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I’ll Become a Villainess That Will Go Down in History – Capítulo 68

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Capítulo 68

Nota da autora: como no capítulo anterior, este também tem descrições um pouco chocantes. Fico muito feliz que estejam lendo. Muito obrigada!

— Alicia, resolva uma coisa dessas com facilidade.

Tanto eu quanto Jill travamos.

Foi a primeira vez que o vovô Will me disse algo tão duro.

…as lágrimas pararam.

— Você vai encontrar coisas ainda mais difíceis daqui pra frente.

O vovô Will disse isso com uma voz grave e pesada.

— Você me disse que queria virar a maior vilã do mundo, não disse? Aquilo era mentira?

— Não… eu quero virar mesmo.

Respondi com firmeza.

— Então não pode tropeçar numa coisa dessas. Que tipo de vilã, exatamente, você está buscando ser?

— Uma vilã de convicções elevadas, que odeia frases bonitinhas, que age com coerência, que não mostra muita expressão, ponderada, capaz de tomar decisões calmas em qualquer situação. Uma vilã forte.

Mesmo gaguejando um pouco, falei até o fim. Ao dizer isso, entendi de novo, por mim mesma.

Isso mesmo, eu vou virar uma vilã forte. Uma vilã que não perde nem pra heroína.

— Isso mesmo, Alicia.

O vovô Will sorriu gentilmente pra mim.

— Alicia, força.

Jill disse isso, olhando pra mim com olhos firmes.

Vou fazer isso. Eu vou virar a maior vilã do mundo. Se eu não conseguir salvar uma única pessoa, não posso me chamar de vilã.

Pense, Alicia. Como usar essas magias sem graça.

A pele estava em carne viva… será que aquilo volta ao normal? Por ora, só resta tentar. Não tenho tempo pra ficar enrolando com pensamentos.

Estalei os dedos. A magia de deixar a pele bonita.

Uma aura envolveu a mulher gentilmente. Estava mesmo ficando limpa. Serve até pra curar queimaduras. Dá pra usar além de curar espinhas.

Por que não pensei nisso antes?

O rosto também foi ficando cada vez mais limpo… ela era mais jovem do que eu imaginava. Deve ter só um pouco mais de idade que eu. E, além disso, um rosto bonito. Bem, no jogo não existe gente feia mesmo.

O que eu faço com a parte necrosada? Realmente não dá mais pra regenerar a pele dessa perna. Já apodreceu. Se estivesse quase morrendo, talvez ainda desse pra curar, mas, se já morreu, é impossível regenerar.

…só resta amputar. Numa cirurgia de necrose, corta-se bem acima da parte necrosada, não é? Ou seja, basta amputar a coxa dela.

Parece que só dá pra amputar com minha espada. Se eu amputar sem anestesia, ela pode morrer de choque pela dor.

Magia das trevas era de cura e destruição, mesmo? Destruição… a magia de destruir tecido da pele. Não, deve ter uma magia melhor que essa.

Alicia, mexa a cabeça, pense bem.

…uma magia que elimina a dor por só dez segundos. Não tem como amputar a perna de alguém em dez segundos. Mesmo que desse, quando a magia acabasse, a dor voltaria com tudo. Mas, sendo um ferimento, a dor é inevitável.

Depois, o problema é como estancar o sangue… a magia de unir células, será que funciona pra vasos sanguíneos também? Nunca tentei, então não sei. Mas é a única opção que tenho.

Puxei minha espada e a limpei com água. Aproveitando, vou limpar a capa também. Lancei a magia de limpar coisas sujas na capa.

Certo! Está tudo pronto.

— O que você vai fazer?

Ignorei a pergunta de Jill e dei um soco na boca do estômago dela, fazendo-a desmaiar.

É melhor ela não ver a própria perna sendo amputada.

Segurei a espada e respirei fundo, devagar. O tempo da batalha era de só dez segundos. Não podia falhar de jeito nenhum. Tinha que resolver de uma vez.

Concentrei toda a força que eu tinha nas mãos. Senti meu coração acelerar.

Tudo bem, eu consigo. Logo depois de respirar fundo, estalei os dedos e, na mesma hora, ergui a espada bem alto e a abaixei com toda a força.

Com um baque surdo, a perna direita dela caiu no chão.

Saía uma quantidade enorme de sangue. Estalei os dedos mais uma vez.

Aos poucos, a quantidade de sangue foi diminuindo.

— Aaaaaaaaaaaah!!

Ela acordou antes que toda a magia terminasse.

Os dez segundos já tinham passado. Seria um problema se ela se debatesse agora.

— Jill! Segure ela.

Ao dizer isso, Jill segurou os ombros dela na hora.

— Dói, dói, dói, dói, dói!

Bem óbvio que doeria, já que perdeu a perna.

Confirmei que o sangramento tinha estancado, rasguei a capa num tamanho adequado e enrolei ao redor da perna.

— Me ajuda, dói. Sofrimento, dói, dói, dói, dói.

— Ah, francamente, que barulheira! Não foi você que pediu ajuda? Se quer viver, aguente pelo menos isso!

Como já disse várias vezes, eu não sou uma pessoa boa. Numa hora dessas, uma santa provavelmente animaria a pessoa, mas eu sou uma vilã.

Não vou dizer nenhuma palavra gentil.


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