Capítulo 1 — Life With Yuti
— C-o que a gente faz agora…?
— Woof?
— Fugo.
Conseguimos aguentar o ataque de uma garota chamada Yuti, que tem o mesmo poder “Evil” e a mesma técnica “Holy” que o Mestre Usagi. As palavras do Mestre Usagi, que apareceu como nosso socorro, revelaram que o Evil tinha enganado a Yuti.
Como resultado, a Yuti parou de nos atacar, mas o Mestre Usagi disse pra a gente cuidar dela.
Só que a própria Yuti ficou trancada no quarto, sozinha, pra clarear a cabeça, e não dá pra chegar perto dela pra conversar. Bem, tenho certeza que um monte de coisa deve estar bagunçada na cabeça dela agora…
— Não tem jeito, vou só fazer minha rotina de treino diária ou algo assim, e depois preparo o jantar.
— Woof!
— Fugo.
Night e Akatsuki também responderam de um jeito adorável, como se estivessem de acordo com o que eu disse.
— Fuh! Fuh!
Antes de vir pro outro mundo, eu costumava fazer flexão, abdominal, extensão de costas e agachamento no geral, mas nunca perdia peso por algum motivo. Eu não pulava, mas continuava fazendo todo dia…
Não é só que fiquei mais esguio por causa do level up no outro mundo, mas também que ganhei massa muscular de repente. Sério, o outro mundo é muito estranho.
Depois de terminar o treino muscular que eu já fazia desde antes de vir pro outro mundo, eu estava treinando com o Night quando de repente senti um olhar além do do Akatsuki. Quando virei os olhos naquela direção, vi a Yuti parada lá.
Então o Night e eu paramos o treino por um momento e chamamos a Yuti.
— Uhm, o que foi?
— …..
Fico confuso também com a Yuti, que não diz nada quando eu a chamo, mas──.
Groooowwlll~~~~.
De repente, um som doce ecoou. O som vinha da barriga da Yuti.
— Uhm… será que você tá com fome?
— …Mmm.
A Yuti assente um pouquinho.
De fato, eu tenho me movimentado desde então, e a Yuti também acabou de lutar comigo. Além disso, também já é hora do almoço.
— Entendi. Vou preparar uma comida agora, então só espera um pouco.
— …..
A Yuti assentiu de novo com minhas palavras e voltou quieta pro quarto dela. Enquanto eu a observava indo, chamei o Night e o Akatsuki.
— Bom, então vamos fazer uma comida.
— Woof.
— Fugo.
Só que dessa vez eu tô cansado da luta com a Yuti, então, pra ser sincero, é muito trabalho cozinhar. Mas eu preciso comer alguma coisa pra recuperar as forças, e já que tô com fome, decidi fazer um macarrão simples. É só uma questão de cozer.
O macarrão de fato é da Terra. O molho também é feito por empresas japonesas, então sou muito grato pela… ou melhor, até pela tecnologia alimentícia japonesa que facilita comer uma comida gostosa.
O Night e o Akatsuki conseguem comer o macarrão… igual eu, ou melhor, coisa de humano, então preparo a mesma coisa pra eles. Hmm… pensando bem, os monstros do outro mundo ainda são um pouco diferentes das criaturas da Terra.
Enquanto pensava nisso, o macarrão ao molho de carne ficou pronto com sucesso. Então, talvez atraída pelo cheiro, a Yuti veio antes que eu pudesse chamá-la.
— Que cheiro bom.
— Eh? Ah, isso… o jantar tá pronto, você quer?
— …..Mmm.
— …Ah, aliás, como você tá se sentindo?
— Sem problema.
— E-entendi.
Ela devia ter levado um golpe e tanto do ataque do Mestre Usagi, mas ela tá bem assim mesmo. Isso é incrível.
Surpreso com a resposta da Yuti, a gente se sentou à mesa.
— Uhm… então, itadakimasu.
— Woof!
— Buhi!
— Mm? Itada, kimasu?
Com minhas palavras, a Yuti inclinou a cabeça, e então inclinou ainda mais quando viu o macarrão colocado na frente dela.
— Ah, será que a Yuti e o pessoal dela não têm o costume de dizer itadakimasu… e, pensando bem, você nunca viu macarrão também, né?
— Afirmativo. Como se come isso?
— Isso é…
Eu mostro pra ela o gesto de comer enrolando o macarrão com o garfo preparado, mas a Yuti ainda inclina a cabeça pra isso. Então, ela assentiu com algum tipo de convicção e, por algum motivo, me ofereceu o garfo.
— Não sei. Então, me alimenta.
— Hã?
Quase deixei o garfo cair com essas palavras inesperadas. M-me alimentar, ela disse? …Acho que acabei de mostrar como se come.
— Meu mentor sempre me alimentava. Então, me alimenta?
O que ela quer dizer com “sempre me alimentava”? …Não importa o quanto eu pense, é simplesmente errado… Ela não é mais um bebê. Ou será que o mentor da Yuti era superprotetor assim? É uma diferença e tanto do meu mestre. Não, é só desconfortável ser tratado de um jeito superprotetor pelo Mestre Usagi.
Não consigo evitar ficar confuso, mas não tem sinal da Yuti começar a comer por conta própria; ela me olha com olhos puros e abre a boquinha.
— Aaam.
— Argh…
Finalmente deixo a Yuti, que por todas as aparências não parecia que ia comer por conta própria, comer o macarrão, perdendo a paciência.
— Aqui.
— Mm…mm!
Então os olhos da Yuti se arregalam, e ela me olha surpresa.
— Espantada. Muito delicioso. Você é chef de verdade?
— N-não, não é esse tipo de coisa, mas…
— De fato… se você é chef, aquela força é inexplicável. É um mistério.
Ela me olhou curiosa, mas continuou comendo o macarrão no mesmo ritmo, e percebi que ela terminou tudo em pouco tempo.
— Estava delicioso.
— Que bom ouvir isso.
Bem, é uma vitória das minhas habilidades, ou melhor, do meu esforço corporativo.
Com a refeição da Yuti terminada, tô prestes a começar minha própria refeição de novo quando a Yuti me olha com uma expressão séria no rosto.
— Hmm? O que foi?
— Exigência. Se apresente.
— Eh.
Agora? E você faz um pedido bem grosseiro desses!
— Eu sei que você é discípulo daquele Kicking Saint. Mas o resto, eu não sei muito sobre você.
— Agora que eu penso nisso…
Ela me atacou do nada. A partir daquele momento, eu nem tive tempo de me apresentar, então… Não, eu queria saber que tipo de estrutura mental você tem se consegue se apresentar tão tranquila numa situação daquelas.
— Eu sou Tenjou Yuuya. Como você sabe, sou discípulo daquele Mestre Usagi…
— Entendido. Eu sou Yuti. Discípula do “Bow Saint”.
Depois que me apresentei, a Yuti também disse rapidamente o dela. E depois de outras apresentações breves, pergunto sobre a situação atual que ela não pode mais adiar.
— Então, aquilo… isso te fez sentir melhor…?
— …Complicado.
— Entendo… o Mestre Usagi me pediu pra conversar com você…
Enquanto eu pensava em como explicar, o rosto da Yuti se abaixou um pouco.
— …Quem matou minha mestra era humano. …Mas eu nunca soube que tinha um “Evil” por trás disso. Mesmo agora, eu não consigo perdoar os humanos que mataram minha mestra. Mas se a história do Usagi for verdade, então esses humanos não existem mais. Então eu vou derrotar o Evil, que é a fonte de tudo. É só isso.
— …..
Quando a Yuti disse isso, ela olhou direto pra mim de novo.
Eu não sou a pessoa envolvida em tirar vingança nem nada assim, eu não teria como dizer nada sobre isso, e também não teria o direito de impedi-la.
— Aliás, você tem alguma ideia de pra onde vai a partir de agora?
— Não.
Se é assim, o que eu posso fazer por ela? Pensei bastante nisso, mas sendo só um estudante, não tinha como eu ter uma boa ideia, e suspirei pesadamente.
Quando levanto o olhar, de repente percebo que a roupa da Yuti está coberta de lama.
Ah… ela desmaiou depois de lutar com a gente, e ficou no quarto assim que acordou. Isso significa que ela não teve tempo de trocar de roupa nem nada. Teria sido uma boa ideia preparar um banho pra ela antes do jantar…
Enquanto eu pensava nisso, percebi a Yuti olhando pro próprio corpo.
— Hmm? O que foi?
— Tô coberta de lama. Desejo. Preciso lavar meu corpo.
— Ah… eu sei que você lutou com a gente e ficou no mesmo lugar. Mas em vez de só se lavar, por que não toma um banho?
— ? Um banho? Pergunta. O que é isso?
— Eh? Você não entende o que é banho, é? …Mas, você entende o que é lavar o corpo, né?
— Afirmação. Eu fazia isso com minha mestra.
— Se a água for quente, é um banho.
— Compreensão. É interessante. Vou tomar um banho ou algo assim.
— Certo, bem, vou preparar em um minuto.
Eu podia ter usado um banho portátil ao ar livre, mas não queria me dar ao trabalho de preparar um, então dessa vez preparei um banho comum na casa da Terra.
— Olha, tá pronto.
— Hmm.
— …Hmm?
Então, por algum motivo, a Yuti ergueu os braços e me olhou.
— ? Se eu quero me lavar, preciso tirar a roupa.
— I-isso, é verdade.
— Yuuya, me dispa.
— Por quê?
Ela vai tomar banho, e precisa tirar a roupa. Mas eu não vou ajudar ela com isso!
— Eu tô errada? Minha mestra, ela sempre me ajudava a tirar.
— Sua mestra?
Ela não é só superprotetora! Até que ponto ela mimava a Yuti!
Eu não sei quantos anos a Yuti tem de verdade, mas pela aparência ela provavelmente tá no ensino fundamental II. E ainda assim a mestra dela a alimentava e a despia, será que ela ia deixá-la ficar de pé por conta própria…?
Seja como for, geralmente é uma péssima ideia eu tirar a roupa dela, então, enquanto conseguia convencer a Yuti, levei ela pro banheiro. Quando expliquei sobre o chuveiro e o shampoo no banheiro, os olhos da Yuti se arregalaram.
— Esse lugar tá cheio de ferramentas estranhas. São todas ferramentas mágicas?
— Não, não é bem uma ferramenta mágica…
— Porque quando você torce essa coisa obscura, sai água. Incrível.
Eu nem tinha imaginado isso, mas de fato não deve existir chuveiro ou torneira no outro mundo. Ligar uma torneira pra fazer a água sair é definitivamente uma coisa boa de se ter.
— Esse sabão também é bem impressionante. Certamente fez mais espuma que o que minha mestra usava.
— E-entendi. Bem, pelo menos você sabe como usar, né?
A Yuti assentiu quieta com minhas palavras.
— Certo, então──.
— Vou entrar já.
— Eeehh!?
A Yuti tirou o vestido branco na hora, mesmo com eu presente.
Ei, pra alguém que falava sobre querer ajuda pra tirar a roupa mais cedo, você consegue fazer isso tão fácil! …Espera, esse não é o problema aqui!
As ações da Yuti me congelaram, mas ignorando-me, a Yuti tirou a roupa na hora e entrou no banheiro.
Foi tão chocante que fiquei paralisado no lugar, mas….
— …Por enquanto, vou fazer umas lavagens.
Normalmente eu teria hesitado sobre se eu, como homem, poderia lavar a roupa de uma garota, mas depois do choque tremendo que recebi mais cedo e da falta de roupa de reserva, fiz a lavagem sem pensar.
Enquanto começava a ligar a máquina de lavar, me senti ainda mais exausto mentalmente do que quando lutei com a Yuti.
***
Agora, eu preciso conseguir um lugar pra Yuti dormir ou algo assim enquanto ela tá no banho…
Além disso — embora esteja tudo bem por agora — se ela for ficar na minha casa permanentemente, vou ter que conseguir uma muda de roupa pra ela ou algo assim. Ainda não discutimos isso direito, mas se eu me separar da Yuti aqui, ela só vai perseguir a vingança dela…
Sozinha, sem lugar pra descansar e sem lugar pra ir.
Eu esperava que minha casa pudesse pelo menos ser um lugar pra Yuti descansar. Bem, se é isso realmente que significa morar nessa casa, então acho melhor conseguir umas roupas pra Yuti, e, além disso, garantir que ela consiga viver na Terra…
Não, ela não decidiu realmente morar aqui, mas se ela vai passar tempo na minha casa, ela precisa saber não só sobre o outro mundo, mas também sobre a Terra onde a gente tá agora, caso alguma coisa dê errado.
— O que vai acontecer agora?
— Woof?
— Fugo.
Com minha pergunta, o Night e o Akatsuki inclinaram a cabeça na mesma direção.
Naquele momento, a campainha da casa da Terra tocou.
— Hmm? O que é isso? Talvez um vendedor de jornal?
Não me lembro de ter pedido nada em particular, então, pensando nisso, me dirigi pra porta da frente…
— Olá, Yuuya-san.
— Eh, Kaori?
Pra minha surpresa, era a Kaori que tinha vindo pra minha casa.
— Por que você tá aqui?
— Err, eu passei por acaso perto da casa do Yuuya-san, hum… Yuuya-san, eu tava pensando o que você tava fazendo…
— E-entendi.
As palavras da Kaori me deixaram surpreso sem querer. Não é que a Kaori tenha alguma outra intenção, mas eu não conseguia deixar de ficar surpreso com a visita dela.
Enquanto eu pensava nisso, a Kaori fez uma expressão de desculpas.
— Umm, foi um incômodo?
— Eh? Isso não é verdade!
A Kaori pareceu aliviada quando eu disse isso apressadamente.
— Que bom… Ah, aliás, você lembra do que eu te pedi antes?
— O que você me pediu?
— Sim! Eu pedi pro Yuuya-san me levar pra fazer turismo no outro mundo antes, não pedi? Naquela hora, o Yuuya-san disse que era muito perigoso fazer isso, mas eu ainda tô curiosa sobre aquilo…
— H-hmm…
Claro, é natural querer ir lá quando tem um lugar estranho desses na sua frente, esse outro mundo.
Mas…
— Mas ainda é perigoso──.
— ──Yuuya. Terminei.
— Hã?
De repente, uma voz me chamou de trás, e virei sem pensar duas vezes…
— Yu-Yuyu-Yuuya-san… aquela, aquela garota é…
Ainda molhada do banho… a Yuti estava parada ali, nua!

— I-isso! Err, muita coisa tá acontecendo!
— Yuuya. Terminei. O que eu faço agora?
— Não, não faz nada, só se veste!
— Não tenho, roupa.
— Isso também é verdade…!
Eu tava justamente providenciando isso!
— Yu-Yuuya-san! Por que essa garota tá nua?
— ? Yuuya, essa mulher, quem é ela?
Eu quis olhar pro céu enquanto as duas me pressionavam ao mesmo tempo.
— A-alguém, me ajuda, por favor…!
***
— E-entendi… então foi isso que aconteceu…
Depois daquilo, consegui juntar minha energia e tentei desesperadamente explicar pra Kaori sobre a Yuti, acabando com o mal-entendido dela. Quando imaginei que se o mal-entendido não tivesse sido resolvido, a Kaori me reconheceria como um pervertido e eu ficaria péssimo. Que bom que o mal-entendido foi esclarecido…
Quanto à Yuti — graças ao fato de eu ter usado magia pra secar a roupa dela que eu tinha lavado — ela terminou de trocar de roupa por agora. E de quebra, também conversei com a Kaori sobre a Yuti numa espécie de consulta. Na verdade, era complicado pra mim, como homem, providenciar uma muda de roupa pra Yuti.
— Bem, só pra confirmar uma coisa, isso significa que ela vai morar com o Yuuya-san a partir de agora?
— Hmm… depende do que a Yuti quer fazer…
— Não, você não pode! Como você e uma garota podem ficar sob o mesmo teto?
— Argh, isso…
A Kaori tem razão.
Quando a Kaori fica sem palavras, a Yuti abre a boca com uma expressão séria.
— Eu, eu gosto desse lugar.
— “Eh?”
Com as palavras inesperadas da Yuti, a Kaori e eu gritamos ao mesmo tempo.
— Você gosta desse lugar, você disse?
— Yuuya, a comida é deliciosa. O banho é bom. Conclusão. É um bom lugar.
— É por isso?
— Não sei pra onde ir de qualquer jeito. E se ele recusar, vou ter que ir pra outro lugar pra dormir.
— I-isso não é bom!
— É!
Não só eu, mas a Kaori também discordou imediatamente das palavras da Yuti.
Ela é uma garota, e mais importante, é muito perigoso dormir fora num mundo onde tem monstro… Não, talvez ela seja mais forte que eu, então não precisa me preocupar com isso.
— Não se preocupe. Eu morava na floresta com minha mestra.
— N-na floresta?
— Afirmativo. Então tô acostumada a ficar na natureza.
— Não, a Yuti pode estar acostumada, mas é só que a gente sente…
Eu suspirei com as palavras da Yuti, mas disse de novo pra ela.
— Bem, já que a mestra pediu isso pra mim, vamos morar aqui juntos. Tem espaço de sobra pra você.
Felizmente, graças à função de troca da [Door to Another World], eu não preciso me preocupar com dinheiro, então não tem problema com mais uma pessoa, e essa casa na verdade é grande demais só pra mim, o Night e o Akatsuki.
— É um alívio. Eu ficaria incomodada se você dissesse não, pra ser sincera. O poder do Evil, agora tá calmo, mas não desapareceu completamente.
— Eh.
— Tá tudo bem; eu consigo controlar agora. Ainda sinto que tenho um pouco de “Evil” dentro de mim.
Espera um pouco. Isso é uma história que eu não consigo deixar passar…!
Enquanto eu ficava ansioso com a declaração inesperada da Yuti, a Kaori, que não sabia o que era “Evil”, inclinou a cabeça.
— Então… o que é esse “Evil”…?
— Eh? Ah… err… não sei como explicar…
Honestamente, eu ainda não tenho um entendimento adequado disso. O Mestre Usagi disse que eles são como uma massa dos aspectos negativos do mundo…
Enquanto eu procurava uma resposta, a Yuti respondeu por mim.
— O “Evil” é o aspecto negativo do próprio mundo. É difícil explicar em detalhes. É só algo mau.
— E-entendi…? Um, isso significa que essas coisas más estão no seu corpo, Yuti-san?
— Afirmativo. Eu só tô contida temporariamente pelo poder daquele porco ali.
— Buhi!? Fugo, fugo!
— C-calma, Akatsuki.
O Akatsuki não gostou do fato de a Yuti chamá-lo de porco ali, e protestou batendo o pé no chão. No entanto, a aparência dele era simplesmente fofa demais pra um protesto.
— Ah, entendo… então, esse poder “Evil” pode ficar fora de controle de novo, ou…
— É possível. Agora que decidi me voltar contra o “Evil”, posso não conseguir controlar meus poderes tão bem quanto antes.
Suponho que seja verdade. Se os caras do “Evil” conseguem controlar com precisão o poder que eles mesmos deram, vão recuperar esse poder de quem pudesse ser um inimigo.
— Felizmente, tem aquele porco aqui. Então tem menos risco disso descontrolar.
— Sério…?
Se é assim, não posso deixar a Yuti ir ainda mais.
Enquanto ela decidiu desafiar o “Evil”, a Yuti não estaria disposta a ferir outros humanos.
— Como eu pensei, seria melhor a Yuti ficar aqui.
— Afirmação.
— …Não posso culpar você por tudo isso… Mas, Yuuya-san, você tá se dando bem com um monte de mulheres sem eu saber…
— Uee? I-isso é só um mal-entendido! Aconteceu por acaso!
— Será que isso é verdade…
Claro, a Lexia-san, a Luna, e todas as outras pessoas que a Kaori conheceu foram mulheres, mas isso não é verdade! …Provavelmente. Ué, mas ela conhece alguns homens também, né? Como o Owen-san, ou o Arnold-sama, ou… Uhh, tô ficando um pouco inseguro.
A Kaori tem uma espécie de expressão complicada no rosto. De fato eu vou morar junto com uma garota, mas não vou fazer nada estranho. Ou melhor, eu levaria a pior em termos de habilidade.
Mais importante, será que eu sou tão pouco confiável assim…? É um pouco deprimente.
Embora um tanto complicado, a decisão de aceitar a Yuti nessa casa me forçou a olhar pra outras questões.
— Só que, se esse arranjo for feito, o que você vai fazer enquanto eu tô na escola… me dá medo deixar você sozinha…
— Escola?
Ela inclinou a cabeça como se a palavra fosse desconhecida pra Yuti.
O Night e o Akatsuki são bons meninos e conseguem ficar em casa direitinho, mas não tenho certeza sobre a Yuti. Ela é bem ingênua, igual nos incidentes da comida e do banho mais cedo, e tenho medo do que pode acontecer. A coisa mais segura a fazer é garantir que ela não consiga viajar entre os mundos enquanto ainda fica na casa do outro mundo… Isso seria uma situação bem apertada, de fato.
Eu tava ponderando isso há um tempo, e a Kaori abriu a boca sem querer.
— Se é assim… por que você não vai pra escola também, Yuti-san?
— Eh?
Respondendo às palavras inesperadas, a Kaori continua.
— Quantos anos você tem, Yuti-san?
— ? Idade, eu não sei.
— Você não sabe…? Mas só pela sua aparência, você parece uma aluna do fundamental, então que tal se transferir pro ensino fundamental?
— Isso…
Eu tô honestamente com medo de levar ela pra escola da Terra do nada, mas se isso dar pra Yuti uma chance de olhar pra outras coisas além só do “Evil”, acho uma ótima ideia.
Só que…
— Eu ficaria grato se a gente conseguisse colocar a Yuti numa escola fundamental, mas seria difícil. No caso da Yuti, não tem registro familiar, e antes de tudo, qual escola…
— Se é assim, então a Ousei Gakuen serve perfeitamente.
— Hã?
— Tem um prédio escolar no terreno da escola que a gente frequenta que a gente não usa, lembra?
— B-bem…
Quer dizer, a Ousei Gakuen ainda é grande demais pra eu acompanhar todas as instalações, então, pra ser sincero, não me toca quando ela fala do prédio escolar que não é usado.
— Naquele prédio escolar, os alunos do fundamental tão fazendo aula. Você não viu eles? É difícil notar porque os uniformes são iguais aos do ensino médio…
— Então é isso…
Quando pensei sobre isso, senti que via muitos alunos pra quantidade de gente por série. Era porque tinha crianças do fundamental também.
— Se for o fundamental da Ousei Gakuen, o Yuuya-san pode correr até lá quando alguma coisa acontecer, não é um alívio?
— Isso é bem reconfortante, mas seria difícil de transferir ou algo assim?
— Se você tá no ensino médio, vai ser difícil transferir se você não pertence a nenhuma escola de ensino médio, mas se você tá no fundamental, ainda dá pra se virar.
Depois de dizer isso, a Kaori deu um sorriso confiável e então virou a cabeça direto pra Yuti.
— Yuti-san, tá tudo bem com a Ousei Gakuen?
— ? Não sei se tá tudo bem ou não. Mas com o Yuuya por perto… eu tô segura.
Depois de assentir satisfeita com as palavras da Yuti, a Kaori bateu as mãos.
— Então vamos comprar umas roupas ou algo assim pra Yuti-san agora! E se a gente for direto no meu pai e explicar a situação pra ele, a gente consegue completar o processo na hora.
Depois de tudo isso, graças à Kaori, parece que dá pra resolver a situação com a Yuti.
— Bem, obrigado. Pra ser sincero, eu não sabia o que fazer por conta própria…
— Não, fico feliz que pude ajudar.
— Se tiver algo que eu possa fazer pra te agradecer por isso, ou melhor, se tiver algo que eu possa fazer pra ajudar…
— Hmm… Ah! Então eu queria ir pra uma cidade do outro mundo!
— Eh?
— Isso é um não?
— Argh…
Já que ela tá ajudando tanto com a Yuti, eu faria isso acontecer se pudesse, mas…
Enquanto eu ficava sem palavras, a Yuti me deu um olhar estranho.
— Pergunta. Por que você não leva ela pra cidade?
— Eh? Q-quero dizer, é perigoso…
— Perigoso…? Yuuya, estranho. Perigo pro Yuuya, uma pessoa que alcançou os domínios do “Evil” e do “Holy”, esse tipo de oponente não aparece com frequência.
— Eu não fiquei tão forte assim, ainda…
Embora eu tenha ganhado experiência em batalhas reais contra os monstros do Great Devil’s Nest, não sinto que tô ficando mais forte de verdade. Acho que é porque tô me comparando com a Yuti e o Mestre Usagi…
De qualquer forma, não consigo evitar ter expectativas tão altas assim…
Suspirei e fiz uma condição.
— Tudo bem. Mas a gente precisa conseguir o equipamento da Kaori primeiro.
— Eh?
A Kaori me dá um olhar confuso com minhas palavras.
— A Yuti diz que tá tudo bem, mas se alguma coisa acontecer, seria um desastre. Por isso, pra garantir que a gente esteja preparado, deveríamos conseguir o equipamento da Kaori primeiro. Enquanto você tiver esse equipamento, a Kaori vai conseguir se proteger caso alguma coisa aconteça…
— C-certo! Tá bom! Umm… como eu consigo o equipamento?
— Eu consigo pra você até a próxima folga da semana, o mais tardar. Tô pensando em ir direto pra capital real do outro mundo no meu dia de folga… Tá bom assim? Tenho certeza que vou te dar o equipamento da Kaori diretamente naquele sábado, e a gente vai sair na hora.
— Sábado ou domingo que vem tá ótimo! Além disso, provavelmente a transferência da Yuti-san vai ser depois daquela folga, então é perfeito.
A Kaori assentiu feliz com minhas palavras e falou de novo pra mim e pra Yuti.
— Bom, já que você prometeu me mostrar a cidade do outro mundo, vamos então?
A Kaori levou eu e a Yuti pra fora enquanto o Night e o Akatsuki ficaram em casa.
***
Quando saímos de casa, a Yuti congelou com a paisagem de fora.
— Espantoso. Essas são… construções?
— É, essas são todas casas.
— Casas… de nobreza?
— Hã? Não é nobreza. Só casas comuns normais.
— Comuns!?
Os olhos da Yuti se arregalaram ainda mais com minhas palavras. Não é tão surpreendente assim… não, eu me lembro de ter visto as casas do outro mundo, mas elas certamente não são tão grandes quanto as que você vê no Japão. E muitas delas são mais como uma extensão de uma cabana de madeira. Algumas casas eram feitas de pedra ou tijolo, porém.
Assim que a Yuti olha em volta admirada com as casas e ruas da Terra, ela encontra…
— !? Monstro!?
— Yuti?
A Yuti reagiu rápido a um carro que passava por acaso e saltou pra longe do lugar num salto grande.
E então ela tentou usar o arco dela, que era a arma da Yuti. Ela percebeu que eu ainda tava com ele, e ficou impaciente.
— Exigência. Você precisa me devolver minha arma. Senão, aquela coisa não pode ser derrotada.
— Não, você não pode derrubar isso!
— Não tem carro no outro mundo, né, afinal?
A Kaori pareceu notar isso também e conseguiu explicar o carro com um sorriso amargo pra reação da Yuti.
— …Em parte, eu entendo. Entendo que é parecido com uma carruagem. Mas como funciona? Não sinto magia nenhuma.
— Não funciona com magia. É com gasolina.
— Gasolina? …Como esperado, é desconhecido.
Não tem como explicar tudo isso. Como eu dou uma explicação de gasolina?
Depois que ela entendeu que o carro era só como uma carruagem, a gente foi de novo comprar roupa e outras coisas pra Yuti. Mas no final, a Yuti, que ainda não tá familiarizada com o ambiente da Terra, começou a agir de forma incoerente.
— Yuuya. O que é aquele pilar?
— Isso é um poste telefônico.
— Poste telefônico? …Subir nele.
— Não sobe nele!
Por que ela ia subir nele?
— Yuuya. Qual é o sentido dessa cerca? Isso não vai impedir o inimigo de atacar.
— Não, não tem inimigo… então você também não deveria subir nela!
A Yuti parecia ter vivido na natureza com a mestra dela, o “Bow Saint”, então ela queria subir logo se algo desse errado. Ela é um macaco?
Quando a gente se conheceu no outro mundo, a Yuti só se concentrava em lutar. Mas agora, ela ficava curiosa com tudo e se distraía com isso. A gente andou por ali nesse estado, mas o mais importante, a aparência da Yuti era bem chamativa, e as pessoas ao redor sussurravam alguma coisa entre si quando nos viam.
— Ei, olha aquilo…
— Uau… ela parece uma boneca…
— Ela é cosplayer?
— Não, esse cabelo é natural demais pra isso. A cor dos olhos dela também parece diferente…
— Quer dizer, a outra garota também é bem bonitinha, né?
— …O cara com essas duas é aquele que apareceu nas notícias por causa do ensaio fotográfico anterior com a modelo Miu, né?
— Droga! Andar com duas garotas bonitinhas desse jeito… Que inveja!
Enquanto eu era exposto a todo tipo de olhar curioso, a Yuti, que tinha ficado olhando em volta, se virou pra mim.
— Yuuya. Os humanos, tão me encarando. Desconfortável. Posso atirar neles?
— Você não pode fazer isso, por favor!
Você não devia atirar em pessoas por esse tipo de motivo no outro mundo. Ei, isso é terrível, né?
A Yuti ficou meio inconvencida com minhas palavras, mas ainda ficava ansiosa com os olhares ao redor, e foi se encolhendo. Então, saiu correndo pra pista.
No outro mundo, não tinha distinção entre pista e calçada. Na verdade, só tinha uma estrada, então não era surpresa que a Yuti saísse correndo pra pista.
— Ei, cuidado!
No momento em que ouvi o grito de alguém, apressadamente abracei a Yuti e saltei pra trás, pra fora da pista.
— O-oohh!
— Que diabos foi isso?
— Não vi isso vindo…
— Isso foi irado…
Enquanto as pessoas ao redor gritavam maravilhadas com minha ação, a Kaori correu até mim com uma expressão ansiosa no rosto.
— Yuuya-san, Yuti-san, vocês estão bem!
— É. Eu tô bem, mas…
Olhei pra baixo, pra Yuti, que eu tava segurando, enquanto respondia. Ela olhou pra mim curiosa também.
— Desnecessário. Mesmo que você não ajudasse, não faria diferença. Além do mais, é o carro que ia quebrar se me atingisse.
— Esse não é o ponto! Não acho que fique tudo bem ser atingida por um carro e acabar destruindo o carro de alguém!
— …É difícil compreender. Não sou tão frágil assim no meu treinamento.
— Primeiro de tudo, eu preciso ajustar essa sua mentalidade de cabeça-dura, eu acho…
Segui a Kaori mesmo já exausto nesse ponto. A gente finalmente chegou nas proximidades do nosso destino. É um distrito comercial localizado perto da escola. Alguns prédios ainda estão em construção, mostrando que a área ainda tá se desenvolvendo.
— Acho que algumas roupas dessa loja vão ficar boas em você, Yuti-san!
— S-sério?
Eu não sei se roupa de garota é boa ou má, então tenho que responder isso. Enquanto pensava em como eu tava completamente inútil aqui, de repente percebi que a Yuti tava olhando fixamente pro céu.
— Hmm? O que foi?
— Caindo.
— Eh?
A Yuti apontou pro prédio em construção e continuou num tom direto.
— Caindo. Aquele pilar ali, vai cair.
— Aquele pilar, você disse? …De jeito nenhum!
A Yuti se referia à barra de ferro sendo erguida por um guindaste num prédio que tava atualmente em construção. Só que, quando tentei perguntar de novo como ela sabia daquilo, a Yuti continuou.
— Pai e filho. Morrendo.
— Hã?
— Yuti-san, o que foi?
A Kaori perguntou quando percebeu que a gente não tava seguindo ela, mas eu tava agora estupefato com as palavras da Yuti, que eu não podia deixar passar nenhuma delas.
Imediatamente olhei em volta das proximidades de onde a barra de ferro tava sendo erguida e vi…
— Sério?
Uma mulher com um bebê no colo tava agora tentando passar por baixo da barra de ferro.
E──.
Clank
Quando um som metálico tremendo ecoou, a barra de ferro começou a cair no caminho da mãe e do filho!
— Kyaaaaaahh!
— O-oyyy!
— Merda, sai daí!
A mulher, que tava no ponto onde a barra de ferro iria atingi-la, parecia ter petrificado de medo e não conseguia se mover, enquanto os que viram a barra caindo tentavam apressadamente colocar o máximo de distância possível.
— Droga…!
Corri o mais rápido que pude e agarrei a mulher congelada nos braços. Mas eu sabia intuitivamente que a barra ia me atingir mais rápido do que eu conseguiria saltar pra longe.
Sério, o que eu tô suposto a fazer!
Se eu for usar magia, não vai ser num lugar movimentado desses… não, esse não é o caso!
Rapidamente tentei ativar minha magia, mas antes disso, meu corpo se moveu instintivamente. Isso deve ser resultado do treinamento com o Mestre Usagi e do meu treino diário. De um jeito bem natural, girei minha perna e chutei a barra de ferro pra cima.
O chute vindo diretamente do ensino do Mestre Usagi, junto com meu status, podia facilmente despedaçar a barra de ferro, mas se eu explodisse ela de um jeito ridículo, honestamente, causaria dano pras pessoas ao redor.
Por isso, tentei encaixar a barra de ferro no lugar instantaneamente, recebendo o impacto da barra usando um truque de futebol.
— Eeehh?
Enquanto todo mundo esperava um impacto direto, não teve som nem impacto como esperado, e as pessoas ao redor ficaram confusas.
Ignorando os que estavam ao redor, chamei a mulher que ainda tava congelada no lugar.
— Você tá bem?
— …Eh? S-sim!
Quando a chamei, a mulher voltou a si, mas ficou chocada de novo quando viu meu rosto, ficando vermelha.
— E-ei. O que aconteceu?
— B-bem…
— Por um momento pensei que parecia que aquele cara chutou a barra de ferro…
— Não, não, não. Chutar a barra de ferro… isso é impossível, né? Olha pra eles; ainda estão vivos, sabe?
— P-pra mim também pareceu isso…
Foi mais chamativo do que eu esperava, mas isso foi tudo que eu pude fazer.
Quando me separei da mulher, que fazia reverências em silêncio, e me juntei à Kaori e aos outros, a Kaori tinha uma expressão complicada no rosto.
— Umm… eu sei que o Yuuya-san é incrível, mas quando você vai pra um lugar tão perigoso sem hesitar desse jeito, ainda fico preocupada com você.
— Ah… bem, desculpa,
— ? Por quê? Não precisa se desculpar. O Yuuya vai ficar bem.
— Esse não é o ponto.
A Yuti foi repreendida pela Kaori por me admoestar, mas ela só inclinou a cabeça em questionamento.
Mesmo eu tendo vindo só pra comprar umas roupas pra Yuti, eu já tava impossivelmente exausto, mas finalmente chegamos no nosso destino.
──Mas até aqui, eu tenho uma prova à minha frente!
— U-um… Kaori-san? Eu tenho que ficar aqui também?
— ? Claro.
É uma loja de roupas femininas, então não é surpresa que tenha muitas clientes mulheres.
Mas… eu sou o único homem na loja!
— Ei, ei, aquele homem…
— Não é aquele cara da revista com a Miu-san de antes?
— De jeito nenhum, eu pensei que tinham editado as fotos, mas ele é realmente bonito na vida real também…
— Ele tá tipo acompanhando a namorada nas compras dela?
— Sério que dá inveja!
Acho que é só imaginação minha, mas sinto que tem muita atenção ao meu redor…!
Nessa situação bem desconfortável, só me restava esperar pela Yuti, que tava olhando as roupas com a Kaori.
— Ah, cliente-san, espere por favor!
— Yuti-san, você não pode fazer isso, sabia!
— Hmm?
De repente a loja ficou agitada e não consegui evitar olhar naquela direção…
— Yuuya. Como ficou isso?
— Hã? Bufuhh!
E lá, a Yuti tava parada numa pose intimidadora, de roupa íntima branca!
— Yu-Yuti-san? Se veste!
— ? Pergunta. Eu quero que você confira minha roupa íntima. Então sem roupa, desnecessário.
— Não me faz, um homem, conferir sua roupa íntima desse jeito!
— Por quê?
— Por que você pergunta?
Que tipo de lógica é essa?
Desesperadamente desviei o olhar dela, mas a Yuti veio na minha direção e usou suas habilidades físicas de discípula do “Bow Saint” pra me mostrar a aparência dela à força.
— Insatisfeita. Por que você não olha.
— Eu preciso olhar pra você?
— ? O Yuuya vai comprar. Então você precisa saber.
— Não me importo com isso…!
Você não precisa me mostrar só porque eu sou quem tá comprando…!
Enquanto eu lutava desesperadamente com a Yuti, consegui escapar graças à Kaori e à vendedora que vieram até nós. E mesmo tendo comprado a roupa íntima e as roupas da Yuti sem mais problemas, a Yuti ainda não parecia convencida.
— Não entendo. Yuuya, comprou. Então você precisa conferir.
— Esse não é o problema…
— …Parece que tem muito mais coisa pra te ensinar do que eu esperava…
Compramos todos os outros itens de necessidade diária, e como a Kaori sugeriu, fomos direto ao diretor da Ousei Gakuen, que também é o pai da Kaori, o Houjou Tsukasa-san. A decisão foi tomada de transferir a Yuti pra escola.