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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 74

A Queda e a Recuperação do Mithril

Capítulo 74 – A Queda e a Recuperação do Mithril

Ao chegar à Cordilheira de Melicia, subimos um pouco pro norte acompanhando as montanhas e paramos o Jardim Suspenso no alto da mina de Stea. Observando a pedreira lá embaixo, abro uma [Gate] e me teletransporto pro solo. A Shesca fica de guarda no jardim.

Ao pousar no solo, tudo em volta estava num silêncio mortal, exalando uma atmosfera nada agradável.

— Será que não tem ninguém?

— Pudera, ninguém chega perto do território de um golem. Pelo visto, ele tem a natureza de tentar eliminar quem invade o seu território. Provavelmente, assim que perceber a gente, ele vem pra cá por conta própria.

Enquanto ouço a conversa da Yumina e da Elsie, busco "Golem de Mithril" no app de mapa. Ah, tá ali. Movendo-se devagar no fundo da galeria. Pelo visto, está vindo na nossa direção.

— Como há risco de desmoronamento, é até bom que ele venha pra cá. Quando sair, será que lanço um [Slip] e fico fazendo ele cair sem parar?

— Aquilo é cruel, viu…

— Não quero passar por aquilo de novo…

Diante das minhas palavras, com cara de desânimo, o Kokuyō e a Sango murmuram.

— Mas, desse jeito, não dá pra derrotá-lo, não? Eu duvido que um golem vá chorar pedindo perdão como estes dois.

— Que que você disse, ô!

— Kohaku… seu desgraçado, está nos provocando pra uma briga?

Acalmando os três, que estavam prestes a criar um clima hostil, eu pensei um pouco.

Hmm, de fato, mesmo que o [Slip] cause dano pelos tombos, derrotá-lo com isso deve ser difícil. No caso da Sango e companhia havia o limite "até o pôr do sol", por isso usei aquele método, mas…

Hmm, outro método, é… Eu tinha pensado numa coisa tempos atrás; será que tento aquilo.

— Vou preparar uma coisa rapidinho, esperem aí.

Dizendo isso a todos, abro uma [Gate] e vou até a Shesca, no Jardim Suspenso.

Quando termino os preparativos e volto pra pedreira, ouve-se um "tum, tum". Pelo visto, o golem já estava quase chegando.

— Onde você se meteu?! Já não dá mais folga!

— Foi mal, demorei mais que o previsto.

Pedindo desculpa à Elsie, entrego umas 50 balas imbuídas de [Explosion] pra Lindsey e a Yumina. Por garantia, passo também a New Model Army e balas imbuídas pra Yae, que desta vez não tem como ser eficaz com a katana.

Se tudo correr como planejei, talvez nem seja necessário, mas nunca se sabe o que pode acontecer. Não custa nada ser cauteloso.

"Tum, tum", os passos se aproximam. Enfim, parece que vai aparecer. Encaro a grande boca da galeria. Mas essa galeria aqui é enorme, hein… Será que foi o golem que cavou e alargou depois? Se for, talvez o tamanho do golem seja mais ou menos a altura daquela galeria.

Ainda assim… esses passos não estão estranhos? Como se houvesse dois, um mais longe e um mais perto…

— Aí vem ele!

Da boca da galeria surgiu um corpo prateado iluminado pelo sol.

Um corpo rústico, feito uma rocha, mas todo com brilho metálico, de uns seis metros de altura, talvez. Pernas curtas, braços grandes e compridos. O rosto era liso e chapado, e onde ficariam os olhos havia buracos pretos e fundos. Dentro deles, um brilho vermelho e sinistro, como se estivesse nos encarando.

— T-Touya-san, olha aquilo!!

Da galeria que a Yumina aponta, um segundo golem surge com passos pesados. Este também tinha o corpo reluzindo em prata, lançando uma luz ofuscante.

Dois Golens de Mithril. Que coisa. Com razão eram duas vibrações. Quando olhei o app de mapa agora há pouco, não notei. Os dois apareciam sobrepostos, então. Não me diga que são um casal?

Hmm, se eu tivesse dado zoom, teria sabido de antemão que eram dois… Não vai aparecer mais um golem filhote agora, vai?

Pouco se importando com o que eu sentia, o golem ergueu uma rocha enorme ali ao lado e a arremessou na nossa direção. Uou, essa foi por pouco!

Todos se dispersam e desviam. Ela se espatifa no chão, e os cacos da rocha estilhaçada se espalham por toda parte, em todas as direções.

— Venha, água; espuma de impacto: [Bubble Bomb].

Quando a Lindsey recita o encantamento, surgem algumas esferas parecidas com bolhas de sabão, que flutuam leves rumo ao golem. E, no instante em que tocam o golem, provocam uma explosão em cadeia: "Dum-dum-dum-dum-dum!!", um estrondo ecoa por toda parte.

Uma fumaça enevoada guarda o eco da explosão, mas o golem que surge dela parecia ileso.

— Não fez efeito…?

Não, será que tem também uma questão de atributo? Se não me engano, terra é forte contra água.

"Bãm, bãm", a Yumina dispara em rajada a M1860 Army. A parte do ombro atingida explode pelo efeito do [Explosion]. Mas, ainda assim, não aparece sequer uma rachadura.

Tch, assim não tem o que fazer. Já que é assim, vou testar, na sorte ou no azar.

— Tem uma coisa que eu quero testar, então fiquem todos pra trás.

Diante das minhas palavras, todos fizeram cara de quem não entendeu, mas logo recuaram como mandado. Os golens vêm direto pra cima de nós. Por serem de mithril, talvez, andam surpreendentemente rápido. Bom, não são leves feito balão, então devem ter um peso considerável…

Bom, se não der, não deu, e a gente vê na hora.

— [Accel]!

Com a magia de aceleração, num átimo entro na guarda do golem. Estendo a mão pro chão sob os pés dele e ativo a magia decisiva.

— [Gate]!

"Vupt", uma grande porta de luz surge no chão, e os golens, como se afundassem na água, desaparecem chão adentro. É, deu certo.

— T-Touya-san?! O que foi isso…?

— Hã? Ah, teletransportei eles com a [Gate]. Pelo visto, dá pra abrir não só na vertical em relação ao espaço, mas também na horizontal.

A Yumina vem correndo e me pergunta, então explico por cima. Eu achava que provavelmente daria, mas ainda bem que deu certo.

— Teletransportou, mas pra onde, este servo pergunta?

À pergunta da Yae, eu, rindo, aponto o indicador pra cima.

— Bem aqui em cima. A 10 mil metros de altitude.

— Hã?! — as quatro.

Ignorando todo mundo de boca aberta, confiro a posição dos golens no app de mapa. A altitude não dá pra saber, mas, como esperado, estão se desviando daqui. Bom, tem resistência do ar e tal, então é natural. E se eles caíssem em linha reta bem aqui também ia ser um problema.

Por aqui só tem a cidade mineira ao sul, e eles não estão indo pra lá, então deve dar tudo certo.

Agora há pouco, pedi pra Shesca ir até 10 mil metros de altitude e confirmei a saída pra isto. Só que, pensando bem, talvez nem precisasse de 10 mil metros.

Se não me engano, uma vez que um objeto em queda, recebendo a resistência do ar, atinge no fim uma velocidade constante, a altura já não importa mais. Velocidade terminal, era isso?

Bom, vamos dizer que eu aumentei a altura por excesso de zelo.

Logo, junto a um agudo "kííííín", dois estrondos colossais ribombaram do lado oeste da pedreira. Caíram. Eu não achava que iam cair bem aqui, mas se desviaram bastante.

Com o [Accel], corro pro lugar onde os golens caíram. Todo mundo também usa o [Accel] imbuído no anel e me acompanha, igualmente acelerados.

— Opa, ainda estão se mexendo…

Dentro de uma grande cratera em forma de funil, onde a poeira subia densa, os dois golens, mesmo com o corpo todo coberto de rachaduras, tentavam se levantar a duras penas. O dano foi menor do que eu esperava. O mithril é tão leve assim?

— Venha, água; espuma de impacto: [Bubble Bomb].

Como que dizendo "não vou deixar", a magia que a Lindsey lança explode no peito do golem mais próximo. O corpo todo rachado leva o impacto, e o mithril do peito se desmorona, "garagara". Lá no fundo, dá pra ver uma esfera de prata baça, de brilho opaco. Será que é aquilo o núcleo central?

— [Accel Boost]!

A Elsie usa em conjunto as magias de fortalecimento e de aceleração e, feito uma flecha disparada, mergulha no peito do golem. A manopla da mão direita, erguida pra trás, lançava a luz vermelha de carga completa.

"Gakíííín!!", com um som de metal pesado se chocando, parte do núcleo central se estilhaça. E o golem, assim mesmo, tomba de costas no chão com um estrondo e não se mexe mais, nem um tiquinho.

Mais adiante, "bãm-bãm-bãm-bãm!!", soam tiros, e em seguida "dogagagaga!!", desta vez estrondos de explosão ribombam. A Yae tinha atacado o outro golem com a minha New Model Army.

Igual ao golem de antes, o peito explodido se desmorona e o núcleo central fica exposto.

— Raio, perfure; lança dos cem trovões: [Lightning Javelin]!

Como quem só esperava por isso, da palma da Yumina vários raios atingem em cheio o núcleo central. Junto a um "pakin!!", o núcleo se parte em dois e desaba.

Com o núcleo despedaçado, este golem também tomba de barriga pra cima e para de se mexer.

Os dois ficam em completo silêncio, e o lugar está tomado de poeira e mithril estilhaçado em miúdos. Ah, no fim, eu não fiz nada.

— Magnífico.

— Que nada, eu só abri a [Gate], né.

Respondo, com um sorriso amarelo, às palavras do Kohaku, que se aproximou.

A Elsie pega o núcleo central parcialmente quebrado, e a Yae, o núcleo central partido em dois. Do tamanho de uma bola de vôlei, eles tinham uma prata mais baça e opaca que a do corpo.

— Já temos a prova do abate, então com isso a missão está concluída, né.

A Elsie ergue o núcleo central, sorrindo. De fato, a missão está concluída, mas, o corpo do golem à parte, recolher até o mithril fino estilhaçado vai ser um trabalhão, né… Não, se eu guardar só o mithril com [Storage], dá pra recolher tudo. Bom, vamos tentar.

— [Storage]: In / Mithril.

Quando ativo a magia de armazenamento, um círculo mágico surge no chão, e o golem à minha frente afunda no chão, "ton", e some. Examinei o chão de onde o golem sumiu, mas não havia um só caco de mithril à vista. É, parece que deu certo.

Do mesmo jeito, guardo o outro golem com [Storage]. Como a capacidade do [Storage] depende da energia mágica, com um corpo desse tamanho, só eu mesmo pra guardar.

— Beleza, então vamos pra casa.

O relato à guilda pode ser amanhã. Já recolhi os corpos dos golens, não há pressa.

Quando abro uma [Gate] e saio no jardim da mansão, a Rene estava treinando bicicleta com a Cecile-san. A Rene não estava com o uniforme de maid de sempre, mas com uma roupa meio moleque: camisa e calça com suspensórios. Devia ter caído um monte, porque estava suja por toda parte. Hoje era folga da Rene, se não me engano, então a Cecile-san deve estar acompanhando o treino dela nos intervalos do trabalho.

— Aah, bem-vindo de volta, patrão~.

— Cheguei, Cecile-san.

A Rene, que percebeu a gente pela voz da Cecile-san, veio pedalando na nossa direção. Freia firme bem na nossa frente e para. Já aprendeu a andar, hein. Foi mais rápida que o duque, não? Coisa da juventude.

— Bem-vindo, mano Touya!

— Cheguei, Rene. Já aprendeu a andar, né.

— Uhum!

Afago a cabeça da Rene, que ri toda feliz. Vendo ela tão contente, dá pra sentir de verdade que valeu a pena ter feito.

Bom, por ora preciso tomar um banho e tirar a poeira e a areia. A Rene pode tomar junto com as outras. Eu tomo um com calma depois.

— Ué?

Vendo a gente prestes a entrar na mansão, ainda escarranchada na bicicleta, a Rene inclina a cabeça. Aconteceu alguma coisa?

— E a mana Shesca?

— Ah. — os cinco.

…Essa não. Esquecemos.

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