentando perfurar o núcleo com a Buryunhirude, transformo em modo arma, mirando.
Mas, no instante seguinte, entra rachadura no núcleo da Phrase de cristal roxo, e, assim mesmo, "garagara", a parte principal do cavalo também se estilhaça em pedaços.
Diante desse desenvolvimento repentino, fico boquiaberto, "pokan".
Ê? Por quê?
Virando-me, o olho do Kuon mostra brilho vermelho-dourado. Aquilo é… [Olho Mágico do Esmagamento], era?
Ah, entendi, quebrou o núcleo com [Olho Mágico do Esmagamento], é.
Ou melhor, só com isso conseguir derrotar Phrase, isso já seria trapaça mesmo, francamente…
『Hyū. Como esperado do jovenzinho. O adversário com quem o velho tava em dificuldade, abateu num só golpe, digno mesmo』
— Não é que tava em dificuldade especialmente, não…
Como esperado, não deveria estar em dificuldade tão fácil assim.
Soltando fala tipo desculpa, aproximo-me da Phrase de cristal roxo estilhaçada na neve, pegando na mão um dos fragmentos.
Fumu. Aparência, parece cristal roxo comum mesmo. Brilha, "kirakira", feito joia.
Isso também deve virar material cristalino, será. O Doutor e a Kūn devem ficar felizes.
Por ora, recupero tudo com [Storage], incluindo o núcleo estilhaçado. Investigando isso, deve dar pra saber algo.
— Umm, pai
— Nn? O que é?
Virando-me pro Kuon, sem perceber, engulo a fala.
Ali, em vermelho, azul, amarelo, roxo, verde, preto… vários tipos de cor de fera de cristal caminhava em nossa direção.
— Chegou a delegação em grupo, hein.
— Parece que sim.
Empunhando a Buryunhirude, dessa vez, tentando mostrar boa figura pro filho, penso isso com leve intenção maliciosa.