Capítulo 611 – A Carne Suprema, e a Árvore que Chama Atenção
— Vamos, por favor, sirvam-se!
『Vamos comer!』
Em cima da mesa, os pratos feitos pela dupla mãe-filha, Rū e Āshia, tavam alinhados sem espaço sobrando.
Não só a mesa, mas, como esperado, mesmo a sala grande da casa do vovô, com mais de vinte pessoas reunidas, fica apertada, então algumas pessoas decidiram comer na mesa de jantar da cozinha.
A sala e a cozinha se conectam sem porta, então dá pra ver o rosto até daqui.
Do outro lado, tão sentados a Yae, a Furei, a Rinne, a Arisu, o Kuon. Grupo de bom apetite. A propósito, o Kuon não é bem assim, mas foi arrastado pela Arisu.
Minha mãe, sentada ao meu lado, olhando os pratos alinhados, solta suspiro.
— Mas fizeram bastante, hein… o dinheiro tá tudo bem mesmo?
— Aa, tá tudo bem, tudo bem. Foi trocado por deus. Naquele mundo, eu, provisoriamente, sou rei, então tenho dinheiro.
— Nunca imaginei que meu filho virasse rei… ainda não consigo acreditar mesmo, sabe…
Bom, deve ser assim mesmo. Eu também nunca imaginei. Nem que fosse voltar com tanta família assim.
— Nn! Esse camarão apimentado tá gostoso, hein! É gosto que gosto!
— Que bom que agradou o paladar do senhor.
— Ojī-sama! Esse assado de porco daqui também tá gostoso, viu! Fui eu que fiz!
A Rū e a Āshia, competindo entre si, oferecem comida pro meu pai. De relance, olhando pro lado, minha mãe, provando carne de porco agridoce, tava com expressão sutil.
— ? Não agradou o paladar?
— Não, tá gostoso. Absurdamente gostoso. Muito mais gostoso que o que eu faço, então fico sem saber como reagir…
Não, bom… isso, né?
Originalmente, minha mãe não cozinha tanto assim. Tem algumas comidas que é boa, mas isso também aparece de vez em quando. Basicamente, era meu pai ou eu, e, quando pequeno, o vovô que cozinhava.
— Mas, isso, hein. Achava com certeza que ia ter comida de outro mundo alinhada, mas é comida normal da Terra, hein.
— A comida de lá ainda é bem rústica na maioria, e não sei se o ingrediente combina com o paladar de vocês… quer comer coelho de chifre assado inteiro, ou sopa de tartaruga blindada?
— Meio duvidoso, hein… tenho leve curiosidade, mas.
Minha mãe mostra rosto de relutância. Nenhum dos dois é gosto tão ruim assim, é razoavelmente bom. Só que, comparado com a comida daqui, digamos assim.
— A, mas o bife de carne de dragão é excelente. Aquilo, aqui, não dá pra comer.
— Carne de dragão? Carne de dragão mesmo? Existe até isso, lá… realmente é mundo de fantasia, hein.
Bife de carne de dragão deve tá guardado no [Storage]. Certo, vou servir comida de outro mundo aqui.
Tiro do [Storage] o bife de carne de dragão que ficou guardado.
Como coloquei recém-assado, ainda tá bem quente.
— Isso é…
— É bife de carne de dragão. Sendo macio a ponto de conseguir cortar com hashi, dá pra comer direto. Se quiser, experimente.
Falo isso de forma exagerada, colocando o prato com o bife diante da minha mãe.
Minha mãe, timidamente, cutuca com hashi, "tsuntsun", cortando a carne assim mesmo.
— Macia…!
Assim mesmo, colocando a carne cortada na boca, no instante que mastiga uma vez, o movimento da minha mãe para.
Fica assim por dez segundos… vinte segundos… Demais, hein!? Seguro o braço da minha mãe, balançando.
— Mãe?
— Ha!? Vi o papai do outro lado do rio, falando "deixa eu comer também!"…
Ei, isso é rio de Sanzu, viu… reação diferente de quando come coisa gostosa, viu… mais que isso, é visão de quando é envenenado, viu.
— Carne assim tão gostosa, nunca comi na vida… até nível A5 sai correndo descalço, viu…
— Lá, mesmo rei e nobre, dificilmente consegue comer essa carne, sabe.
Enquanto minha mãe come feliz, "gostoso, gostoso", "mogumogu", ao lado, a Fuyuka no colo da Eruze olha fixamente. A, tá babando…
Percebendo o olhar da filha, minha mãe para de comer.
— Haha, desculpa desculpa. Sendo macia assim, a Fuyuka também consegue comer. Toma, Fuyuka, aa~n.
— U? Aau
O pequeno pedaço de carne oferecido pela minha mãe, a Fuyuka, com boquinha igualmente pequena, morde, "pakuri".
— Uffuu!? Au! Gostosoo! Au!
A Fuyuka, colocando carne na boca, brilha os olhos, erguendo as duas mãos, "bunbun". O que é isso, absurdamente fofo. Parece ter gostado bastante.
— Mais! Vou comer mais!
— Gostoso mesmo, né. Toma, aa~n.
— Aau!
Quando minha mãe dá mais um pedaço pra Fuyuka, respirando forte, "jitabata", começa a se mexer feito criança traquina. Fuyuka-chan de bom humor, alta tensão.
Ei, tá tudo bem mesmo, isso…? Carne de dragão, tem restrição pra criança pequena não comer, será? Não tem efeito de excitação estranha, né?
Depois disso também, "mogumogu", a Fuyuka continua comendo, comendo sozinha quase metade.
— Kepu
Talvez por tá satisfeita, a Fuyuka começa a cochilar, "utsurautsura". Comendo, deu sono, é.
A Eruze, "sooto", deita ela em cima da almofada, cobrindo com cobertor de toalha. Ali, a Buranka vem, deitando ao lado, feito guarda-costas.
— Dormiu, hein.
— Deve ter se agitado demais durante o dia, cercada pelas onē-chan.
Será mesmo? Criança dorme de repente feito bateria acabando, afinal. Ou melhor, se move até o limite da força física.
Dizem que criança que dorme cresce, mas será que quer dizer que, se movendo tanto assim, também estimula o crescimento?
— Falando nisso, querido. Já não se passou um dia inteiro?
— Eh? Aa, é mesmo. Já dá pra voltar pra forma original, hein.
Diante da Rīn falando isso do outro lado da mesa, confirmo o relógio da sala. Como ajustei o tempo com [Teletransporte Interdimensional], desde que virei criança ontem, já deve ter se passado um dia inteiro.
— Dá pra voltar pra forma original?
— Se voltar, agora, precisa de intervalo de mais um dia inteiro pra virar forma de criança de novo, no entanto.
Respondendo à pergunta do meu pai, sentado ao lado da Rīn, tento fazer poder divino fluir na pulseira de transformação pra voltar à forma original… mas.
O sorriso maldoso e suspeito da Rīn, ao lado do meu pai, me incomoda, e, intuitivamente, paro de me mexer.
Aquele é rosto de quando a Rīn tá tramando algo. O quê? Tá tramando o quê? Só voltar da forma de criança pro normal, sem nada de especial nisso… A! Entendi, é isso!
Sem falar nada, me levanto, tentando sair da sala.
— Ara, onde você vai?
— Se ficar assim, quando voltar, a roupa vai rasgar, viu. Vou trocar de roupa lá.
— Haa, percebeu. Que chato.
A Rīn solta suspiro pequeno, entediada. Foi por pouco! Se ficasse assim, quando voltasse, ia rasgar a roupa, expondo corpo pelado diante de todo mundo!
Vou pra outro cômodo, tirando roupa infantil, jogando no [Storage], vestindo devagar minha roupa de sempre. Naturalmente, fica larga demais…
Até a calça fica larga, escorregando se não segurar. Melhor voltar rápido pra forma original.
Faço poder divino fluir no cristal encaixado na pulseira.
"Pon!", junto com fumaça, num instante, volto pra forma original. Oo. Forma original depois de um dia, sinto levemente animado.
Ajeitando a roupa levemente desarrumada, volto animado pra sala.
— Consegui voltar pra forma original. Como ficou?
— Como… perguntando assim…
— É o Tōya-kun mesmo, né.
A, opa? De alguma forma, reação diferente do que esperava, hein… achava que ia ser cena mais comovente tipo "bem-vindo de volta!"…
— Já vi antes dentro do sonho, e não mudou muito desde então, então não tenho surpresa em particular, não.
— É mesmo. Você criança, aquele sim surpreendeu mais, viu.
— O, o quê…?
Quer dizer que a consideração de Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo, "quero apresentar na forma direitinho", foi totalmente sem sentido…?
Não, bom, não é que voltei pra forma original pra surpreender…
Mas, se for isso, será que nem precisava voltar, hein…
— Nessa forma, não dá pra sair, né…
— Por quê? …Aa, se você, que deveria ter morrido, tiver vivo, os vizinhos vão se surpreender mesmo, né.
— Entendi, se for forma de criança, mesmo parecendo, passa como criança de parente, hein. Como esperado, essa forma não dá pra desculpar.
É isso mesmo. Ou seja, a partir de agora, por um dia inteiro, não posso sair. Não, se usar [Miragem], talvez dê? Basta parecer outra pessoa mesmo.
Mas manter magia de ilusão o tempo todo é cansativo na Terra, afinal…
— Bom, talvez tenha sido bom mesmo. Se nós trabalharmos até de manhã, amanhã, de qualquer forma, ia ficar sem serventia.
— Ajuda muito ter o Tōya-kun e o pessoal aqui. Por causa da Fuyuka também, normalmente, precisaria um de nós dois ficar acordado, afinal.
Parece que tanto minha mãe quanto meu pai vão virar noite mesmo. Amanhã, de manhã até tarde, vão ficar apagados, isso.
Bom, se for isso, talvez tenha sido correto mesmo mostrar nesse momento. Mesmo assim, não precisava ter voltado, no entanto.
— Mas, se for isso, as crianças também não podem sair, coitadas, né. Não tem jeito de dar?
— Uuum, se não for Japão, deve tá tudo bem, né. Se não tiver conhecido, acho que essa forma não deve ter problema, no entanto.
Não, naturalmente, mesmo estrangeiro, existe possibilidade de aparecer na televisão, sendo visto por acaso por conhecido daqui, no entanto.
— E, dá pra teletransportar pra fora do país também? Sério, tem tudo mesmo, hein…
— Bom, amanhã, a Rinze também deve tá dormindo, então, mesmo indo, mais que turismo, deve ser tipo passeio pra distrair mesmo.
Deixar só a Rinze de fora, curtindo turismo, seria maldade. Deve tá bom brincar em lugar amplo tipo parque mesmo.
— Um dia sem dormir, eu tô tranquila, sabe…
— Não pode. Vá dormir.
Rejeito com sorriso a Rinze insistindo que tá bem. Levar junto pessoa depois de virar noite, aí sim que eu fico inquieto.
Depois de amanhã, quando todo mundo tiver em condição plena, vamos sair de viagem então.
A Rinze também deve entender isso, não insistindo além disso. Comendo, ouço da minha mãe sobre a pousada do destino da viagem.
— Tem pousada que a família de um kōhai da época de estudante administra. Lá, dá pra ter certa flexibilidade, e tem cidade de água termal também, então acho que deve ser divertido.
— Hee. Local exato é onde?
— Eeto, na prefeitura Y…
Busco no aplicativo de mapa do smartphone a pousada do tal kōhai da minha mãe.
Colocando em street view, olho a paisagem ao redor, memorizando.
— Uhum, provavelmente, dá pra saltar com isso. Depois de amanhã, vamos partir então?
— Só com isso já consegue teletransportar, hein…
Meu pai solta voz meio exasperada, mas, se for [Teleport], nem precisa desse trabalho todo. Só que, com [Teleport], existe possibilidade de desviar um pouco.
— Não, ir de repente com essa magia é sem graça, né. Vamos direitinho de trem-bala ou ônibus até a pousada. Não é temporada de férias, então deve conseguir assento normalmente, né?
Uu. B, bom, com certeza, jogar fora a maior parte da graça da viagem, de fato, acho que fica sem graça mesmo.
Inicialmente, não tava pensando em ir junto com meu pai e minha mãe, então achava um pouco impossível mover só com as crianças, afinal.
Também tava pensando em disfarçar com [Miragem] em forma adulta na hora de hospedar na pousada.
Se for exterior, ainda vá, mas, sendo dentro do país, tendo responsável, melhor depender deles mesmo, hein…
Como meu pai disse que fazia a reserva de assento, decido deixar a cargo dele. Devo depender dos pais mesmo… eu também, gostaria de conseguir virar pai assim algum dia.
Terminando de comer, meu pai, minha mãe, e a Rinze voltam rapidamente pro trabalho do original.
Nós, entramos no banho em ordem, assistindo televisão, comendo sorvete pós-banho, relaxando enquanto olhamos revista de viagem.
As crianças, talvez cansadas de coisa não familiar, algumas já começam a cabecear.
Estendendo futon tirado do [Storage] no quarto do segundo andar, levo até lá, flutuando com [Levitação], a criança que já dormiu.
Primeiro dia, foi bastante coisa mesmo, hein. Amanhã, vamos pra algum parque fora do Japão, passando o dia tranquilo.
Certo, pra onde ir, hein…
— Essa árvore, qual é?
— É a árvore que chama atenção, hein.
Diante da pergunta da Rinne, respondo isso, sem pensar muito.
Por causa da diferença de horário, aonde chegamos com [Teletransporte Interdimensional] foi o Parque Jardim Moanalua na Ilha de Oahu, Havaí.
Falei "árvore que chama atenção", mas, na verdade, é árvore Monkeypod. Oficialmente, parece se chamar árvore de mimosa americana. Também chamada de Rain Tree.
Árvore grande famosa até em comercial de televisão no Japão.
Não sendo nativa do Havaí, originalmente, distribuída na América Central e do Sul, dizem que, no Havaí, é designada espécie invasora exótica. Nossa.
O Parque Jardim Moanalua, antigamente, era terreno pertencente à família real Kamehameha, que fundou o Reino do Havaí. Agora, virou terreno privado, cobrando ingresso.
Dez dólares adulto, sete dólares criança (seis a doze anos). Abaixo de cinco anos, grátis. Ainda bem que peguei o cartão de crédito emprestado do meu pai…
Já que viemos com tanto esforço, vamos tirar bastante foto e vídeo. Preciso mostrar foto das crianças pro meu pai e minha mãe quando voltar também.
As crianças correm pelo parque. Ontem, ficaram quase o tempo todo dentro do quarto, afinal. Espero que ajude a distrair um pouco.
O tempo tá bom, e, à sombra da árvore grande, tem lençol de piquenique estendido, com figura de família curtindo piquenique visível em vários lugares. Também tinha crianças brincando com frisbee ou bola de futebol.
Ou melhor, os nossos também tão misturados ali!?
A pulseira de tradução que as crianças carregam consegue traduzir qualquer idioma de qualquer país, então barreira de idioma não é problema, é. Criança faz amizade rápido mesmo…
Nós também estendemos lençol de piquenique, abrindo o bentō que a Rū e a Āshia prepararam. A Fuyuka, sentada no colo da Eruze, também tá bem animada.
A propósito, a Rū e a Āshia, as duas, ficaram em casa. Parece que queriam cozinhar o máximo possível. Disseram que, indo pro destino da viagem, não vão conseguir cozinhar.
Bom, com [Gate], dá pra voltar num instante do destino da viagem, mas… no caso das duas, talvez seja porque ficam absortas cozinhando lá, sem tempo pra fazer isso.
Depois de comer o almoço, deu sono… o sol tá agradável, quentinho… esses dias, não tinha tido momento tranquilo assim, afinal… zzz…
*
*
*
— Tōya-san, acorda, por favor. Vamos voltar já já?
— Fuga?
Balançado pela Yumina, quando percebo, o céu já ia entrando pro entardecer. Opa!? Dormi bastante, hein…
Vindo em viagem pra criar memória com as crianças, e acabar dormindo profundamente… b, bom, aqui é só pra descansar mesmo? Vamos considerar como quase seguro.
As crianças também, parecendo cansadas de brincar, a Sutefu, a Rinne, a Furei, três, dormiram igual eu.
Cada um, eu, a Yae, a Hiruda, carregando nas costas as três que dormiram, saindo do parque, saltando pro Japão com [Teletransporte Interdimensional] em lugar sem olho de gente.
— Cheguei
— Bem-vindo de volta. O quê, as crianças dormiram?
Chegando em casa, minha mãe e o pessoal vêm receber.
Meu pai e a Rinze também, terminando o trabalho de manhã, dormindo um pouco, parecem não estar cansados.
— Acho que só brincaram até cansar mesmo. Vou deixar dormindo até o jantar.
Deitando a Sutefu e o pessoal no futon, volto pra sala. A Fuyuka, depois de tanto tempo, também parece de bom humor no colo da minha mãe.
Mostro pro meu pai e o pessoal as fotos do Parque Jardim Moanalua. Bastante foto das crianças se divertindo animadas. Opa? Até a de eu dormindo profundamente foi tirada…
— Aa, sobre a pousada que vamos amanhã, viu. Consegui contato com lá, então já reservei. Justamente tinha cancelamento de grupo, então agradeceram, dizendo que ajudou muito.
Parece que a reserva da pousada foi feita. Se não me engano, era casa da família do kōhai da minha mãe, né? Minha mãe parece ter ido lá algumas vezes quando jovem, mostrando o site pra Yumina e o pessoal.
— A paisagem da água termal ao ar livre parece boa, hein.
— O quarto também parece tranquilo, sensação boa.
— O barco de peixe parece delicioso, dessu gozaru…!
Diante da voz das esposas, também espio o site. A pousada compacta tinha aspecto de estilo japonês elegante.
Perto da pousada, parece ter vários tipos de lojas, com sensação tipo cidade de água termal nostálgica. Isso dá esperança boa.
Só que, fico pensando se as crianças vão conseguir se divertir, hein. Lugar tipo parque de diversão ou área de lazer deve agradar mais elas. …O Kuon parece que ia se adaptar bem em água termal, no entanto.
Talvez pelo alvoroço, "wai wai", a Sutefu e o pessoal, que tavam dormindo, acordam.
Continuando de ontem, comida luxuosa… ou melhor, multinacional sem restrição alguma se alinha na mesa. Nasi goreng, banh mi, tom yum kung, tortilla, borscht, gapao rice, paella, galette, moussaka, ratatouille… realmente parece que fizeram o máximo que conseguiram fazer, hein…
Bom, minha mãe e o pessoal também comem feliz coisas que quase nunca comeram, então tá bom mesmo. A, esse ratatouille tá gostoso. Vou pedir pra fazer de novo outra vez.
No dia seguinte, tempo claro. Excelente clima de viagem.
Sendo isso, minha tensão tá baixa. Porque virei forma de criança de novo. Ou melhor, tá errado! Não voltei! Essa é a forma temporária!
— No começo, vamos andar até a estação mais próxima, né?
— Uhum. De lá, pega trem até a estação que sai o trem-bala.
Respondo isso pra Yumina, de mãos dadas com o Kuon. Podia mover com magia de teletransporte, mas andar até a estação também é parte da viagem.
As crianças, cada uma de mãos dadas com a própria mãe, a Arisu vai com minha mãe, e a Fuyuka é carregada no colo pelo meu pai.
Só eu livre. Meu pai perguntou "quer dar as mãos comigo?", mas recuso respeitosamente.
Com mais de vinte pessoas caminhando em fileira, como esperado, chama bastante atenção. A maioria parecendo criança estrangeira, afinal.
As crianças, com olhar curioso, "kyorokyoro", pra paisagem urbana japonesa, mas não ficam animadas demais. Só perguntam de vez em quando "o que é aquilo?". Antes de vir, já mostrei vários filmes japoneses no outro mundo, e, depois de chegar no Japão, também assistiram bastante coisa na televisão, afinal. Tá tranquilo.
Exceto a Kūn.
A Kūn parece achar tudo que vê interessante, querendo apertar botão de faixa de pedestre, querendo comprar suco em máquina automática, brilhando os olhos com vários tipos de carro passando correndo.
Toda vez que ela tenta ir pra frente, a Rīn puxa a mão dela de volta, "gu!".
— Antes de chegar na estação, já vou ficar cansada mesmo…
A Rīn já mostra expressão de "cansada". Curiosidade abundante é bom, mas, no caso dessa criança, ela tem capacidade técnica de conseguir criar isso mesmo, afinal…
Se voltar pro futuro, a capacidade técnica de Brunhild deve avançar de um salto só.
Chegando na estação, dá pra imaginar facilmente a figura dela ficando absorta com máquina de venda de bilhete e catraca automática.
…Bom, se tá se divertindo, tá bom mesmo.