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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 98

A Quinta Noiva e a Fundação da Nova Nação

Capítulo 98 – A Quinta Noiva e a Fundação da Nova Nação

Todos os soldados que estavam caídos pela capital imperial foram capturados e levados pra masmorra. Dizem que serão despojados do posto militar e, depois disso, terão seus crimes avaliados. Achei que, tirando alguns instigadores, não teriam crimes tão graves, mas (é meio natural, já que rejeitaram o apelo de rendição e, por vontade própria, se tornaram traidores do Imperador) parece que vão receber uma punição considerável mesmo. Bom, pelo menos não é pena de morte.

O Imperador deu ordem imediata pra remanejar soldados, aos poucos, de cidades por todo o Império pra capital imperial. Do jeito que está, não tem ninguém pra conter o crime na capital. Deve aparecer gente aproveitando a confusão pra cometer crime também.

Os altos funcionários que estavam presos também parecem ter sido libertados. O príncipe herdeiro, que estava escondido com o General Romero, também veio ao castelo. Ficou super chocado ao me ver. Era mesmo aquele cavaleiro de antes.

Dizem que, disfarçado, fugindo do castelo, ele se separou da escolta e acabou atacado pelos soldados.

Bom, digamos assim, ele é um cara meio sem impacto. Tipo, sem muita presença. Parece boa pessoa, e dizem que é competente à sua maneira, mas…

— Desta vez, fiquei realmente em dívida com você. O Touya-dono não é só quem salvou minha vida, mas também da princesa e do príncipe herdeiro… não, dá pra dizer que é um benfeitor do próprio Império. Gostaria de retribuir de alguma forma; há algo que você deseje?

— Não, o que aconteceu dessa vez foi mais uma questão de acabar se envolvendo por acaso. Não precisa se preocupar.

Recuso com jeito a oferta de Sua Majestade, sentado na minha frente na sala de recepção. Sinceramente, não tem nada em especial que eu queira. Ouvindo isso, o Rei de Belfast, que também estava presente, dá um risinho.

— O Touya-dono não muda mesmo. Em Belfast também tentamos conceder um título de nobreza pro Touya-dono, mas fomos recusados desse mesmo jeito. No fim, só aceitou receber dinheiro e uma casa. Bom, o melhor mesmo foi ele ter aceitado ficar com minha filha.

— Oh, é mesmo? Então será que você aceita ficar com a Lucia também, do meu lado? Se você se casar com as princesas dos dois países, Belfast e Regulus, não há símbolo melhor pra aliança entre as duas nações.

— Éé, olha só…

Como a conversa parecia estar indo pra um rumo esquisito, tentei chamar atenção pra isso, mas a Yumina levanta a mão do meu lado e interrompe. Hã? O quê?

— Eu sou a favor de que a princesa Lucia se torne noiva do Touya-san também, igual a nós. Já confirmei com ela mesma, e é isso que ela deseja também. E, mais que tudo, pela amizade entre os dois países, acho que este é um bom laço a se formar.

Hã? Que história é essa, Yumina-san?!

— A-eu também apoio.

— …Eu também.

— Este servo também não se importa, viu.

As outras noivas também mostram apoio, uma atrás da outra. Até tu, Brutus?! Aliás, como assim ninguém tá levando em conta a minha vontade nisso?!

— Pe-peraí! Como assim chegou nessa conversa toda?!

Sem conseguir acompanhar a conversa, acabo levantando a voz sem querer, mas o Lion-san responde com um sorriso amarelo.

— Falando com franqueza, é culpa do seu poder, Touya-dono.

— Hã? Como assim?

— Ficou claro com o que aconteceu dessa vez: o poder do Touya-dono é fora do padrão em tudo. Se o dono de um poder desses ficar do lado de um único país, isso vira uma ameaça pra qualquer outra nação. Em outras palavras, corre o risco de Belfast ser visto com desconfiança. Mas, se você também se comprometer com a princesa do Império, dá pelo menos pra alegar aos outros países que não é só Belfast… bom, é assim que a gente pensa.

— E, do lado do Império, dá pra firmar uma aliança em pé de igualdade, sem correr o risco de o Touya-dono ser usado de forma estranha como peça de negociação política, é isso?

O Gaspar-san, o comandante de um olho só da Ordem de Cavaleiros do Império, continua a fala do Lion-san. Não que eu não entenda o que estão dizendo, mas ainda assim!

Dou uma olhada de relance pra Lu, e ela fica se remexendo, com o rosto vermelho, me olhando de canto de olho. Nn… ah…

— Já que são quatro, uma a mais não muda nada. Por que ficar se preocupando com isso agora?!

— Bom, é fácil falar, mas…

O General Leon me dá tapinhas nas costas, com a mesma força de sempre. É verdade que também não tenho motivo pra ser contra… Mas nos conhecemos há só dois dias?! Isso é rápido demais!

…Ué? Com a Yumina não foi no mesmo dia que nos conhecemos? Então não tem problema… será que não tem?

— E você, princesa? Não quer se casar com o Touya-dono?

— De jeito nenhum, papai. Estou tão feliz que sinto que vou desmaiar! Não existe felicidade maior do que esta! Com muito gosto, vou me casar com o Touya-sama!

Com a respiração ofegante, as mãos entrelaçadas na frente do peito, ela vira pra mim uns olhos brilhando. Aah… Estou começando a achar que não adianta falar mais nada.

Que estranho, hein. O pessoal deste mundo tem uma visão bem tranquila sobre casamento… Não que levem a coisa na leviandade, mas é numa parte assim que eu sinto na pele que este é mesmo outro mundo…

— Então, o que me diz? Você aceita ficar com a Lucia?

— Ah… vou pedir pra esperarem até eu fazer 18 pro casamento, mas, se estiver tudo bem assim…

Bom, na verdade nem precisava esperar até os 18, mas é uma pequena resistência da minha parte, digamos assim.

Gritando de alegria, a Lu entra no grupinho da Yumina e das outras. Ficam amigas rápido, hein…

— Claro, separado disso, quero te presentear com alguma coisa como agradecimento. De qualquer forma, com isso, dá pra firmar a aliança entre Belfast e o Império numa relação de igualdade.

Pensando bem nas palavras do Imperador, isso é impressionante. Com isso, praticamente todos os países do oeste do continente — Belfast, Mismede, Refreese, Regulus — ficam em aliança.

— A propósito, já que estamos nessa, achei melhor anunciar formalmente, dentro e fora do país, tanto o noivado com a Yumina quanto o com a princesa Lucia. Só que, pra isso, vamos precisar de um título pro Touya-dono. Então, depois de discutir com o Imperador de Regulus, decidimos ceder ao Touya-dono um território, dividido entre os dois países.

— …Como assim?

Não entendo o que ele quer dizer. Será que é pra me dar um território? Sinceramente, mesmo que me dessem algo assim, eu não saberia governar, e ia ser um problema…

— Não é uma dádiva, é uma cessão. Ou seja: vamos fundar um país pequeno na fronteira entre Regulus e Belfast. E o Touya-dono vai subir ao trono como rei de lá. É isso.

— Hããã?!

Fundar um país, quer dizer criar um país mesmo?! Rei, eu?!

— Bom, mesmo chamando de país, os cidadãos seriam só o pessoal próximo do Touya-dono. Mas, mesmo pequeno, sendo um país independente, não fica preso às leis de Belfast ou de Regulus. Os dois países serão os patrocinadores dessa fundação, e claro que será um pacto de não agressão. O que quer que aconteça nesse país, não vamos interferir em nada. É liberdade total do Touya-dono. Assim não há problema de posição social, e vira um título à altura de se casar com as princesas dos dois países.

Seria algo tipo a Cidade do Vaticano? Ou mais como um principado qualquer? De qualquer forma, será que tá certo eu ganhar um país inteirinho assim?

— Touya-dono, poderia exibir um mapa?

— Ah? Ah, sim. Exibir mapa.

— Entendido. Exibindo.

Sem conseguir acompanhar bem a situação diante das palavras do Rei, exibo o mapa no ar como ele pediu.

Belfast à esquerda, Regulus à direita. O Rei aponta pra fronteira entre os dois.

— Entre os dois países, a Cordilheira de Melicia se estende por cerca de dois terços a partir do norte, e, mais abaixo, tem uma região de florestas e planícies. É uma terra fértil, mas também tem muita besta mágica. Por isso, a rota comercial dos dois países evita essa área e passa mais ao sul. Vamos dividir essa região de planície entre os dois países e fundar ali um país independente.

Peraí, você não acabou de dizer que essa área tem muita besta mágica?!

— Quer que eu more num lugar perigoso desses?

— Não precisa morar lá. Só que essa região, de agora em diante, vai ser tratada como país independente. Sendo assim, nossos países não podem interferir em nada. Falando de forma extrema, mesmo que um bando de ladrões montasse base ali e fizesse o que quisesse, nós só teríamos que ficar olhando de braços cruzados. No máximo, dá pra protestar com o Touya-dono, o rei de lá — só isso que dá pra fazer.

O Rei e o Imperador sorriem de canto de boca. Que sacanagem, hein, isso é praticamente me convocarem pra limpar o perigo da rota comercial. Com a aliança firmada, o trânsito de gente entre os dois países vai aumentar bastante daqui pra frente. Como medida de segurança pra isso, querem que eu dê um jeito nessa área perigosa, é isso.

— Sinto que tô sendo enganado nisso, viu…

— Não, não, não. A terra é fértil mesmo, e é bem espaçosa como território. Se aqui virar uma área segura, o povo vai poder usar a rota comercial tranquilo, e o Touya-dono ganha terra e título. É tudo vantagem, não é?

É verdade, mas… sinto que estão me manipulando do jeito deles. Não é à toa que esses dois são monarcas de um país. Espertos que só. Mesmo os dois já tendo quase sido mortos pelos próprios súditos.

Hmm, será que não é um mau negócio? De fato, entendo que, se vou ficar com duas princesas, preciso de um título à altura. E, já que não tem cidadão nenhum, não dá trabalho, então até que é melhor assim. Além disso, ter uma terra pra fazer o que eu quiser tem seu charme.

— Tudo bem, então. É só deixar essa terra segura, né. Eu topo.

— Agradeço. Depois disso, é só declarar formalmente a fundação da nova nação, com o apoio dos dois países. Os países aliados de ambos devem reconhecer.

Fundação de nação, hein… Ainda não caiu a ficha direito. Bom, ainda não tem nada lá mesmo. Depois de resolver tudo, será que construo até um castelo?

— Então virou rei, no fim das contas… Nosso patrão é mesmo incrível, viu.

— Né. Nem imaginava que chegaria a esse ponto.

A Yae e a Elsie se entreolham. Eu também não imaginava, viu… Tô sendo levado pela correnteza, hein.

— …E o nome do país, como fica?

A Lindsey me pergunta isso. Hmm, nome do país, né… "País Mochizuki"? Argh, que vergonha! Esse aí tá vetado com certeza. "Principado do Nihon"? Soa esquisito. Japan, Zipangu… Hmm. Não tenho nada de bom assim de cara. Ah.

— Brunhild… talvez. Principado de Brunhild.

— Brunhild é o nome da arma que o Touya-san tem, né?

— É. Acho que originalmente vem do nome de uma valquíria.

Principado de Brunhild. Não soa mal, acho. Bom, mesmo chamando de principado, é um país sem nada; é mais como um nome de lugar, então talvez nem precise se preocupar tanto assim.

— Principado de Brunhild, é. Nada mal. O Reino de Belfast apoia a fundação do Principado de Brunhild e o reconhece como país aliado.

— O Império de Regulus, do mesmo jeito.

— "Reconhecer" só depois que eu deixar esse lugar seguro, né?

Será que essa área é grande quanto? Confiro no smartphone, sem que os outros percebam. Peço pra especificar a região e calcular a área.

— Aproximadamente 410 quilômetros quadrados.

…Mas, mesmo me dizendo isso, sinceramente não tenho noção. Por exemplo, quantos quilômetros quadrados têm os 23 distritos de Tóquio? Busca, busca… ééé… 621 quilômetros quadrados…

O quê?! Isso é uns dois terços dos 23 distritos de Tóquio?! Que imenso!!

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