Capítulo 563 – A Phrase de Joia, e a História do Futuro
— Ah, pai, ali também tem caído.
— Certo, certo.
Recolho um atrás do outro os fragmentos de cristal colorido espalhados pela planície de neve, guardando no [Storage].
Tentei mostrar boa figura pro filho, mas o resultado foi peça de massacre solo do filho, sem nem espaço pra eu aparecer.
Afinal, só olhando fixo já derrota, viu? Como que devo competir com isso.
Mesmo assim, de algum jeito, consegui derrotar pelo menos uma unidade sozinho, mas…
Graças a isso, ao redor tá cheio de fragmento de cristal colorido espalhado. Recolher isso também dá trabalho. Normalmente, abriria [Storage] no chão, deixando cair, mas, sendo que caiu na neve, precisaria recolher junto com a neve.
Ou melhor, será que esse fragmento é material cristalino mesmo? Mais que cristal, tem cor, parecendo joia mesmo.
Fazendo mana fluir num dos fragmentos, testando, parece ter efeito parecido com material cristalino.
Só que, comparado ao material cristalino de Phrase, sinto que a qualidade é bem inferior mesmo. A capacidade de saturação de mana enche rápido, e a durabilidade também não é tão alta assim. Feito material cristalino falso mesmo.
— Falso…? Não pode ser, será que esses são a tal Phrase artificial que o Yura pesquisava, afinal…?
Recolhendo os fragmentos da Phrase de joia (por ora, vou chamar assim), avançamos pela floresta coberta de neve, em direção ao centro da zona vazia.
Dá pra voar também, mas, nessa floresta de coníferas, a visão fica bloqueada, dificultando ver embaixo. Acho melhor buscar caminhando com cuidado mesmo.
— Kuon, tá tudo bem? Se cansar, avisa, tá?
Viro-me pro Kuon, forçado a marchar pela neve. Achando que, se ele tivesse dificuldade, deveria usar [Levitation] pra deixar flutuar.
— Sim, isso não é problema especialmente. Ah, pai, espera um pouco, por favor.
— Nn? Aconteceu algo?
"Gakya!", ecoa som, e, olhando de lado, algo parecido com Phrase de joia azul, na direção que o Kuon observava fixamente, desmoronava, "garagara". O olho do Kuon direito mostrava brilho vermelho-dourado.
Ei, sinceramente, será que essas coisas não têm meu filho como inimigo natural mesmo?
Recolho junto os fragmentos azuis espalhados. Isso parece safira. Se não me engano, rubi e safira eram a mesma coisa mesmo, né.
Enquanto penso isso, recolhendo, da profundeza da floresta, de novo, "gasa, gasa", aparece grupo grande.
Ei ei, quantas unidades tem, afinal?
Ignorando minha dúvida, o grupo de Phrase de joia avança pra atacar sem hesitar.
Mas, antes de eu desembainhar a Buryunhirude, as Phrase de joia atacando são destruídas um atrás do outro, "gakya! gakya!", pelo olho mágico do Kuon.
Isso também é massacre solo do Kuon mesmo, hein…
Derrotando (quase o Kuon, no entanto) as Phrase de joia que atacaram, avançamos ainda mais pra profundeza da floresta.
Conforme avançamos, o número de Phrase de joia atacando vai aumentando, mas, eventualmente, esse ataque para de repente.
Desistiram? …Não deve ser isso, né.
— O que será, hein. Desde agora há pouco, tô com algo tipo zumbido no ouvido…
— O pai também? Eu também.
Som agudo, "kiin", chega no ouvido desde agora há pouco. Parece que o Kuon também tá sentindo.
Enquanto seguramos o ouvido, a Silvā, presa na cintura do Kuon, fala conosco.
『Isso, não é zumbido, não, sabe. Da direção que avançamos, tá sendo disparado vários tipos de onda sonora, sabe. Som que humano comum não consegue captar』
Da direção que avançamos? Como imaginei, deve ter algo mais adiante mesmo, sem dúvida.
Avançamos ainda mais com cuidado. Eventualmente, atravessando a floresta, diante da paisagem estendida diante dos olhos, ficamos sem palavras.
No meio da floresta, aparece cratera oca com uns cem metros de diâmetro.
Não é cratera comum. No interior dela, se erguem vários pilares grandes de cristal, feito conjunto de cristal, "cluster".
Pilares de cristal de várias cores brotando daqui e dali, essa paisagem transmite impressão bela, mas também algo assustador.
Observando bem, em cada um dos pilares de cristal, tava aprisionado núcleo tamanho de bola de beisebol da mesma cor.
Não pode ser, será isso…!
— Pai, olha aquilo.
O pilar de cristal amarelo apontado pelo Kuon quebra pela base, "bakiri".
O pilar de cristal caído no chão vai mudando de forma, multiplicando-se, "pakirapakira", e, num piscar de olhos, vira forma de urso de cristal amarelo, levantando-se.
Bom, ao mesmo tempo que se levantou, foi esmagado pelo olho mágico do Kuon, no entanto.
— Cada um desses pilares é Phrase?
— Parece que sim mesmo. Os que atacaram a gente também devem ter nascido daqui.
Será que a Phrase de verdade também nasce assim? Direcionando o olhar de relance pro centro da cratera, vejo algo de pé. Pilar de cristal? Se for isso, diferente dos outros, é alto e transparente. Formato quadrangular com ponta afiada.
Sendo que hesito em caminhar dentro dessa cluster, carrego o Kuon nas costas, usando [Fly], aproximando-me pelo ar.
Feito obelisco mesmo, hein. Ou melhor, não pode ser, será que caiu aqui do céu?
Ao redor desse pilar se espalha a cratera, formando a cluster. Pensando assim, faz sentido mesmo.
— Aquilo é…!
— Nn?
Sinto que o Kuon, nas minhas costas, prendeu a respiração. Raro, hein, ele ficar tão surpreso assim. O que aconteceu?
O obelisco de cristal não tem nada especialmente diferente.
…Não, tem algo dentro. Não dá pra ver bem, mas, redondo… não pode ser, será que aquilo também é núcleo de Phrase de joia?
Pousando diante do obelisco, o Kuon, descendo das minhas costas, corre e se aproxima.
— Como imaginei, isso é daquela hora…
— O que foi? Já viu isso antes?
Pergunto ao Kuon, que toca o obelisco.
Dentro do obelisco transparente, tinha algo parecendo núcleo de Phrase de joia, mas, levemente diferente do núcleo comum.
O núcleo das Phrase de joia até agora tinha tamanho de bola de beisebol, mas esse é tamanho de bola de pingue-pongue, e tem cor bem estranha. Parece vermelho, mas também parece azul, também parece amarelo. Talvez fosse melhor chamar arco-íris.
— Isso talvez seja objeto que virou motivo de nos trazer pra essa era.
— Nnn…? Como assim? O Kuon e o pessoal foram lançados pra esta era pelo Terremoto Dimensional, né?
— No mundo futuro, nós recebemos pedido da Guilda de Aventureiros num dia de folga. Subjugação de grupo de Kaizerueipu aparecido na floresta de Belfast. Todo mundo explorava a floresta com clima de piquenique, mas…
Kaizerueipu é espécie superior de Kingueipu, não sendo fera mágica pra caçar com clima de piquenique, no entanto…
Guardo internamente essa crítica silenciosa, decidindo por ora ouvir a história do Kuon.
— [Corte Cristalino Brilhante]!
— [Gravity]!
『Bugoeeee!?』
O golpe disparado simultaneamente pela Arisu e a Rinne lança longe o Kaizerueipu. Fazendo o corpo dele explodir, estilhaçando em pedaços.
— Consegui! Com isso, trinta unidades!
— Agora foi eu primeiro! Eu sou a trigésima!
A Arisu e a Rinne começam a discutir sobre quem derrotou primeiro.
Diante dessa cena, "haaaa…", suspiro profundo escapa da Yakumo e da Furei, e da Kūn, trio das irmãs mais velhas.
— Por isso, já disse pra atacar sem danificar o material…
— Irmã Yakumo, contra essas duas, não adianta mais falar nada, sabe.
— Bom, o material do Kaizerueipu não é tão caro assim, então acho aceitável mesmo.
Por ora, a Furei recolhe com [Storage] o corpo estilhaçado do Kaizerueipu derrotado. Mesmo diminuindo o valor, ainda vira quantia razoável. Não vai jogar fora, desperdiçando.
— Āshia, o próximo Kaizerueipu?
— Deixa eu ver… dessa direção, ao norte, tem uns cinco unidades reunidas.
Diante da pergunta da Yakumo, a Āshia, que consegue usar [Search], responde.
— Cinco unidades, é… achei que já tinha caçado bastante, mas ainda tem, hein…
— Parece que o Kaizerueipu, às vezes, aumenta explosivamente uma vez a cada dezenas de anos. Talvez este seja o ano.
Ouvindo o lamento da Yakumo, a Kūn explica isso. Toda espécie de fera mágica tem período de reprodução, e, se condição favorável se alinhar, também aumenta explosivamente.
Por causa disso, esgota a comida das proximidades, começando grande migração buscando comida em terra distante, sendo perseguida por isso, outras feras mágicas também migram de habitat, eventualmente, existem casos de virar debandada em massa.
Por isso, fera mágica aumentando demais é perigoso, sendo alvo de subjugação.
— Só irmã Rinne e o pessoal tão fazendo, injusto! A Sutefu também vai fazer!
— Eee… se a Sutefu fizer, corta até árvore, né.
O ataque principal da Sutefu é vestir [Prison], mover em alta velocidade com [Accel], investindo corpo a corpo, tática bem simples.
Mas, se fizer esse método de ataque dentro da floresta densa de árvores, vira técnica absurdamente incômoda de destruição ambiental, derrubando uma atrás da outra as árvores ao redor no caminho.
— Árvore derrubada pela Sutefu, tá planejado recolher e vender pra madeireira, então tá tudo bem, sabe.
— Não acho que seja bem essa a questão…
Diante do apoio levemente fora de foco do Kuon, a Eruna mostra sorriso levemente confuso.
Provavelmente, no entendimento do Kuon, se não desperdiçar mesmo derrubando, tá tudo bem, mas isso não significa que pode derrubar cada vez mais.
— Certo? Isso é pedido de verdade, então não relaxem a atenção, façam direito. Sutefu também, se move, preste atenção ao redor. Entendido?
— «Sim…»
Repreendidas pela Yakumo, a Rinne, a Arisu, e a Sutefu, três pessoas, respondem levemente desanimadas.
— Certo, então────
— Espera um pouco. Tô ouvindo algo, sabe?
— Eh?
Interrompendo a fala da Yakumo, a Yoshino direciona o olhar pro céu, colocando a mão no ouvido.
Não tanto quanto a mãe, Sakura, mas a Yoshino também tem ouvido bom. Essa Yoshino captou algo. Todo mundo presente prende a respiração, calando.
Canto de pássaro habitando a floresta, sussurro de árvores balançando com o vento, esse tipo de som natural chega ao ouvido de cada um, mas nada de estranho especial se ouve.
— Vem som estranho dessa direção. Tipo algo quebrando… olha, de novo.
Diante da fala da Yoshino, todo mundo tenta apurar o ouvido, mas ainda não consegue ouvir.
— Eu não consigo ouvir, mas, sendo que a Yoshino diz isso, deve ter algo mesmo. Vamos até lá?
— Isso mesmo. Do lado do Kaizerueipu, já sabemos a localização, então deve tá tudo bem deixar pra depois também.
Diante da fala da Kūn, o Kuon assente. Ninguém especialmente contesta, então todo mundo junto começa a caminhar em direção que a Yoshino segue.
Eventualmente, chegando num lugar aberto da floresta, "aquilo" flutuando no ar entra no campo de visão de todo mundo.
Tem fissura no céu.
Feito espelho ou vidro rachando, entra fissura no céu, e, essa fissura, com o passar do tempo, "pakirapakira", vai crescendo com som, sabendo-se claramente.
— Isso é…
Vendo pela primeira vez essa paisagem, todo mundo presente presta atenção nisso.
Se os pais e mães desses jovens estivessem vendo isso, sem dúvida, teriam se afastado imediatamente dali.
Eventualmente, junto com som de destruição feito vidro se quebrando, o céu se rasga, criando fenda oca no espaço.
De lá, "zururi", algo escorre gotejando.
Transparente, líquido… pra ser líquido, tem viscosidade, tipo slime, "aquilo" derrama do céu com fenda dimensional, escorrendo até o chão.
Eventualmente, esse objeto mole caído no chão começa a se mover devagar, ondulando, repetindo movimento peristáltico.
— Será slime…?
— Pra ser slime, não é grande demais?
A Āshia e a Yoshino, vendo o objeto se contorcendo diante dos olhos, soltam essa impressão.
De fato, pra ser slime, é grande demais. Se for slime tamanho padrão comum, cabe em balde, mas esse slime, tem uns três, quatro banheiras de tamanho.
— Ouço falar de espécie chamada Big Slime, mas…
O Big Slime que a Kūn menciona é slime grande, sem estar em estado de besta gigante. Dizem que, se vários indivíduos de slime ficarem juntos por longo período no mesmo lugar, fundem-se, virando slime grande.
Mas esse Big Slime tem movimento lento, e também é fácil de ser encontrado, então parece que costuma ser subjugado rápido.
— Será que é slime mesmo, isso…? Se for slime, seria Water Slime?
— Aquele que disfarça de água? A cor é transparente, então talvez sim.
Diante da suposição da Eruna, a Arisu concorda. Water Slime é slime que se disfarça de água, predando presa. Natureza covarde, não ataca presa maior que si mesmo. Pra humano, é slime comparativamente inofensivo.
Mas, sendo grande até esse ponto, existe possibilidade de até humano ser alvo de predação.
— Ah, tá se movendo, sabe.
Enquanto a Furei ergue voz, e todo mundo presta atenção, uma parte do slime se estica grande, "gunyon".
Aquilo, feito lança desenhando arco, ataca as crianças.
Mas, essa lança transparente, assim que o olho do Kuon mostra brilho amarelo-dourado, sem alcançar as crianças, fica fixada no ar.
É o [Olho Mágico da Fixação] do Kuon.
— Ha!
A katana desembainhada da Yakumo corta num só golpe o tentáculo do slime. Quando o Kuon pisca o olho, o tentáculo fixado cai, "dosa!", no chão.
Diante do som mais pesado do que esperado, quando a Furei toca levemente com a ponta da lança o tentáculo caído, som e sensação dura tipo som metálico, "kin", ressoam.
— A parte cortada solidificou num instante, sabe. Solidificando quando separado do corpo principal? Slime tem essa característica assim?
— Slime tem vários tipos diferentes. Talvez seja espécie especial… bom, sendo que sai de fenda no céu, já não deve ser slime normal mesmo, afinal.
Diante da fala questionadora da Furei, a Kūn fala sua própria opinião. Esse slime especial ainda continuava se contorcendo, "gunigunī", mas não ataca mais igual antes. Será que tá alerta contra a gente? A Yakumo, curiosa, se pergunta.
— Ah! Olha, olha! Ali! Tem algo redondo!
No centro do slime que a Rinne aponta, vê-se algo tipo pequeno metal redondo, tamanho de bola de pingue-pongue.
Esfera pequena de arco-íris, mudando pra várias cores, vermelho, azul, amarelo, roxo.
— Será o quê, hein…? Tipo "núcleo" de golem? Se for isso, talvez, destruindo aquilo, dê pra derrotar.
Diante da fala da Kūn, "entendi", a Yakumo e a Furei avançam pra frente empunhando, respectivamente, katana e lança.
Diante disso, o slime recua um pouco. O movimento peristáltico enfraquece, dando impressão a todos de que tá enfraquecendo.
— …Aquela criança, algo diferente.
— Bom… claro, é diferente. Nunca vi slime desse tipo antes.
Diante da irmã de repente falando isso, o Kuon franze levemente a sobrancelha.
— Não é isso… de alguma forma, entendo o sentimento daquela criança. Tá tentando proteger algo…?
— "Entende o sentimento", isso, o que exatamente quer dizer…
Justo quando o Kuon tenta questionar a Sutefu sobre isso, de repente, "dogan!", todo mundo presente recebe impacto tipo explosão de algo perto.
Recebendo impacto tipo corpo lançado longe, mas, sem sentir nenhuma dor.
Perdendo o senso de equilíbrio, sem saber nem onde estão de pé. Percebendo, cada um tava de pé em local diferente de antes.
Mesmo dizendo isso, não é que estavam de pé em local completamente diferente. Só alguns metros de diferença da posição original, pra frente ou pra trás.
— Olha! O céu…!
Diante da voz da Rinne, todo mundo se vira pro céu. Ali, vê-se sol prestes a se pôr em velocidade absurda. Quando o sol, feito apressado, se põe no céu oeste, dessa vez, feito perseguindo, lua nasce do céu leste.
Mas, dessa vez, a lua que nascia para completamente, voltando de novo pro céu leste. E, no céu oeste, nasce sol poente.
— O que é isso, afinal…!
Parte da floresta desaparece, mostrando paisagem urbana. De repente, o chão vira paralelepípedo, virando terra selvagem, virando gelo.
Quando a árvore parece murchar, árvore jovem cresce, "nyokinyoki", cobrindo-se de folhas verdes.
— Tempo e espaço tão descontrolados…!?
No momento em que a Kūn murmura isso observando ao redor, o céu se distorce, "gunyari".
Junto com isso, a fissura do espaço aumenta com som cada vez mais forte. O núcleo arco-íris do slime pisca luz intermitente, "chikachika", e, eventualmente, começa a emitir luz forte demais pra manter os olhos abertos.
— Irmã Yakumo! Por favor, [Gate]!
— Já tô tentando! Não abre!
— [Teleport] também não dá─────!
Ouvindo a voz da Yakumo e da Yoshino, a Kūn fica apreensiva. Magia de teletransporte não funciona? Será porque o espaço aqui tá distorcido, sem conseguir fixar coordenada?
Enquanto pensava isso, previsão surge, e a Kūn e o pessoal recebem impacto incomparavelmente maior que o de antes, perdendo consciência num instante.
Todo mundo, percebendo, estavam dentro de escuridão completa. Sendo escuridão, mas conseguiam ver claramente uns aos outros. Todos os dez despertam, sem ferimento nenhum, parecendo bem.
Feito estando em espaço de gravidade zero, cada um flutuava em cima, embaixo, esquerda, direita, várias direções diferentes. Não, sem saber onde é céu e chão, nem dá pra julgar se estão flutuando mesmo.
O Kuon olha ao redor, mas não vê nada além deles mesmos, só vendo escuridão profunda.
Por um instante, passa pela mente pensamento pior possível, de que teriam morrido naquele impacto.
Aperta levemente a mão. Tem sensação. Consegue respirar, e sente até a própria pulsação.
Estão vivos. Se for isso, surge dúvida seguinte, de onde é isso, afinal.
— Aqui é…
— Aqui é interstício dimensional. Fora da barreira do mundo isolado do mundo externo.
De repente, virando-se em direção à voz, ali, tava a figura de senhora idosa conhecida.
『Vovó Tokie!』
— Sim, sou a vovó Tokie mesmo.
A deusa do tempo e espaço, que comanda tempo e espaço, sorri em direção às crianças.