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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 67

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Capítulo 67

Nota da autora: desta vez há descrições um pouco chocantes. Muito obrigada de verdade por sempre lerem! Sou muito feliz por poder ser lida.

Como sempre, havia um monte de gente deitada no chão da praça.

Avancei em direção à fonte, tomando cuidado pra não acordar ninguém.

…água suja.

Se eu usar magia aqui agora, com certeza vou chamar atenção.

O que eu faço… será que não tem uma boa ideia?

— Do… di… dói…

Não tenho tempo pra ficar hesitando.

Alicia, tome coragem. Se você não conseguir ajudar essa mulher agora, você está desqualificada como vilã. Quem é forte precisa proteger quem é fraco.

Deitei a mulher com cuidado perto da fonte. O som de um estalar de dedos ecoou pela praça.

A água suja se envolveu numa aura reluzente e foi ficando limpa aos poucos. Percebi que as pessoas deitadas no chão iam se levantando devagar.

Tirei a capa que eu estava vestindo e a molhei na água.

— Alicia?!

Ouvi a voz de Jill por perto.

— O que você está fazendo?

Jill correu até mim. Dava pra ver o vovô Will logo atrás.

— É melhor a gente sair daqui rápido! Todo mundo vai acordar!

Jill gritou isso alto pra mim.

Mas eu não podia abandonar essa mulher agora.

— O que você está fazendo?

O vovô Will chegou até mim um pouco depois.

— Vou ajudá-la.

Falei isso olhando pra Jill e pro vovô Will.

Não importa quanto se oponham, eu não vou sair daqui.

— Ajude-a.

— Hã?

— Vovô?! O que você está dizendo?

— Ajude essa mulher logo.

O vovô Will disse isso, virado pra mim.

Depois de tantos anos juntos, ele entende bem o meu jeito. Realmente, o vovô Will é incrível.

Torci com força a capa que tinha molhado na água limpa. Realmente, meus braços são fortes. A água ia saindo cada vez mais.

— A água está limpa…

As pessoas deitadas começaram a se levantar.

Seria um problema se me atrapalhassem agora. Ergui uma barreira mágica ao redor da fonte. Minha barreira era transparente, com padrões geométricos pretos. Li num livro que a barreira muda dependendo do tipo de magia. Aliás, a barreira de névoa é magia da água.

Confirmei que a barreira tinha sido criada direitinho, e limpei a mulher com a capa.

A capa ia ficando cada vez mais suja. Os pedaços de lama não saíam de jeito nenhum.

…não, não é isso. A pele dela estava em carne viva.

Parei a mão de tanto choque.

— Alicia, você está bem?

Jill espiou meu rosto de perto.

— Isso é normal por aqui. Tem gente em situação bem pior aqui.

Jill disse isso com uma cara séria, olhando pra mulher.

— Ela deve ser uma das garotas que ficaram presas numa casa incendiada.

O vovô Will disse isso com uma expressão triste.

…eu não consigo salvá-la. Magia das trevas só tem magias inúteis mesmo. Não consigo curar ferimentos.

Comecei a limpar o corpo dela devagar de novo.

…da altura do joelho direito pra baixo, estava necrosado. Provavelmente foi o fogo.

Sinceramente, só de olhar já era difícil de suportar. Era a primeira vez que eu via um estado desses.

Como eu faço pra ajudá-la? Mesmo sabendo que precisava me acalmar, minha cabeça entrou em pânico e eu não conseguia pensar em nada.

Achar que eu conseguiria ajudar… que pensamento tolo. Estava me superestimando demais.

— Ali, você está bem? Tem algo que eu possa fazer?

Jill me olhou preocupado.

Minha cabeça não funcionava direito. Percebi minha própria respiração ficando descontrolada.

— Alicia, está tudo bem, se acalme. Solte o ar devagar.

Fiz como ele disse, soltando o ar devagar. O vovô Will estava acariciando minhas costas. Fui me acalmando aos poucos.

— Magia é uma questão de como se usa. Mesmo a magia mais sem sentido pode ser extremamente útil.

— Não sei se isso é verdade.

Acabei falando isso na defensiva.

— Você é inteligente, com certeza consegue ajudá-la.

— Eu preferia que não dissesse coisas sem fundamento assim. Salvar uma vida é peso demais pra mim. Não dá!

As palavras que o vovô Will disse deveriam ter me deixado feliz, mas, por algum motivo, acabei levantando a voz. Afinal, eu nunca tinha enfrentado uma coisa dessas antes.

Não fazia a menor ideia do que fazer. Nem conseguia lembrar do conhecimento que tinha lido nos livros até agora. Realmente não me vinha nenhuma ideia.

Sem perceber, as lágrimas transbordaram.

— Alicia…

Jill ficou me encarando.

As lágrimas não paravam de transbordar. Eu mesma não conseguia controlar. Contra minha própria vontade, as lágrimas continuavam saindo.

— Não se faça de vítima.

As palavras do vovô Will ecoaram nos meus ouvidos.


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