Capítulo 622 – O Portão Kaminarimon, e o Templo Sensō-ji
— Lanterna gigaante!
— Tōya-sama, aqui, antigamente, tinha raça de gigante?
— Não não, não tem nada disso…
Respondendo isso pra Hiruda, também ergo o olhar pro Kaminarimon junto com as crianças.
Onde chegamos andando é o Kaminarimon, portão principal do Templo Sensō-ji.
Talvez por ter virado criança, sinto absurdamente grande, hein.
Voltado pra frente, do lado direito, deus do vento, e do lado esquerdo, deus do trovão colocados. Se não me engano, o nome oficial do Kaminarimon era "Portão do Deus do Vento e do Trovão"?
— Esse lado é deus do vento, e aquele é deus do trovão, viu.
— É deus, é?
— Otōsan, já encontrou?
— Encontr… ei… nunca… será?
Não deve ter, né? Antes, quando fui chamado pra festa dos deuses no reino divino, acho que não tinha deus desse tipo…
Mas, se for só "deus do vento" ou "deus do trovão" separado, talvez tenha, hein. Não sei se são os mesmos deuses que esse Deus do Vento e Deus do Trovão, no entanto.
Como esperado, sendo lembrança, tiramos foto todo mundo junto diante do Kaminarimon.
Foto tirada por onē-san estrangeira que veio visitar como turista. Em troca, depois, também tiramos foto dessas onē-sans. Toma lá, dá cá.
Ainda bem que o item de tradução resolve o problema de idioma.
Como esperado de ponto turístico representativo do Japão, quantidade absurda de turista estrangeiro. Igual a gente, sem parar desde agora há pouco, quantidade de gente tirando foto de lembrança diante do portão.
De qualquer forma, aviso pra segurar mão de mãe e filho pra não perder. Bom, só o Kuon fica com as duas mãos seguradas pela Yumina e pela Arisu, estado de "flor nas duas mãos".
Eu? Sozinho, algum problema? Eu tô bem, mesmo perdendo, dou conta sozinho. Não é que tô com inveja, não…
Passando pelo portão, vi por baixo da lanterna dragão esculpido esplendidamente. Dragão também invoca vento e trovão, afinal… será que é amigo do deus do vento e trovão, hein?
— Incrível! Tem monte de loja!
— Isso é vista espetacular mesmo, hein.
Passando pelo Kaminarimon, sai na Rua Nakamise. Sendo caminho principal do Templo Sensō-ji, ouvi que é uma das ruas comerciais mais antigas do Japão.
Nos dois lados da rua, várias lojas de presente e comida vendendo. Opa, é ningyō-yaki. Isso precisa comprar. O amigo do vovô sempre trazia isso de presente.
— Ali, tá vendendo sorvete!
— Também tá vendendo dango, dessu gozaru!
— Aquela pelúcia é fofa…!
— A, espe…!
Enquanto tô distraído com o ningyō-yaki, cada um investiu na loja alvo. Isso é dispersão familiar, hein… não, tá errado.
Bom, todo mundo sabe que, se andar reto, chega no Templo Sensō-ji, e, sendo mãe e filho juntos, não deve virar perdido tão grave assim… cada um tem smartphone, e, como último recurso, tem [Search].
Por ora, sem se apressar, vou comprar ningyō-yaki. Alguns pacotes com e sem recheio de anko.
Opa, também preciso comprar kaminari-okoshi de lá. A, é nori de Asakusa. Isso também… espera, eu também não tenho muito o que falar do resto do pessoal, hein.
Mas, realmente tem várias lojas mesmo, hein… desde presente bem típico de Tóquio, até coisa tipo bolsa e chapéu. Até chinelo zōri vende, hein.
Esse setta, será que compro pra Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo… esse zōri branco talvez combine com a vovó Tokie.
Uhum, sendo boa oportunidade, vou levar os dois.
Opa, ali, comprando doce de batata-doce tavam a Rinne e a Rinze. Ali, comendo sorvete são a Āshia e a Rū. Bom saber que tão se divertindo, mas seguir a regra de ação em grupo, tá?
Recolhendo os dois grupos, andando mais pela Rua Nakamise, na loja vendendo roupa, o Kuon tava sendo apresentado camiseta pela Yumina e a Arisu.
Uuum, Arisu. Aquela camiseta com "ninja" escrito grande, o que acha, hein…? A Yumina-san também, camiseta de "Amo Asakusa", no outro mundo, ninguém vai entender, viu…
Quando paro as duas, parece que trocaram pra camiseta de padrão japonês inofensivo, e o Kuon solta suspiro de alívio. Parece que até o Kuon tinha dúvida em relação ao senso estético. Aquele tipo é mais voltado pra turista estrangeiro, afinal…
…Isso à parte, essa camiseta de ninja engraçada… não, elegante, vou comprar de presente pra Tsubaki-san e as três moças kunoichi. Ninguém combina mais com essa camiseta que elas.
Depois de conseguir camiseta divertida… elegante, quando tentamos seguir em frente, da frente, chega voz e agitação de surpresa.
Curioso com o que aconteceu, aproximando correndo, num cruzamento tipo aberto, a Yae tava dominando um senhor de barba, boné de caça, uns trinta anos.
E! O que tá fazendo, hein!?
— Espe, Yae!? O que tá fazendo!?
— Oo, meu senhor. Esse aí é ladrão de bolso, dessu gozaru. Retirou a carteira da bolsa daquela senhora ali, então persegui e dominei, dessu gozaru.
— A! Minha carteira!?
Quando a Yae tira a carteira do peito do homem, senhora de uns quarenta anos que tava perto solta voz.
Parece que, com certeza, é ladrão de bolso mesmo.
— Boa! Onē-chan! Mandou bem!
— Ei, chama a polícia, polícia!
Turista e dono de loja ao redor soltam aplauso.
O homem ladrão se debate embaixo da Yae, mas, com o braço torcido e as costas pressionadas pelo joelho, fica completamente incapaz de se mexer.
Enquanto isso, dois policiais chegam, levando o homem ladrão. A senhora, que teve a carteira roubada, agradece várias vezes a Yae.
Com esse alvoroço, o resto do pessoal que tava em outras lojas também vem, todo mundo acaba se reunindo inesperadamente.
— Chamamos atenção, hein.
— Desculpa mesmo, dessu gozaru…
— Bom, não é que fez algo ruim, então tá tudo bem.
Não teve problema nenhum, mas o senhor que vendia ningyō-yaki, "bem feito! leva!", entrega saco cheio de ningyō-yaki pra Yae. Comprei de presente, mas queria comer também, então isso ajuda.
Alegres com o presente inesperado adicional, seguindo mais pela Rua Nakamise, chegamos diante de outro portão vermelho grande de novo.
É o Hōzōmon, que leva até o salão principal do Templo Sensō-ji. À esquerda, dá pra ver pagode de cinco andares.
No meio, grande lanterna escrita "Kobunacho". Alinhados nos dois lados, estátuas de Niō. A que tá com a boca aberta é estátua "A", e a que tá com a boca fechada é estátua "Un", será?
Ao passar pelo portão, olhando o fundo da lanterna, igual o Kaminarimon, aqui também tava esculpido dragão.
— Sandália de palha gigaante!
— E?
Diante do grito repentino da Sutefu, quando me viro, atrás do Hōzōmon… ou melhor, na parede do lado do salão principal, sandálias de palha gigantes penduradas nos dois lados.
Sendo que a Yae e o pessoal de Īshen também calçam isso, sandália de palha em si, a Sutefu também deve conhecer.
Parece que foi ofertada de Yamagata, mas será que isso também tem alguma lenda associada, hein?
Voltando o olhar da sandália de palha pra frente, dos dois lados, tem escritório de administração vendendo omikuji e omamori, e, na frente disso, o salão principal do Templo Sensō-ji com majestade imponente. Grande mesmo, hein…
Se não me engano, é o templo mais antigo dentro de Tóquio, com história de cerca de mil e quatrocentos anos desde a era Asuka?
— Parece que os irmãos pescadores no rio Sumida ergueram uma estátua de Kannon debaixo d'água, e o início foi consagrar isso, sabe. No dia que a estátua de Kannon foi erguida, dizem que dragão dourado desceu do céu, e, por isso, o nome do templo virou "Templo Sensō-ji do Monte Kinryū".
— E, não tá levemente detalhado demais…?
— Ferramenta da civilização deve ser usada direitinho, né?
Falando isso, a Rīn balança levemente pra direita e esquerda o smartphone segurado na mão. O quê, pesquisou agora, é.
Só agora percebendo, mas pesquisar enquanto vê o objeto real é conveniente mesmo, hein.
Por ora, deixando omikuji e afins pra depois, vamos rezar no salão principal.
— De alguma forma, tá saindo fumaça…
A Rinze olhava a fumaça subindo do grande incensário colocado no terreno diante do salão principal. Visitantes fazem gesto tipo atraindo a fumaça pro próprio corpo, tomando banho nela.
A, já vi isso na televisão. Se não me engano, é aquilo "passando fumaça de incensário na parte doente do corpo, melhora mais rápido".
Quando explico isso, todo mundo mostra rosto boquiaberto. Ei, todo mundo usa magia de cura normalmente, afinal…
E ainda mais, as esposas são subordinadas de deus, e as crianças originalmente são meio-deuses, então, sendo desnecessário mesmo, isso é desnecessário, será…?
Bom, provisoriamente, isso também é experiência, então tomo banho na fumaça. …Vou tomar na cabeça. Não posso afirmar que seja bom mesmo, afinal…
Do lado direito, tinha temizuya. Ao redor de estátua tipo vestindo armadura, água flui de oito dragões.
— Sha, sa… como leio isso, hein?
No pedestal, tá escrito "Estátua do Rei Dragão Shakara", mas não consigo ler. Bom, de qualquer forma, é rei dragão mesmo.
No teto também tá desenhado imagem de dragão. Tem bastante dragão mesmo, esse templo… bom, sendo "Templo Sensō-ji do Monte Kinryū", afinal. Dragão deve ser o deus guardião.
Purificando mão e boca no temizuya, finalmente, vou em direção ao salão principal.
Aqui também tá pendurada lanterna grande.
— Eeto, era duas reverências, duas palmas, uma reverência, né?
— Não, isso é caso de santuário, em templo, só junta as mãos e curva no final tá bom.
Respondo isso pra Eruze, segurando a mão da Eruna. Se não me engano, é isso mesmo. Antigamente, em templo, bati palma, "panpan", sendo motivo de riso do vovô, lembro.
Opa, preciso entregar oferta pra todo mundo. Alinhado diante do salão principal, entrego pra todo mundo a oferta em dinheiro pra jogar na caixa de oferta.
Moeda de dez ienes e de quinhentos ienes, tem história de que traz azar, tipo "en tōi" (relação distante) e "kore ijō no kōka (硬貨/効果) wa nai" (não tem mais efeito/moeda que isso), então, por precaução, melhor evitar.
Chegando nossa vez, todo mundo joga junto a oferta em dinheiro. Junta as mãos, curva uma vez.
Que essa viagem termine sem problema, com segurança.
『Tōya-kun, Onē-chan quer comer anko-dama, viu』
De novo…! Já entendi, então será que dá pra ficar quieta um pouco!?
『Tá bem! A, também mais frito de manjū』
Balançando o pensamento maligno (?) que veio voando do reino divino, da irmã Karen, de algum jeito, terminando a visita.
Depois disso, tirando omikuji, as esposas de novo compravam omamori. De novo, bênção de filhos e prece por parto seguro, será…? Pensando que aqui tá o cristal desses benefícios, talvez o efeito tenha sido considerável mesmo.
Sendo omikuji do Templo Sensō-ji dito ter bastante "kyō" (má sorte), mas ninguém do nosso grupo tirou. Tinha vontade de ver um pouco, no entanto…
No caminho de volta, seguindo pedido da irmã Karen, compramos anko-dama e manjū frito.
Sendo que parecia gostoso, além do presente, decidimos comprar mais alguns. Minha mãe e o pessoal também devem querer comer, afinal.
Garantindo o que faltou comprar ou o que não conseguimos comprar na ida, voltamos de novo até o Kaminarimon.
Se fosse de verdade, também queria ir no Hanayashiki e no Salão de Variedades de Asakusa, mas já passou das três horas. Precisamos voltar em breve.
Igual sempre, entrando em prédio qualquer, no patamar de escada sem ninguém, abrindo rapidamente [Gate], voltamos rapidamente pra casa do vovô junto com todo mundo.
— Cheguei!
— Bem-vinda de volta
Quando a Rinne abre animada a porta, chega recepção inesperada.
A Fuyuka, levando a Buranka, sai andando, "tokotoko", até a entrada.
— Fuyu-chan! Chegamos!
A Rinne ergue a Fuyuka, abraçando forte. No braço da Rinne, a Fuyuka fica animada, "kyakkya", feliz.
— Fuyu-chan tá de bom humor, hein.
— Compramos monte de presente, sabe, Fuyu-chan.
A Kūn e a Yoshino também acariciam a cabeça da Fuyuka no braço da Rinne.
Parece que já ficou completamente "Fuyu-chan" mesmo. Não, tá bom, mas, provisoriamente, essa criança é tia de vocês, tá?
Uuum, será que depois disso, voltando pro futuro, encontrar a Fuyuka já crescida vai ser situação estranha mesmo.
Pra Fuyuka, deve encontrar sobrinho e sobrinha sem mudar nada desde bebê, e as crianças, será que vão encontrar de repente a Fuyuka crescida?
Igualando o eixo temporal, com certeza, a Fuyuka é mais velha que a Yakumo mesmo, afinal…
Bom, mesmo que a Yakumo nasça dentro de cinco anos, não deve ficar tão longe assim… sobrinho e sobrinha, tio e tia de idade próxima é razoavelmente comum mesmo.
— Bem-vindos de volta. Como foi o passeio em Tóquio?
Meu pai vem de dentro. Sendo meu pai cuidando da Fuyuka, minha mãe deve tá trabalhando?
— Subimos na Skytree, fomos pra Rua de Kappabashi, e fizemos visita no Templo Sensō-ji.
— E, Skytree e Sensō-ji entendo, mas por que Kappabashi…?
Diante da minha resposta, meu pai, por um instante, mostra rosto meio estranhado, mas, olhando pra Āshia e Rū, "aa…", acena feito entendendo.
Como esperado, uma semana convivendo junto, começou a entender a personalidade e gosto de todo mundo mesmo.
— Certo, vamos entrar na preparação do jantar!
— Okā-sama, vamos experimentar os utensílios de cozinha comprados em Kappabashi! Otō-sama, por favor, tira!
A Rū e a Āshia vestem com empenho o avental recém-comprado. Sensação de mal poder esperar pra usar o utensílio de cozinha novo. Bom, entendo o sentimento, no entanto.
Tiro do [Storage] utensílio de cozinha comprado, conforme pedido pelas duas.
E, também vai tirar o prato de prato infantil e o barco de sashimi? Hoje também parece que vai virar mesa cheia de variedade…
Não sendo lanche das três, mas coloco na mesa o ningyō-yaki comprado. Sendo antes do jantar, no máximo duas peças por pessoa. Vou colocar com e sem recheio de anko.
— Ningyō-yaki, é? Faz tempo, hein. Falando em Asakusa, precisa comprar isso mesmo.
Meu pai pega uma peça de ningyō-yaki com saudade, comendo, "pakuri". Ao lado, a Fuyuka também mordia gostosamente o ningyō-yaki.
— Falando nisso, meu pai também morou em Tóquio antes de casar?
— Uhum. Eu morava no distrito de Suginami, e a editora que me acolhia ficava em Shinjuku, então não ia muito pro lado de Asakusa, hein.
Suginami, se não me engano, é lado oeste de Tóquio? Se a editora ficava em Shinjuku, não deve ir muito além disso mesmo.
— Quando fui numa editora diferente a mando do sensei que assistia, encontrei sua mãe, que tinha vindo pra Tóquio pra levar trabalho. Quando encontramos pela primeira vez, ela ainda era estudante do ensino fundamental, mas achei que era criança muito bonita… ai, ai!?
— O que você fica falando pra criança!
Ficando de pé atrás, com rosto vermelho, minha mãe golpeia com soco na cabeça, e meu pai se contorce de dor.
Aquilo, bateu com bastante força mesmo, hein… deve doer bastante mesmo… escondendo timidez, mas, um pouco mais, digamos, com jeito mais suave… até as esposas e as crianças devem estar surpresas…
Ouvindo inesperadamente sobre o início do namoro dos meus pais, mas, naquela época, minha mãe era do ensino fundamental, né? Supondo que fosse quinze anos, meu pai na época… diferença de seis anos, então vinte e um anos, é.
Homem de vinte e um anos se apaixonar à primeira vista por estudante de ensino fundamental de quinze anos, pensando assim, sinto desconforto mesmo, hein…
Achei que ouvi a palavra "e você fala isso?", mas… não, uhum, sei que não tenho moral pra falar isso, mas…
— O que foi?
— Não, nada.
Escondo com sorriso o olhar que direciono de relance, percebido pela Sū. Eu e a Sū também temos diferença de idade parecida com essa, afinal… será isso o "sangue não mente"…?
Bom, vivendo felizes assim, não deve ter problema. Provavelmente.
Aplico magia de cura no meu pai, ainda se contorcendo segurando a cabeça. Que a dor voe pra longe.
— Opa, ningyō-yaki, é. Sem recheio é o que eu gosto, sabe, disso.
Ignorando a gente, minha mãe fala isso, comendo, "pakuri", ningyō-yaki sem recheio de anko. Um dos motivos de eu comprar com e sem recheio foi que achava que minha mãe ia preferir esse tipo.
Minha mãe gosta mais da massa que do recheio de anko no dorayaki. Não é que odeie anko, mas, dependendo da coisa, parece que anko fica pesado.
— Papai, tira a pelúcia que comprei pra Fuyu-chan.
— Nn? Aa, tá bem, tá bem.
Conforme pedido pela Eruna, tiro do [Storage] pelúcia de gato em formato de ônibus amarelo.
— Nyanbasu!
A Fuyuka, com sorriso radiante, abraça a pelúcia recebida da Eruna. Parece que a Fuyuka também adora esse anime. Bom, se for meu pai e minha mãe, provavelmente devem ter mostrado mesmo. Eu também fui exposto a isso.
Atrás da Fuyuka, super animada com a pelúcia de gato, vejo a Buranka com olhar tipo raposa-do-tibete. E, não vai ser que tá com ciúme de pelúcia, né? Provisoriamente, você é deusa, né…
Eventualmente, o jantar fica pronto, e, em cima da mesa larga com duas mesas baixas conectadas, sem espaço sobrando, tá alinhada a comida feita pela Rū e a Āshia.
Dentre isso, diante das crianças, tá alinhado prato infantil. Sendo jantar, mas "lanche" [prato infantil em japonês significa literalmente "almoço"], que absurdo é esse.
Pequena omelete, napolitana, hambúrguer, camarão frito, fruta, e, no monte de arroz com frango feito em formato, tava fincada bandeirinha. Que trabalho elaborado, hein. Cheio de empenho.
Diante do meu pai, da minha mãe, das esposas, alinham hambúrguer e omelete de tamanho normal. Também tem barco de sashimi colocado no barco comprado.
…E, por que diante de mim também tem prato infantil? Não, tá tudo bem, mas… prato de ônibus espacial, é…
Cuidando pra não desmontar a bandeirinha, raspo com colher a comida de arroz com frango, comendo. Gostoso.
Enquanto saboreio o arroz com frango, "mogumogu", meu pai sentado ao lado fala comigo.
— Amanhã, já decidiu pra onde ir?
— Não, se todo dia levar pra lugar com bastante gente assim, as crianças vão ficar cansadas, afinal. Amanhã, tava pensando em descansar de novo.
Ainda tem mais uma semana inteira. Se levar todo dia consecutivo pra lugar cheio de multidão desse jeito, deve cansar mesmo.
Não é que quero criar lembrança de "saímos pra algum lugar". Quero criar lembrança minha com as crianças. Lugar não importa.
Não importa como, indo pra ponto turístico, acaba virando ação padrão de ver, tirar foto, comprar presente. Isso também vira lembrança, mas passar relaxado em casa também não é ruim.
Bom, sendo que meus filhos são ativos, será que dá pra ficar relaxado é meio duvidoso, no entanto…
— Falando nisso, amanhã, parece que tem festival na cidade vizinha. Que tal ir todo mundo?
— Aa, é mesmo, hein. A, então vou comprar yukata pra todo mundo de tarde!
Minha mãe embarca na proposta do meu pai. Não, minha proposta de descansar amanhã, foi pra onde, hein?
— Se for yukata da gente, tem pra todo mundo. Da parte das crianças, temos tecido, então, agora, eu faço.
— 「「Agora?」」
Com naturalidade, como se fosse coisa banal, a Rinze fala isso sorrindo, e meu pai e minha mãe inclinam a cabeça.
Bom, se for a Rinze, provavelmente, deve conseguir fazer dez pessoas em cerca de uma hora mesmo. A, incluindo a minha, seria onze pessoas?
Terminando de comer, imediatamente, a Rinze começa a fazer yukata. Só eu e a Arisu tiramos medida. Do resto das crianças, parece que já tá com dados registrados.
— E… o quê, essa velocidade…?
— Será que tá usando algum tipo de magia?
— Bom, mais que magia, digamos… característica da Rinze?
Respondo isso diante dos dois boquiabertos. Porque não consigo explicar de outro jeito mesmo.
Eventualmente, o yukata terminado, as filhas na mesma cor que a mãe, e a Arisu, yukata azul-gelo.
Isso tá bom. Mas, por que o Kuon fica de yukata normal, e eu fico de jinbei?
— Achei que o Tōya-san combinaria mais com isso.
— Uhum, combina, Tōya-kun. …tem sensação de travessura bem transmitida.
Papai, o que quer dizer com isso, hein? Nn? De alguma forma, sinto que todo mundo tá segurando o riso, hein…
— Eeto, atrás, sabe…
— E?
Diante da fala do Kuon, vou até a entrada, refletindo as costas no espelho de corpo inteiro que tava ali.
Então, na parte de trás do jinbei, tava bordado grande o rosto do Kohaku (estado de filhote de tigre). O que é isso, hein!? Como troquei de roupa direto, não percebi… espera, Rinze-san!?
— Combina. Vai com isso amanhã.
— Eee…?
Decidido? Tá decidido mesmo? Com uma frase da minha mãe, a roupa pra vestir na festa amanhã ficou decidida.
De fato, como estampa nas costas de roupa infantil, talvez seja aceitável mesmo, mas…
Não tem jeito. Amanhã, o Kohaku também vai junto pro festival, vamos.