Switch Mode

Isekai wa Smartphone to Tomo ni – Capítulo 30

Invocação e o Tigre Branco

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 30 – Invocação e o Tigre Branco

— A magia de invocação do atributo trevas começa desenhando um círculo mágico e invocando o alvo. O que é invocado é totalmente aleatório; dizem que depende da energia mágica e do "quilate" do próprio conjurador, mas, se é verdade ou não, não sei.

No quintal dos fundos da "Lua de Prata", a Yumina vai desenhando um grande círculo mágico no chão. Padrões complexos, com um livro numa mão, traçados com giz, como quem grava. Esse giz, pelo visto, é feito de fragmentos de pedra mágica comprimidos.

— E, se conseguir fazer contrato com o que foi invocado, dá certo; mas o contrato exige aceitar a condição do outro. Vai de simples a coisas que parecem totalmente impossíveis, conforme o ser. A condição de quando fiz contrato com esses lobos foi "me dar de comer até encher a barriga".

Terminado o círculo, a Yumina afaga a cabeça de um dos lobos prateados que invocou antes. O exemplar com a marca de cruz na testa é o que fez contrato com a Yumina. Os outros lobos que ela invocou seguem este líder, são subordinados. Aliás, o nome dele é "Silba". Capricha mais no nome.

Fazendo contrato com uma fera de alto nível, dá pra comandar também os subordinados dela, pelo visto. Aquele invocador de Lizardmen que atacou a Sue provavelmente fez contrato com algo como o líder do bando.

— Se a condição não for cumprida, o que foi invocado vai embora. E nunca mais aparece pra mesma pessoa. A chance de contrato é uma só.

Saquei. "Um encontro, uma vez na vida", é. …Não é bem isso?

— Não tem perigo? Não vai me atacar de repente?

— Sem contrato, eles não conseguem existir deste lado, fora do círculo mágico, então tudo bem. E a barreira do círculo bloqueia até ataques a distância. Só é diferente se o invocador entrar no círculo. Tem exemplares que dizem "lute e mostre sua força".

Hmm, perigoso. Bom, quando for desafiado por algo que eu não tenho como vencer, é só pedir que vá embora gentilmente. Pode ser desperdício, mas.

— A criatura que aparece aqui não tem a ver com a habilidade mágica da pessoa, né?

— Não. Tem vários casos de iniciante total invocar uma fera de altíssimo nível.

Então comigo também há chance. Totalmente na sorte, mas.

— Por ora, vou tentar.

Diante do círculo pronto, bato as palmas, paf, pra me concentrar. Concentro a energia mágica do atributo trevas e a reúno no centro do círculo. Aos poucos, uma névoa preta enche o interior do círculo e, de repente, nasce uma energia mágica explosiva.

— …Foste tu quem me invocou?

Sem eu perceber, a névoa preta se dissipou e, dentro do círculo, surgiu um grande tigre branco. A voz de agora foi este? Olhar penetrante e imponência. Presas e garras afiadas. Olha o que veio aí…… Sinto ondas elétricas de energia mágica. Não parece tigre comum.

— Essa imponência, um tigre branco…… não me diga, o «Imperador Branco»……!

— Ora, me conheces?

Com um olhar de soslaio, o tigre branco encara a Yumina, que, atrás de mim, abraça o lobo prateado, agachada. O lobo Silba também enrola o rabo, abaixa as orelhas, parece apavorado. Bom, encarado por um tigre, dá medo. Ah, agora eu estou tipo "tigre na frente, lobo atrás"! Não que tenha a ver.

— Dá pra não encarar tanto? Olha que você está assustando.

— …Tu permaneces sereno. Receber meu olhar e minha energia mágica e seguir de pé…… interessante.

— No começo me assustei, mas, com o costume, não é tanto. E então, o que é «Imperador Branco», Yumina?

A Yumina, me olhando, tenta dizer algo com voz trêmula. Mas não sai voz. Deve ser por causa dessa pressão da energia mágica.

— Pera, para com isso. Assim a conversa não anda. Ameaçar os fracos não é coisa que se elogie, sabe?

— …Pois seja.

Quando reclamo com o tigre, puf, a pressão emanada some. Ué, é um sujeito com quem dá pra conversar.

— E então, Yumina. O que é «Imperador Branco»?

— Dos que se pode invocar, é um dos quatro de classe mais alta, um deles. Guardião do Oeste e do grande caminho, rei das feras… não é uma fera, é uma besta divina.

Ainda tremendo, hesitante, a Yumina responde. Besta divina, é. Se fosse bicho de estimação de Deus, seria engraçado.

— E então, o que eu faço pra você fechar contrato?

— …Contrato comigo? Que atrevimento o teu.

— Fala aí, vai; se parecer impossível eu desisto.

— Hmm……

O tigre me fita fixo, fareja, fareja, e inclina a cabeça de leve.

— Estranho… De ti emana uma força esquisita. Bênção dos espíritos… não, algo mais elevado que isso… o que é isto?

Bênção dos espíritos? Infelizmente eu não conheço nenhum espírito.

— …Pois bem, vou ver o quilate e a quantidade da tua energia mágica. Vais fazer contrato comigo, uma besta divina. Com energia mágica pela metade, não serves.

— A minha energia mágica?

— Sim. Toca em mim e despeja energia mágica. Até quase esgotá-la. Se tiveres o mínimo de qualidade e quantidade, ponderarei o contrato.

Ffn, pareceu que o tigre riu. "Ponderar", então não é certeza.

Mas que tigre perigoso. Esgotar a energia mágica, tipo o MP chegar a 0 num jogo? Vou ficar um tempo sem usar magia? "Quase" seria despejar até o MP 1?

Aliás, energia mágica diminui mesmo…? Até agora, usando, nunca senti. A Lindsey já tinha dito que a minha era muita; deve ser por isso.

Por ora, me aproximo do círculo e toco com a palma a testa do tigre branco. Ôo, fofinho.

— É só despejar a energia mágica assim?

— Sim. Despeja de uma vez. Vou ver a tua energia mágica. Aviso antes: se esgotares e desmaiares, não há contrato.

Hmm, eu nem quero tanto assim fechar contrato; se passar mal no meio, eu paro.

— Beleza, então lá vou eu.

Concentro a energia mágica e a despejo devagar da palma pro tigre. É, não sinto nada de mal.

— Mh… isto é… que é, esse quilate tão límpido de energia mágica…?!

O tigre disse alguma coisa. Aliás, a Lindsey falou parecido. Bom, deixa pra lá. Como está tranquilo, vou despejar de uma vez. Aumento de uma vez a energia mágica que mando pro tigre.

— Gah! Q-quê?!

Hmm, continuo sem sentir a energia mágica diminuir. Será que preciso mandar mais? Aumento ainda mais.

— Ugh… i-isto é… p-pe-pera…!

Continuo não sentindo. Aumento mais.

— E-espera… mais que isto, não… auu…!

Aumento mais. …Ah, agora deu uma leve canseira. Será que é a sensação de a energia mágica diminuir.

— …Pa… para… por fav……!

— Touya-san!

À voz da Yumina, caio em mim e olho o tigre à frente: convulsionando, com espuma na boca, os olhos revirados. As pernas bambas, mas ainda de pé — só que parece que a cabeça não desgruda da minha palma, e ele está sendo mantido de pé à força.

Às pressas, paro de mandar energia mágica e tiro a mão; o tigre tomba de lado no chão.

— Ué?

Acho que pisei na bola. Será que é melhor lançar magia de cura? Está convulsionando, a língua de fora.

— Luz, venha; cura serena: [Cure Heal].

Por ora, resolvi curar. Quando a luz volta aos olhos do tigre branco, ele se ergue cambaleando e vem até mim.

— …Uma coisa eu quero perguntar… com aquela quantidade de energia mágica de agora, ainda tinhas folga?

— Hm? Não, folga não, mas diminuiu só um tiquinho. Aliás, ó, já recuperou.

— O qu…!

O tigre fica sem palavras. Ah, então eu não senti o consumo de energia mágica porque a recuperação era maior. Entendi.

— E então, sobre o contrato…

— …Posso saber o vosso nome?

— Hm? Mochizuki Touya. Ah, Touya é o nome.

Quando lanço um olhar intrigado pro tigre, que mudou de tom de repente, ele baixa a cabeça em silêncio.

— Mochizuki Touya-sama. Reconheço-vos como senhor digno de mim. Por favor, fazei comigo o pacto de senhor e servo.

Ôo, o tigre branco virou companheiro.

— Como faço o contrato?

— Dai-me um nome. Será a prova do pacto. Será a estaca que me prende a existir neste mundo.

— Nome, é…… hmm……

Tigre. Tigre branco. Deixa eu ver……

— Kohaku. Que tal "Kohaku"?

— "Kohaku"?

— Escreve-se assim.

Escrevo "琥珀" no chão pra mostrar.

— Este aqui quer dizer tigre; este, branco; e este do lado significa rei.

— O tigre branco que se posta ao lado do rei. Um nome digno de mim. Muito obrigado. De agora em diante, chamai-me Kohaku.

Pelo visto o contrato se completou. Sem pressa, o Kohaku sai de dentro do círculo mágico e vem pro nosso lado.

— …Que coisa, Touya-san… Fazer contrato com o «Imperador Branco»……

— Menina, já não sou o «Imperador Branco». Não me chamarias de Kohaku?

— A-ah, sim. Kohaku-san.

Ao murmúrio atônito da Yumina, o «Imperador Branco», agora Kohaku, se dirige. Atrás dela, o lobo prateado Silba ainda estava apavorado, mas, ao notar o olhar do Kohaku, sumiu às pressas pra dentro da sombra da Yumina.

— Senhor, tenho um pedido.

— Qual?

— Gostaria que me permitísseis existir deste lado o tempo todo.

— Hm? Como assim?

— Em geral, pra um conjurador nos invocar e manter a existência, é preciso a energia mágica dele. Por isso, se ficarmos materializados, uma hora a energia mágica acaba e desaparecemos. Isto é o normal. Mas a vossa energia mágica, há um tempo, quase não diminui. Sendo assim, julguei que não haveria problema em eu existir deste lado o tempo todo.

Ah, deve ser que a quantidade de energia mágica que eu recupero por natureza é maior que a necessária pra manter a existência do Kohaku. Bom, se não atrapalha em nada, tudo bem……

— Existir o tempo todo, por mim tudo bem, mas, convenhamos, um tigrão andando pela cidade é meio……

— Hmm… então mudo de forma.

— Hã?

Mal disse isso, pof, o Kohaku se transformou num tigre filhote. Faz até isso.

Do tamanho de um cachorro pequeno. Patas curtas e grossas, rabo grosso. Imponência menos 100%, fofura mais 100%.

De tão fofo, sem querer, o pego no colo. Uaaa, fofinho. Invocar o Kohaku foi uma das melhores coisas, pensei de verdade nessa hora.

— Nesta forma acho que não dou na vista.

Uou, falou. Fofura ainda maior.

— Dar na vista você dá, mas, bom, deve estar tranquilo.

— Obrigado. Então, nesta forma, gfh?!

— Kyaaa, que fofuuura!!

Arrancando o Kohaku da minha mão, a Yumina o abraça apertado. Esfrega o rosto nele, e o Kohaku se debate, esperneando.

— P-para, larga! Que é isto, menina?!

— Ah, ainda não me apresentei, eu sou a Yumina. A noiva do Touya-san.

— A esposa do senhor?!

Cara de tigre espantado é uma coisa rara, acho. Aliás, ainda não é minha noiva, não.

Por um tempo o Kohaku foi afagado à exaustão pela Yumina, com cara de derrota, mas pedi pra ele aguentar.

O Kohaku, talvez por achar feio contrariar a menina que se diz esposa do senhor, depois de um tempo parou de resistir e se deixou levar.

Quando a Yumina enfim se saciou de fofura, foi a vez de a Elsie e companhia aparecerem, e o Kohaku virou o que a Yumina tinha virado. Desta vez, o triplo de afagos.

— A-senhor! Faça alguma coisa!

— Aguenta. Uma hora passa.

— Que isso!

E assim ganhamos um novo companheiro. Que também atende por mascote.

Quando todas se saciarem de fofura, eu também vou aproveitar.

Ouvindo os gritos do Kohaku, olho pro céu. Hoje também está um bom tempo.

Deus está no céu, e tudo vai bem com o mundo.


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir