Capítulo 614 – O Jantar da Pousada, e a Conversa com o Pai
— A refeição já tá pronta. Por favor, vão até o salão grande.
Enquanto relaxava no quarto com meu pai, os dois, a atendente do quarto vem avisar que o jantar tá pronto. Olhando o relógio, já passou das seis e meia.
O Kuon, que saiu com a Arisu e o pessoal, ainda não voltou desde então. Falaram que tinha cantinho de jogo, será que ainda tá brincando lá? Será que tinha mesa de pingue-pongue clássica?
Por ora, mando mensagem pro Kuon avisando que é hora do jantar, e, imediatamente, a fusuma do quarto abre, e ele volta.
De alguma forma, parece bem exausto…
— E, o que aconteceu?
— Não… no cantinho de jogo, tinha air hockey, e a Arisu e a Rinne-anē-sama ficaram acaloradas demais, quase usando magia de reforço corporal sem perceber, e fiquei impedindo isso…
Aa… não era pingue-pongue, era air hockey, é.
Na Terra com pouca mana, não dá pra usar magia. Mas não é que seja completamente impossível, se usar mana interna do corpo, dá pra ativar um pouco.
Mas isso, comparando de forma ruim, seria tipo espremer mais água de toalha já torcida, então, forçando espremer, aplica bastante carga no corpo.
Na pior das hipóteses, existe até possibilidade de desmaiar no local. Se, na viagem com tanto esforço, ficar de cama, seria contra a vontade das duas mesmo.
O Kuon ficou vigiando isso o tempo todo, é. Concentrando tanto tempo assim, deve ficar cansado mesmo mesmo…
Mas, se for air hockey, deveria ter na sala de jogo do castelo também… será que air hockey jogado no destino de viagem tem charme diferente?
Bom, de qualquer forma, jantar. Levando o Kuon, saindo pro corredor, todo mundo também sai em fileira do quarto.
Olhando o pequeno mapa de guia da pousada que tava no quarto, andamos em direção ao salão grande.
— Oo, isso, isso…
Provavelmente, removendo a fusuma de dois salões, conectando, salão grande com piso de tatame. No centro disso, mesa comprida montada, e, dos dois lados, cadeira de assento baixo alinhada na quantidade de pessoas.
E, em cima da mesa, cada assento individual, tinha alinhado colorido, tesouro do mar, tesouro da montanha. Feito salão de banquete.
— Que bonito…! Só com a aparência, já me emocionei!
— A louça, o ingrediente, o corte e a coloração conseguem fazer a comida brilhar tanto assim…!
A Rū e a Āshia soltam grito de admiração vendo a comida em cima da mesa.
Existe expressão dizendo "comida japonesa se come com os olhos", então cozinheiro japonês dedica atenção delicada até na apresentação, afinal. Da escolha da louça até o corte decorativo, feito não só pra deleitar o paladar, mas também os olhos.
As crianças também brilham os olhos com banquete nunca visto.
Sashimi, caranguejo, abalone, tempurá, tem até panela pequena. Tudo parece delicioso.
Cada um sentando no lugar apropriado, a atendente vem acender o combustível sólido embaixo da panela.
— Então, vamos comer
『Vamos comer!』
Combinando com a voz da minha mãe, também levo a mão até o hashi. Primeiro, do sashimi… tem atum, pargo, olho-de-boi, carapau, mas, como esperado, primeiro atum.
Colocando levemente wasabi, molhando no shoyu, "pakuri". Uuum… delicioso! Sashimi fresco, com certeza, é gostoso mesmo…
Enquanto ainda tem o eco do sashimi, engolindo arroz quentinho. Essa combinação é irresistível…
Em seguida, provo sopa clara com carne de frango dentro. Sabor gentil e límpido me deixa aliviado.
O guisado com inhame taro na tigela pequena também tá gostoso. Comi tempurá no almoço também, mas repetiu, hein. Bom, isso também tá gostoso, então não tem problema. Vou provar com sal.
Todo mundo também parece comer animado, "wai wai". Só a Rū e a Āshia, com rosto sério, comendo. Será que tão tentando roubar o gosto daqui?
De relance, percebo a Yoshino ao lado com rosto meio confuso.
— Achei que fosse pudim, mas é diferente…
— Aa, é chawanmushi, é. Se não gostar, aceito, mas tá tudo bem?
— Tá tudo bem. Isso aqui também tá gostoso.
A Yoshino come chawanmushi com colher de madeira, "pakupaku". Ao lado dela, a Sakura também come igualmente, "pakutsuki".
Puxado, também acabo comendo. Uhum, com caldo bem temperado, tá gostoso. Carne de frango macia soltando, e cogumelo shiitake também cheio de umami. Aroma de mitsuba também é bom.
Aa, de alguma forma, sinto que como "comida japonesa" depois de tanto tempo mesmo…
A Rū e o pessoal também fazem pra mim, mas, sempre teve certa dissonância mesmo, viu. Será a louça? Deve ter relação com o clima do lugar também, mas.
Até a sobremesa final de sorbet de yuzu tava gostosa. Enquanto bebo chá, mergulhando em sentimento satisfeito, de lado, "pashaa", a Yumina tira foto minha com o smartphone.
— E, o quê…?
— Fazendo sorriso muito bom. Como lembrança.
E, esse rosto tava fazendo…? Pra confirmar, peço pra mostrar, e tava fotografado eu, sorrindo com rosto solto, frouxo. Isso é sorriso bom, será? Sinto que parece cara de tolo mesmo, viu.
— É sorriso bom de quem tá completamente aliviado. Acho fofo.
Fo…? S, será mesmo…?
De qualquer ângulo, parece só rosto de criança bobo, com sorriso bobo demais… bom, já que a esposa tá falando isso, vou receber com gratidão.
Opa, lembrando por causa da foto, preciso tirar algumas fotos da Arisu também, senão, quando voltar, aquele pai vai reclamar comigo.
Direciono a câmera do smartphone em direção à Arisu, que ainda comia.
O Kuon ao lado dela sendo alimentado com "aa~n" pela Arisu, imagem sorridente como noivos, mas, vendo isso, o Ende talvez chore lágrima de sangue mesmo… uhum, vou tirar mesmo.
— O rosto dos netos é motivo de expectativa, hein.
— Cedo demais, cedo demais.
A Yumina, olhando os dois, comenta isso. Não não, originalmente, ainda nem nasceu, viu. Filho do Kuon e o pessoal, mesmo mínimo, ainda falta pelo menos mais vinte anos.
Vinte anos depois, eu também devo tá com quase quarenta… mais ou menos igual ao meu pai atual, será?
— Nessa época, o Tōya-san também vai ficar parecido com o Otō-sama, será?
— Infelizmente, parece que a raça divina para de crescer por volta dos vinte anos, então acho que não deve mudar muito.
— Que pena… eu queria ver o Tōya-san como tio maduro também.
Sinceramente desapontada, a Yumina solta suspiro. Não sei se conseguiria ficar maduro assim, mas, de fato, homem elegante e sofisticado é algo pelo qual sinto leve admiração.
Deixo crescer barba? …Provavelmente, não deve crescer mesmo, no entanto.
Mesmo sem isso, minha família tem barba rala, afinal. Eu quase nunca fiz a barba, e meu pai também faz, mas dizem que, mesmo crescendo, é rala.
Barba rala esparsa e desalinhada, talvez seja melhor não ter mesmo…
Homem de outro mundo, bastante gente tem barba imponente mesmo, hein. Tem essa coisa de barba = homem adulto, afinal.
Até rei, na maioria, deixa crescer. O cunhado do Reino de Cavaleiros e o rei de Riinie não deixam, mas sinto que, em breve, deixam crescer também.
Só eu completamente liso também não tem dignidade nenhuma? Será que coloco barba postiça…? Mas sinto que só vira sensação de fantasia mesmo…
Enquanto mergulho em pensamento sobre dandismo, todo mundo também termina de comer, decidindo voltar pro quarto.
Depois disso, é tempo livre até dormir.
— Tou-sama, parece que ali tem cantinho de jogo! Vamos junto!
E, puxado pela Sutefu, junto com algumas crianças, sou levado pro cantinho de jogo.
O cantinho de jogo pra onde fui levado é lugar onde só aquele canto parece ter removido completamente o clima retrô que a pousada emana.
Tem air hockey, máquina de garra, jogo de corrida, jogo de luta, até jogo de bater tambor, "dondoko".
De fato, isso é tipo pequeno fliperama mesmo. Parece que tem horário de funcionamento definido, até nove da noite. Bom, se ficar batendo tambor de madrugada, seria coisa séria mesmo.
A Rinne e a Arisu, que vieram junto, imediatamente, começam air hockey de novo. Também tinha feito antes do jantar, será que não conseguiram decidir o desfecho?
Dessa vez também, o Kuon vigiando pra não deixar as duas usarem magia por descuido parece bem cansativo.
— Tou-sama, vamos fazer isso!
O que a Sutefu pede é o jogo de bater tambor, "dondoko". Já fiz isso antigamente, mas lembro que era razoavelmente difícil.
Já bati tambor uma vez na casa de conhecido do vovô, mas taiko japonês deve ter sensação diferente daquilo mesmo, hein.
— Parece interessante. Também quero fazer.
— Opa? Se for isso, Sutefu e Yoshino, façam vocês duas. Eu fico atrás olhando.
Enquanto penso no fundo "que alívio", cedo o lugar do jogo de tambor pra Yoshino.
Quando coloco a moeda, as duas posicionam nas duas mãos as baquetas com cordão.
Primeiro, deve estar bom começar pelo fácil mesmo. As duas também conhecem música infantil, então selecionamos o modo "Fácil".
Quando a música começa, "dondon, kakka", ritmicamente, as duas batem o tambor, passando facilmente.
Aumentando um nível de dificuldade, mesmo em "Normal", as duas conseguem passar. Mas, no instante que muda pra "Difícil", a quantidade de batida aumenta drasticamente de repente, e a reação da Sutefu começa a atrasar.
— Ráapidoo!
Enquanto a Sutefu reclama, batendo, "dondoko", ao lado, a Yoshino, calma, acerta as baquetas. Nesse nível, dificulta de uma vez, hein… eu também travei nisso.
A Yoshino consegue completar a meta, mas a Sutefu falha a meta aqui.
— De repente ficou difícil demaais!
— Uhum, bom, é assim mesmo, sabe.
A Sutefu reclama, "buubuu", mas isso, reclama com o fabricante. Eu também concordo intensamente, mas.
A Yoshino, colocando o comando escrito no cartaz da máquina pra sair "Ainda Mais que Difícil", parece que vai desafiar.
Quando a música começa, o quê é isso!?, dá vontade de falar, quantidade absurda de marca de batida flui.
Enquanto penso "isso, um pouco…", a Yoshino, rindo, bate o tambor com ritmo em velocidade absurda.
Sinceramente falando, já não consigo entender de jeito nenhum onde bater. Se reforçasse a visão com poder divino, talvez desse pra entender, no entanto.
No fim, a Yoshino consegue completar até "Ainda Mais que Difícil".
— Tou-sama! Isso é divertido! Compra!
— Opta, de repente veio pedido absurdo, hein.
Falando fácil "compra", mas quanto custa, isso, hein…
Antes de mais nada, dá pra comprar? Pesquisando na internet, novo, comprar pessoa física parece impossível, mas usado, será que dá pra comprar…? Mesmo assim, deve custar uns quatrocentos, quinhentos mil ienes, viu…?
Ou melhor, mesmo levando pro outro mundo, sem eletricidade, não vai funcionar, né…
Não, se pedir pro Doutor e o pessoal, talvez consigam dar um jeito, hein… ou melhor, fazer do zero mesmo. Explicando "coisa desse tipo", aqueles gênios devem conseguir fazer.
Sendo que chegam a fazer até unidade de Frame que simula sistema de batalha, afinal.
Pra explicar pro Doutor e o pessoal, decido filmar em vídeo a cena das crianças brincando com o tambor, e a tela do jogo.
Aproveitando, também filmo a Rinne e a Arisu jogando jogo de corrida. Jogo de corrida também deve ser fácil de fazer, sendo que lá também tem carro mágico-motorizado.
Depois disso, pegando pelúcia na máquina de garra, brincando com pinball de bastante ano, brinco com as crianças até saciar.
Eventualmente, o horário de funcionamento do cantinho de jogo termina, e decidimos voltar pro quarto.
— Bem-vindo de volta. Foi divertido?
Voltando pro quarto com o Kuon, meu pai, completamente relaxado, assistindo televisão, fala isso comigo. No quarto, já tinham estendido três futons.
— Foi divertido, mas fiquei levemente cansado.
— No meu tempo, era só o Tōya-kun sozinho, mas, no caso do Tōya-kun, tem bastante criança, afinal.
Meu pai e minha mãe também eram ocupados, então a lembrança de brincar comigo quando criança é esmagadoramente mais do vovô, mas não é que não tenha nenhuma.
Fui levado pra festa de editora, e também fui levado pra parque de diversão e cinema.
Toda vez que via meu pai e o pessoal se esforçando pra terminar original mais cedo, criando tempo, sem perceber, acabei não fazendo pedido difícil demais.
Mentira dizer que não senti isso solitário, mas, graças a isso, sinto que também não tive fase rebelde típica.
Ou melhor, vendo de perto aquela mãe, nem dá vontade de rebelar. A lição de "não resistir à toa contra mulher é o melhor caminho" aprendi com meu pai mesmo.
Enquanto conversamos sobre lembranças bobas do passado, ao lado, o Kuon, sentado, começa a cabecear, "kokkuri kokkuri".
— Vamos dormir logo.
— É mesmo.
Meu pai ergue o Kuon, deitando no futon do meio. Desligando a televisão, apagando a luz também, mergulhamos dentro do futon.
Haa… primeiro dia de viagem (na verdade, já é o terceiro dia), mas fiquei cansado, hein…
Bom, o deslocamento foi trabalhoso, mas a água termal foi agradável, a comida foi gostosa, acho que foi bom começo mesmo.
— Nunca imaginei que ia conseguir dormir assim, alinhado em fileira feito "kawa" [rio] com filho e neto, hein.
Meu pai murmura isso, mas isso normalmente não seria caso de casal e filho?
Eu também, antigamente, será que dormia alinhado em fileira com meu pai e minha mãe? Não tenho muita lembrança disso…
— Ei, Tōya-kun.
— Nn…?
— Será que é possível a gente ir pro outro mundo?
— …Uuum, se falar se é possível ou não, é possível, mas…
Só que, nesse caso, no mínimo, precisa ficar um ano sem voltar pro mundo original. Precisaria viver lá.
Se fosse igual eu, morto no registro civil, ainda vá, mas, se ficar um ano (dezesseis meses na Terra) sem contato, deve surgir vários problemas com trabalho e várias coisas.
E ainda mais, se meu pai e o pessoal viessem pro outro mundo, existe medo de esbarrar em contradição temporal.
O Kuon e o pessoal, até três dias atrás, nunca tinham encontrado meu pai e o pessoal. Essa premissa vai desmoronar.
Depois disso, se, no meio do crescimento em que a Yakumo nasce, a Furei nasce, encontrarem meu pai e o pessoal, vai surgir contradição no acontecimento desse tempo agora.
Se tivesse justificativa nobre tipo "pra salvar o mundo da destruição", a deusa do espaço-tempo, vovó Tokie, e os espíritos do tempo talvez ajudassem, apagando essa contradição, mas, sendo problema completamente pessoal, hein…
Por isso, se pudesse ir, seria a partir do momento que as crianças voltassem pro futuro.
Se for depois do Kuon e o pessoal voltarem pro futuro, meu pai e o pessoal virem pro outro mundo não teria problema nenhum.
— Isso seria daqui a quantos anos, mais ou menos…?
— Uuum, a mais velha, a Yakumo, tem onze anos, então, no mínimo, mais que isso…?
— Longo, hein…
É mesmo, hein… mesmo que a Yakumo nasça, não posso levar na volta pra casa na Terra. Meu pai e o pessoal não conseguem encontrar até onze anos depois disso.
Foto e vídeo, provavelmente, consigo mandar e mostrar, no entanto…
— …Bom, se usar [Teletransporte Interdimensional], talvez baste o eu do futuro trazer as crianças pra esse tempo, talvez…
— Eeto, quer dizer, como assim?
— Não sendo o eu daqui agora, e sim o eu no futuro pra onde as crianças voltaram, trazendo as crianças de volta pra esse tempo. Se for isso, imediatamente, meu pai e o pessoal conseguem encontrar as crianças.
Sinto pena de não poder curtir o crescimento dos netos desde bebê.
Não, espera. Sendo eu do futuro, com certeza, essas imagens devem estar gravadas direitinho. Pra mostrar pro meu pai e minha mãe, provavelmente, deve ter feito edição com bastante empenho também. Porque, se for eu, com certeza, faria isso!
— Teletransporte pra outro mundo, ou movimento temporal… achava que era coisa só dentro de mangá, sabe.
— Eu também.
— Bom, graças a isso, consegui encontrar o Kuon-kun e o pessoal, mas… como esperado, nunca imaginei ter nove netos assim.
— Sobre isso, não sei nem o que falar…
Dentro do futon, "uumu", gemo. Eu mesmo também nunca imaginei ganhar nove esposas, viu…
— Mas todo mundo é criança boa, hein. Deve ser porque Tōya-kun e o pessoal criaram com carinho e amor, né.
— Ainda nem chegou a criar, na verdade, nem nasceram ainda, então, mesmo elogiando, hein…
Acho que são crianças boas mesmo, mas também tem parte que aprontam bastante. Ao eu do futuro, também quero falar uma reclamação ou duas. O Kuon, em relação a isso, é criança muito boa, mas parece que quem criou principalmente foi o Kohaku mesmo, afinal…
— Mas, isso, hein, se realmente conseguir ir daqui a mais de dez anos, como esperado, quero ir pro outro mundo mesmo, sabe. Tendo tanto período de preparação assim, acho que consigo resolver de algum jeito o trabalho daqui também.
Não não, tá falando "quero ir", mas, na verdade, é decisão firme de morar permanentemente, né… resolvendo direitinho o trabalho relacionado, sem deixar pendência, migrando com tranquilidade pra segunda vida, deve ser essa a intenção.
Será que tá pensando em voltar pra Terra uma vez por ano pra ver como tá?
Uuum, no fim das contas, acho que a Terra ainda é mais conveniente e fácil de viver mesmo, hein. Não tem tanto perigo quanto no outro mundo também.
Eu, ganhando poder estranho de deus, consegui me virar, mas meu pai e minha mãe nem têm meio de se proteger, acho. A, não, minha mãe, mesmo pura, já é forte, mas…
Eu já criei bastante vínculo diverso com o outro mundo, então, agora, não tenho intenção de morar na Terra.
Bom, se meu pai e o pessoal quiserem se mudar, dou boas-vindas, apoiando ao máximo.
De qualquer forma, é conversa de mais de dez anos à frente. Nessa época, até a Fuyuka já deve tá com idade de ensino fundamental.
Se separar dos amigos, largando a escola, mesmo assim, não deve falar que quer ir… não vai falar, né?
A menos que vire filha traquina descontrolada, igual meu pai curioso e minha mãe de "decidiu, age imediatamente"… espera, o que é isso? Por que, imaginando isso, encaixa perfeitamente bem? Eu não deveria ter poder de prever o futuro, no entanto!
Enquanto sinto inquietação vaga sobre o futuro da Fuyuka, sou convidado pro mundo do sono.