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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 607

Preparação da Viagem, e a Partida

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Capítulo 607 – Preparação da Viagem, e a Partida

— Então, depois de amanhã, partimos pro "Japão", mas todo mundo entendeu o que precisa tomar cuidado?

Quando pergunto isso, as dez crianças sentadas no sofá respondem em uníssono, "sim!". A resposta é boa. Só a resposta mesmo.

— Sutefu, sinal vermelho é?

— Para!

— Correto!

Diante da Sutefu acertando, chega aplauso ao redor. A Sutefu também, "mufū", fica se exibindo, satisfeita.

Parece que a educação sobre o Japão da Yumina e o pessoal lembraram razoavelmente bem. Além de regra de trânsito e senso comum geral, também tem regra de não poder usar magia.

Mais que não poder usar, na verdade é que não dá pra usar mesmo, na Terra com pouca mana.

Mesmo assim, por exemplo, [Faiā Bōru] consegue gerar fogo do tamanho de isqueiro, [Wōtā Bōru] consegue gerar água do tamanho de bola de golfe.

Nesse nosso mundo, é poder sem grande relevância, mas, se for visto usando isso lá, vira alvoroço grande.

Na pior das hipóteses, viagem cancelada, nunca mais poder ir pra Terra de novo. Nisso, reforcei insistentemente, quase demais.

Sendo mundo com quase nenhuma mana, naturalmente, o Kohaku e o pessoal, e também a Pōra, Meka Pōra ou Pāra, e os Coroa Silvā e Gōrudo, também ficam de guarda-casa. Espada falante e robô desse tipo, óbvio que não dá pra levar.

Eu e as esposas, com o poder que Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo aplicou na aliança de casamento, conseguimos conversar traduzindo não só japonês, mas todo idioma da Terra, mas com as crianças não é assim.

Por isso, precisava criar item de tradução substituto.

Se eu mesmo criasse, a mana aplicada se dissiparia na Terra, ficando inútil, então pedi pro Kurafuto-san, deus do artesanato, criar ferramenta de tradução usável até na Terra. Em troca, pediram artesanato de lá como presente. Espero que tenha algo que agrade os olhos do deus do artesanato…

Fiquei em dúvida um pouco sobre em que aplicar a função de tradução.

No começo, pensei em pedir case de smartphone, mas essas crianças pareciam capazes de deixar cair, então… acabei decidindo por pulseira. Com isso, as crianças também conseguem conversar lá.

— Será que tá tudo bem mesmo levar elas, hein…

Só agora, começo a ficar inquieto de novo… mostrei alguns filmes japoneses, ensinando até certo ponto que tipo de mundo é, mas…

— Vai ficar tudo bem. Se cada uma cuidar direitinho da própria criança responsável.

A Eruze rebate minha inquietação assim.

Basicamente, ficou decidido que cada criança seria cuidada individualmente, um a um.

Naturalmente, a mãe da criança fica responsável por essa função, mas só eu e a Yumina somos diferentes, a Yumina cuida da Arisu, e eu cuido do Kuon. Podia ser ao contrário também, mas achamos melhor mulher com mulher, homem com homem, sendo mais fácil de lidar de várias formas. Não dá pra entrar em banheiro feminino ou banho feminino, afinal…

— Se por acaso se perder, ligar imediatamente. Quando perder ou deixar cair o smartphone, sem poder ligar, mover pra lugar que não atrapalhe as pessoas, esperando a gente ali mesmo. E também…

— Espera aí, querido. Isso tá detalhado demais, viu.

Recebo voz meio exasperada da Rīn. Uuum, tá detalhado demais, será…

Ou melhor, parece tranquila, mas vocês também não conhecem tão bem assim o senso comum da Terra, né. Bom, é nível que se perdoa com "bom, sendo estrangeiro, não tem jeito mesmo", no entanto.

— A propósito, Tōya-san. Dessa vez também vai em forma de criança?

A Rinze pergunta diretamente algo que eu tentava não pensar muito.

— Uuum… não sei sem perguntar pra Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo, mas, provavelmente, deve ser assim mesmo, hein…

Ir na forma atual, com certeza, é perigoso. Se encontrar alguém que me conhece, ou for fotografado, sendo reconhecido, também é perigoso. Câmera de vigilância também deve ter em todo canto da cidade.

Da vez passada, sendo lua de mel, foi daquele jeito, mas, forma completamente envelhecida, idoso, será como?

Configuração de "avô com vários netos". Meio forçado, será?

— Sendo assim, forma de menina talvez ninguém percebesse, não acha?

— Rīn-san, isso, tô muito a favor!

— Tô muito contra!

Discordo completamente da Rinze levantando o polegar em direção à Rīn, sorrindo maliciosa.

Que idiotice! Se por acaso conhecido perceber, vira inferno! Ou melhor, mostrar esse tipo de forma pro papai e mamãe, jamais!

Como esperado, vou de forma de criança mesmo. Isso é mais conveniente de várias formas. Deve ser mais fácil de agir junto com o Kuon também.

— Falando nisso, o olho mágico do Kuon, será que funciona lá também…?

— Acho que o efeito é fraco, mas acho que funciona. O cansaço depois de usar também deve ficar maior, então não deve dar pra usar com frequência. Comigo também foi assim.

A Yumina responde minha dúvida. Provisoriamente, funciona, é.

Só que, olho mágico é ativado por mana pura interna do corpo, então, se forçar uso na Terra, talvez acabe passando mal, ficando de cama.

Se esgotar a mana interna do corpo, na Terra com mana escassa, dificilmente consegue recuperar.

Preciso explicar isso pro Kuon, avisando pra não usar olho mágico.

As crianças também usam mana no dia a dia, então precisa não usar isso também. Se desmaiar por falta de mana, vira coisa séria.

O grupo mais velho já entende direitinho, então acho que tá tudo bem, mas o grupo mais novo… especialmente a Rinne, a Arisu, a Sutefu, essas três, sem perceber, usam reforço corporal.

Não acho que vai ter oportunidade de lutar, mas fico preocupado se não vão descontrolar de tanta empolgação, desde já… preciso ficar de olho bem aberto.

No dia seguinte, sendo que amanhã é a partida, enquanto todo mundo faz vários preparativos, percebo coisa muito importante.

Dinheiro. Grana. Money.

Não tenho dinheiro da Terra, ou melhor, do Japão. Da vez passada, Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo preparou dinheiro pra mim, mas isso, acho que era tipo presente de casamento mesmo.

Ir pra algum lugar, comprar presente, tudo isso custa dinheiro. Sem dinheiro nenhum, não dá pra aproveitar viagem divertida. Dinheiro é absolutamente necessário.

Certo, o que fazer. Vender ouro, prata, joia lá de novo?

Se for quantidade pequena, não deve ter tanto problema… espera, não pode! Não tenho documento de identidade! Nem consigo vender!

Usando [Modelagem], talvez consiga falsificar moeda, mas… como esperado, isso, hein.

E, ainda mais, ter só moeda também deve ser difícil de usar.

Primeiro, ir até Las Vegas, ganhando dinheiro com trapaça um pouco… não não, isso não. Por que, quando tento ganhar dinheiro, acabo indo em direção a crime, hein… deve ser porque é mais fácil mesmo…

Se for isso, fazer bico normal… espera, é por isso mesmo que não tenho documento de identidade!

Enquanto seguro a cabeça no escritório, sem saber o que fazer, o smartphone colocado na minha frente avisa chamada.

De Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo? Opa, não pode ser, será que…

『Parece que tá com problema, hein』

— Tava vendo, é…

『Se for questão de dinheiro, não precisa se preocupar, viu. O câmbio, eu faço daqui. Só precisa ter algumas joias de tamanho razoável』

Conforme mandado, tiro da [Storage] algumas joias que ficaram guardadas, colocando em cima da mesa. Melhor não muito grandes, né? Aqui, até joia de tamanho de bolinha de gude rola por aí, então…

Evitando as grandes, deixo umas três joias de tamanho comum na Terra.

A joia diante dos olhos, "fu", desaparece, e, "dosadosa!", cai monte de nota. Uoo…

Eeto, isso é maço de nota de um milhão de ienes? Tem cinco também, hein… cinco milhões…?

Mudando o smartphone pro alto-falante, quando pego o maço de nota diante dos olhos, sinto o peso considerável dele.

— Isso não é receber demais…?

『Receber, nada, falei que era câmbio, oras. Originalmente é seu dinheiro』

Não, como direi, hein… faz bastante tempo desde que virei conhecido como rico nesse mundo, mas, segurando em iene japonês, sinto o peso diferente mesmo… senso financeiro desde a infância não sai fácil, afinal…

— Ou melhor, isso é dinheiro que dá pra usar sem problema…?

Não é dinheiro sujo de algum canto, dinheiro que não pode circular no mundo, né…

『É dinheiro que dá pra usar sem problema mesmo, viu. Sem se preocupar, use na viagem』

Bom, se perguntar a fundo, deve virar preocupação, então vou receber com gratidão. Deixo cair o maço de nota, "suton", dentro do [Storage].

Opa? Pensando bem, depois de encontrar meu pai e o pessoal, seria melhor pedir pra eles trocarem, né? B, bom, talvez rastreiem de algum jeito, então melhor pedir pra Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo trocar mesmo.

『E também, sobre sua forma indo pra Terra… dessa vez, vai encontrar de verdade seus pais, então fixar na forma de criança também, hein』

Nã…! Aí eu queria ir na forma de criança mesmo, sabe! Se for nessa forma, com certeza, sinto que vai vir coisa mais que cabeçada…!

Enquanto tremo sozinho, "karan", cai diante dos olhos pulseira prateada.

Numa pulseira levemente larga, tá encaixado algo tipo cristal redondo.

『Pedi pro deus do artesanato e pra deusa do espaço-tempo, fazendo item de transformação simples. Vestindo isso, fazendo poder divino fluir no cristal, vira forma de criança. Fazendo fluir de novo, volta pra forma original』

— Hee…

Pulseira de transformação, é. De fato, ficar sempre na forma de criança também cansa, afinal…

Passo suavemente no braço esquerdo, tentando fazer poder divino fluir. "Pon!", sobe fumaça, e, igual da vez passada, num instante, viro forma de criança. Uoo, a roupa cai escorregando!

『Ah, esqueci de avisar, mas, depois de transformar uma vez, sem passar um dia inteiro, não dá pra ativar de novo』

— E!? Espe, isso, avisa antes, viu!?

Tento de novo fazer poder divino fluir na pulseira, mas não reage nada. Mentira…

A pulseira parece ajustar o tamanho automaticamente, ficando bem justa até no braço de criança.

『De qualquer forma, a partida é amanhã mesmo, então não deve ter problema tão grande assim. Viu, tome muito cuidado pra não ficar circulando lá fora na forma original, tá? Um dia inteiro, fica em casa com seus pais, curtindo momento em família ou coisa assim』

Aa, se voltar pra forma original, dessa vez, sem passar um dia inteiro, não consigo voltar pra forma de criança, é. Parece que não volta automaticamente por tempo esgotado, então só precisa voltar pra forma original na hora de encontrar meu pai e o pessoal mesmo, né. Fora isso, vou ficar na forma de criança.

Se for forma fofa de filho na fase fofa, acho que a raiva da minha mãe também deve se acalmar. Ou melhor, por favor, se acalme…

— Opa? Falando nisso, minha mãe e o pessoal sabem que a gente vai voltar?

『Não, não sabe. Dessa vez, não avisei. ………..Porque tenho medo de avisar』

Com voz pequena, Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo deixa escapar a verdade no final. Nuu. Quer dizer que precisamos ir encontrar diretamente mesmo, é. Não, talvez bastasse ligar, pedindo pra ir até a casa do vovô, no entanto…

— Que peso no coração, hein…

Não, não é que não queira encontrar, viu? Só que, vir junto com sermão, sinceramente falando, é dose demais…

『Como direi… sua mãe, se tivesse nascido nesse mundo, com certeza, teria virado tipo heroína, mulher valente, penso…』

Isso mesmo.

Sendo filha daquele vovô destemido, afinal… de qualquer forma, não faz concessão. Uma vez decidido a fazer, vai até o fim. Ali, não existe compromisso ou consideração, nem um pouco.

Antigamente, quando trabalhava numa empresa, ouvi do meu pai que ela eliminou socialmente, sem piedade, um chefe que continuava assediando persistentemente funcionária colega.

Ouvindo o conteúdo, fiquei levemente chocado, "será que precisava chegar a esse ponto…?". Meu pai, com sorriso amargo, falou "o Tōya-kun é idêntico à Tsuzuri-san", mas onde, afinal?

— Ligar eu mesmo, relatando que tô vindo com esposas e filhos… nem faz sentido, né…

Nem imagino, um ano depois da lua de mel, ter nove filhos, que piada seria essa. Será que dá pra explicar e fazer entender.

Bom, os dois sendo mangaká e ilustradora de livro infantil, acho que devem aceitar flexivelmente essa parte, no entanto.

『Bom, aproveita a viagem em família com calma』

— Se ao menos superar a primeira barreira, acho que fica divertido, no entanto…

Desligando a chamada com o deus, troco de roupa infantil vinda do [Storage]. Ainda bem que guardei…

Depois de tanto tempo, com ponto de visão baixo, sinto o quarto mais amplo.

— Yo, opa

Estendendo a mão, puxando a maçaneta, abro a porta. Como esperado, sendo pequeno, é inconveniente mesmo.

Saindo pro corredor, "battari", encontro a Sutefu levando o Gōrudo.

— Yo, Sutefu. Terminou a preparação da viagem?

— …quem?

A Sutefu me olha com rosto desconfiado.

Merda. Agora tô na forma de criança, é…

— A, eeto, sou o papai.

— Otoo-san?

— Não. Sou o tou-sama. Seu. Da época de criança.

— E!? Tou-sama!?

A Sutefu, mostrando rosto surpreso, vem correndo em minha direção.

Ao meu redor, girando, "guruguru", a Sutefu me observa de cima a baixo com curiosidade animada. Sensação de bastante interesse.

— Isso é [Miragem]?

— Não, não é ilusão, é transformação de verdade. Parece que fica assim por um dia inte,

Mal termino de falar, a Sutefu puxa minha mão, saindo correndo. Rápido, rápido! Não pode usar [Accel] no corredor!

— Todo mundoo! O tou-sama virou criançaa!

Sendo arrastada pela Sutefu correndo em disparada pelo corredor, sou levado pra dentro da sala.

Na sala, pra preparar a viagem de amanhã, mãe e filhos estavam todos reunidos.

As crianças arregalam os olhos surpresas, e as mães também, não tanto quanto, mas mostram rosto igualmente surpreso.

— Eh? Já virou forma de criança? Não tá um pouco cedo?

— Mais que cedo, foi por causa de um pequeno erro… bom, de qualquer forma, vai ficar assim mesmo, então, mesmo um dia mais cedo, não tem problema, mas…

— Eee… queria ter visto o padrão de virar corpo feminino…

Diante da Eruze meio exasperada, solto palavra tipo desculpa, e voz de decepção sai da irmã gêmea. Não existe isso, viu!? Padrão desse tipo!

Mostrando a pulseira que ganhei de Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo, explico provisoriamente que depois de um dia, volto ao normal.

— Mesmo voltando, não pode sair de casa, né…

— Envolver com [Miragem] usando poder divino, virando outra pessoa?

— Não, pensando que, no meio do caminho, o poder divino pode acabar, voltando por acaso pro normal… prefiro não arriscar ponte perigosa. Justamente porque Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo deu permissão de voltar pra casa uma vez por ano, com tanto esforço.

— Faz sentido mesmo… depois de reencontrar os pais, voltando pra forma de criança, dá pra se mover livremente mesmo, então… não precisa arriscar perigo desnecessário mesmo.

A proposta da Rīn, eu também considerei um pouco, mas, como esperado, melhor evitar mesmo. Só precisa ficar um dia dentro de casa, então não é tão difícil assim. Sinto pena pelas crianças que serão arrastadas junto, no entanto.

— Otou-sama, pequenininho! Parece que ganhou um irmãozinho!

— Não, tem o Kuon, oras…

A Āshia fica animada, olhando pra mim. Mumumu, tô perdendo em altura, hein… de fato, talvez pareça irmão mais novo mesmo.

Altura, mais ou menos igual ao Kuon? Só a Sutefu que me vence.

"Fumu", olhando pra mim, a Yakumo pergunta.

— Lá, vamos fingir que somos irmãos, é?

— Não, tem a Arisu também, então, nisso, tá bom ser amigo normal mesmo, não acha?

Sinceramente, chamar meus próprios filhos de "onī-chan", "onē-chan" é bem forte demais… meu coração de vidro se estilhaça de vergonha.

Se minha mãe e o pessoal descobrissem isso, com certeza, iam tirar sarro sem piedade. Isso, por favor, poupa.

— A preparação de todo mundo terminou?

— Sim. Como não dá pra usar [Storage], no mínimo, colocamos na mochila coisa pra emergência.

A Hiruda direciona olhar pras nove mochilas alinhadas em cima do sofá. Alinhadas em fileira, é vista imponente mesmo. Incluindo a da Arisu que não tá aqui, as mochilas têm cor diferente cada uma, então não deve confundir.

Podia deixar eu guardar com [Storage], mas, se por acaso se perder, as crianças sozinhas vão precisar se virar por um tempo mesmo, afinal.

O conteúdo é cantil, comida de emergência simples, equipamento de iluminação, capa de chuva, roupa de troca, conteúdo não muito diferente de mochila de desastre.

Se conseguisse aplicar [Storage] nessa mochila, seria mais fácil, mas… não, na verdade, dá pra fazer isso, mas, no momento que leva pra Terra com pouca mana, parece que o efeito desaparece, e tudo que tava guardado no espaço dimensional desaparece completamente.

— Então, amanhã é cedo, então vamos jantar, tomar banho, e dormir cedo, tá?

— Simm!

As crianças respondem animadas. Amanhã, começa viagem em família de duas semanas. Espero que termine sem nenhum problema.

Criando memória divertida, espero que as crianças voltem felizes pro futuro.

Olhando as crianças saindo em fileira da sala, penso isso.

…Bom, primeiro, o sermão me espera, no entanto.

Nessa forma, talvez tenha até chance de escapar do sermão. Aposto nisso, e o resto, só resta rezar pro deus mesmo.

Não… rezar pro deus, dessa vez, deve ser impossível mesmo, hein…

Manhã seguinte.

O céu tava claro, limpo, azul sem nenhuma nuvem.

Bom, tempo daqui não tem relação com a viagem, mas o ânimo fica bom.

Junto com a Arisu, o Ende, a Meru, a Nei, e a Rise também vieram nos despedir. O pessoal do castelo também veio pra despedida.

De relance vendo a Arisu correndo até o Kuon, o Ende me leva pra sombra, longe dos outros, falando:

— Sem falta, sem falta mesmo, não tira o olho da Arisu! Se aqueles selvagens de lá tentarem fazer algo com a fofa Arisu, pode cortar sem dó!

— Não fala coisa perigosa desse jeito, viu.

O Japão tem lei de arma branca, sabe. Ou melhor, para de tratar terráqueo como selvagem.

Antes de me enrolar mais com esse pai neurótico, melhor partir logo.

— Certo, todo mundo, reunir aqui.

As crianças, cada uma carregando mochila de cor diferente, e as esposas de mãos vazias, se reúnem ao meu redor. Total de vinte pessoas. Mais que viagem em família, tá parecendo excursão de empresa.

Todo mundo tá vestido com roupa comum, adaptada pra lá. Assim, não deve chamar atenção estranha.

O destino de teletransporte é a casa do vovô. Ainda tenho a chave de antes, e, dessa vez também, pretendo usar como base. Igual da vez passada, Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo deve ter deixado luz, água, gás e afins usáveis. Sendo casa grande, mesmo com vinte pessoas, deve dar pra se virar de algum jeito.

Envolvo levemente poder divino ao redor. Com isso, se por acaso tiver alguém no momento do teletransporte, não deve perceber. Certo, vamos lá!

— [Teletransporte Interdimensional]

"Hyuo!", por um instante só, sensação de flutuar no ar, e, logo, aterrisso no chão.

A paisagem muda completamente, e mansão antiga de tijolo aparece diante dos olhos. Casa do vovô. Que saudade. Ainda faz só cerca de um ano, no entanto.

— Aqui é a Terra?

— A mana é bem pouca mesmo, hein.

— Aquela casa é a casa do vovô do tou-sama?

As crianças ficam animadas, "wai wai", com a primeira vez na Terra. As esposas também observam a mansão com nostalgia.

Por ora, vamos entrar, descansando um pouco. Mesmo sem ter feito nada ainda, [Teletransporte Interdimensional] gasta razoável quantidade de mana e poder divino. Quero descansar uma vez…

— Tōya-san, aquilo…

— Nn?

— Tem cartaz colado na entrada, viu…

Conforme a Yumina fala, na porta da entrada da casa, tava colado um cartaz. Com letra grossa e ousada, tava escrito:

"Assim que chegar, liga imediatamente, filho idiota"

Uee, completamente prevista a nossa movimentação, hein…

Ligar é levemente assustador, então, será que tá bom por mensagem…


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