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Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 13

Magia de Invocação e Magia de Cura

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Capítulo 13 – Magia de Invocação e Magia de Cura

Depois disso passamos por mais algumas cidades, e três dias se passaram desde a partida.

Pelo mapa, parece que já cruzamos metade da distância. Sinto que as pessoas que cruzam o caminho também aumentaram.

Quanto a mim, fiquei mais um tempo encarando o livro e aprendi duas magias novas. Uma que zera o coeficiente de atrito por um tempo curtíssimo, e uma magia de ampliação dos sentidos numa área ampla.

O bom desta última é que, concentrando a atenção, dá pra perceber com nitidez o que acontece a um quilômetro de distância.

Aprendi pensando que, antes de me meter num lugar perigoso, seria prático poder ver e ouvir, investigar; mas as moças logo me alertaram: nem pensar em usar isso pra espiar. Olha aqui……

Agora estou usando essa magia, a [Long Sense], pra checar, em caráter de teste, a situação a um quilômetro… Hm? Opa.

Isto… é cheiro de sangue? Volto a visão pro lado de onde vinha o cheiro de sangue. O que saltou aos olhos foi uma carruagem vistosa e de aparência cara, homens que pareciam soldados vestindo armaduras, e, cercando tudo, um monte de Lizardmen trajando armaduras de couro. Dá pra ver um único homem de túnica preta.

A maior parte dos soldados estava caída no chão, e os que restavam cruzavam armas com os Lizardmen, de cimitarras e lanças, protegendo a carruagem.

— Yae! Lá na frente tem gente sendo atacada por monstros! Força total!

— Hã…! Entendido!

A Yae, na boleia, chicoteia os cavalos e aumenta a velocidade. Nesse meio-tempo mantenho a visão conectada, acompanhando a situação. Os soldados vão sendo derrubados um a um pelos Lizardmen. Dentro da carruagem parece haver um idoso e uma criança feridos. Essa não, será que dá tempo…?!

…Vi!

— Venha, fogo; espiral em turbilhão: [Fire Storm].

A Lindsey, no compartimento de trás, recitou o encantamento de fogo. Do centro do grupo de Lizardmen, a algumas dezenas de metros, ergue-se um tornado de chamas.

Aproveitando a deixa, primeiro a Elsie salta da carruagem, depois eu, depois a Yae — pulamos da carruagem que cruzava veloz diante dos Lizardmen. As rédeas dos cavalos ficam com a Lindsey.

— Kishaaaa!!

Um Lizardman vem correndo na nossa direção. Contra ele, pra usar a magia que acabei de aprender, concentro a energia mágica e ativo.

— [Slip].

O coeficiente de atrito sob os pés do Lizardman zera, e ele, jogando as pernas pro alto num tombo digno de comédia pastelão, escorrega de um jeito espetacular.

— Gugá!

Enquanto dou o golpe de misericórdia no Lizardman A, que caiu, apoio de través o Lizardman B que saltava sobre mim.

Ao meu lado, a Elsie segura com a manopla a cimitarra do Lizardman C e, aproveitando a brecha, a lâmina da Yae rasga o flanco do bicho. Belo combo.

E, quando me distraí olhando aquilo, uma lança de gelo passou voando diante de mim e atravessou o peito do Lizardman D, que se aproximava do meu ponto cego. Pelo visto a Lindsey parou a carruagem e entrou na luta.

Nesse embalo, vamos derrubando os Lizardmen um após o outro.

Mesmo assim, quanto inimigo… Achei que já tínhamos derrubado bastante… O Lizardman em si não é lá muito forte, mas, com esse tanto……

— Venham, trevas; eis o que invoco, os guerreiros-lagarto: Lizardman.

Quando o homem de túnica preta, lá no fundo, murmurou isso, da sombra sob os pés dele rastejaram alguns Lizardmen. O que é aquilo?

— Touya-san, é magia de invocação! Aquele homem de túnica está conjurando os Lizardmen!

A Lindsey grita. Invocação… magia do atributo Trevas, é. Com razão o número não diminui. Enquanto a energia mágica dele tiver limite, ele não pode invocar infinitamente, mas é um incômodo. Certo.

— [Slip]!

— Guá?!

Páaa! O homem de túnica tomba com tudo. Tenta se levantar na hora, mas — escorrega de novo!

— Gh…!

— Preparai-vos.

Saltando com velocidade divina, a Yae decepa a cabeça do homem. Ui… meio nojento… A cabeça do homem cai no chão e rola. Que descanse em paz.

Logo, talvez porque o senhor da invocação tinha morrido, os Lizardmen restantes sumiram todos. Devem ter voltado ao lugar de onde vieram.

— Acabou, é? Estão todos bem?

— Tranquilo, sem nenhum arranhão.

— A-eu também estou bem.

— Comigo é igual.

Nós saímos ilesos, mas o lado atacado teve baixas pesadas. Um dos soldados se aproxima de mim arrastando a perna.

— Obrigado, vocês nos salvaram…

— Que isso. E os feridos?

— Dos dez da escolta, sete tombaram… droga, se eu tivesse percebido um pouco antes…!

O soldado aperta o punho, que treme de raiva. Passou pela minha cabeça um "se a gente tivesse chegado um pouco mais cedo", mas… agora já era.

— Alguém! Não há ninguém?! O vovô… o vovô está…!

A um grito súbito de uma menina, todos nos viramos de uma vez. Com a porta da carruagem aberta, uma garota de uns dez anos, de longos cabelos louros, gritava em prantos.

Quando corro até a carruagem, além da menina de roupas brancas, havia um idoso de cabelos brancos e traje preto de cerimônia, caído. Sangrava do peito e arfava, sofrendo.

— Por favor, salvem o vovô! No peito… uma flecha no peito…!

Implorava a menina, o rosto desfeito em lágrimas. Para ela, este idoso devia ser uma pessoa preciosa demais. Os soldados tiram o velho da carruagem e o deitam na relva.

— Lindsey! Magia de cura!

— …N-não dá. A flecha cravada se partiu quando ele caiu e o pedaço entrou no corpo. Se eu lançar magia de cura nesse estado, o corpo estranho fica preso lá dentro… E, além disso, uma ferida deste tamanho… a minha magia não…

A Lindsey murmura baixinho, com ar de pesar. Ao ouvir aquilo, o rosto da menina vai se tingindo de desespero. As lágrimas brotam sem parar, e, com as mãos trêmulas, ela apertou a mão do velho.

— …Senhorita……

— Vovô… snif… vovô…!

— É… a despedida. Os dias ao lado da senhorita… mais preciosos que tudo… para este velho… cof…!

— Vovô! Já chega…!

Droga… não há nada que eu possa fazer? Grande magia de cura eu nunca tentei, mas li no livro. Sei o encantamento. Provavelmente, não é impossível… acho. Vale a pena arriscar tudo numa tentativa?

Mas, se eu lançar a magia com a flecha ainda dentro do corpo, não dá pra saber o efeito. Há o risco de empurrá-la pro coração…

…Se ao menos eu pudesse tirar a flecha cravada… Isso!

— Saiam um pouco!

Afasto os soldados e me ajoelho ao lado do velho. Arranco outra flecha que estava espetada na carruagem e memorizo o formato da ponta. Concentro a imagem com força.

— [Apport].

No instante seguinte, na minha mão estava a ponta de flecha partida, ensanguentada.

— Entendi! Você puxou a ponta de dentro do corpo!

A Elsie grita ao ver a minha mão. Mas ainda não, não acabou.

— Venha, luz; cura serena: [Cure Heal].

Quando murmuro isso, a ferida no peito do velho vai se fechando devagar. Como uma fita de vídeo rebobinando. E a ferida no peito desaparece por completo.

— …Ué? A dor, está passando…? Como assim… está curando… Está curado mesmo, não dói.

— Vovô!!

A menina se atira nos braços do velho, que se ergue confuso. E ali fica, chorando aos berros, agarrada ao idoso de cara aflita. Vendo aquilo, solto um suspiro de alívio e me deixo cair sentado no chão.

— Ufa……

Que bom que deu certo, de verdade.


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