Capítulo 564 – Rumo ao Passado, e o Visitante de Outro Mundo
Diante dos filhos flutuando no espaço completamente escuro, sem direita, esquerda, céu, chão, aparece a Tokie, conhecida deles desde o nascimento.
Só com isso, as crianças ganham alívio profundo.
Ninguém em Brunhild consegue contestar ela. Até a Moroha, deusa da espada, e o Buryū, deus da guerra, são tratados como criança por ela, e até o rei, Tōya, não consegue erguer a cabeça diante dela.
Essa Tokie, incluindo a Arisu, todas as crianças gostam muito.
Flutuando no espaço de noite escura, a Kūn pergunta pra Tokie.
— Vovó Tokie. O que é o interstício dimensional? Por que estamos aqui?
— Deixa eu ver, vocês foram envolvidos no "Terremoto Dimensional".
— "Terremoto Dimensional"?
Diante da palavra desconhecida, a Kūn inclina a cabeça.
— É fenômeno que raramente ocorre na superfície… deixa eu ver… vocês conhecem trampolim, né?
— Aquele da sala de recreação? Eu gosto daquele!
Diante da comparação da Tokie, a Rinne ergue animada a mão. A sala de recreação no castelo de Brunhild é um dos lugares onde as crianças costumam brincar. Sendo que a Rinne gosta de brincadeira que mexe o corpo, o trampolim era especialmente favorito dela.
— Se, enquanto todos estão sentados em cima do trampolim, alguém pular com força, "don!", em cima, o que aconteceria?
— Eh? Acho que todo mundo salta pra cima, né…?
— Isso mesmo. Esse é justamente o estado atual de vocês. Vocês foram arremessados do tempo e lugar do mundo original.
Diante da explicação da Tokie, as crianças, de alguma forma, entendem a própria situação em que se encontram. Não, a Rinne, a Arisu, e a Sutefu, não sabia se entendiam bem direito.
— Se envolver no Terremoto Dimensional, viraria pra sempre flutuar por esse interstício dimensional. Se tiver sorte, também tem caso de ir parar em alguma era… aa, fica tranquilos. Eu vou assumir responsabilidade e devolver vocês pra era original.
Diante da fala da Tokie, o Kuon sentiu arrepio, mas, parecendo que dá pra voltar, sente alívio, "hotto".
— Só que… vocês caíram na onda contrária indo em direção ao passado, então, se sair daqui, vão parar no mundo do passado. Se fosse normal, deveria só transferir de lá diretamente pra era original, mas tem um problema levemente complicado…
A Tokie coloca a mão na bochecha, feito dizendo "que apuro".
— É que existem pessoas chamadas "apóstolos do deus maligno", que talvez causem várias coisas más. Se, por um milagre, acontecer algo, ficaria em apuros, então, depois de sair daqui, quero que vocês fiquem por um tempo na era do passado. Época em que vocês ainda não tinham nascido, quando o pai e a mãe de vocês eram mais jovens do que agora.
— Era do passado… é. Mas, indo pro passado, se, por um milagre, mudarmos algo na história, não teria influência na era futura… nossa era?
O Kuon fala essa preocupação. A Kūn também parece ter pensamento parecido, observando fixamente a Tokie.
— Isso tá tudo bem. Mesmo se o fluxo do tempo bifurcar, com meu poder, dá pra corrigir de volta. Mas, se envolver aqueles "apóstolos do deus maligno", talvez crie futuro levemente desviado. Isso quero evitar. Por isso, até resolver o problema, será que dá pra vocês ficarem relaxados no mundo do passado?
— "Relaxados"… é.
O Kuon inclina a cabeça com expressão levemente sutil. De qualquer forma, ir pro passado parece ser inevitável mesmo.
— Vocês vão aparecer naquela era com diferença de algumas semanas cada um, então não se preocupem mesmo sem conseguir contato. O local também vai variar em vários lugares, então, vão em direção direto pra Brunhild. Combinado?
Sendo que todo mundo tem smartphone, deve dar pra confirmar a localização, pensa o Kuon assentindo, mas nunca imaginou nem em sonho que alguns deles perderiam isso. Nem que ele mesmo seria um desses.
Mas, saindo pra mundo desconhecido, era do passado, pensa o Kuon, será mesmo que todo mundo vai reto direto pra Brunhild, hein, ficando levemente desconfiado. Especialmente Sutefu, Rinne, Kūn, Yoshino, Arisu.
A Tokie também inclui várias regras pras crianças, tipo não contar muita coisa do futuro pros pais do outro lado.
Sinceramente falando, mesmo contando descuidado, e mudando algo na história, com o poder da deusa do tempo e espaço, dá pra resolver de qualquer jeito.
Mesmo assim, a Tokie também quer evitar ao máximo trabalho incômodo. Processar vários paradoxos temporais é trabalhoso demais.
— Então, vamos sair logo desse lugar escuro assim. Certo, todo mundo, se esforcem, tá?
Quando a Tokie bate palma, "pan!", o Kuon e o pessoal são arrastados pela escuridão, feito levados por onda gigante.
Eventualmente, o que entra no campo de visão do Kuon é céu azul e planície branca de neve absoluta. E, ar frio gelado ataca a pele macia dele.
— Eh? Wa!?
O lugar onde o Kuon aparece era topo de ladeira íngreme com neve acumulada.
Queda… prestes a pousar, mas os pés escorregam, e o Kuon cai na neve, rolando ladeira abaixo, "gorongoron".
Tentando de algum jeito parar, mas, sendo ladeira razoavelmente íngreme, o ímpeto de rolar não para.
— Aita!?
Salta em local formando degrau, acelerando ainda mais, rolando, "gorogoro".
Depois de rolar por bastante tempo, o Kuon coberto de neve, finalmente, para batendo numa árvore.
Afastando a neve caída, o Kuon consegue de algum jeito escapar pra cima da neve.
— I, isso foi imprevisto, francamente… uwa, frio!
Segurando a cabeça tonta, levanta-se. Parece ter saído em montanha nevada com relevo bem acidentado. O tempo tá bom, mas, mesmo pro Kuon, esse frio é rigoroso.
— C, certo, por ora, vamos em direção à cidade. Deixa eu ver… opa?
Ei? Ei? Ei?, o Kuon bate em todos os bolsos do corpo inteiro, mas, o smartphone que sempre carrega, não tá em lugar nenhum.
— Perdi…?
O Kuon olha pra cima o caminho por onde caiu rolando. Parece ter vindo rolando de bem lá em cima, com marca de zigue-zague pra direita e esquerda na encosta.
Provavelmente, deve ter deixado cair o smartphone em algum lugar aqui.
— Buscar isso vai ser levemente impossível, hein…
Abraçando o corpo tremendo, "buru", o Kuon decide isso. Buscando com roupa tão leve assim, sem dúvida, morreria congelado.
O Kuon logo muda o pensamento.
Antes de buscar o smartphone, primeiro, precisa ir até a cidade. Dali, vamos buscar rota até Brunhild.
Não sabendo onde é aqui, mas, até certo ponto, já tem mapa mundial na cabeça. Se souber o país, dá pra tomar providência.
Por ora, o Kuon começa a caminhar pela estrada de neve em direção ao sopé.
— ────E, mais ou menos assim, fomos envolvidos no "Terremoto Dimensional".
— Entendi. Ou seja, quer dizer que o núcleo daquele slime misterioso encontrado pelo Kuon no mundo futuro é isso mesmo?
De novo, olho pra cima o obelisco com núcleo tamanho de bola de pingue-pongue.
Vendo essa situação, acho que a interpretação correta é que isso caiu de cima.
Esse obelisco tipo vidro… não pode ser, será transformação daquele slime?
Conforme a história de agora há pouco, o slime cortado tinha solidificado feito metal, e esse aqui, o corpo inteiro deve ter virado assim. Se for isso, talvez isso já esteja morto.
Isso também, pelo "Terremoto Dimensional", veio parar aqui vindo do mundo futuro… será que isso mesmo causou o Terremoto Dimensional, envolvendo o Kuon e o pessoal, ou será que é vítima igualmente envolvida no Terremoto Dimensional junto com o Kuon e o pessoal, sem relação nenhuma.
De qualquer forma, o processo de aparição disso ser igual ao das Phrase me incomoda.
E aquela Phrase de joia também. Não acho que não tenha relação nenhuma com Phrase.
— Vou guardar no [Storage], mostrando pra Meru e o pessoal.
Sendo ex-"rei" das Phrase. Acho que deve conseguir obter algum tipo de informação.
— [Prison]
Por precaução, aprisiono junto com o obelisco usando [Prison]. E, guardo no [Storage].
Resta só quebrar um por um os pilares tipo joia dentro da cratera. Ficaria em apuros se de novo nascesse Phrase de joia daqui.
Enquanto de fato quebro, nascem algumas Phrase de joia, mas o Kuon esmaga uma atrás da outra com olho mágico.
Antes de esmagar, tirava foto, mas parece que é pra mostrar pra Sutefu. Ah, tinha essa promessa mesmo. Que digno, hein. É irmão mesmo.
Os fragmentos quebrados da cluster também devem servir pra algo, então recolho isso também. Se for o Doutor Babylon, deve conseguir analisar detalhadamente.
Depois de algumas dezenas de minutos, guardando tudo que tinha na cratera, exploramos as proximidades pra ver se não tem Phrase de joia sobrevivente.
Afinal, adversário no qual [Search] não funciona. Buscar isso é trabalhoso demais.
Encontramos umas duas unidades perto, destruindo e recolhendo, mas parece que já era isso mesmo.
No fim, o que era essa Phrase de joia, afinal. Sinto que era feito guarda protegendo aquele núcleo arco-íris.
De qualquer forma, vamos levar isso de volta, mostrando pra Meru e o pessoal. Espero que dê pra entender algo com isso ao menos.
— Isso é…!
Infelizmente, a Arisu tava com educação de dama no castelo, e o Ende tava trabalhando na Guilda de Aventureiros, sem estar em casa, mas, vendo o que trouxemos, a Meru e o pessoal arregalam os olhos.
No jardim da casa do Ende, tiro do [Storage] o obelisco trazido e algumas Phrase de joia estilhaçadas. O trio de espécie dominante, Meru, Nei, Rise, observa isso com interesse.
— Já viu isso antes?
— Parece com a Phrase artificial que o Yura tava planejando, "Kuōsu"… penso.
A Meru fala isso observando a Phrase de joia tipo veado que mantinha forma comparativamente preservada.
Parecido, é. Como imaginei, esses devem ser Phrase artificial feita pelo Yura mesmo, é?
— Mas o núcleo da Phrase artificial que o Yura fazia não era desse tipo.
A Meru afirma isso segurando na mão o núcleo da Phrase de joia, dodecaedro regular formado por pentágonos colados limpamente ao meio.
Bom, com o desenvolvimento avançando, talvez tenha virado essa forma… também existe essa possibilidade, mas.
— E aquele núcleo arco-íris?
— Não, aquele, não faço ideia nenhuma… mas esse núcleo, mesmo levemente, emite "Som de Vida Ressonante". Fraco demais pra ouvir bem, mas…
Som de Vida Ressonante? Ah, aquilo é tipo som de coração que as Phrase emitem, né. Se for isso, quer dizer que isso é Phrase?
Diante da minha dúvida, a Meru balança a cabeça de lado.
— Não sei. Sinto que parece com o Som de Vida Ressonante do estado de morte aparente, mas…
— Provavelmente, mas, pela história do Kuon e da Arisu, esse tal slime não seria besta cristalina? Esse pilar parece com o resultado final dele.
A Nei fala sua própria opinião olhando pra cima o obelisco.
Besta cristalina. Aquele que o Kuon enfrentou pra tornar a Arisu noiva.
Servo cristalino gerado pelo trio de espécie dominante, Meru, Nei, Rise.
Se o slime que o Kuon e o pessoal viram for besta cristalina, quer dizer que existe alguém da espécie dominante que a criou…
— Provavelmente, mas, igual o Yura invocou o Zeno, deve estar planejando algo. Deve ter se autodestruído antes de dar frutos… isso deve ser.
Zeno… general das Phrase que o Yura invocou do "mundo cristalino" na batalha final contra o deus maligno, né? Eu não cheguei a encontrar ele de verdade, mas era combatente feroz, deixando até o Ende encurralado, dizem. A Meru parece ter dado fim nele.
De fato, aquele tal Yura é tipo cauteloso demais, testando terreno antes de agir. Existe possibilidade de ter armado várias estratégias.
Bom, no momento em que confundiu deus maligno com verdadeiro deus, quase todas essas estratégias devem ter virado inúteis mesmo.
Ou seja, isso é presente deixado pelo Yura, é. Presente nada grato, mas.
— Ou melhor, se esse corpo cristalino for besta cristalina, o núcleo arco-íris dentro dele seria indivíduo separado disso?
— Deve ser. Digamos, essa besta cristalina é armadura pra proteger o corpo. Bom, essa armadura já tá morta também, no entanto.
Batendo levemente, "koncon", no obelisco de cristal, a Nei responde à pergunta do Kuon.
Será que morreu no momento do "Terremoto Dimensional", ou pelo impacto da queda, hein.
Sinto que esse "Terremoto Dimensional" não deve ter sido causado por isso mesmo.
Simples coincidência, envolvido no mesmo lugar que o Kuon e o pessoal, será…
— Opa
Enquanto faço essa suposição, o smartphone no bolso avisa chamada chegando. É do Doutor Babylon. A análise da Phrase de joia entregue já terminou? Como esperado, trabalho rápido.
— Sim, alô
『O resultado da análise terminou. Concluindo, tem característica de amplificar, acumular e liberar mana igual Phrase, mas não é tanto quanto original. De fato, "falsificação" é palavra bem apropriada mesmo. Só que, interessante mesmo, esses aqui têm componente e propriedade quase idêntica a joia de verdade. O vermelho tem composição praticamente igual a rubi, o verde, igual a esmeralda. Provavelmente, devem ter absorvido esses componentes do subsolo, multiplicando. Se a atividade vital parar, vira joia de material cristalino inferior mesmo.』
Ê? Espera aí.
Ou seja, quer dizer que aquilo não difere tanto assim de joia de verdade, é?
Seria tipo diamante natural e diamante artificial… não pode ser, será que isso vira bastante dinheiro mesmo…!
Mas é falso, hein…
Não, também vi na TV que a cúbica zircônia, diamante artificial, mesmo valendo um centésimo do valor do original, tem taxa de dispersão de luz mais alta que diamante, emitindo brilho mais bonito que o original.
Mesmo brilhando mais bonito sendo artificial, deve mudar o valor por ser coisa que pode ou não pode produzir em massa, mas.
Neste mundo, quase ninguém consegue perceber que isso é falso. Só se tiver algo tipo [Analyze], magia de atributo nulo, ou algo assim…
…Vender isso, será? Gastei bastante dinheiro com o desenvolvimento do Vāru Arubusu e do Cavaleiro Marinho, afinal…
Sendo que a aparência quase não difere do original, acho que não teria problema, né…? Se cortar direitinho, viraria joia bem grande. Nobre e afins devem querer com certeza mesmo…
Dentro da minha cabeça, voz do diabo dizendo "vende logo. É chance de ganhar dinheiro grande, viu!", e voz do anjo dizendo "não pode! Vender falsificação assim!"…
— Pai? Aconteceu algo?
— Wuae!? Não, nada não!?
Diante da voz do Kuon, "hatto!", volto a mim. P, por ora, vou deixar esse assunto de lado.
— Então, esse núcleo arco-íris… o que fazemos?
— "O que fazemos", dizendo isso, mas… isso talvez seja espécie dominante dormindo, né? Não seria perigoso?
— De fato, essa possibilidade existe, mas, espécie dominante ser tudo perigoso, isso…
Justo quando a Meru tenta responder à minha dúvida, "biki!", entra grande fissura no obelisco.
"Bakin", junto com quebra, o núcleo arco-íris cai rolando no chão.
Isso, num piscar de olhos, absorve mana do ar ao redor, começando a multiplicar, "pakirapakira".
Já vi isso antes…! Igual quando extraí com [Apport], em estado de núcleo dormente, a Meru, de dentro do corpo do Príncipe Yamato, irmão da Yumina.
— [Prison]!
Expando [Prison] ao redor do núcleo continuando a multiplicar.
[Prison] é magia que expande barreira robusta, mas não consegue parar o tempo igual [Storage].
O núcleo da espécie dominante que já começou a despertar é reconhecido como ser vivo, então já não dá mais pra guardar com [Storage].
O corpo cristalino arco-íris, multiplicando a partir do núcleo arco-íris, mesmo tipo de cristal arco-íris, vai crescendo aos poucos, tomando forma de pessoa. Como imaginei, é espécie dominante mesmo…!
O corpo cristalino arco-íris multiplicando em forma de pessoa para num certo tamanho, e, dali, começa a desenhar forma detalhada ainda mais.
Menor do que imaginei, hein…? Não seria menor até que o Kuon?
O corpo tá vestido de algo tipo armadura parcial, cabelo azul-esbranquiçado em bob cut levemente comprido. Garota… não, garoto? Não entendo bem.
— Como assim, afinal…? Esse aí não é espécie dominante?
A Nei franze a sobrancelha, encarando fixamente a criança de cristal arco-íris que virou forma de pessoa.
— Phrase não tem infância. Já nasce em forma adulta desde o começo. Exceção é só a Arisu, filha minha e do Ende… nesse ponto, já não é Phrase normal…
Ignorando o murmúrio da Meru, eventualmente, a criança Phrase de cabelo azul-esbranquiçado abre devagar a pálpebra. Olho azul-gelo, igual à Meru e à Arisu, nos captura.
De repente, a criança Phrase de olho arregalado avança correndo em nossa direção, colidindo com a parede do [Prison], caindo de costas pra trás.
Uwa, isso agora doeu. Erguendo-se com a cabeça segurada, essa criança, com armamento cristalino equipado no punho, começa a golpear com fúria a parede do [Prison].
Naturalmente, [Prison] não se rompe com ataque desse tipo. Mas a criança lá dentro, sem desistir, continua batendo na parede feito enlouquecida.
Ei ei… pequena, mas essa criança é bem violenta, hein…?
Gritando algo, mas deve estar dizendo "solta!" ou algo assim… não dá pra ouvir por causa do efeito do [Prison].
— Pai, será que dá pra desativar só o som do [Prison]? Quero saber o que tá falando.
— Eh? Bom, tudo bem…
Aceitando a proposta do Kuon, desativo só o som.
『n#$/ee※s〆@♯m£@! ♭ne£¥e◇s⊇@≒m〆@desh⌘≒∂o▽♭⌘u! ▽♭⌘w♭∂@t@⌘#s∂⌘☆◇h⌘∇+i%◇+de▽▲s$u、h@⌘$◇ru$∞£d&e⌘∇∂s£☆◇◉u◇!』
Achando que chegaria enxurrada de xingamento, mas o que chega ao meu ouvido é sequência de palavras incompreensíveis.
Aa, é isso, é, língua não entendida…
Pensativo se preciso ativar magia de tradução [Translation], a Meru ao lado segura meu ombro, sacudindo.
— Tōya-san! Por favor, desativa isso!
— Eee? Não, mas…
— Tá tudo bem, então, rápido!
Sério mesmo? Tá se debatendo com tanta violência, no entanto… bom, se acontecer alguma coisa, aprisiono de novo com [Prison], então tá tudo bem, mas…
Parece que a Meru e o pessoal conseguiram entender o que ela (ele?) tá falando.
Conforme a Meru pede, quando desativo [Prison], a criança de bob cut solta soco no vazio, caindo no local.
Mas, na hora, se levanta, correndo direto até onde tá a Meru, e, chorando, salta no peito dela.
『n#$/ee※s〆@♯m£@!』
— Haru? Você é o Haru mesmo?
A Meru, com rosto de surpresa incrédula, acaricia gentilmente a criança de bob cut que se abraçou nela.
No rosto da Nei, observando essa cena, também tá estampada expressão de surpresa. A Rise também mostra expressão parecida.
— Eh, Vossa Excelência Haru…? Mas…
— O Som de Vida Ressonante é igual… será realmente Vossa Excelência Haru mesmo…?
— Haru?
— ────Vossa Excelência Haru é… irmão mais novo da Vossa Majestade Meru. E também é atual "rei" das Phrase.
— Nã…!?
Recebendo a fala da Nei, observo com expressão de choque o menino abraçado na Meru.