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Silent Witch – Volume 1 Capítulo 2

O Fim da Feliz Vida Tranquila de Monica

Capítulo 2 – O Fim da Feliz Vida Tranquila de Monica

— Qual é a diferença entre “magia” e “feitiço”?

Essa é uma pergunta fundamental que todo aspirante a mago encontra ao menos uma vez na vida.

Em termos simples, magia se refere a “um fenômeno que ocorre através da manipulação de mana”, enquanto um feitiço é um método de alcançar esse fenômeno. Feitiços também são considerados uma forma de utilizar mana.

Um feitiço envolve manipular mana tecendo uma fórmula mágica por meio de um cântico.

Afinal, a magia existe fora do domínio dos humanos. Espíritos, dragões, e as espécies hoje em extinção conhecidas como bestas mágicas e demônios também conseguem manipular mana. Eles possuem uma capacidade inata de manipular mana e não precisam passar pelo processo de “tecer” uma fórmula. É por isso que o cântico não é necessário para eles.

Por exemplo, dependendo da espécie, os dragões conseguem voar livremente pelo céu e cuspir fogo pela boca.

Ambos os fenômenos são causados por mana, mas será que os dragões se dão ao trabalho de cantar quando voam ou cospem fogo?

A resposta é não. Os dragões não precisam cantar porque são naturalmente proficientes em manipular mana.

Assim, os humanos são os únicos seres que não conseguem usar magia sem compor uma fórmula mágica por meio do cântico.

Em resumo, humanos não conseguem usar magia sem cantar.

Contudo, existe uma garota genial que tornou o impossível possível.

Seu nome é Monica Everett, uma garota tímida incapaz de falar direito com as pessoas, que se isolou nas profundezas das montanhas, e uma dos Sete Sábios, a Bruxa Silenciosa.

Feitiços podem ser classificados em três categorias: avançado, intermediário e básico, sendo que os avançados exigem de 20 a 30 segundos de cântico, os intermediários de 10 a 20 segundos, e os básicos geralmente de 3 a 10 segundos.

Embora não sirva para toda fórmula mágica, Monica consegue realizar cerca de 80% das magias sem cântico.

A maior fraqueza dos magos é que ficam indefesos enquanto cantam. Portanto, nem é preciso dizer que o tempo gasto cantando pode determinar a vida ou a morte de um mago em campo de batalha.

Alguns magos de alto escalão usam o cântico abreviado (feitiço rápido) para reduzir à metade o tempo de invocação, mas só Monica consegue eliminá-lo por completo com a magia sem cântico.

Por esse motivo, dois anos atrás, aos meros quinze anos de idade, Monica Everett foi selecionada como uma dos Sete Sábios, os magos mais poderosos do país.

Esta é uma história bem simples e direta de como essa garota genial veio a dominar a Magia Sem Cântico.

Por ser extremamente acanhada e tímida, Monica era incapaz de falar direito na frente das pessoas.

Ela ainda se saía melhor lidando com Annie, mas ficava tão sobrecarregada diante de alguém que não conhecia ou de quem não gostava que nem conseguia falar. No pior dos casos, vomitava ou desmaiava. Obviamente, cantar era algo que jamais conseguiria fazer.

Foi quando Monica estava prestes a abandonar a escola, depois de reprovar na prova prática por não conseguir cantar, que teve uma ideia. Ela não conseguia cantar na frente do examinador por causa do nervosismo. Se era assim, por que não simplesmente lançar a magia sem cantar?

Outras pessoas talvez tentassem superar a própria timidez, mas as ideias de Monica seguiram por um caminho completamente diferente, e, para surpresa de todos, seu talento floresceu.

E assim, por um motivo bastante trivial e nada inspirador, Monica dominou a Magia Sem Cântico e se tornou uma dos Sete Sábios em pouquíssimo tempo.

De fato, seus esforços tomaram um rumo completamente inesperado.

* * *

Acalmando as mãos trêmulas, Monica preparou o café seguindo o mesmo procedimento da manhã e o colocou delicadamente diante do convidado.

— P-Por favor, s-sirva-se.

— Esse é um método de extração incomum, não é? De qualquer forma, obrigado pela bebida.

O convidado bonito se sentou na cadeira que Monica havia preparado para ele enquanto bebericava o café. Quanto à sua empregada, permanecia de pé atrás dele.

Suas sobrancelhas finas se franziram, e seus olhos cinza-arroxeados fitaram Monica por trás dos óculos.

— Esse café amargo parece ter sido fervido com maldade. Isso é para me atormentar?

— Hiiiiiih, m-m-m-me desc-c-c-culpa!

— Viajei um longo caminho até as profundezas das montanhas, e agora sou tratado assim. Você não acha isso cruel demais?

O homem à sua frente era seu colega e também um dos Sete Sábios.

Seu nome era Louis Miller, titulado o Mago da Barreira. Tinha agora vinte e sete anos, dez a mais que Monica, mas por ter se tornado um dos Sete Sábios na mesma época que ela, muitas pessoas costumavam tratá-lo da mesma forma.

Louis era um homem bonito, de aparência delicada quando não falava, mas também era um mago extremamente feroz, detentor do segundo maior recorde de dragões abatidos sozinho. Também havia atuado como líder do Corpo de Magos e era temido pelos membros do Corpo por sua astúcia.

De qualquer forma, seria terrível deixá-lo com raiva, então, ao colocar o copo d’água diante de Louis, Monica tremia de medo.

— H-Hum… P-Posso p-perguntar qual é o s-seu assunto h-hoje?

Louis tomou um gole do copo d’água e voltou sua atenção para a mulher de uniforme de empregada, de pé atrás dele.

— Lynn… erga uma barreira à prova de som.

— Certamente.

No instante em que a empregada chamada Lynn assentiu, os sons ao redor da cabana desapareceram de repente.

O som do vento, o canto dos pássaros, e todos os outros sons do lado de fora foram isolados do interior da cabana.

Nero, que fingia dormir na prateleira, balançou os bigodes desconfortável e observou a mulher de uniforme de empregada com os olhos dourados.

Ela era alta, esguia e bonita. Porém, seu rosto bem-feito era inexpressivo e um tanto parecido com o de uma boneca.

O motivo pelo qual ela conseguia erguer uma barreira sem cântico era justamente porque não era humana, e sim um espírito de alto escalão. Havia apenas cerca de dez magos em todo o reino que tinham espíritos de alto escalão como familiares.

Em outras palavras, ter um espírito de alto escalão como familiar era uma espécie de status para um mago.

— Senhorita Monica, por que não faz um contrato com um espírito de alto escalão? Acho que isso ajudaria a ganhar um pouco de credibilidade.

— E-Eu já… j-já tenho um familiar excelente comigo.

Nero, na prateleira, abanou o rabo, acenando a cabeça em aprovação.

Louis lançou um olhar para Nero na prateleira e riu baixinho, como se só então tivesse notado sua presença.

— É um familiarzinho bem fofo.

Diante daquele murmúrio um tanto zombeteiro, Nero soltou um “miau” bem nítido.

— Bem, de qualquer forma, vamos ao que interessa. Vim aqui hoje para lhe pedir um favor.

— …u-um favor?

Diante da desconfiança que Monica nem tentou esconder, Louis sorriu graciosamente, cruzou as mãos enluvadas de branco e apoiou o queixo sobre elas.

Ilustração

— Sim, na verdade, tenho protegido o segundo príncipe em segredo no último mês, sob ordens de Sua Majestade.

— Hã?

As palavras de Louis fizeram Monica arregalar os olhos.

Neste país, havia três príncipes de mães diferentes.

O Príncipe Lionel, de vinte e sete anos, o Príncipe Felix, de dezoito anos, e o Príncipe Albert, de catorze anos — quanto a qual dos três se tornaria o próximo rei, os nobres do país tinham opiniões divididas.

Monica não tinha interesse nesse tipo de disputa de poder, então só sabia o que ouvia dos outros, mas, segundo boatos, as facções do primeiro e do segundo príncipe eram quase equivalentes em número, e a facção do terceiro príncipe era um pouco menor.

Entre os Sete Sábios, havia os da facção do Primeiro Príncipe e os da facção do Segundo Príncipe. E esse “Mago da Barreira”, Louis Miller, era um exemplo claro da facção do Primeiro Príncipe.

Então por que Louis havia recebido ordens para proteger o segundo príncipe? As sobrancelhas de Monica se franziram de desconforto.

— H-Hum… Louis-san, o senhor é… da facção do Primeiro Príncipe, não é?

— Sim, então por que Sua Majestade me deu a ordem de me tornar guarda-costas pessoal do segundo príncipe? Tenho algumas ideias a respeito, mas seria inapropriado especular sobre a vontade de Sua Majestade, então vamos deixar isso de lado. O importante é que Sua Majestade me ordenou proteger o Segundo Príncipe em segredo.

Sem falar em como é difícil proteger alguém sem que o alvo perceba.

Por que o rei deu a Louis, um membro da facção do Primeiro Príncipe, a ordem de proteger o segundo príncipe?

Por que isso precisa ser mantido em segredo do segundo príncipe?

Para a confusão de Monica, Louis continuou falando sem hesitar.

— Como mencionei antes, Sua Alteza Felix atualmente frequenta a Academia Serendia, um prestigioso internato. Então, para protegê-lo em segredo… Bem, a melhor possibilidade seria infiltrar-se na escola, mas essa escola está sob o controle do Duque Crockford, então seria difícil.

O Duque Crockford, avô materno do segundo príncipe, era uma das pessoas mais poderosas do reino, além de líder da facção do segundo príncipe. Em termos simples, ele e Louis eram como água e óleo.

Era pouco provável que Louis conseguisse cooperar para se tornar o guarda-costas secreto do segundo príncipe.

— E-Então como o senhor vai protegê-lo se não pode entrar na escola?

— Por isso preparei para ele esta ferramenta mágica de autodefesa.

Louis tirou do bolso um pequeno embrulho de pano e o colocou sobre a escrivaninha.

Envolto no pano estava um broche estilhaçado. O grande rubi no centro do broche estava rachado, e o delicado trabalho em ouro do fecho estava todo aberto e quebrado.

Quando Louis pegou o rubi, Monica notou um círculo mágico gravado em sua base. No instante em que viu o círculo mágico, ela soube do que se tratava.

— U-Uma barreira composta de detecção de perigo, uma pequena área de proteção física e mágica, e uma transmissão…

— Estou impressionado que consiga decifrar isso com um único olhar. Sim, esta é uma ferramenta mágica de autodefesa que fiz com muito esforço.

Ferramentas mágicas são muito úteis para quem não sabe usar magia. Podem ser utilizadas adicionando mana a joias especialmente processadas e incorporando a elas algumas fórmulas mágicas. Porém, esses itens ainda são considerados de altíssimo nível, então não estão disponíveis no mercado atual.

Além disso, por ter sido feita por um dos Sete Sábios, os melhores magos do país, era inestimável. Na verdade, mesmo uma inferior seria suficiente para comprar duas ou três casas na capital.

Louis pegou o rubi rachado e olhou através dele para a luz do sol que entrava pela janela. Então, um círculo mágico surgiu dentro do rubi rachado.

— Fiz este broche em um par, um de safira e um de rubi. Quem estivesse com o broche de safira receberia uma barreira protetora ao ser atacado. Então pedi a Sua Majestade que garantisse que Sua Alteza Felix carregasse o broche de safira consigo.

Assim, Louis sempre mantinha por perto o broche de rubi, a contraparte da safira, para verificar qualquer perigo ao príncipe.

Afinal, a própria Academia Serendia era rigidamente controlada pelo Duque Crockford. Qualquer pessoa mal-intencionada que quisesse tirar a vida do príncipe não conseguiria invadir facilmente.

Portanto, era improvável que isso acontecesse com frequência, e Louis parecia ter uma opinião bem confiante a respeito disso.

— No entanto, esta ferramenta mágica, na qual coloquei corpo e alma e trabalhei incansavelmente por uma semana, quebrou em apenas três dias após ficar pronta.

— E-Em apenas três dias…

— Sim, soube que se estilhaçou no dia seguinte a Sua Majestade entregá-lo a Sua Alteza Felix. Trabalhei incansavelmente por uma semana, mas ele levou apenas três dias para destruí-lo. Bem, quando vi o broche de rubi quebrar, eu ri, porque foi hilário, hahaha!

Sua risada era incrivelmente forçada, e seus olhos não sorriam nem um pouco.

Não, para começar, aquilo não tinha nada de engraçado. O fato de o broche de rubi na mão de Louis estar quebrado significava que o segundo príncipe havia enfrentado algum tipo de perigo.

— O s-segundo príncipe… está a salvo?

— Quando a ferramenta mágica foi ativada, corri para a escola assim que pude para verificar se algo tinha acontecido com Sua Alteza, mas… Sua Alteza estava indiferente e disse que nada havia acontecido. Quanto à quebra da ferramenta mágica… ele disse que pode ter sido um defeito.

Na mão de Louis, o rubi fez um estalo seco. Fragmentos do rubi escorreram por entre seus dedos finos. Assustador.

— Não acredito que algo que eu mesmo criei teria algum defeito. É óbvio que Sua Alteza Felix foi atacado por alguém. Porém, Sua Alteza Felix está escondendo isso.

As coisas finalmente estavam começando a parecer um pouco suspeitas.

Ela teve um mau pressentimento sobre aquilo. Um pressentimento muito ruim.

Louis espalhou os restos estilhaçados do rubi sobre a escrivaninha e se voltou para Monica com um sorriso gracioso que não combinava com seu poder absurdo.

— Bem, agora que ouviu minha situação, já deve saber o que estou prestes a dizer, não é?

Monica balançou a cabeça com toda a força que conseguiu. Suas tranças, parecidas com palha, balançaram de um lado para o outro.

Porém, Louis simplesmente ignorou a atitude de Monica e disse, sorrindo:

— Por favor, me faça o favor de se infiltrar na academia para proteger Sua Alteza.

Apesar de soar como se estivesse pedindo um lenço emprestado, o que ele pedia era uma tarefa ridiculamente difícil.

— D-De jeito nenhum! I-I-Isso é impossível! P-Por que tem que ser eu!?

— Por quê? Porque a minha popularidade vai atrapalhar. Olhe só para o meu rosto bonito. Por mais que eu me disfarce, não consigo escondê-lo. Por outro lado, você nunca saiu para reuniões sociais ou cerimônias. E mesmo quando saía, sempre usava um capuz e mantinha a cabeça baixa, então poucas pessoas conhecem o seu rosto. E o mais importante…

Louis ergueu o queixo de Monica com a ponta dos dedos finos, sorriu de forma encantadora, e disse:

— Ninguém pensaria que uma garotinha tão sem graça como você é um dos Sete Sábios.

Ele estava tripudiando dela.

Nero, na prateleira, disse: “Não deixe ele te insultar assim! Dê um jeito nele!” Nero falava com ela através do olhar, mas Monica era tímida demais para retrucar um “De jeito nenhum!”

— Eu… eu nunca protegi ninguém antes…

— Isso seria melhor.

— Hã?

As lágrimas de Monica pararam por um instante diante das palavras inesperadas.

Louis afastou os dedos do queixo de Monica e soltou um suspiro, com uma expressão pensativa no rosto.

— Sua Alteza tem uma intuição muito boa, sabe… Quando pus secretamente uma pessoa do Corpo de Magos como escolta, ele viu através dele imediatamente. Sua Alteza está cercado de guardas desde criança, então é bastante habilidoso em identificá-los. É por isso que você é a pessoa mais indicada para este trabalho.

Louis então encarou Monica diretamente e disse com um sorriso refrescante:

— Até Sua Alteza jamais pensaria que uma garotinha amadora seria seu guarda-costas pessoal.

— ……

— Além disso, com sua Magia Sem Cântico, você consegue lançar magia sem ser notada, o que faz de você a escolha perfeita para guarda-costas secreta dele, não acha? Não há ninguém mais adequado para este trabalho do que você.

O que Louis dizia fazia bastante sentido, mas, para Monica, parecia que ele estava tentando descontar sua raiva no príncipe, depois que sua ferramenta mágica havia sido destruída em apenas três dias.

Ela provavelmente estava certa. Afinal, os olhos de Louis brilhavam com um fulgor perigoso já fazia um tempo. E aquele era o brilho de alguém genuinamente furioso.

— M-Mas… eu nunca… fiz… o trabalho de guarda-costas… não consigo fazer isso…

Quando Monica disse isso desesperadamente, Louis inclinou a cabeça de forma brincalhona e olhou para a pilha de papéis que ocupava o chão.

Então pegou a folha mais próxima e a sacudiu com um farfalhar.

— Já faz quase dois anos desde que você e eu nos tornamos os Sete Sábios… Nesses dois anos, tudo o que você fez foi ficar em casa lidando com esses papéis.

— E-Eu também… d-derrotei um dragão, três meses atrás…

— Eu também derrotei uns 20 dragões nos últimos três meses. E daí?

Embora não houvesse uma hierarquia clara entre os Sete Sábios, Monica e Louis, que haviam sido nomeados havia pouco tempo, costumavam receber tarefas dos demais.

Nos últimos dois anos, Louis fora enviado principalmente para matar dragões, enquanto Monica ficara encarregada da papelada. A maioria dos documentos nesta cabana eram coisas que os outros Sete Sábios haviam pedido para ela calcular.

Louis examinou o papel que havia pegado, semicerrando os olhos por trás dos óculos.

— Este documento sobre a órbita das estrelas foi a Bruxa Oráculo das Estrelas quem pediu, não foi? Esta fórmula de fertilizante para plantas veio da Bruxa dos Espinhos, esta fórmula para calcular o eixo de coordenadas de magia de ataque em larga escala veio do Mago da Artilharia, e estes documentos relacionados à compra e ao estoque de materiais para ferramentas mágicas vieram do Mago das Joias… Ah, esse aqui não era sobre as finanças da família do Xamã do Abismo? Até isso te obrigam a fazer?

— Mas… isso era… o nosso trabalho…

Quando Monica se contorceu e protestou, Louis bufou com arrogância.

— Isso é trabalho de contador ou de guarda-livros. Escute, vocês são os Sete Sábios, os melhores magos do Reino de Ridill. Não acha que existe um trabalho que só vocês podem fazer? Não acha? Acha? Pensa só.

Ele enfatizou a última frase.

Enquanto Monica tremia e cambaleava, Louis sorriu e balançou o dedo em reprovação.

— Sua Majestade me confiou a escolha do guarda-costas pessoal do Segundo Príncipe. Em outras palavras, você não tem direito de recusa, não é, minha cara colega?

— M-Mas… eu acho… que alguém especializado em barreiras como o senhor… é a melhor pessoa para esse trabalho de proteção…

A ideia de se infiltrar na escola de um príncipe, sendo a pessoa em questão extremamente acanhada e tímida, era mais que imprudente.

Longe de proteger o príncipe, ela nem sentia que conseguiria levar uma vida escolar normal.

Quando Monica insistiu desesperadamente para que ele mudasse de ideia, Louis deu um tapinha no ombro dela e olhou de perto para o seu rosto.

— Na verdade, sou recém-casado.

— Sim?

— Quero voltar para casa o mais rápido possível para a minha adorável esposa, então não quero adicionar mais trabalho aos meus ombros. Agora, entendeu?

A pressão da mão dele sobre o ombro de Monica aumentou.

— Só estou pedindo que você me poupe dessa, garotinha.

No instante em que viu os olhos dele brilharem como lâminas de barbear, Monica soube que não tinha como escapar.

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