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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 75

A Busca por Babylon e o Pedido da Katana

Capítulo 75 – A Busca por Babylon e o Pedido da Katana

— Eu não estou nem um pouco incomodada, viu? Com o fato de o mestre ter me deixado pra trás e voltado correndo, nem um tiquinho. É, nem um tiquinho.

O sorriso da Shesca dá medo… Ela que normalmente quase não demonstra emoção, por que justo numa hora dessas fica sorrindo…

— Graças a isso, pude descobrir um novo fetiche do mestre: "gostar de abandonar". Em breve, o senhor vai passar a desejar me deixar abandonada, completamente nua, num parque à noite — esse tipo de jogo de abandono perverso. Querer se divertir me vendo tremer de medo, com o pensamento de que alguém pode me ver, de que posso ser atacada. Sei, o mestre tem mesmo gostos refinadíssimos.

— Eu não pensei nisso nem um milímetro, viu!

Com certeza ela tá guardando rancor de ter sido deixada pra trás! Não, a culpa é nossa, mas! Foi de vício mesmo: como a missão acabou, voltei direto de [Gate].

— Vai parando por aí. Ele parece estar arrependido de verdade, e, se você insistir demais, vai acabar sendo abandonada no sentido literal, viu?

No terraço voltado pro jardim, bebendo o chá que a Shesca trouxe, a Leen se intromete.

— Hmm. Isso seria um problema. Então, se o mestre me presentear com uma roupa de baixo sensual do gosto dele, eu decido perdoar.

— Que barra alta?! Mesmo sem ser sensual, já é proibido!

— É brincadeira.

Fazendo uma pequena reverência, a Shesca se afasta do terraço.

Pô, será que não dá pra fazer nada com o circuito de pensamento daquela robozinha?! O olhar da Leen se volta pra Shesca, que se afasta.

— Mas é impressionante. Aquele circuito de pensamento.

— Impressionante onde, naquela cabeça pervertida?!

— Ah, não é a personalidade, não. O jeito emburrado dela, a flexibilidade de até soltar uma piada. Parece um humano de verdade. Com o [Program], não sei se dá pra chegar a esse ponto…

Não fala muito isso, vai. Num canto do terraço, uma ursinha de pelúcia tá emburrada. Fazer o gesto de chutar uma pedrinha, entediada, de mãos pras costas — eu acho impressionante, viu… Acho que ela compete de igual pra igual.

— E então, a que você veio hoje?

— Pois é, é sobre os círculos de transporte das outras Babylon. Por enquanto, não tenho nenhuma informação concreta digna de nota.

— Hã? Você pretende procurar?

— Hã? Você não vai procurar?

Os dois fazemos cara de espanto. Sendo sincero, não estou muito a fim. Só com a Shesca já me sinto de mãos cheias, então aumentar mais que isso… E a própria doutora disse que, achar ou não achar, tanto fazia.

— É que eu não acho um motivo pra procurar…

— Por quê?! Conhecimento antigo, tecnologia perdida — você não tem vontade de saber?!

— Não tenho.

— Tch, que moleque sem sonhos!

Bom, comparado com você, sou um moleque mesmo. Mas a doutora também disse que poder forte demais não é necessário nesta época.

Só que uma coisa me preocupa: os Phrase. Pensando no pior, talvez seja melhor obter o poder de Babylon.

Bom, enquanto os círculos de transporte não aparecerem, não tem o que fazer mesmo.

— De todo jeito, vamos pensar nisso quando vier alguma informação sobre os círculos. Se aparecer um com certeza, eu ajudo.

— …É promessa, viu? Se quebrar, você vai ter que comprar uma roupa de baixo sensual pra mim também.

— Tenha piedade, por favor!

Encostando a testa na mesa, imploro pra que ao menos isso ela não faça. Comprar roupa de baixo sensual pra uma criança pequena seria o fim da minha vida, num outro sentido. Antes disso, eu nem sei se uma coisa dessas existe!

Por ora, satisfeita por ter arrancado a promessa, a Leen pegou a Paula e voltou pro palácio. Ai, ai, tomara que não dê em encrenca…

— Dois Golens de Mithril, é… Sinto muito. Parece ter sido uma falha na nossa investigação.

Dizendo isso, a moça da recepção da guilda baixa a cabeça. O teor da missão, "exterminar o golem", não estava errado, mas, se o objetivo era liberar a mina, deveriam ter escrito "exterminar dois".

— Neste caso, como há a prova de abate dos dois e como a falha foi nossa, vamos pagar o dobro da recompensa: dez moedas de platina. E, claro, os pontos no cartão da guilda também serão dobrados.

Ô, isso ajuda. Ou melhor, é até o esperado, né.

Ela alinha dez moedas de platina no balcão e, como sempre, carimba os nossos cartões, "pom, pom, pom".

— Com esses pontos, o rangue de guilda de todos vocês subiu. Parabéns.

Os cartões devolvidos: o da Yumina virou azul; o do resto de nós, vermelho. Ôo, então com isso a gente também entrou, oficialmente, pro time dos aventureiros de primeira.

Ué? Ao lado do símbolo de "Dragon Slayer", foi acrescentado um símbolo novo. Um símbolo quadrado com a silhueta de uma cabeça de golem rachada.

— Além disso, por este abate, a guilda lhe concede a prova de extermínio de golem: o título de "Golem Buster".

Saquei. Então é este o símbolo do "Golem Buster". A vantagem do "Golem Buster" é 20% de desconto nas lojas conveniadas da guilda, mas, como o "Dragon Slayer" dá 40%, não fez muita diferença.

Saímos da guilda e nos separamos: a Lindsey e a Yumina pra loja de magia, a Elsie porque tinha treino com o General Leon. Mando o Kohaku com a Lindsey e a Yumina, e a Sango e o Kokuyō com a Elsie. Assim, se acontecer algo, dá pra entrar em contato. Eu achava que a telepatia com as bestas de invocação deixava de funcionar com a distância, mas pelo visto não tem nada a ver. Usar isso de telefone celular é meio esquisito, mas.

Eu vou com a Yae a uma ferraria. Pensei em mandar forjar a katana da Yae com o mithril que conseguimos, mas uma ferraria comum não forja katana. No fim, pra katana, só indo a Ishen mesmo.

Abro uma [Gate] e saio em Oedo.

Pela ordem certa, eu deveria ir primeiro aos pais da Yae e fazer um "me deem a mão da sua filha", mas, tendo acabado de vê-los outro dia, puxar esse assunto me dá um certo receio. Não vamos casar agora, e a própria Yae disse que era melhor ir me apresentar depois que as coisas se acalmassem um pouco.

No lado oposto à casa da Yae, na ponta oeste de Oedo, há um forjador de katanas de boa mão, pelo visto. Enquanto os dois caminhávamos pelas ruas da cidade rumo a lá, vez ou outra a Yae me lançava o olhar, "de relance, de relance", como quem espreita.

— ? Aconteceu algo?

— Uéh?! A-ah, não… é que… e-este servo é noiva do Touya-dono… não é?

— Hã, é, é. Isso mesmo.

Falar em "prometida" me dá a impressão de noiva arranjada pelos pais à moda antiga, mas o sentido não está errado. Embora ouvir isso assim, na lata, me dê vergonha.

— Sendo assim, então, é… o que… eu queria… an-an-andar de mãos dadas, sabe…

Com o rosto vermelho até as orelhas, de cabeça meio baixa, a Yae solta isso.

Que isso?! Tá fofa demais!

Existe homem capaz de ignorar um pedido desses, vindo de uma garota linda toda envergonhada? Não, não existe. Nem eu consigo ignorar.

Estendo com cuidado a mão direita e seguro a mão esquerda da Yae.

— Ah…

Eu já tinha segurado quando usei o [Recall], mas é uma mão macia como sempre.

A Yae ergue o rosto pra mim, dá um sorrisinho tímido, "eheheh", e aperta a minha mão com firmeza. Esse gesto me dá um sobressalto.

Só de andar de mãos dadas com uma menina de quem se gosta, dá pra ficar tão feliz assim… Pudera os casais por aí ficarem todos melosos. Vocês não têm culpa nenhuma.

Terminado o curto encontro até a ferraria na ponta oeste de Oedo, espio o interior da loja, de onde vem o som de marteladas, "cão, cão".

— Com licença, tem alguém aí?

— Já vai, em que posso ajudar?

Do fundo da loja surge, com passinhos apressados, uma mulher de uns vinte e poucos anos, de avental. Cabelo preto preso atrás num rabo só, sandálias nos pés. Será uma atendente.

— Eu gostaria de mandar fazer uma katana; será que dá pra encomendar?

— Uma katana? Sim, a gente faz. Um momentinho, por favor. Querido~, tem cliente~.

Ela chama em direção à oficina no fundo da loja. Achei que fosse atendente, mas era a esposa do dono.

Do fundo da loja surge um homem de uns trinta anos, vestindo algo como um samue e com uma toalha amarrada na cabeça feito bandana. De rosto barbudo, mas com traços que passam uma impressão gentil. Tipo um montanhês de bom coração… não sei achar uma comparação melhor.

— Uma katana? Qual de vocês vai usar?

— Ah, é esta menina. E eu gostaria que o material fosse mithril…

— Mithril?! Mas que luxo, hein! Você é filho de algum senhor feudal por aí?

De olhos arregalados, o dono da ferraria se espanta. A esposa também se espantava do mesmo jeito.

— Não, eu consegui derrotando um Golem de Mithril. E pensei em usar esse material pra fazer a arma dela.

— Ah, saquei. Um Golem de Mithril… vocês são mais fortes do que aparentam, hein.

O mestre solta um suspiro de admiração. Depois pede pra ver a katana e o wakizashi da Yae, pega-os e, examinando-os de todos os ângulos, abre a boca.

— Termino em uma semana. Por você, tudo bem?

— Sim. Por favor. E quanto vai ficar?

— Dinheiro não precisa.

Hã? Como assim? Tá dizendo que é de graça? Dizem que "o de graça é o mais caro", então isso me dá um certo medo. "Toda oferta boa demais tem um truque", "rosa bonita tem espinho", "o de graça é o mais caro" — eram os bordões da minha avó.

— Dinheiro não precisa, mas, em troca, você me cede um pouco desse mithril que tem? Em Ishen, de vez em quando aparece Hihiirokane, mas mithril é raríssimo. Encomendar do Ocidente sai um frete absurdo.

Ah, é por isso.

— Por mim, tudo bem, mas, como eu não sei o preço de mercado, não faço ideia de quanto devo lhe dar.

— É… Então, por hoje, deixa só o necessário pra fazer a katana e o wakizashi. Quando ficarem prontos, você paga em mithril conforme o resultado.

— Entendi. Então fica assim.

Até a próxima vez, vou pesquisar o preço de mercado do mithril. Abro o [Storage] e tiro dois blocos de mithril do tamanho de uma bola de softbol.

— Com isto dá?

— Ah, até sobra um pouco.

O mestre pega o mithril e, como quem confere o peso, balança pra cima e pra baixo.

— Então, daqui a uma semana.

— Muito obrigada~.

Despedidos pela voz da patroa, deixamos a ferraria.

Quando eu ia voltar pra casa de [Gate], de um lugar sem movimento, a Yae agarrou a barra do meu casaco e, hesitante, me lançou um olhar de baixo pra cima.

— A-ah… só… só mais um pouquinho, nós dois sozinhos…

Dizendo isso, ela cora de novo e baixa o rosto. Aah, francamente! Se a gente não estivesse no meio da cidade, eu te abraçava, viu?!

Segurando de novo a mão dela, e levando a Yae, que abria um sorriso sem jeito, comecei a caminhar pela cidade de Oedo.

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