Capítulo 606 – Domínio do Teletransporte, e a Persuasão
— Quinze horas em ponto. Certo! Diferença de horário também tá certa!
Olhando a Torre Elizabeth vista do outro lado do rio Tâmisa, conhecida como Big Ben, eu tremia de alegria.
As pessoas passando direcionam olhar estranho, mas não ligo. Finalmente superei o desafio. Não tem jeito de ficar animado.
Desde aquilo, um mês. Recebendo treino intenso da vovó Tokie, com cara sorridente mas conteúdo espartano, finalmente, consegui dominar [Teletransporte Interdimensional]. Embora, limitado à Terra.
Do outro mundo onde tô, consegui ficar capaz de saltar com [Teletransporte Interdimensional] pra Terra, incluindo o Japão, qualquer país, e também consigo ajustar o tempo.
Passar um ano lá, e, mesmo depois, voltar pra cá, consigo fazer com que o mesmo tempo esteja fluindo direitinho.
Levemente animado com a Terra depois de tanto tempo, durante o treino, acabei circulando vários países, mas, bom, quase ninguém deve me reconhecer, então deve tá tudo bem.
Já apliquei direitinho magia de anti-percepção também, então acho que ninguém percebe minha existência. Agora há pouco, me empolguei demais, sendo percebido pelas pessoas de Londres, no entanto.
— Parece que conseguiu de algum jeito.
"Fu", sem som, a vovó Tokie aparece ao meu lado. As pessoas passando, sem sequer olhar pra vovó Tokie, que deveria ter aparecido de repente, seguem andando, "sutasuta". Apagou completamente a presença mesmo.
Não só apaga presença e sensação de existência, parece que também faz com que não apareça em câmera de vigilância e coisas assim.
Envolvendo levemente com poder divino, parece que dá pra evitar aparecer nesse tipo de coisa. Experimentando, envolvendo levemente com poder divino, tentei tirar selfie, e apareceu direitinho. Opa?
— Seu smartphone é artefato divino de Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo, oras. Claro que vai aparecer, não acha?
Faz sentido mesmo…
— Então, vou voltar o tempo pro ponto onde começamos o treino.
Quando a vovó Tokie bate as mãos, "panpan", num instante, sou teletransportado pro local de Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo no reino divino.
— Bem-vindo de volta. Parece que conseguiu dominar de algum jeito.
— É, graças a vocês. Com isso, consigo saltar pra Terra a qualquer momento.
O relógio da mesinha não tinha mudado desde a hora que começamos o treino. Voltou o tempo de um mês… não, voltou pro momento exato do início do treino, é.
— Só reforçando, é só quando eu der permissão, tá? Não pode ir pra Terra por conta própria. Se fizer isso, vai precisar até dar castigo pra você.
— Como tem deus chato por aí, é pra não dar brecha. Depois vira trabalhoso, sabe.
Uuum, cravaram prego grosso mesmo. Os "chatos" devem ser deuses que não me veem com bons olhos.
Descuidadamente quebrando regra dos deuses, virando "eu falei mesmo", até Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo vai ficar envergonhado. Isso, absolutamente, não posso fazer. No mundo de baixo, mesmo sendo rei, no reino divino, sou deus novato mesmo, afinal.
Movimento temporal também é promessa de ser só pra ajuste de [Teletransporte Interdimensional], então preciso tomar cuidado nisso também. Se tiver algum problema, em vez de julgar sozinho, primeiro, vou consultar Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo e o pessoal. Reportar, comunicar, consultar é importante.
— Então, até daqui uma semana.
Terminando o treino de um mês, finalmente, teletransporto de volta pro castelo. Aa… finalmente consegui voltar…
Mesmo assim, aqui, o tempo não fluiu nem um pouco, então não teve mudança nenhuma.
Mas, pra mim, é retorno pra casa depois de um mês, então, sinceramente, quero descansar um pouco…
Mesmo sendo de tarde, tentando ir em direção ao quarto, mas, no meio do caminho, sendo encontrado pelo Kōsaka-san, sou arrastado, levado pro escritório. Uaaaaaa.
— Antes da viagem, por favor, resolva o trabalho acumulado. Já recebi permissão das majestades esposas.
O Kōsaka-san, mostrando sorriso, empilha documento grosso em cima da mesa.
Não vai terminar! Isso é claramente algo que não vai terminar hoje! Quero fugir com [Teletransporte Interdimensional]!
Naturalmente, não vai me deixar fugir, então entro direto no trabalho. Usando aceleração de pensamento do [Accel], resolvo em velocidade máxima documento de direita pra esquerda.
Só agora percebendo, mas isso, o nosso lado tem funcionário civil absurdamente pouco! Preciso recrutar mais pessoal nessa área também, senão vai virar coisa séria em breve. Eu que vou sofrer!
De qualquer forma, terminando foi por volta de quando o relógio deu a volta na meia-noite…
Talvez por causa do treino, sinto impulso de "será que devo voltar o ponteiro do relógio…" não não, o pensamento tá ficando estranho.
Por ora, vou dormir… resto é amanhã. Voltando pro quarto, mergulho na cama.
Aa, preciso contar pra Yumina e o pessoal que meus pais descobriram sobre a gente. Poder voltar pra casa uma vez por ano deve ser motivo de alegria pra elas, mas…
Opa? O eu do futuro não levava as crianças pra visitar meus pais?
Aa, será que, se levasse, mudaria a história de "conheceram os dois pela primeira vez nessa viagem"…?
Talvez desse pra resolver pedindo pra vovó Tokie, mas, como esperado, isso, hein… já devo bastante favor mesmo…
Quer dizer que a próxima vez que meu pai e o pessoal conseguirem encontrar o Kuon e o pessoal vai ser daqui a pelo menos dez anos, é…
Pensando que originalmente nunca poderiam ter se encontrado, ainda é melhor assim, mas… no fim, continuo sendo filho ruim mesmo.
Sentindo pesar em relação aos meus pais, solto a consciência pelo cansaço.
— Já que descobriram, não tem mais jeito, né. Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo perdoou, né?
— É isso mesmo. Não acho que tem problema.
— Ou melhor, com isso, dá pra encontrar abertamente, não é? Qual é o problema, afinal?
Contando pras esposas o que ouvi ontem de Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo, recebo esse tipo de resposta.
Não, bom, não tem problema mesmo, mas…
— Provavelmente, vou levar bronca daquele jeito. Principalmente da minha mãe.
— Isso, bom, não tem jeito mesmo, né…
A Rinze fala isso com sorriso amargo, mas, não conhecendo o sermão da minha mãe, consegue falar isso tranquilamente.
Especialmente quando minto ou tento disfarçar, o sermão não é do mesmo nível de antes. Nível de ser perseguido por bêbado, insistente, sabe?
Bom, do ponto de vista dela, achando que era sonho, acabou não sendo sonho, então talvez tenha até sentimento de "fui enganada". Queria que entendessem que também tem várias circunstâncias do meu lado.
— Bom, essa parte, deixamos pai e filho resolverem entre si mesmo…
Uwa, a Rīn jogou a toalha. Merda, ficando sem apoio nenhum, é.
— E? No fim, vão levar a Arisu?
— Sendo noiva do Kuon, quero apresentar pro pai e mãe dele.
— Uuum, se for isso, o que fazer com a Riiru, dessu ka?
— Guarda a casa?
— Só ela ficar de fora também é…
Já mudou de assunto pra falar da Arisu e o pessoal. Melhor desistir de conseguir reforço aqui. Preciso pensar sozinho um jeito de driblar o sermão da minha mãe…
— De qualquer forma, primeiro, precisa conversar com a Meru-san e o pessoal. O maior problema é…
— O Ende-san… né.
Quando a Rinze fala o nome dele, todo mundo solta suspiro.
— Conhecendo esse aí, na pior das hipóteses, deve até falar que ele mesmo vai junto.
— Tendo aquela habilidade, fica ainda mais chato mesmo, viu…
A Eruze e a Rū trocam esse tipo de conversa, mas, nessa parte, eu acho que tá tudo bem.
O poder de "Travessia" do Ende, com certeza, é habilidade capaz de se mover entre mundos. Mas acho que não consegue fazer movimento temporal.
Ou seja, mesmo que eu e o Ende nos movêssemos simultaneamente pra Terra, o Ende deveria sair numa Terra mais futura que a minha, usando [Teletransporte Interdimensional]. Se isso for além das duas semanas de estadia planejadas, quer dizer que voltaríamos sem nem encontrar o Ende.
Bom, se falar isso, sem dúvida, ele vai falar "então me leva junto com o seu [Teletransporte Interdimensional]!"…
— Parece interessante! Vou!
— Não! Não sei o que pode acontecer, viu!
Conforme previsto, ou como dizer, a opinião da filha e do pai se divide completamente em dois.
Vim até a casa do Ende pra conversar se dava pra levar a Arisu na viagem, mas, assim que ouviu a conversa, a Arisu ficou animada, e o Ende ficou com raiva.
— Atravessar mundo diferente… não é coisa fácil assim. O senso comum daqui não funciona, precisa se adaptar ao senso comum de lá. Mesmo tomando cuidado após cuidado, pode ser atacado por algo que não existe nesse nosso mundo, ou pode ser perseguido por selvagem não civilizado. Vai deixar a Arisu ir pra lugar desse tipo!
Como esperado do homem que atravessou vários mundos. Conhece bem o perigo de outro mundo. A propósito, selvagem não civilizado seria referência a terráqueo? Ei ei.
Haha, já foi perseguido, né, você? Experiência própria, é.
De fato, sem conhecer o senso comum de lá, acho que é perigoso mesmo. Sem conhecer semáforo, talvez atravesse mesmo no vermelho, ou talvez enfie o dedo na tomada, levando choque.
Mas, sobre isso, a gente vai ficar de olho, então não precisa se preocupar. Principalmente, quem vai ficar de olho, deve ser o Kuon, mas, bom, acho que não precisa se preocupar.
— Por que, oras! Eu sou noiva do Kuon! É óbvio que vou junto!
— Ainda não foi casar de jeito nenhum! Não é óbvio, não!
Vendo os dois se encarando, solto pequeno suspiro, "hā", e a Meru e o pessoal, vendo isso, também soltam pequeno suspiro igual.
— A opinião de vocês, Meru-san e pessoal?
— Deixa eu ver… do meu lado, acho que não tem problema em deixar ir, mas…
— Vai ficar levemente triste, mas se a Arisu quer ir…
— Uhum. Expandir conhecimento não é coisa ruim. Mas, aquele lugar, é seguro mesmo?
A Meru e o pessoal, basicamente, parecem favoráveis, mas ainda tem um pouco de inquietação, digamos assim.
— Sendo mundo com pouca mana, quase não dá pra usar magia, mas, no caso da Arisu, não tem muita relação com isso. O país que a gente vai, mesmo naquele mundo, é dos melhores em segurança, então acho que tá tudo bem. Naturalmente, não é que não tenha acidente nenhum, então, nisso, vamos tomar cuidado, no entanto.
Com certeza, o Japão deveria estar entre os dez primeiros no ranking de país mais seguro e pacífico. Islândia era o primeiro lugar, era?
Sendo seguro no sentido geral, e ainda mais, com o poder da Arisu, achar que dá pra fazer algo com ela deve ser impossível mesmo. Mesmo se tivesse assaltante armado com revólver, acho que não consegue nem arranhar ela. Ou melhor, o criminoso é que ia ficar em perigo mesmo…
— Vê! A mamãe e o pessoal também tão dizendo que tá bem!
— Mu, gu, gu…!
Ganhando apoio forte, a Arisu ganha ímpeto. O Ende, ficando sem apoio, "ki!", direciona olhar pra mim. Não olha pra cá.
— Se for isso, eu também vou junto…!
— Isso eu recuso. Não vou conseguir cuidar de você também, e isso, provisoriamente, é viagem em família, tá? Não pretendo levar até o pai da noiva do filho.
Corto no meio a fala previsível do Ende. Se o Kuon e a Arisu se casarem, até dá pra dizer que ficamos parentes de certa forma, mas isso, melhor ficar quieto. Se vier, sem dúvida, vai incomodar mesmo.
— No meu mundo, tem um ditado que diz "deixe o filho amado viajar". Significa que, justamente por ser filho precioso, em vez de mimar por perto, deve deixar ir pro mundo, acumulando experiência dura. Ser protetor demais não é bom, viu?
— Nugugu…! O Tōya falando isso!? Antes de mais nada, não é experiência dura, é viagem divertida, né!?
Não, bom, é isso mesmo. Mas, poxa, o pai da noiva do filho vindo junto na viagem em família, como fica isso, hein? Não é levemente inferno? Depende da família, no entanto.
— Como esperado, como guardião, eu preciso…!
— Você cala a boca um pouco.
— …!
Voz gelada, tipo esfriando até o fundo, dispara vindo da Riiru, sentada entre a Nei e a Rise.
Não, não é a Riiru. Essa voz é a consciência do rei das Furaizu que habita dentro dela, o Haru.
Pela persuasão paciente da Meru e do pessoal, mesmo com o Ende ali, a Riiru ficou capaz de manter consciência de algum jeito. A Arisu também conhece a existência do Haru. Parece reconhecer como "tio Haru".
Como resultado, mesmo com o Ende entrando no campo de visão, a personalidade do Haru não vem mais à tona e descontrola na Riiru, ficando capaz de voltar pra casa, mas…
Aqui, de novo, a consciência do Haru emergir de novo. …Por favor, não vai fazer confusão, viu?
— "Só impondo o próprio pensamento, sem considerar o sentimento do outro. Não trate ela feito ferramenta conveniente"… foi isso? A figura sua, que latiu isso pra nós, fazendo a mesma coisa com a Arisu, é bem cômico, não acha?
— Ugu…
Diante da palavra disparada junto com sorriso maldoso da Riiru, o Ende segura o peito.
O quê o quê, Haru-san, esse aí falou coisa tão pomposa assim?
— Pra nós, espécie dominante, pai é só existência que gerou o núcleo de cristal. Vivendo do jeito que quer desde que nasce, se não bater bem com o pai, nunca mais se encontrar de novo também é normal. Por isso, não entendo nem um pouco o seu sentimento de tanto apego pela filha.
Espécie dominante, desde que nasce, já tá em estado adulto, e conhecimento e experiência até certo ponto são herdados do pai, então deve ser por causa disso mesmo.
Não bater bem com o pai, talvez seja porque a espécie dominante do pai tinha sentimento forte de autodesprezo, algo assim.
— Se a própria pessoa quer ir, então deixa ir mesmo. Eu, sem considerar o sentimento da minha irmã, impondo só meu próprio sentimento, como resultado, minha irmã desapareceu diante de mim. Não me importo se você cometer o mesmo erro que eu, mas, se fizer minha irmã ficar triste, isso é outra história.
— Haru…
A Meru direciona olhar pra Riiru… pro Haru com expressão indescritível.
Bom, de fato, no caso da Arisu, mesmo se falasse não, acho que ela viria junto à força mesmo.
— …A Arisu… quer tanto assim ir?
— Quero ir. Quero conhecer o vovô e a vovó do Kuon. Quero conhecer, cumprimentando direitinho.
A Arisu, olhando reto nos olhos do Ende, transmite claramente sua própria vontade.
Eventualmente, o Ende, feito desistindo, solta pequeno suspiro.
— ………..Tá bem. Toma cuidado mesmo, viu. Escuta bem o que todo mundo fala, sem fazer nada por conta própria, tá?
— Obrigada, papai!
A Arisu, com rosto radiante, abraça o Ende. De algum jeito, conseguiu convencer, penso aliviado, e, olhar tipo "tá entendendo, né?" do Ende, abraçando a Arisu, cravado tipo lançado.
Nn… claro que vou trazer ela de volta segura.
— A Riiru, o que faz? Se quiser ir junto…
— Não, ela tem medo de atravessar mundo. Se errar feio, talvez acabe invocando Kuōsu em massa de novo. Isso não é o que vocês desejam, não é?
Não a Riiru, o Haru quem responde isso.
Kuōsu… aquele Furaizu artificial tipo joia. Isso mesmo, quando veio pra esse mundo também, pra proteger a Riiru, tinha aparecido enxame de Kuōsu ao redor.
Se aquilo aparecesse em massa no Japão, ia virar mais que confusão mesmo… como esperado, isso seria perigoso demais.
— Eee!? Riiru também vem junto!
Diante do rosto insatisfeito da Arisu, a expressão tensa da Riiru, "fu", relaxa numa expressão suave. Parece que a personalidade voltou pra Riiru.
— Desculpa, Arisu-onē-chan… como esperado, eu tenho medo, então… se causar problema no mundo de lá, vai incomodar várias pessoas, então vou ficar esperando aqui.
— Uu… então vou trazer bastante presente! Espera com carinho!
— Uhum. Obrigada, Arisu-onē-chan.
A Arisu se afasta do Ende, abraçando a Riiru. Uuum, também queria deixar a Riiru ir, mas, como esperado, se descontrolar, hein…
Se causar problema lá, na pior das hipóteses, existe até possibilidade de nunca mais ser permitida a atravessar pra Terra.
Desculpa, mas só resta a Riiru guardar a casa mesmo. Em troca, vou comprar bastante presente conforme a Arisu falou.
— A propósito, quando é a partida? Quanto tempo?
— Partida é daqui uma semana. Lá, o plano é duas semanas.
Aviso o cronograma pra Nei. E, voltando, daqui uma semana, mando as crianças de volta pro futuro…
— Desculpa por roubar duas semanas do último tempo com a Arisu…
— Tá bom. Isso é o que a Arisu desejou. E, pra espécie dominante, dez, vinte anos é num piscar de olhos. Logo, logo, vou encontrar a Arisu de novo.
A Rise, sem mudar de expressão, responde isso.
…Agora que percebi, mas, esses aí vivem centenas de anos, será…? Se o filho do Kuon e da Arisu ficar como família real desse país, esses aí também vão ficar em Brunhild pra sempre…? Sinto confiança e também inquietação…
Espécie dominante, mesmo assim, não deve ser imortal, mas, comparado a humano, deve ter vida absurdamente longa mesmo. Bom, nesse mundo também tem elfo e outras espécies longevas, então deve ser coisa normal mesmo.
Provisoriamente, eu e o pessoal, depois de viver até certo ponto, pretendo me recolher em Babylon. Depois disso, no momento certo, mudar pro reino divino. Início da vida de deus.
Segundo a irmã Karen e o pessoal, a Yumina e o pessoal, sendo meus súditos, devem receber tratamento igual a anjo e afins.
Não sendo raça divina, disseram que só conseguem morar até o reino celestial abaixo do reino divino.
E, dali, esforçando, vira deus subordinado, e, esforçando ainda mais, dá até pra virar raça divina de verdade, dizem.
A Yumina e o pessoal também virarem deus… não, deusa, é. Virando deusa e tal, já é escala grande demais pra entender…
Bom, história de futuro bem distante mesmo.
— Tōya… tira foto direitinho da Arisu, tá? Vídeo também. Registra tudo exceto banho e banheiro, tá.
— Não me transforma em stalker da própria filha.
Vídeo e tal, vou tirar normalmente, mas, provisoriamente, os principais são os meus filhos. Vou tirar da Arisu direitinho também, então não precisa se preocupar, seu desgraçado.
Ignorando o pai falando coisa estranha, decido voltar pro castelo.
Bom, com isso, a maior preocupação já se resolveu, será? Resta ensinar pras crianças também as regras básicas do Japão. Especialmente sobre semáforo, faixa de pedestre, passagem de nível, coisas tipo regras de trânsito.
Depois… também precisa ensinar coisa tipo não seguir estranho desconhecido, não agir sozinho… será que peço pra Famu da "Biblioteca" fazer roteiro de viagem…?
Mesmo se perder, se tiver o smartphone, dá pra saber a localização, mas fico extremamente inquieto. Aquelas crianças costumam perder as coisas mesmo…
E também tem o problema da minha mãe, hein… sabendo com certeza que vou levar bronca, mas precisando ir mesmo assim, essa dor…
Uuum, indo em forma de criança, será que, como esperado, não vai ter cabeçada igual da vez passada? A, mas, tenho lembrança de ser repreendido, tendo a têmpora esfregada quando era criança…
…Uhum, mesmo levando bronca, só na frente das crianças, vou pedir pra não fazer, pelo menos. Provisoriamente, existe dignidade de pai, afinal…
— Haa…
Deveria ser viagem divertida, mas, sem parar, soltava suspiro.