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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 623

A Música do Festival, e as Barracas Noturnas

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Capítulo 623 – A Música do Festival, e as Barracas Noturnas

"Dondondooon", som de tambor, e "pīhyarara", som de flauta, tocando música de festival, sem escapatória, nos puxa pro mundo do festival.

O sol começando a se pôr, na hora que o crepúsculo escurece cada vez mais, a luz da lanterna cria mundo fantástico.

O festival acontecendo na cidade vizinha onde fica a casa do vovô é o típico festival de bairro, com barracas alinhadas ao redor de santuário pequeno.

Não sendo escala tão grande assim, mas é festival regional feito pela associação de bairro e moradores ao redor.

Na praça da cidade, ergueram torre pequena de madeira, e, em cima dela, senhor animado vestindo happi batia grande tambor.

Segundo minha mãe, esse festival não é coisa antiga, e sim algo planejado nos últimos anos.

— Oo, lembra o festival de Īshen, dessu gozaru.

— Īshen é país parecido com o Japão, é?

— Isso mesmo, sogro. Īshen e este país têm bastante ponto semelhante, dessu gozaru…

A Yae, andando na frente, fala sobre Īshen com meu pai. Mesmo sendo país tipo mistura de era dos Estados Guerreiros e era Edo, no entanto.

— A, tá vendendo balão!

— Nn?

A Furei direciona olhar pra tanque de fundo raso que tava entre as barracas.

Achei que fosse balão vendendo normalmente, mas era pescaria de ioiô. Uwa, ainda tem isso mesmo, hein.

Dentro do tanque, vários balões d'água coloridos pequenos. Também chamado de ioiô d'água, balão-ioiô. Nos pequenos balões d'água do tamanho da palma da mão, tá amarrado cordão de borracha com argola.

— Vamos experimentar?

— Uhum! Vamos fazer, viu!

— A! Eu tambéém!

— Sutefu também!

Diante da fala da minha mãe, não só a Furei, a Rinne e a Sutefu, que olhavam curiosas a pescaria de ioiô, também reagem.

Pagando, recebendo do dono do estabelecimento gancho com cordão de papel torcido. Aquilo, dá pra pescar enganchando na argola de borracha do ioiô d'água.

— Peguei, a!?

No instante que a Rinne pescou o ioiô d'água, o cordão de papel torcido se rompe, e o ioiô d'água cai, "pochari", dentro d'água. Uhum, isso é comum mesmo.

Ensino pra Rinne um pequeno truque que ouvi do vovô.

— Melhor pescar de forma que o cordão de papel molhe o mínimo possível. Enganchando o cordão de borracha, dá pra seguir até a argola. Melhor segurar não pela ponta do cordão de papel, e sim pela raiz, segurando curto.

— Entendi!

Pagando de novo, recebendo gancho com cordão de papel, entrego pra Rinne. Sem perceber, as outras filhas também começaram a pescar ioiô. Misturadas junto também tavam a Eruze e a Sū.

— Pesqueei!

A Furei, que ouvia ao lado meu conselho, grita erguendo ioiô d'água laranja. Opa, pescou, hein.

— Ainda dá pra fazer?

— Enquanto isso não rasgar.

— Vou fazer!

Na pescaria de ioiô, se falhar uma vez, acaba, mas, enquanto o cordão de papel não rasgar, dá pra pescar quantos quiser.

No fim, a Furei parou depois de pescar três ioiôs d'água, dando um pra Sutefu, que não conseguiu.

A propósito, mostrando pra Furei o jeito de passar a borracha do ioiô d'água pelo dedo, jogando pra cima e recebendo de volta, "pashan pashan", ela colocou força demais, a borracha rasgou, e um ioiô virou mancha no chão, episódio charmoso.

— A, tem algodão-doce, viu!

— Nn? Você conhece algodão-doce?

A Āshia invade a barraca de algodão-doce. Minha mãe sente estranheza que a neta vinda de outro mundo conheça algodão-doce.

— Algodão-doce também aparece em barraca no festival de Brunhild do futuro. É feito com ferramenta mágica criada pelo Otō-sama, sabe.

Ora. Parece que fiz ferramenta mágica de algodão-doce no futuro.

Falando nisso, na lua de mel, quando vim pra Terra também, na festa cultural da escola, a Rū e a Yae comiam algodão-doce. Não pode ser, será que pediram, e eu fiz isso.

— Mas não tinha essa cor assim. Além do branco, tem várias cores diferentes, hein.

Aa… fiz algodão-doce simples, é. Só com açúcar cristal.

Se não me engano, usando açúcar cristal colorido, dá pra fazer nessas cores, vermelho, azul, laranja. Também tem tipo arco-íris, hein.

Meu pai compra pras filhas que querem algodão-doce. O Kuon, a Yakumo, a Kūn parecem não querer. Bom, em troca, a Sū e a Sakura recebiam.

…Desde agora há pouco, sinto o olhar ao redor, "chiratchira", incomodando mesmo, hein.

Bom, grupo com tanta criança em fileira assim, esquisito seria não chamar atenção mesmo.

E mais, garota fofa andando com yukata, nove pessoas, óbvio que vai chamar atenção mesmo.

Bom, todas são minhas esposas, viu!

— O que foi, Tōya-san?

— Desculpa, tava me exibindo levemente no fundo do coração.

— Exib…?

A Yumina inclina a cabeça com rosto curioso. Esse gesto também é fofo, viu, minha esposa!

Uuum, como esperado, forma de yukata aumenta o grau de charme mais que o normal, hein… preciso tomar cuidado pra não ficar rendido. Bom, mesmo rendendo, não tem problema, no entanto.

— Opa, tem tiro ao alvo.

Encontrando essa loja que só se vê em festival, sinto nostalgia indescritível.

No fundo da barraca, tinha algo tipo prateleira, com caixa de doce e alvo numerado alinhados.

Goma de dez ienes e refrigerante de uns trinta ienes, empilhados pequenos, acertando com bala de arma de rolha, o que cair da prateleira, você ganha.

Se derrubar a placa numerada, deve ganhar o prêmio daquele número. Oo, tem até carrinho de controle remoto, pelúcia grande.

… Mas o alvo com número escrito de coisa tipo carrinho de controle remoto tem tamanho de moeda de um iene, viu… zero intenção de deixar pegar mesmo.

Bom, aquilo deve ser tipo isca pra atrair cliente mesmo. Ao redor da placa numerada, não tem nem torre de doce, e também elimina possibilidade de outros caírem com bala errada.

— Uuum…

Diante de mim, pensando se faço ou não tiro ao alvo, a Kūn dá passo à frente, "zui!".

— Isso, quanto custa?

— Três tiros, cem ienes.

A Kūn tira cem ienes da própria carteira, entregando pro dono, recebendo arma de rolha e três balas de rolha.

Conforme ensinei, puxa a alavanca antes de colocar a bala de rolha na boca da arma. Se enfiar a rolha antes de puxar, o ar fica reduzido, enfraquecendo o poder.

A Kūn posiciona a arma em direção ao alvo. Mirando no número três. Isso também é tamanho de moeda de um iene, hein… o três é… carrinho de controle remoto, é. Fazia sentido.

Aqui, o tiro ao alvo parece ter regra que, contanto que um pé esteja no chão, dá pra estender a mão e atirar, mas, com a altura de criança, não consegue se inclinar tanto pra atirar.

A Kūn apoia o cotovelo na mesa da barraca, parece que vai fixar completamente a arma.

— Não sendo tanto quanto a Yumina-kaa-sama, mas, se for arma, também sou boa nisso, sabe.

"Gashapan!", junto com som, a bala de rolha dispara, voando em direção completamente diferente do alvo do carrinho de controle remoto. Nn?

"Gashapan! Gashapan!", as balas restantes também erram sem nem raspar.

Boa em quê, afinal. A Kūn, segurando a arma, tremendo, "puruputupu", investe contra o dono do tiro ao alvo, "kuwa!".

— Ei, senhor dono! Como tá o ajuste dessa arma!? Não voa nem um pouco reto, sabe!

— Não, mesmo falando isso, hein…

Diante da reclamação repentina, o dono sorri amargamente. Ajuste nada, precisa ajustar sozinho pra voar reto mesmo, afinal. Ou melhor, do ponto de vista do dono, se a arma estivesse ajustada firme, o negócio ia falir mesmo.

A arma que a Kūn sempre usa tem ajuste minucioso levado ao limite extremo, afinal.

— Ku, Yumina-kaa-sama! Vinga a minha derrota, por favor!

— Ee…? Bom, tudo bem, mas…

A Yumina paga cem ienes, recebendo arma de rolha e balas. Puxando a alavanca, cuidadosamente, a Yumina enfia a bala de rolha na boca da arma.

Diferente da Kūn, tendo altura, achei que fosse se inclinar, mas, igualmente, apoia o cotovelo na mesa, começando a mirar.

Opa? Será que não sabe a regra. Ou será pra fixar a arma?

Direciona a boca da arma pro alvo do carrinho de controle remoto. "Gashapan!", a bala disparada voa um pouco desviada do alvo. "Aa…", voz de decepção escapa de todo mundo.

Puxando a alavanca, colocando bala de novo, a Yumina.

— Próxima, vou acertar.

— Hã?

No instante que o dono solta voz estranha diante da fala da Yumina, "gashapan!", a bala disparada derruba brilhantemente o alvo número três.

— Consegui! Como esperado, Yumina-kaa-sama!

— Mentira, sério…!?

O dono olha atônito o alvo caído. No primeiro tiro, deve ter percebido o vício da arma, mirando no segundo tiro considerando isso, disparando.

Já com essa arma, acho que a Yumina consegue acertar cem por cento. E ainda tem mais uma bala restando…

"Gashapan!", dessa vez, o alvo número um cai. O número um é… console de videogame portátil, é. Prêmio principal número um. Desculpa, senhor.

Com rosto quase chorando, o dono entrega o carrinho de controle remoto e o console de videogame, e nos despedimos, deixando o tiro ao alvo.

A Yumina entrega o carrinho de controle remoto pra Kūn, e o console de videogame pro Kuon.

O Kuon tenta recusar, "não, eu…", mas a Yumina insiste, empurrando o console de videogame.

— Sabia, viu? Que o Kuon tem interesse em jogo que consegue criar vários tipos de prédio e cidade. Mãe sabe de tudo.

— Sim… obrigado…

O Kuon abraça com cuidado o console de videogame recebido. Aquele jogo, é aquele, né, chamado "jogo indie mais vendido do mundo", que consegue criar várias coisas em mundo tipo jardim em miniatura.

De fato, lembro que o Kuon assistia com interesse transmissão desse jogo na internet. Mas, sabe…

— Sem software, não dá pra jogar, né…

— Bom, dá pra baixar do próprio console também… quando voltar, compro com o cartão de crédito.

Como esperado do meu pai. Depois, vou pagar direitinho, viu.

Mesmo no outro mundo, o Doutor e o pessoal devem resolver problema de eletricidade de algum jeito, então carregar não deve ser problema.

Desculpa não conseguir atualizar pra última versão ou jogar modo online, mas… não, se voltar pro futuro, dá pra vir pra Terra uma vez por ano, então dá pra fazer nessa hora, é.

Ou melhor, quando o Kuon meticuloso jogar aquele jogo, sinto que vai gerar arquitetura divina absurda em profusão… bom, se ele se divertir, tá bom mesmo.

— A, é yakisoba, dessu gozaru!

— Também tem takoyaki, viu!

A dupla sempre-com-fome, Yae e Furei, invadem a barraca. Puxadas por isso, as crianças também vão em direção à barraca, "waa!".

Bom, sendo hora do jantar, todo mundo também deve tá com fome. Eu também, desde agora há pouco, sinto o cheiro de okonomiyaki chamando atenção.

Justamente na praça embaixo do santuário, tinha bastante banco e mesa, então decidimos fazer refeição descansando aqui.

Recebendo fundo de guerra da minha mãe, o time de suprimento alimentar da Yae e da Furei vão animadas, "ukiuki", em direção à barraca.

O resto de nós descansa sentado no banco. As crianças também comem algodão-doce comprado, "mogumogu", mas isso não deve encher a barriga.

— Ouço canção estranha.

— E?

Prestando atenção no ouvido diante da voz da Sakura, ouço canção tipo folclórica combinando com som de tambor. Bon-odori… não, já passou do Obon, então será dança do refresco de verão? Deve ser essa canção.

Isso, já ouvi antes, hein. Dependendo da região, esse tipo de canção muda, mas, sendo que minha terra natal e essa cidade não ficam tão longe, deve ser igual mesmo.

— Nunca ouvi essa canção.

— Uhum.

A Yoshino, prestando atenção igualmente no ouvido, e a Sakura acena levemente diante dessa fala.

Opa? Nunca mostrei canção folclórica? Achei que tinha mostrado enka, mas será que essa ainda não.

Falando isso, eu também quase não conheço. O vovô também quase não ouvia canção folclórica.

Sōran-bushi, Aizu-Bandaisan, conheço só um pouco assim.

A Sakura, prestando atenção no ouvido, absorta na canção folclórica, e a Yoshino, os dez dedos colocados na mesa se mexendo minuciosamente. Aquilo deve estar memorizando a melodia agora… quando voltar pra casa, deve tocar imediatamente. E, ao lado, a Sakura deve cantar. Bom, também quero ouvir a performance da Yoshino e a canção folclórica da Sakura mesmo.

— Esperaram, é!

— Compramos bastante, viu!

Enquanto ouve a canção da dança do refresco de verão, a Yae e o pessoal voltam da barraca. Compraram vários tipos, hein. Opa, o okonomiyaki é meu.

Takoyaki, yakisoba, okonomiyaki, maçã caramelizada, morango caramelizado, crepe, taiyaki, castella pequena, salsicha, yakitori, karaage, batata torcida… quantidade de "comprei o quanto consegui comprar" mesmo, hein… bom, sendo tanta gente, não tem jeito, no entanto…

— Tá gostoso, Fuyuka?

— Gostoso

A Fuyuka, recebendo crepe da minha mãe, tava de bom humor. As crianças comem principalmente doce tipo crepe e taiyaki. A Yae e a Furei comem principalmente yakisoba e yakitori.

Eu também como okonomiyaki. Uhum, se perguntar se é absurdamente gostoso, não é bem assim, mas tem sensação de alívio estranha, tipo "é isso mesmo, é esse gosto". Bom, razoavelmente gostoso.

A Eruna, sentada diante de mim, comia morango caramelizado, "karikari". Ao lado dela, a Eruze comia maçã caramelizada igualmente, "karikari", mas, eventualmente, começa a mastigar, "garigari", o doce. Uhum, maçã caramelizada tende a virar assim mesmo, né…

Terminando de comer okonomiyaki, também ganho morango caramelizado de sobremesa. Esse morango caramelizado é tipo três morangos conectados feito dango. Por fora, docinho e crocante, e dentro, macio e agridoce. Talvez por comer depois de tanto tempo, tá gostoso.

Com a barriga cheia, giramos de novo pelas barracas noturnas.

As crianças olhavam curiosas a pescaria de peixinho dourado, mas, como não conseguimos criar aqui, e também gera vários problemas levar pro outro mundo, pedi pra desistir de criar.

Desistindo de criar, mas, contanto que fosse só pescar e brincar, deixei fazer.

Peixe pescado, vou soltar de volta, avisei ao dono da barraca, e ele deu de brinde dois "poi" (rede de papel) por pessoa.

As crianças também, mesmo com a rede rasgando, se divertiam brincando com peixinho dourado. Vou tirar foto.

No fim, quando todo mundo pescou pelo menos um, conforme prometido, soltamos de volta, deixando a pescaria de peixinho dourado. Foi razoavelmente divertido, hein. Deve ter sido bastante incômodo pro peixinho dourado pescado, no entanto.

Voltando pra praça, vejo pessoas dançando em roda ao redor da torre.

Sem distinção de idade ou gênero, todo mundo dançava, mas, como esperado, tem bastante criança, hein.

O movimento dançando combinando com a música do festival tem padrão fixo, não sendo tão difícil assim. Ou melhor, tenho lembrança de dançar isso quando criança…

— Otōsan, a Sutefu pode dançar também!?

— E, acho que tá bem, mas… consegue dançar?

— Aprendii!

A Sutefu, puxando a mão da Sū, invade a roda de dança. Aprendendo só de ver, mas tá dançando direitinho, hein…

— Também vou dançar!

— Okā-sama, vamos!

A Yoshino puxa a mão da Sakura, e a Furei puxa a mão da Hiruda, entrando na roda. A Sakura ainda vai, mas a Hiruda, "awaawa", dança conforme ordem da Furei. Não força ela demais, hein…

A Hiruda não é tão boa assim em dança. Mesmo assim, sendo dança simples, e aproveitando a alta capacidade motora dela, logo fica capaz de dançar.

Não sei se isso deu confiança pra ela, mas as outras crianças também, levando a mãe, entram em sequência na dança. No caso do Kuon, foi puxado pela Arisu e pela Yumina.

— Você não vai?

— Não, eu, olha, tenho a missão de filmar.

Soltando desculpa desse tipo, filmo, "pashapasha", com o smartphone, todo mundo dançando.

Dança e afins, não é meu forte mesmo… como parte da educação de rei no outro mundo, dança social e afins foi ensinada à força, mas o que não é bom, não é bom mesmo.

Enquanto tirava foto, mudo pra filmar em vídeo, achando melhor.

Dançando no ritmo da canção folclórica e do tambor, todo mundo parece se divertir. Uuum, talvez tivesse sido melhor eu também dançar, hein…

Eventualmente, talvez satisfeitos, todo mundo volta de dentro da roda. Sem perceber, meu pai comprou refrigerante ramune, distribuindo pra todo mundo.

A Yumina e o pessoal ficam confusas com a garrafa de ramune recebida. Aa, não sabem como abrir, é.

Vou ensinar, tirando o anel da tampa recebida do meu pai, empurrando com o pressor a bolinha de gude presa, deixando cair dentro, "ban!".

Então, com força, o ramune jorra, molhando a mão completamente. Isso, sempre acontece mesmo, hein…

— Melhor não empurrar com força. Empurra devagar assim, e, mesmo depois que cair, segurar por um tempo… viu?

Meu pai empurra silenciosamente por cima a garrafa de ramune colocada no banco, mantendo pressionado, e, mesmo com a bolinha caindo, o conteúdo não jorra pra fora. Muu. De alguma forma, virei exemplo ruim, hein.

Todo mundo, imitando meu pai, também consegue deixar a bolinha cair sem jorrar.

Ramune precisa de leve truque pra beber. Se descuidar, a bolinha tampa a garrafa, afinal.

Bebendo com cuidado, "gokugoku". Gostoso. Ramune, no fim, o gosto é igual ao de refrigerante comum, mas, sendo dentro dessa garrafa, é ramune mesmo, sabe. Como direi… tem charme. Bebida que combina com festival.

— Vamos voltar em breve, hein.

Talvez pela barriga cheia, com sono, a Fuyuka começando a cabecear, "kokkuri kokkuri", minha mãe fala isso enquanto acalma ela. Aqui do nosso lado, a Sutefu também parece perigosamente sonolenta.

Dançou com toda força, afinal… normal ficar cansada e com sono.

No caminho de volta, finalmente, a Sutefu dorme feito bateria acabando, e meu pai carrega nas costas. Então, dessa vez, a Rinne começa a cochilar, "utoruto", e a Rinze carrega ela nas costas. Em seguida, a Eruna e a Arisu, exceto o Kuon, o grupo mais novo parece completamente esgotado.

De local sem olho de gente, abrindo [Gate], voltamos pra casa do vovô.

As crianças, já viajando pro mundo dos sonhos, aplico [Levitação] em todo mundo junto, levando pro futon.

— Trabalho duro.

Falando isso, minha mãe serve chá. Chá torrado. Haa… gostoso.

Devia ser pra descansar, mas, no fim, acabou indo pra lugar com bastante gente mesmo, hein. Bom, durante o dia, descansamos, mas…

Já passou metade do cronograma da viagem na Terra, mas, amanhã, com certeza, vou relaxar mesmo, hein…

— Tōya, sobre amanhã…

— …Pra onde vamos?

Decidido a relaxar, mas minha mãe corta minha largada. Pelo menos, peço lugar com pouca gente, minha mãe.

— Não seria bom visitar o túmulo uma vez? Você não vai há anos, né?

— Túmulo? Aa, do vovô, é…

Não vou há anos, falando assim, mas, sendo tratado como morto por aqui, é impossível mesmo.

Túmulo, é… de fato, pra relatar pro vovô sobre as esposas e as crianças…

— Uuum…

— O que foi? Tem algum problema?

— Não, será que a alma do vovô, ou algo desse tipo, chega meu sentimento até lá, pensando isso…

Provavelmente, já deve ter reencarnado, penso. A alma de pessoa morta, eventualmente, lava a memória, purificando completamente a impureza deste mundo, virando alma pura e imaculada, residindo em nova vida.

Igual undead, se a alma em si for danificada ou devorada, sai da roda da reencarnação, mas.

Por isso, se o vovô já reencarnou, deve já estar vivendo como outra pessoa, penso.

Bom, mesmo que a própria pessoa não esteja no túmulo, acho que visitar túmulo tem significado mesmo. Lembrar e recordar pessoa falecida é coisa que só pessoa viva consegue fazer, e pessoa falecida também consegue continuar existindo dentro do coração dessas pessoas.

Dizem que o momento que a pessoa é esquecida é a verdadeira morte, afinal.

— Não dava pra pedir pro deus pra procurar seu avô?

— Não é impossível, mas parece que seria tipo trabalho de procurar um diamante dentro do deserto do Saara. Se gastasse esforço absurdo, talvez encontrasse, mas, como esperado, não posso pedir isso.

Não só a Terra, também flui pro reino celestial alma de pessoa falecida de outros mundos. Isso, dezenas de milhares, centenas de milhões, trilhões. Não consigo pedir pra procurar meu vovô dentre isso.

Se tivesse deixado apego neste mundo ao morrer, talvez tivesse ficado retido no mundo atual, mas, não importa como pense, o vovô não parece ter personalidade de deixar apego desse tipo. Mais que isso, é pessoa tipo "se morreu, não tem jeito", reencarnando pra próxima vida rapidamente.

Sem dúvida, não deve estar dentro do túmulo mesmo.

— Não seria que ele volta no Obon e afins?

— Se não tiver reencarnado, talvez venha passeando por acaso.

Não só Obon, igual "Dia dos Mortos" do México, evento de pessoa falecida vindo de novo pra este mundo é razoavelmente comum. Se não me engano, Halloween também originalmente deveria ser evento parecido.

Talvez tenha vindo algumas vezes até agora sem eu perceber, no entanto.

Visita ao túmulo, é…

Não sendo Obon nem aniversário de falecimento, mas, sendo que deve ter pouca gente, vamos. Local também não é tão longe assim. Espero que não chova…


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