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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 624

A Visita ao Túmulo, e as Compras

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Capítulo 624 – A Visita ao Túmulo, e as Compras

O templo da família funerária dos Mochizuki fica em cidade não tão longe da casa do vovô. Eu também, quando pequeno, tenho lembrança de ter ido algumas vezes, é templo razoavelmente grande. Se não me engano, seita era Sōtō? Não lembro bem.

O vovô e minha mãe também, difícil dizer que faziam visita ao túmulo direitinho, afinal. Nem tem altar budista em casa.

Acho que era nível de "se sentir vontade, vai". Mesmo assim, indo visitar o túmulo, tinha flor e incenso oferecidos por alguém, tenho lembrança de que alguém além da família vinha, de alguma forma.

Parece que o vovô, e também o bisavô, que nunca encontrei, tinham bastante rede de relacionamento. De qualquer forma, alguém vir com tanto esforço por causa de família falecida, isso é grato mesmo.

— Ou melhor, provisoriamente, eu também tô enterrado nesse túmulo, hein…

Comprando flor na floricultura pra oferecer no túmulo no caminho até o templo, sem perceber, penso isso distraído.

Confirmei antes, mas o osso falso, meu, trocado por Sua Excelência o Deus Supremo do Mundo, já foi recolhido, parece que não tá mais no túmulo.

Isso ajuda, não precisar recolher a gente mesma.

Descendo do ônibus, andando um pouco, portão antigo mas grande e imponente nos recebe.

Talvez as crianças tenham sentido na pele o ar solene emanado pelo templo, não fizeram gesto de ficar animadas.

Depois de rezar no salão principal, vamos em direção ao cemitério. Um pouco recuado dentro do cemitério do templo, tinha o túmulo dos Mochizuki.

Faz tempo que não vejo, mas é túmulo razoavelmente imponente mesmo. Cercado por pedra de borda em espaço de uns quatro tatames, tendo até lanterna dos dois lados.

Ao lado da lápide, tem monumento também, hein… e, espera aí, esse "Shingetsuin Icchō Tōren Koji" seria meu nome póstumo budista?

Como leio isso, hein? Shingetsuin Icchō Tōren Koji, será?

O do lado deve ser do vovô, né. Kyūhakuin Saishin Endoku Koji… kyūhakuin saishin endoku koji, será?

Sem eu saber, ter recebido nome póstumo, sensação estranha mesmo, hein…

— Certo, primeiro, limpeza!

Com o comando da minha mãe, começamos a limpeza do túmulo. Folha e lixo que voou pra lá, recolhendo com a mão, varrendo com vassoura emprestada do templo, limpando diante do túmulo. Precisa arrancar erva daninha também.

Jogando água do balde com concha, cuidando pra não arranhar, tirando a sujeira da lápide com esponja macia. Tá razoavelmente sujo, hein.

Com água limpa reabastecida, jogando água na lápide, colocando água no porta-flor, oferecendo a flor comprada e a oferenda.

A oferenda é bolacha Nanbu, gosto favorito do vovô. Gostava mais da com amendoim dentro.

Acendendo o incenso, balançando pra apagar, colocando com a ponta acesa pro lado esquerdo dentro do incensário.

Minha mãe e meu pai juntam as mãos, e nós também imitamos.

Vovô, essas aqui são minhas esposas e filhos. Queria fazer conhecer direitinho, mas… isso, não tem jeito mesmo.

Depois daquilo, teve várias coisas… uhum, não dá pra falar tudo numa frase só. Bom, tamos bem mesmo. Se ainda não reencarnou, volta pelo menos no Obon.

— Será que chegou, hein.

— Sei lá. O vovô é levado demais, afinal.

Diante do murmúrio da minha mãe, respondo isso. Mesmo se não tivesse alcançado a iluminação, vagando feito espírito, acho que não ia ficar preso num lugar só. Sinto que deve tá em Las Vegas ou Monte Carlo.

Se tiver reencarnado, tendo reencarnado, já deve estar aproveitando a próxima vida.

— Certo, vamos voltar.

A oferenda, se deixar assim, corvo e afins vão bagunçar, então levo de volta. Vamos fazer de lanche hoje.

Já que saímos com tanto esforço, minha mãe propõe passar em algum lugar antes de voltar, e as esposas embarcam nisso.

Bom, tendo [Gate], dá pra voltar rápido, então não tem problema.

Aproveitando, decidimos comer almoço também, indo até shopping center perto da estação.

Lugar com sensação levemente diferente do shopping center que fomos na lua de mel. …Qual a diferença entre shopping mall e shopping center, hein…? Deve ter alguma definição, mas, agora, tanto faz.

Almoço, a pedido das crianças, entramos numa rede grande de hambúrguer. Parece que, vendo comercial na televisão, deu vontade de comer.

Do meu lado também, sinto saudade. Já vim algumas vezes com amigo comer, afinal.

Opa, tem aquele hambúrguer grande, símbolo dessa rede. Faz tempo, hein. Isso é imperdível. Já que é, vou pedir combo. Com batata frita e bebida, a, também quero nugget de frango.

Algumas crianças parecem ter pedido combo infantil que vem com brinquedo.

Sendo bastante gente, sentamos divididos em algumas mesas. Eu sento junto com meu pai, minha mãe, e a Fuyuka.

Depois de um tempo, chamando o número, vou buscar no balcão.

Opa, o hambúrguer grande era tão grande assim…? Só agora percebendo, parece ter esquecido que virei criança.

Pra mim agora, hambúrguer com batata frita, e ainda mais nugget, é quantidade considerável. Uhum, vou fazer meu pai e o pessoal comerem a batata frita e o nugget.

Por ora, o inimigo é esse hambúrguer grande. Segurando nas duas pequenas mãos, o tamanho fica ainda mais destacado.

Se fosse meu corpo original, ia abrir a boca grande, mordendo, mas, com o eu atual, só dá pra roer o pão, isso… hambúrguer é justamente comendo carne, vegetal e pão simultaneamente que faz sentido, afinal.

Sem jeito, vou desmontando aos poucos. Não? Assim… amassando, comprimindo, será que consigo de algum jeito… vai dar? Uhum, gostoso.

— Au. Deliciosoo

— Delicioso, é. Que bom, hein.

A Fuyuka também come com bom humor mini panqueca do combo infantil. Parece que gostou da pelúcia de brinde também. É pelúcia de urso, será? Considerando isso, é urso caído sem nenhum resquício selvagem, sem disposição nenhuma. Bom, se pelúcia infantil tivesse ferocidade selvagem, também seria problema.

Mesmo assim, o hambúrguer grande foi mesmo erro, hein… comi cerca de metade, mas já tô com barriga razoavelmente cheia.

De relance, olhando pra mesa do lado, a Yae tava prestes a começar o terceiro do mesmo lanche que eu… se realmente achar impossível, vou pedir pra Yae.

Já que comprei com tanto esforço, não comer é desperdício, então também dou uma mordida no nugget e na batata frita. O resto, empurro pro meu pai. Certo, com isso, consigo enfrentar o hambúrguer grande sem me preocupar.

— Você, hein, come mais elegante. Boca toda cheia de molho.

— E? Mgu…

Talvez por comer enfiando o rosto no hambúrguer grande com sofreguidão, minha mãe limpa com força, "goshigoshi", com guardanapo de papel a boca completamente suja. Merda, tratado como criança de novo…!

As esposas olham pra mim com sorriso maroto, mas finjo não perceber.

Sendo humilhante ser limpo de novo, comendo com cuidado, "mogumogu", terminando de comer de algum jeito. Aquele foi adversário difícil mesmo, hein… obrigado pela comida.

— Tava gostoso, dessu gozaru.

— Já memorizei o gosto, então, mesmo voltando pro outro mundo, dá pra fazer.

— Ooh, isso é grato mesmo.

Saindo da loja ouvindo a conversa da Yae e da Rū atrás. Memorizou, é… será que vou abrir loja de fast food em Brunhild também?

Mas isso deve precisar de fábrica de alimentos ou algo assim, hein? Talvez dê pra fazer com "Oficina", no entanto…

O problema é ingrediente e funcionário… talvez seja bom fazer [Gate] pra importação de ingrediente? Se contratar com o Reino de Horn, país agrícola, dá pra importar trigo e legume, acho que dá certo.

Aa, também tem imigrante aumentando, então logo, logo, também vou precisar criar nova cidade ou vila.

Negociando com Belfast e Regulus, talvez seja bom tentar negociar pra ceder um pouco mais de território. Perto de Brunhild, aquela área tem bastante fera mágica, então parece que os dois países ainda não mexeram naquilo.

Se conseguir garantir área do tamanho de Tóquio…

Enquanto penso profundamente, sem perceber, sou levado pelo grupo feminino, entrando numa boutique.

As esposas, primeiro, começam a escolher roupa das crianças. Ou melhor, só tem roupa infantil, né? Boutique infantil… loja especializada em roupa de criança, é.

Falei "se tiver tecido, a Rinze consegue fazer, né?", mas parece que "isso é isso, aquilo é aquilo".

Será porque querem comprar produto autêntico feito na Terra?

As filhas são capturadas pelas mães, e eu e meu pai discretamente escapamos de dentro disso, sentando no banco de rua diante da loja, ficando em estado de espera. O Kuon também tentou escapar, mas foi pego pela Yumina, arrastado. Força.

Assim, tanto eu quanto meu pai sabemos que isso demora. Vamos esperar com calma. Minha mãe também tá escolhendo roupa da Fuyuka na seção de roupa de bebê.

— No outro mundo, não tem roupa desse tipo?

— Não é que não tem, mas o material é diferente, afinal. Não tem fibra química tipo poliéster ou nylon. No outro mundo, também fazem com material de fera mágica ou monstro.

— Fera mágica ou monstro, é…

— Tipo lagarta gigante, ou fio de aranha?

— Uwaa…

Meu pai fica com aversão, mas seda também é fio de inseto, afinal.

Pra referência, tiro do [Storage], mostrando tecido de seda do bicho-da-seda de sete cores, lenço arco-íris.

Originalmente, é tecido que muda pra várias cores quando faz mana fluir, mas, na Terra, a mana se dissipa, então, mesmo mudando de cor por um instante, volta logo ao normal.

No estado atual, é só tecido de textura agradável mesmo, mas acho que é lenço bem sofisticado.

Enquanto converso com meu pai sobre situação de vestuário do outro mundo, o Kuon, com rosto levemente cansado, sai da loja.

— Terminou?

— Eu, sim. Agora, mamãe tá escolhendo roupa da Arisu.

Quando abro espaço no banco entre mim e meu pai, o Kuon senta, "fū". Entendo. Homem sofre mesmo, hein.

— Ainda vai demorar mais?

— Sendo que tem poucos provadores, afinal. Deve levar mais um pouco.

Aa… é mesmo, é. Parece que aqui, provador é mais amplo, pra deixar as crianças entrarem junto com os pais. Como resultado, não tem quantidade tão grande assim.

O Kuon tira da mochila nas costas o console de videogame portátil que ganhou ontem no tiro ao alvo pela Yumina.

— Opa? Já baixou o software, é?

— Sim. Ontem à noite, o Ojī-sama fez pra mim.

Espiando o console do Kuon, tela do jogo sandbox famoso projetada. Tomando cuidado com o ambiente, som tá desligado.

Levemente curioso, vejo a tela do lado do Kuon. O personagem controlado pelo Kuon não aparece, parece que a tela mostra visão do próprio personagem. De relance, vejo mão aparecendo do lado.

O Kuon parecia estar escavando terra, deixando o chão plano. Sem parar, calado, aplaina o chão. …Desde agora há pouco, tá fazendo só isso mesmo. Isso é jogo desse tipo, hein…?

— …É divertido?

— Sim, muito.

O Kuon, sem tirar os olhos da tela, responde sorrindo levemente. Só aplainando o chão, mesmo assim…? Bom, se tá se divertindo, tá bom mesmo…

Também tiro o smartphone, matando tempo lendo notícia na internet.

Mesmo no outro mundo, smartphone de produção em massa já espalhou razoavelmente, ficando comum ter pessoa que ocupa cargo importante do país portar isso.

Vinha pedindo pro Doutor desde antes, mas tô pensando em considerar fornecer também pro público geral logo, logo.

Como esperado, todo mundo de repente é impossível, então, primeiro, deve ficar restrito a comerciante rico ou pessoa em cargo público.

Pretendo tomar cuidado pra não usar mal, mas até no mundo atual tem fraude de transferência ou trabalho ilegal, afinal. Registrando mana, dá pra fazer só aquela pessoa usar, e, se cometer algum crime, também dá pra fazer o smartphone parar de funcionar completamente pra essa pessoa, do meu lado.

Mesmo assim, deve ter alguém que encontra brecha e tenta usar mal.

Ishikawa Goemon, grande ladrão do mundo, dizem que falou "mesmo esgotando a areia da praia, a semente de ladrão no mundo nunca se esgota", pessoa má brota de qualquer lugar mesmo, afinal…

Segundo a fala do Kuon e o pessoal, parece que, no futuro, até a população geral consegue comprar smartphone normalmente (mas parece que é razoavelmente caro), então algum tipo de medida deve ter sido tomada, no entanto.

Nunca imaginei que iria fazer serviço de telecomunicação em escala nacional mesmo, hein. Preciso pensar em desenvolvimento de vários aplicativos também… bom, no fim, só resta jogar tudo pro time de desenvolvimento nosso mesmo, no entanto.

— Esperamos!

Finalmente, a Yumina e o pessoal saem da boutique. Nas mãos, montanha de sacola de papel. Quanto compraram, hein…?

Na hora de levantar do banco, vejo de relance a tela na mão do Kuon, que tentava salvar o jogo, mas uma montanha inteira tinha desaparecido. Tá escavando pra caramba mesmo, hein… será que precisa mesmo nivelar tanto o chão assim…?

Igual sempre, vou guardando aos poucos no [Storage] a roupa comprada. Sem despertar suspeita, escondido atrás das esposas enquanto andam, aos poucos.

Quando chegamos na livraria que a Rīn e a Rinze e o pessoal falaram que queriam ir, quase tudo já tava com as mãos vazias.

Assim que chegamos na livraria, todo mundo, "pā!", se dispersa em direção ao lugar do livro alvo.

As crianças pequenas, em direção ao canto de livro infantil ou mangá, a Rīn, em direção a história/biografia, a Kūn, em direção a engenharia/moto/carro e afins.

A Rinze também, romance… provavelmente, foi em direção ao canto de romance.

O Kuon também parece curioso com livro de explicação do jogo recém-comprado. Fico levemente aliviado por ver lado infantil.

De relance, vejo a Sū pegando livro de medicina. E? Vai ler isso mesmo?

— Com magia, dá pra curar ferimento, mas até doença não dá pra curar, né? E, nem todo cidadão consegue receber magia de cura. Esse tipo de conhecimento é necessário. Entre outro mundo e Terra, existe várias diferenças, mas também tem parte compartilhada bastante. Não deve virar em vão.

Falando isso, a Sū pega vários livros médicos especializados e livros de medicina doméstica, confirmando conteúdo, empilhando ao lado.

A Sū consegue usar magia de cura, e sei que, de vez em quando, vai fazer trabalho voluntário no hospital da cidade, mas nunca imaginei que ela pensasse tão profundamente assim.

Sabendo que a Eren-san, mãe da Sū, ficou cega, passando por experiência difícil, afinal. Justamente por isso, talvez sinta mais forte que os outros a importância de vida e saúde.

Como direi… crescendo comparado a quando encontrei pela primeira vez, hein… será que virar mãe estimulou o crescimento dela? Bom, ainda nem deu à luz, no entanto.

A Yae e a Furei liam livro de comida, hein. Livro de degustação, será? A Rū e a Āshia, livro de receita, no entanto. A Yakumo é… romance histórico, é. Sofisticada, hein…

A Sakura e a Yoshino foram pro canto relacionado a música, e a Eruze, sem interesse tão grande em livro, lê revista de moda. Vejo claramente que todo mundo tem direção de gosto diferente mesmo, hein.

Meu pai, no canto de mangá, profissionalmente, apresenta recomendação pra Rinne e o pessoal. Minha mãe, no lado de livro infantil, procurava favorito da Fuyuka. A Eruna e a Sutefu também parecem ter interesse em livro infantil.

A Hiruda e a Yumina são livro relacionado a educação, hein… com afinco, hein… eu também deveria ler, será…?

Nn?

De relance, meu olhar para em três pessoas idade de ensino médio no canto de mangá. Um pouco mais nova que eu, será? Aquele uniforme, não seria de colégio razoavelmente bom por aqui?

Sem procurar livro, olham "kyorokyoro" na direção do funcionário da livraria. …Comportamento suspeito, hein. Não vai ser, né… por precaução, tiro o smartphone do bolso.

Observando sem direcionar olhar demais pra lá, dois fazem de parede, criando ponto cego pro funcionário. Nisso, o outro coloca dentro da própria bolsa o livro que segurava. …Haa, era isso mesmo, hein.

Dentro da bolsa, talvez tirando a etiqueta antifurto, o rapaz coloca algo pequeno na fresta da estante próxima.

Como é movimento igual quando a gente guarda coisa no [Storage], desconfiei mesmo, sabe.

Uuum, não dá pra fingir que não vi mesmo, né.

Ando, "tokotoko", diante dos rapazes.

— Ei, vocês. Esse livro que colocaram na bolsa, acho melhor levar pro caixa direitinho, viu.

— A? O que é isso, essa criança…!

— Não fica inventando acusação, viu.

— Atrapalha. Vai pra lá.

Por um instante, os rapazes mostram gesto assustado, mas, percebendo que quem falou é criança tipo eu, ficam com atitude forte de repente.

— Tão bem experientes mesmo, hein? Reincidente, será? Ficou animado por não ter sido pego? Ou será motivo qualquer tipo "quero sentir emoção"?

— Seu moleque desgraçado…!

— Ei, para. Deixa quieto, vamos.

Um rapaz que tentava esticar a mão em mim é parado por outro rapaz. Como esperado, deve ter cabeça o suficiente pra pensar que fazer alvoroço nesse lugar seria ruim.

Os rapazes começam a andar apressados em direção à saída da livraria.

— E o livro? Não vai devolver?

— Cala a boca! Não sei do que tá falando!

A, é. Se for isso, não tem jeito. Aa, não queria fazer isso, mas…

— Funcionário-sãão! Esses rapazes tão saindo com livro dentro da bolsa!

— O quê!? Vo, você…!

Diante de mim gritando de repente alto, os três rapazes direcionam olhar assustado. Naturalmente, atenção de cliente e funcionário também vira pra cá.

No meio disso, tinha olhar meio exasperado das esposas, tipo "e, o que você tá fazendo?", mas decido não ligar. Por isso mesmo que não queria fazer isso, viu…

O funcionário também percebe a gente, vindo correndo, "kobashiri", do balcão pra cá.

— Merda!

Os três rapazes passam pela saída, começando a correr em velocidade máxima. Vai fugir, é? Já foi filmado por câmera de vigilância também, só vai piorar a impressão, no entanto. Bom, não posso deixar fugir mesmo.

— [Slip]

— Uwaa!?

— Nã, seu idiota…!

— Doeu!?

Quando ativo [Slip] sob os pés do rapaz correndo na frente, de forma engraçada, um escorrega, caindo, e os rapazes seguindo atrás tropeçam no rapaz caído, rolando igualmente no chão.

Com esse impacto, a bolsa segurada é jogada longe, e o conteúdo salta pra fora, se espalhando.

O conteúdo espalhado é alguns mangás com shrink parcialmente removido. Todos parecem ser lançamento novo. Isso não é caso de furto por vontade de ler mangá. Objetivo de conseguir dinheiro pra brincar, transformando em dinheiro.

O funcionário homem de uns quarenta anos que veio correndo direciona olhar severo aos três caídos.

— Será que dá pra explicar o que significa isso?

— I, isso, não conheço esse livro! A gente não tem nada a ver com isso!

— Ah é, é? Mesmo assim, colocou direitinho na própria bolsa, viu.

Aponto pro funcionário o vídeo gravado. Ali, tava projetado claramente a figura do rapaz colocando o livro da loja na própria bolsa.

— Mentira, quando foi que…!

Os rapazes, ficando pálidos, talvez tenham se resignado, deixando cair os ombros, desanimados.

Podia tirar discretamente o livro roubado com [Teleport], devolvendo na estante, mas o shrink já foi rasgado, e, se não sofrerem experiência dolorosa uma vez, esses aí devem repetir a mesma coisa.

Logo depois, chega guarda do shopping, e os rapazes são levados pra algum lugar.

Eu também sou questionado sobre várias coisas, mas respondo de forma vaga, "por acaso, tava filmando vídeo pra brincar", "sem pagar, colocou na bolsa, achando estranho, gritei", enrolando isso. Parece bobo, viu! Não entendo coisa difícil! …As esposas me olham com olhar desconfiado, mas, por favor, finge que não viu isso, viu…

Depois disso, o funcionário fica boquiaberto vendo as esposas comprando livro em unidade de dezenas de volumes por pessoa, "dosadosa".

Discretamente, no carrinho tirado do [Storage] por mim, colocando montanha de livro comprado, saímos da livraria.

— Até em Asakusa também teve, mas, mesmo nesse mundo, tem bastante roubo desse tipo mesmo, hein.

— Se for pra não morrer de fome, ainda vá, mas roubo por vontade de dinheiro pra brincar… de certa forma, é sinal de paz mesmo, dessu gozaru. Se fosse em Īshen, no momento de captura, aplicariam tatuagem de criminoso, e, depois disso, a vida viraria dura mesmo.

A Hiruda e a Yae, andando na frente, tinham conversa levemente perigosa. Tatuagem seria aquilo? Aquele de esculpir "cão" na testa do criminoso, que tinha na era Edo…

Se não me engano, primeira vez, só linha horizontal, segunda vez, traço esquerdo, terceira vez, entra ponto do traço direito, virando "cão". Quarta vez, já virava pena de morte, parece.

Dependendo da região, era marca "X", ou marca "又", número de vezes até pena de morte era diferente e tal.

Sentir "esse aí é criminoso" só de olhar parece conveniente, mas, do ponto de vista da própria pessoa, deve ser tipo receber ferimento que nunca desaparece pra vida toda.

Em Brunhild, não faz até esse ponto, mas, se repetir crime leve várias vezes, é mandado pra mina.

Na pior das hipóteses, precisa continuar escavando minério dentro de caverna a vida toda. Acho que isso é mais severo que só pena de morte.

Bom, Brunhild não tem mina, então só resta pedir pra outro país acolher, no entanto.

Nosso país ainda tá razoavelmente bem, tem país que diz "ladrão pode ter a mão cortada", afinal.

Prisão direitinho ainda não tem… não, tem tipo pena de exílio tipo mandar pra ilha, no entanto.

De relance, olhando o carrinho, tinha algo tipo "Livro Fácil de Entender sobre Direito Penal". Isso será a Yumina…? Ou talvez seja a Hiruda. Do nosso lado, área relacionada a segurança/manutenção da ordem, sendo que essas duas são o principal mesmo, afinal…

Também vou ler isso mais tarde. Sendo que o líder não sabe, não faz sentido. Mesmo virando adulto, estudo é necessário mesmo, hein…


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