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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 604

O Pós-Processamento, e a Proposta

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Capítulo 604 – O Pós-Processamento, e a Proposta

— Como imaginei, virou assim mesmo, hein.

Teletransportado do mundo de cinco mil anos atrás com [Teletransporte Interdimensional], eu, flutuando "fuwafuwa" no espaço completamente escuro, cruzo os braços, soltando suspiro.

[Teletransporte Interdimensional] é técnica de teletransporte divina capaz de atravessar até a parede entre mundos. O alcance disso não fica limitado só ao espaço, consegue até atravessar tempo.

Naturalmente, dizem que atravessar pra outro mundo é mais difícil que voar dentro do mesmo espaço, e, ainda mais que isso, superar o tempo é ainda mais difícil.

Fazendo isso eu, ainda imaturo, o que acontece?

Como você vê, acabei saindo no entre-espaço-tempo, incapaz de me mexer.

Não, dá pra escapar, mas, se fizer isso, vou acabar saindo de novo naquele Zenoasu de cinco mil anos atrás.

Se a Edda-san e a Ryūri, recém separadas, ainda estiverem lá, vai ficar extremamente constrangedor…

Por isso, desde agora há pouco, tô pensando se não tem outro método… merda, como imaginei, só resta aquilo mesmo, hein…!

— Socorroo, vovó Tokieee!

— Sim, simm

Quando grito em direção à escuridão, feito esperando por isso, diante dos olhos, a deusa do espaço-tempo, vovó Tokie, aparece animada.

— Deixa eu adivinhar, você ficou olhando o tempo todo, né…

— Ufufu. Pensei "será que ele vai pensar em alguma coisa?"

Desculpa não ter pensado em nada, viu! Método pra superar o tempo, quem acha isso fácil de pensar assim!?

— Não é bem assim, sabia? Se for pro passado, complicado, mas, pro futuro, também tem o método de sono congelado.

— Fica congelado cinco mil anos?

Isso, não, obrigado. Ficar congelado eu mesmo, prefiro evitar. Nem tenho garantia de acordar.

Existe até possibilidade de "acordou e já tinham passado dez mil anos". Risco de dormir demais é alto demais.

Não, espera aí? Nessa época, a Doutora Babylon deve estar viva no Império Sagrado de Parutēno.

Se contasse a situação, será que ela faria dispositivo de sono congelado pra mim? Depender do Doutor do passado, feito filme de viagem no tempo com carro…

Não não, se envolver no passado vira coisa complicada. Como esperado, melhor depender de deus mesmo.

— Sem se acostumar, movimento de tempo é difícil mesmo, né. Bom, algum dia deve conseguir fazer.

— A propósito, isso, mais ou menos, quanto tempo demora…?

— Uns três, quatro mil anos, será que não consegue?

Lá vem, senso de deus… De qualquer forma, quer dizer que, enquanto eu tiver na terra, é impossível mesmo.

Mesmo assim, entre deus comum e a vovó Tokie, deusa do espaço-tempo, o tempo que consegue se mover parece ser diferença absurda mesmo.

Comigo e a irmã Karen, mesmo dominando [Teletransporte Interdimensional] ao máximo, parece que só consegue mover no máximo até tempo suficiente pra humanidade nascer e ir à extinção. Só isso já acho absurdo demais… A vovó Tokie, quanto tempo consegue se mover, será? Do início do universo até o fim?

Enquanto penso nisso, a vovó Tokie bate as mãos levemente, "panpan".

No instante seguinte, voltamos pro topo do altar onde ficava o anel que o Gorudo saltou dentro. Só um instante mesmo, hein. Se o Gorudo soubesse que, preparando e preparando feito idiota, finalmente criou o túnel do tempo, ia chorar mesmo…

— Certo, então. Isso já não precisa mais, né.

Quando a vovó Tokie estala o dedo, o anel grande que brilhava, "gushatto", se esmaga. Simultaneamente, o túnel do tempo já criado também desaparece facilmente.

— Opa, a vovó Tokie pode destruir isso? Agora há pouco, alguma coisa de favoritismo…

— Já que o Tōya-kun resolveu a causa. Isso é trabalho como deusa do espaço-tempo. Sem problema.

Bom, eu ainda não consigo fazer truque de fechar espaço-tempo aberto, então só resta depender mesmo nessa parte. Isso seria dentro do escopo de suporte, será? Não consegui parar o Gorudo tentando fazer alguma coisa, mas pós-processamento tá OK?

…De alguma forma, sinto que tô realmente fazendo treinamento mesmo… Não é que esteja errado, no entanto.

Do ponto de vista dos outros deuses, eu sou tipo parente do presidente que entrou por indicação. Provavelmente, deve ter deus falando mal pelas costas.

Pra fazer esses deuses reconhecerem meu poder, só resta ir fazendo o que consigo, aos poucos.

Bom, parece que tenho tempo, então, sem forçar, vou com calma e firmeza mesmo.

Justamente quando renovo essa determinação, de fora, "dokan!", grande impacto ecoa até aqui. Parece que, lá fora, a batalha ainda continua.

Opa!? Se o Gorudo sumiu, os invocados também não deveriam sumir!?

A! Os que o Gorudo invocou não foram invocados por magia de invocação mesmo! Invocação, mas, precisamente, usando o poder do "Preto", conectando com "portão" pro mundo paralelo, puxando com teletransporte pra cá. Claro que não vai sumir. Não é que foram invocados com a própria mana deles.

— Vai, vai logo arrumar isso.

— Já vou!

Despedido pela vovó Tokie, tento voar com [Fly], mas a mana é sugada pela raiz, caindo logo. Esqueci.

Usando poder divino, ativo [Fly]. Dessa vez, consigo voar sem problema.

Saindo voando do altar, viso a saída pra sair do tumbleweed de raiz que cerca ao redor.

No caminho, o dragão fundido-máquina Triceratops tava caído no chão, "batabata".

Isso é aquilo, deve ser o pessoal que o Ruri e o pessoal derrotaram. Não vejo a figura do Ruri e o pessoal, será que, depois de derrotar esses, foram reforçar lá fora? A figura do Kuon carregado pelo Kohaku também não vejo. Todo mundo parece ter ido pra fora.

Achava que a vovó Tokie tinha voltado exatamente pro tempo que entramos no túnel do tempo, mas parece que não. Será que avançou só o tempo que eu senti na pele?

Bom, se não fosse assim, só eu ficaria com idade avançada na frente de todo mundo… espera, virando raça divina, acho que isso não importa muito, no entanto.

No topo da torre de árvore, saindo pra fora onde a raiz vira esfera, de repente, dragão fundido-máquina Pteranodon ataca de lado.

— Não te chamei, viu.

Perfuro a asa do Pteranodon com bala aplicada com [Vento Espiral].

O buraco aberto na asa se expande de uma vez, várias vezes maior, e, incapaz de voar, esse cai em direção ao solo.

— Uwa, o que é isso, afinal…

O que entra nos meus olhos ao sair da torre de árvore é dragão gigante de quatro cabeças.

Corpo inteiro fundido com máquina, e ainda com quatro caudas. Cabeça e cauda, cada uma, tem propriedade de fogo, gelo, raio, e… máquina?

Da cabeça de fogo dispara chama, da cabeça de gelo dispara nevasca, da cabeça de raio dispara relâmpago, e da cabeça de máquina dispara laser, batalhando intensamente contra o Frame Gear.

Conecto pelo smartphone, confirmando a situação atual.

— Yumina, tá me ouvindo?

『Tōya-san!? Que bom, tá bem mesmo! Ouvi a situação daí pelo Kuon e Kohaku, mas tava tudo bem?』

— Aa, aqui já resolveu. E, isso, qual é a situação agora?

『Tinha dragão fundido-máquina do tipo que invoca colega, e, da fenda dimensional, o dragão de quatro cabeças e outros dragões fundidos-máquina saíram de novo. Como isso não tem fim, pedimos pra Yae-san e Hiruda-san priorizarem exterminar o dragão que invoca』

Dragão fundido-máquina que invoca colega? Quer dizer que tinha dragão fundido-máquina invocando colega? Desgraçado do Gorudo, jeito sujo mesmo…

Direciono olhar pro canto do campo de batalha, e a Jīkurūne da Hiruda tava cortando num só golpe o pescoço de dragão fundido-máquina de nadadeira grande nas costas.

O que é aquele tipo Stegosaurus, hein… não, acho que Stegosaurus não tinha nadadeira grande nas costas tipo painel solar assim.

O outro Stegosaurus perto da Jīkurūne, quando a nadadeira das costas vibra, "buun…", surge buraco preto acima dele.

Então, de dentro disso, saem voando umas três dragões fundidos-máquina menores. Entendi, invocam desse jeito, é.

Preciso derrotar aquele lado antes do dragão de quatro cabeças. Se invocar mais um dragão de quatro cabeças, não aguento mais.

Do lado do dragão de quatro cabeças, a Orutorinde Overlord da Sū expande barreira, e a Geruhirude da Eruze, a Varutoraute da Rū, o Cavaleiro Dragão do Ende, aplicam ataque, contendo.

A Buryunhirude da Yumina e a Gurimugerude da Rīn, e a Rosuvaise da Sakura, parece estar dando apoio de disparo e suporte de trás.

A Herumuvīge da Rinze abate os dragões voadores fundidos-máquina circulando pelo ar, e os outros Frame Gear também cercam o Kyukuropusu ao redor com várias máquinas, derrotando um por um.

O soldado fundido-máquina parece estar sendo derrotado em massa pelo Kohaku e o pessoal. Opa? Cadê o Kuon?

《Kohaku, cadê o Kuon?》

《O jovem senhor tá do lado da Yumina-sama》

Aa, entregou pra Yumina, é. Perguntando pro Kohaku por telepatia sobre o Kuon, fico aliviado.

Melhor que ficar montado nas costas do tigre num campo de batalha desse tipo, deve ser melhor ficar no banco traseiro do Frame Gear que quase não se move, atrás. Parece que também tava bastante cansado.

— Já não tem mais o poder do deus da corrosão, e não precisa mais se preocupar com o Reginreivu ser tomado. Vou entrar também na batalha de limpeza.

Chamo o Reginreivu guardado no [Storage], montando.

Colocando o smartphone na cabine, ativo [Search].

— Buscar, deixa eu ver, dragão fundido-máquina Stegosaurus?

Sem saber como especificar, falo do jeito que penso mesmo. Bom, [Search] busca pela minha própria sensação visual, então não tem problema, mas é especificação meio idiota mesmo.

『Busca completa. Exibindo』

No monitor de mapa ao lado da cabine, aparece a posição do Stegosaurus.

— Travar alvo. [Espada Voadora Comandada] ativar

『Travamento completo. [Espada Voadora Comandada] ativando』

O trancamento das placas de cristal nas costas do Reginreivu solta, e as doze placas viram doze espadas longas.

— [Enxame de Espadas Meteoro]

A espada de cristal disparada tipo míssil perfura um atrás do outro a cabeça do Stegosaurus tentando abrir espaço, invocando colega.

Opa, tem três juntos tentando abrir grande portão de invocação. Não vou deixar fazer isso.

Manejando três espadas de cristal, perfuro do céu a cabeça de três Stegosaurus.

O portão que tava começando a abrir se fecha, e só a boca grande tipo jacaré desconhecida que tava tentando sair é cortada abruptamente pela distorção do espaço, caindo, "botori", no local.

Perigoso, hein. Pela boca, aquele aí devia ser tão grande quanto o dragão de quatro cabeças, agora há pouco.

Não, também existe possibilidade de só a boca ser grande, com o corpo pequeno, no entanto.

De qualquer forma, com isso, não deve vir mais reforço. Resta só resolver aquele dragão de quatro cabeças.

『『Estilo Bujin, Shinra Ryūsei Kyaku!』』

A Geruhirude da Eruze e o Cavaleiro Dragão do Ende, saltando pra cima, disparam chute voador feito parafuso, em espiral, no dragão de quatro cabeças.

O dragão de quatro cabeças, recebendo o chute no corpo, cambaleia alguns passos pra trás.

『Kyanon Nakkuru Supairaru!』

Ali, feito golpe adicional, o braço direito disparado da Orutorinde Overlord da Sū, girando, explode no peito do dragão de quatro cabeças.

O braço gigante dourado perfura o peito do dragão de quatro cabeças, voando pra trás, e o dragão de quatro cabeças, com buraco aberto no peito, cai no local, causando tremor no chão.

Ara. Antes de eu fazer alguma coisa, todo mundo já derrotou. Se for isso, resta só exterminar os pequenos mesmo.

『A partir de agora, entramos na batalha de limpeza! Cada um, sem forçar, enfrentem o inimigo em grupo!』

『『Entendido!』』

Pela comunicação do Rein-san, comandante da Ordem de Cavaleiros, todo mundo entra na batalha de limpeza. O outro lado já tá arrasado, mas nosso lado também teve dano grande. Algumas máquinas foram destruídas, e o cavaleiro piloto escapou pelo dispositivo de transporte, voltando pra Vāru Arubusu.

— Opa, também preciso participar.

Só o rei ficando de camarote assistindo é sem graça também. Fazendo o Reginreivu segurar espada de cristal nas duas mãos, começo a voar em direção ao dragão fundido-máquina.

『Busca finalizada. Zero resultados』

— Certo. Limpeza completa. Fim da batalha.

『Entendido. Limpeza completa. Fim da batalha』

Comunico o resultado da busca ao comandante Rein-san, relatando pra todo mundo o fim da batalha. Com isso, finalmente, dá pra respirar.

O pessoal da Ordem de Cavaleiros também saem da cabine do Frame Gear, alongando o corpo. Faz tempo que não tinha batalha tão longa assim, afinal.

Depois de descansar uns trinta minutos, vou entrar na preparação de retirada. Eu também tô cansado… Guardando o Reginreivu no [Storage], sento numa rocha grande que tava perto. Fu. Vento frio é bom…

— Tou-sama!

— Espera! Papai tá extremamente cansado! Agora não dá pra tackle!

Paro rápido a Sutefu que tava tentando pular de longe. De algum jeito, consegui parar antes dela usar [Accel], e a Sutefu vem correndo normalmente. Se recebesse o foguete-Sutefu no estado atual, com certeza, eu ia voar longe.

"Tetete", correndo, a Sutefu, "posun", pula no meu peito. Se fosse sempre desse jeito, seria bom mesmo…

De relance, vendo o Gōrudo seguindo atrás da Sutefu, por um instante, meu coração dá um salto.

O Gōrudo é a existência do mundo paralelo do Gorudo, gerada pelo poder do "Preto".

A memória de Kuromu Ranshesu que tinha lá foi apagada pela Sutefu, e, digamos, esse aí é que se pode dizer o verdadeiro "Coroa" "Dourado" no sentido real.

Não… quem é a existência invocada, ninguém sabe. O lado do Gōrudo talvez seja a existência criada pelo Kuromu Ranshesu deste mundo, e o Gorudo que eu derrotei talvez seja a pessoa de mundo multidimensional… pensar isso também não tem sentido.

Que ironia, mas, pela memória de Kuromu Ranshesu ter sido apagada, o Gōrudo acabou não errando o caminho.

Como esperado, isso deve ser mérito da Sutefu mesmo, hein.

Enquanto eu mesmo penso, com carinho de pai bobo, todo mundo também desce do Frame Gear, vindo em minha direção.

— O desfecho foi dado, dessu ka?

— …Bom, provisoriamente, hein.

Conto pra todo mundo o que o Gorudo tava tentando fazer, o objetivo do plano dele.

— Como direi… tô sentindo o vazio disso…

— Não importa o motivo, não é coisa que se possa perdoar. …Mas, sinto que entendo o sentimento dele…

A Rū e a Yumina murmuram isso, abaixando levemente o rosto. Saber que sentem o mesmo que eu, fico levemente aliviado.

Deve ter gente falando "por motivo idiota desse tipo!", e também deve ter gente falando "não tem nem espaço pra compaixão".

Valor não é igual pra todo mundo. O que valoriza, o que acha que vale a pena arriscar a vida, só a própria pessoa sabe.

『Assim, hein… o Kuromu também acabou tendo alguém precioso, hein…』

A "Coroa" "Prata", Silvā, pendurada na cintura do Kuon, murmura baixinho. Deve ter vários sentimentos em relação ao antigo criador.

『Será que aquele Kuromu conseguiu descansar em paz, hein?』

— Sei lá. Pelo menos, o desejo se realizou, então talvez tenha ficado satisfeito.

O "aquele" que a Silvā fala deve ser o Kuromu Ranshesu da memória que residia no Gorudo.

Será que golem tem alma… nunca vi isso nem com olho divino, então talvez não tenha.

Mas dizem que até objeto pode ter alma residindo, então não dá pra negar completamente.

Tem até lenda de que ferramenta com muitos anos ganha espírito, virando tsukumogami. Bom, em outro mundo, isso é só monstro comum, no entanto…

— Foi dado o desfecho, isso é bom, mas… o pós-processamento vai ser trabalhoso, hein.

A Rīn olha o cadáver do Kyukuropusu, soldado fundido-máquina, dragão fundido-máquina, dragão-máquina, espalhados por todo canto, soltando suspiro.

Pro meu lado, sinto que não teria problema em deixar assim, mas soldado fundido-máquina e o pessoal são coisa de outro mundo, e o Kyukuropusu também existe possibilidade de ter know-how relacionado ao deus maligno usado nele.

Deixar isso jogado aqui, caindo na mão de gente incômoda também não é bom. Recolhendo com [Storage], em Babylon, depois de separar, processo de descarte, é.

— Trabalho duro. Parece que o arrumo terminou sem problema.

— Vovó Tokieee!

De repente, aparecendo atrás de mim, a vovó Tokie, a Sutefu faz tackle. Opa…! …Tá tudo bem, hein?

A vovó Tokie, recebendo o tackle da Sutefu feito coisa qualquer, acaricia sorrindo a cabeça da Sutefu.

Como esperado de deus superior. O corpo a corpo da Sutefu é algo qualquer, hein.

— Daqui pra frente é trabalho meu. Daqui a pouco, a distorção espaço-tempo também deve se acalmar. Quando o efeito desaparecer completamente, vou fazer as crianças voltarem pro futuro.

Assim que ouço essa fala, sinto que o ar entre mim e as esposas fica pesado demais. As crianças também abaixam a cabeça de algum jeito. Sabem que a despedida tá próxima.

Isso, sem jeito. É futuro já determinado. Foi por causa desse futuro que a gente se esforçou.

Mesmo assim, sinto que a despedida com as crianças vai ser difícil mesmo… já ficou tão natural ter elas por perto…

— …Quanto tempo vai levar pra distorção espaço-tempo desaparecer?

— Deixa eu ver, umas duas, três semanas… não, por segurança, digamos um mês.

Um mês, é. Provavelmente, na verdade, deve dar pra mandar de volta mais cedo, mas a vovó Tokie deve ter dado essa margem de propósito. Pra a gente conseguir criar última memória com as crianças.

— No final, tava pensando em fazer uma viagem em família com todo mundo.

— Viagem em família, é?

A Rinze olha pra mim, meio estranhando.

— Boa ideia! Não perto, mas cidade do continente ocidental que nunca fomos…

— Não, tava pensando em ir de novo pro lugar que fomos na lua de mel.

Interrompendo a fala da Eruze, quando falo isso, o movimento das esposas para.

— Eh, eh!? Pro "Japão"!?

— Consegue ir com as crianças, dessu ka!?

— Verdade mesmo, dessu ka!?

— Que ótimo! Isso é ótimo mesmo, Tōya!

— Quer dizer que pro sogro, sogra…!

— Sim! Dá pra mostrar o rosto dos netos!

— Já precisa começar a preparação!

— Fufu… isso ficou empolgante, hein.

— Rei… bom trabalho.

Diante das mães empolgadas, as crianças ficam sem entender nada, boquiabertas.

Preciso explicar isso pra elas também, hein.

Depois… como fazer com a Arisu, hein. Levar como noiva do Kuon ou não…

Sendo viagem em família… não, a Arisu também já é família do futuro mesmo. Sem dúvida, a própria Arisu vai querer ir. Se for isso, só a Riiru ficar de guarda-casa também…

Levando a Arisu, como convencer o pai dela, isso também talvez seja obstáculo alto de alguma forma.

Só resta pedir cooperação da Meru e o pessoal mesmo? Se pressionado pela esposa e filha, o marido só resta se render mesmo. Comigo também é assim, então com ele também deve ser igual.

Viagem pro Japão levando as crianças em fila. De alguma forma, sinto tipo excursão de passeio escolar.

…Falando nisso… eu também vou precisar virar criança de novo, é? Opa? Eu… sou o lado que é levado…?


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