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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 613

O Soba Cem por Cento, e o Banho ao Ar Livre

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Capítulo 613 – O Soba Cem por Cento, e o Banho ao Ar Livre

A pousada com nome familiar era prédio com charme de pousada antiga e boa.

O design lembra a era Taishō ou início da era Shōwa, mas isso é só a aparência externa, o interior tinha cheiro de construção nova bem limpa.

Prédio de madeira, três andares. Dentro, também tinham colocado móveis com toque retrô mesmo.

— Tem sensação parecida com o clima do Reino do Fênix Dragão de Orufan, hein.

A Hiruda, olhando ao redor, "kyorokyoro", o saguão com pé-direito aberto até o segundo andar, fala isso.

De fato. O Reino do Fênix Dragão de Orufan tinha cultura com forte cor de fusão japonesa-ocidental. Tem algo em comum com essa pousada.

— Eh, hoje é só a gente mesmo?

— Sim, aqui só tem doze quartos. Era hospedagem exclusiva do grupo que cancelou, então deixamos assim mesmo. Dá pra usar o salão grande também.

Minha mãe, fazendo check-in adiantado no saguão, fica surpresa com a fala da Iori-san. Hospedagem exclusiva, é. De certa forma, é bom não precisar se preocupar com outros hóspedes. Do nosso lado, tem bastante criança, afinal. Deve ter gente que não gosta de barulho.

— Por ora, aceita chá?

Na mesa tipo sala de espera do saguão, chá e doce tavam alinhados. Parece já ter preparado combinando com a chegada. Será que é aquilo chamado "welcome drink"?

— Vamos comeer! Delicioso!

A Sutefu, sentando mais rápido que qualquer um, abre a embalagem do doce japonês colocado ali, comendo, "pakuri". Bolinho de açúcar mascavo, será?

Eu também sento na cadeira, provando chá e bolinho. Chá quente e bolinho doce, sinto que alivia o cansaço da viagem, relaxando.

Minha mãe, que conversava com a Iori-san no balcão, vem em direção pra cá.

— Sobre distribuição de quarto. Se hospedar duas pessoas por quarto, parece que os quartos são suficientes, o que acha?

Parece que dá pra usar dois quartos por pessoa, mas será que as crianças não vão sentir falta de companhia, algo assim.

Uuum, no castelo, sempre que precisa, dorme pai/mãe com filho, ou dorme em combinações de algumas pessoas, então acho que não tem problema, mas, no destino de viagem, ficar só duas pessoas no quarto, será um pouco solitário?

— Se for isso, vamos deixar quatro pessoas num quarto mesmo. Usar bastante quarto também dá trabalho pro pessoal daqui, e vocês decidam a distribuição de cada quarto.

Decidindo isso, minha mãe volta de novo pro balcão.

Depois disso, decidimos a distribuição de quarto todo mundo junto, mas, combinando cada dupla mãe-filha, ficou: Eruze e filha, Rinze e filha num quarto, Sū e filha, Sakura e filha num quarto, Yae e filha, Hiruda e filha num quarto, Rū e filha, Rīn e filha num quarto, até aqui foi decidido tranquilamente, mas a combinação restante — meu pai, minha mãe, Fuyuka, Yumina, Kuon, Arisu, eu — teve um pouco de confusão.

Naturalmente, a Arisu fala que quer ficar junto com o Kuon, mas, mesmo sendo noivos, deixar esses dois dormindo no mesmo quarto, não sei o que aquele pai ia falar.

Naturalmente, eu e a Arisu no mesmo quarto também tá fora de cogitação. Provavelmente, junto com meu pai também deve ser proibido pro Ende.

Desculpa, mas, já que tem a Arisu, chegamos à conclusão que separar por gênero é o mais tranquilo mesmo.

Assim, ficou decidido: eu, Kuon, meu pai num quarto, e minha mãe, Fuyuka, Yumina, Arisu noutro quarto. Uhum, quarto só de homem também deve ser mais fácil sem precisar se preocupar tanto.

— Então, primeiro, vou levar até os quartos.

Decidindo a distribuição, a Iori-san leva cada um até o próprio quarto.

Parece que reservou o andar inteiro do segundo andar exclusivo pra gente. No terceiro andar, hoje, parece que ninguém vai se hospedar.

— A partir daqui, é Quarto do Pinheiro, Quarto da Ameixeira, Quarto da Cerejeira, Quarto da Glicínia, Quarto da Íris, e Quarto da Peônia. O Quarto do Pinheiro e o Quarto da Peônia têm janela grande, mas a estrutura do quarto é a mesma.

Subindo escada tipo retrô, diante do corredor com portas de correr alinhadas, a Iori-san explica.

— O nome dos quartos, por acaso, é do jogo de cartas hanafuda?

— Sim, é isso mesmo. No terceiro andar, é Quarto do Bugalho, Quarto da Grama de Pampa, Quarto do Crisântemo, Quarto do Bordo, Quarto do Salgueiro, Quarto do Paulownia.

Diante da pergunta do meu pai, a Iori-san responde isso. Entendi, hanafuda, é. Quer dizer que tirou do desenho escrito nas cartas de janeiro até dezembro, é.

— Eu quero o Quarto da Cerejeira.

E, a Sakura, mesmo nome que a cerejeira, fala isso. Não, bom, tudo bem, mas… se for isso, será que a gente ia ficar bem com o Quarto da Grama de Pampa? A grama de pampa do hanafuda vem junto com lua cheia. Chamada de "Grama de Pampa com Lua", também é carta chamada "Bonzo". Nossa é "Mochizuki" [lua cheia], afinal.

Bom, se falar isso, todo mundo é "Mochizuki", no entanto. Antes de mais nada, o Quarto da Grama de Pampa fica no terceiro andar, então nem dava pra escolher mesmo.

A Iori-san abre a porta de correr do Quarto do Pinheiro, nos guiando pra dentro.

O tamanho do quarto é doze tatames. No nicho decorativo, tava enfeitado kakejiku e arranjo de flor. No centro, mesa grande de pau-rosa e cadeira de assento baixo, e, além da porta de shoji ao fundo, tinha "hiroen" [varanda larga], tipo mesinha pequena e duas cadeiras comuns em pousada.

Ao lado da entrada, tinha subquarto de uns quatro tatames e fusuma, provavelmente, deve ter futon guardado ali.

— É um quarto razoavelmente bom, hein.

— Muito obrigada.

Passando pelo lado onde minha mãe e a Iori-san conversam, vou até a varanda larga. Pela janela, dá pra ver panorama da cidade de água termal com vapor subindo, sendo varanda larga com vista realmente boa.

— Então, esse quarto, meu pai e o pessoal usam. Certo, vamos ver o próximo quarto. Todo mundo, depois de deixar a bagagem, encontro no saguão.

Falando isso, o grupo feminino vai em fileira pro próximo quarto, restando só eu, meu pai, e o Kuon.

Descansando um pouco, colocamos a bagagem de mão, sentando na cadeira de assento baixo, servindo chá do bule que tava colocado ali.

— Aa, finalmente conseguimos relaxar mesmo, hein.

— Kuon, não tá cansado?

— Não tanto assim. Ficando o tempo todo em veículo, sinto o corpo levemente endurecido.

Diante da resposta do meu filho, tipo idoso, sem perceber, acabo dando risada com sorriso amargo.

De relance, o Kuon direciona olhar pro kakejiku enfeitado no nicho decorativo. Puxado, também direciono olhar pra lá, e tava desenhado duas cegonhas.

— …? Aa, entendi, pinheiro com cegonha, é.

— O que quer dizer?

Achando estranho eu falar sozinho, o Kuon pergunta o motivo.

— No Japão, tem carta de jogo chamado hanafuda, tem desenho de "pinheiro com cegonha" nele. Combinando com isso, no "Quarto do Pinheiro" tem "kakejiku de cegonha", digamos assim. Provavelmente, os outros quartos também devem ser assim.

O Quarto da Ameixeira do lado deve ter kakejiku de rouxinol, né. …Se for isso, o Quarto da Cerejeira tem kakejiku de cortina? Kakejiku de "cortina", o que seria, afinal…?

— Mas por que a combinação de pinheiro com cegonha?

— Pinheiro e cegonha, os dois são de bom augúrio, símbolo de longevidade, afinal. No começo do ano, em janeiro, é considerado bem auspicioso.

— Entendi. Quer dizer que representa longevidade e prosperidade…

— E ainda, dizem que a cegonha, por passar a vida toda em harmonia conjugal, também é considerada símbolo de harmonia matrimonial.

— Aa, por isso, nesse desenho, tem duas cegonhas, hein.

Enquanto eu penso no kakejiku dos outros quartos, o Kuon começa conversa difícil com meu pai. Sendo mangaká (?), meu pai, surpreendentemente, é bem informado nesse tipo de conhecimento geral.

Bebo chá tranquilo, ouvindo a conversa entre neto e avô. De alguma forma, tipo bom, isso.

Terminando o chá, saímos pro corredor, voltando pro saguão do primeiro andar.

Imediatamente, todo mundo, deixando a bagagem, ficando mais leve, vem em direção pra cá junto com a Iori-san.

— Falando nisso, o que faz no almoço?

— Aa, ainda não comemos, né.

Diante da conversa da minha mãe e do meu pai, direciono olhar pro relógio de pé do saguão, e já passou bastante do meio-dia. Quase quatorze horas. Sem timing pra comer almoço, afinal.

— Voltando uns dez minutos pelo caminho até aqui, tem loja de soba feito na mão, sabe. Loja de soba cem por cento, feito só com farinha de trigo-sarraceno, sem usar liga.

— Ooh! Isso parece bom, dessu gozaru! Soba, dessu gozaru!

Diante da fala da Iori-san, a Yae reage com rosto brilhando. E, simultaneamente, a barriga também reage, "guuuuuu".

— Bom, comendo o bolinho, o estômago começou a se mexer, dessu gozaru…

A Yae, ficando vermelha, se justifica com desespero.

— Se não me engano, tava aberto até as quinze horas no almoço, então acho que ainda deve tá aberto.

— Certo, então vamos ali.

Como ninguém em particular discorda, saímos em fileira da pousada.

Andando pela ladeira suave descendo, aproveitando a paisagem rica em natureza. As crianças conversam rindo pelo caminho em direção à cidade de água termal, com rio correndo pelo meio da cidade.

— Será que não aparece fera mágica?

— Rinne, nesse mundo, não tem fera mágica não, sabe.

— Mas, na televisão, falaram que tem animal perigoso. Tipo tigre.

— Tora? Não é perigoso nem um pouco, viu?

…Que conversa violenta, hein. Será que a percepção de "tigre não é perigoso" é culpa do Kohaku?

Isso é ruim, preciso ensinar direitinho que tigre é animal perigoso… não, do ponto de vista dessas crianças, não é nem um pouco perigoso mesmo, será?

Mesmo em estado sem quase poder usar magia, um ou dois tigres, provavelmente, matam instantaneamente, afinal…

Enquanto começo a duvidar da capacidade de gerenciamento de risco dos meus próprios filhos, logo chegamos na loja de soba alvo.

— Bem-vindos! Eeto, quantas pessoas?

— Vinte e três pessoas. Consegue sentar?

— A, sim. Tá tudo bem, sim!

O funcionário na frente do caixa, diante da quantidade de pessoas atrás da minha mãe, por um instante, mostra rosto surpreso, mas volta imediatamente pro sorriso de atendimento.

Talvez por estar passando do horário de almoço, dentro da loja, quase não tem gente, então nossa quantidade parece caber sem problema.

Como esperado, não dá pra sentar todo mundo junto, então cada um se divide em assento de mesa ou tatame.

Eu, o Kuon, a Yumina, a Arisu, sentamos em assento de mesa, abrindo logo o cardápio.

— Eeto, tem soba Sarashina, soba caipira, até soba de trigo-mourisco.

— O que é soba de trigo-mourisco?

— É soba levemente amargo, mas bom pra saúde. Olha, também tá escrito aqui.

Diante da dúvida da Yumina, aponto onde tá escrito "cem vezes mais rutina" na ponta do cardápio.

Rutina é um tipo de polifenol, se não me engano, bom pra prevenção de doença de estilo de vida.

— A cor escura do soba caipira é porque foi moído com a casca, né?

— Sabe bastante, hein…

— Antigamente, a Rū-kaa-sama falou isso.

Fico surpreso com o conhecimento do Kuon, mas, entendi, foi ouvido da Rū mesmo.

Já que vim com tanto esforço, peço soba de trigo-mourisco no estilo zaru. Vou acrescentar tempurá também.

A Yumina pediu zaru de Sarashina, a Arisu pediu kamonanban, o Kuon pediu zaru de soba caipira.

— Esse chá tá gostoso, hein.

O Kuon, provando um gole do chá servido, deixa escapar esse comentário. Eu também bebo um gole, achando de fato gostoso mesmo. Chá de soba, é. Tem aroma bom.

— Desculpa a demora

Depois de um tempo, o funcionário traz um atrás do outro o pedido. Opa, isso parece gostoso.

— Waa, parece gostoso! Vamos comer!

A Arisu, rapidamente, prova o kamonanban. Certo, também vou comer.

— Itadakimasu

Primeiro, sem colocar wasabi ou cebolinha, como só o soba puro.

Diferente do soba caipira do Kuon e do Sarashina da Yumina, o soba de trigo-mourisco tem sensação levemente amarelada.

Molho só a ponta do soba enrolado no molho, comendo, "surusuru". Uhum, gostoso.

Depois de mais uma mordida, dessa vez, coloco tempero, comendo. Com cebolinha, ficou ainda mais gostoso.

Vou provar um tempurá por aqui. O tempurá tinha abóbora, berinjela, pimentão, camarão, e também algo tipo peixe redondo?

Como esse tempurá pequeno redondo desconhecido chamou minha atenção, como esse primeiro.

Molho no molho de tempurá, mordendo um pedaço. A, é kamaboko, isso. Tempurá de kamaboko é raro, hein. Mas tá gostoso.

— Isso aqui é a água do soba.

Comendo tempurá e soba alternadamente, às vezes intercalando com pausa de takuan, a funcionária traz a água do soba.

— O que é isso?

— É água do soba. Água usada pra ferver o soba. Sendo repleta de nutriente do soba, depois de terminar de comer o soba, misturando no molho restante, bebe.

— Hee…

— Mesmo pequeno, sabe bastante, hein.

Enquanto explico pro Kuon, a funcionária que trouxe a água do soba sorri admirada.

— Eeto, meu avô que me ensinou.

— Ahaa

Explico apressado, mas isso não chega a ser mentira completa. Meu conhecimento sobre soba, quase todo, foi ensinado pelo vovô. O vovô gostava de soba, chegava até a fazer soba próprio.

Falando nisso, aquele kit de fazer soba, provavelmente, ainda deve tá em casa mesmo… ninguém vai usar mesmo, será que posso dar pra Rū?

Colocando wasabi e rábano ralado, como o resto do soba, "zuruzuru". Gostoso. Essa loja de soba foi acerto mesmo, hein.

Terminando de comer, coloco a água do soba no restante do molho, bebendo, e, por fim, terminando o chá de soba, solto suspiro, "fū". Uhum, satisfeito, satisfeito.

— Muito obrigado!

Todo mundo, parecendo satisfeito, sai da loja de soba assim mesmo.

Meu pai disse que ia pagar a conta, mas recuso firmemente, dizendo que vou pagar depois direitinho. Provisoriamente, sou o pilar financeiro da família, afinal. Mesmo sendo pai, aqui preciso ter reserva. Do cartão de crédito de ontem também vou pagar direitinho.

Na hora de pagar, meu pai fazia risada meio contraída olhando a carteira, mas quantos soba a Yae e a Furei comeram, afinal…? Sendo mais de vinte pessoas já sem isso, afinal…

Uhum, vou pagar depois direitinho mesmo.

Saindo da loja, de relance, percebo que o Kuon tava segurando algo com cuidado.

— É o chá de soba. Ojī-sama comprou pra mim.

— Aa… gostou, é.

— Sim.

Meu filho continua discreto e sério igual sempre… realmente, será que essa criança é reencarnação do vovô mesmo? Não, se fosse o vovô, não deveria ser tão ponderado assim, hein.

Enquanto seguro sentimento indescritível, minha mãe, andando na frente, se vira.

— Depois disso, o que fazem? Vão voltar pra pousada?

— Uuum, tenho vontade de descansar, mas também tenho vontade de circular pela cidade de água termal…

Mesmo sendo que o jantar vai ser servido na pousada, ainda tem tempo. Quero dar uma espiada nas lojas da cidade de água termal, ainda que pouco.

— Circular pela cidade de água termal, deixa pra amanhã, e hoje, acho melhor curar o cansaço da viagem. Primeiro, entrar na água termal, e, depois disso, dá pra aproveitar o jantar com mais calma.

Isso é opinião da Yumina. Tem lógica também.

De fato, quero entrar na água termal, e, depois, aproveitar com calma o jantar da pousada.

Sendo só deslocamento o dia todo, hoje, fiquei cansado mesmo.

No fim, aceitando a proposta da Yumina, decidimos voltar pra pousada.

— A água termal também é exclusiva pra gente?

— Parece que sim. Parece que tem banho grande e banho ao ar livre, mas…

— Banho ao ar livre! Que animação, viu!

Na minha frente, minha mãe, levando a Yumina e a Rū dos dois lados, anda pela ladeira suave voltando pra pousada.

Água termal também exclusiva, é. Bom, sendo que só a gente é cliente, deve virar assim naturalmente mesmo.

Voltando pra pousada, imediatamente, o grupo feminino começa a se mover pra entrar na água termal.

Meu pai, o Kuon, e eu, grupo masculino, também, pra entrar na água termal, levando toalha, kit de banho, e yukata deixado lá, saímos do quarto.

Ficando em dúvida entre banho grande e banho ao ar livre, já que viemos com tanto esforço, decidimos ir pro banho ao ar livre.

— Oo, isso é bem legal, hein…

O banho ao ar livre fica na parte de trás da pousada, com muro de proteção contra olhares e telhado inclinado montados dentro da floresta. Cercado por pedra em calçada ou rocha, banho ao ar livre bem típico mesmo, sem perceber, escapa voz de admiração.

Naturalmente, é separado por gênero. Ser luxo exclusivo pra mim, meu pai, e o Kuon, é excessivo demais.

— Ku, a, aaa…

Depois de lavar o corpo, mergulhando na água termal, sai voz estranha. Penetra, penetra mesmo, hein… talvez estivesse mais cansado do que pensava. Sinto o corpo enrijecido relaxando.

— Kuon-kun, não tá quente demais?

— Tá tudo bem. Tá na temperatura certa.

Meu pai e o Kuon também parecem relaxar esticando a perna.

A propósito, o banho feminino fica em lugar afastado. Mesmo assim, chega até aqui, levemente, a voz das esposas e das crianças. Do outro lado também parece que tão se divertindo.

— Água termal, faz tempo, hein… reviveu…

— Eu já entrei algumas vezes no outro mundo.

Imitando meu pai, que relaxa deitado mergulhando até o queixo apoiado nos braços cruzados, também mergulho até o queixo, deitando.

— Até no outro mundo tem água termal, hein. Será que também é banho ao ar livre natural?

— Não, lá, normalmente, aparece fera mágica, então, se mergulhar despreocupado, vai ser atacado. Colocando cano com magia de teletransporte aplicada na fonte, puxando só a água termal até o banho grande do castelo.

— Nossa, tem de tudo mesmo, hein…

Tem de tudo mesmo. Sendo magia, afinal.

— Se não me engano, ouvi que, em Īshen, tem banho ao ar livre normal.

— O pessoal de lá, igual japonês, tem empenho diferente com banho, afinal…

— Īshen é o quê?

— É terra natal da Yae-kaa-sama. Ilha localizada ao leste do continente, com…

Nós três, homens, mergulhados no banho, aquecemos a conversa sem propósito nenhum.

Meu pai, talvez com interesse no outro mundo, pergunta várias coisas. O Kuon responde detalhadamente, e eu também complemento, acabando ficando no banho mais tempo do que pensava.

Antes de ficar tonto, saio do banho, trocando pro yukata trazido. Ainda bem que tem até yukata infantil. Tem até haori direitinho também.

Ando pelo corredor de tábua de madeira que conecta do banho ao ar livre até o prédio principal. O vento soprando de lado tá frio e agradável.

Voltando pro quarto, tomo um copo de água gelada da geladeira. Haa, paraíso, paraíso.

Enquanto relaxamos, de repente, a porta de correr do quarto abre sem bater, "garari", aparecendo a Arisu e a Rinne. As duas, igual a gente, também vestem yukata. O nosso é azul-marinho, e o delas é rosa claro.

— Kuon! Parece que no primeiro andar tem loja e cantinho de jogo! Vamos junto!

— Eh, agora mesmo?

O Kuon, respirando fundo, num instante, é sequestrado pela Arisu e o pessoal. Noiva com capacidade de ação é difícil, hein…

— Tōya-kun, tá tudo bem?

— Bom, jovem com jovem mesmo…

— Isso não é sua fala, hein.

Meu pai me olha com sorriso amargo.

De fato mesmo.


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