Switch Mode

Silent Witch – Volume 5 Capítulo 36

Olhar Suspeito

💗 Apoie o Nihon Project

Vire um apoiador mensal e ajude a manter as traduções saindo, com prioridade de capítulo e outras recompensas.

Apoiar no Apoia.se

Capítulo 36 – Olhar Suspeito

Naquela noite, depois que a aula de chá da tarde no pátio terminou, Monica trabalhava em seu relatório no quarto do sótão.

Receber dedução de pontos era certo, depois de servir café no chá da tarde. Como Lana e Casey negociaram bastante com a professora, esta não deduziu todos os seus pontos; em vez disso, a fez escrever um relatório.

Ao lado de Monica, que escrevia o relatório, estava Nero, lambendo uma xícara de café com bastante leite. Em sua forma de gato, Nero segurava com destreza a pequena xícara com as patas, enfiando o rosto dentro dela.

— Nossa, essa coisa não é ruim. Então é esse o gosto de um homem adulto.

Homens adultos não colocam tanto açúcar e leite assim em suas bebidas.

Exasperada com o comentário dele, ela terminou o relatório, guardou a pena de volta em seu lugar, e soltou um suspiro profundo.

Lembrando-se das folhas de chá jogadas na lixeira, Monica tinha certeza de que fora um ato intencional para atormentá-la.

Essas coisas vão continuar acontecendo daqui para frente, não vão?

O ódio delas por Monica certamente continuaria aumentando dia após dia.

Mas o que Claudia fizera doía ainda mais em sua cabeça.

— Nero…

— Ah, o que foi?

— Eu só estava pensando… será que alguém descobriu minha verdadeira identidade como a Bruxa Silenciosa…

Erguendo a cabeça da xícara, Nero, com os bigodes lambuzados de leite, disse.

— Quer fugir à noite?

— Por que você sempre chega a essa conclusão?

— Bem, se sua identidade for descoberta, o Lulupapai vai te matar, não vai?

— …É Louis. Por favor, tenta lembrar disso, tá?

Enquanto Nero lambia a xícara, Monica ponderava.

Se sua identidade fosse descoberta, ela seria forçada a encerrar essa missão disfarçada.

Louis talvez lhe desse um sorriso de indignação, mas ela voltaria aos seus dias tranquilos de sempre, escondida de novo na cabana, lendo e calculando fórmulas como bem quisesse. Sem se preocupar com sua vida social.

…Mesmo assim, por que ela não conseguia ficar sinceramente feliz com isso?

— Er… minha identidade ainda não foi descoberta com certeza… Então acho que vou ficar de olho, só para ter certeza.

Sentindo a relutância de Monica, Nero estreitou os olhos dourados e disse “Ah, é mesmo~”, de forma provocante.

— Se fosse você de algum tempo atrás, já teria gritado “Já chega~ Eu não aguento~ Eu quero ir para casa~”

— Ugh… B-Bem… você talvez tenha razão… mas…

Enquanto Monica mexia os dedos, nervosa, Nero saltou para o colo dela, dando pancadinhas em sua coxa. Seu gesto era como o de humanos que consolam um conhecido.

— Por que “mas”? Se você criou um pouquinho de apego a este lugar, não acho que isso seja uma coisa ruim.

— …isso é… permitido? …é, você tem razão…

Nero tinha razão. Para Monica, aquela escola já não era mais um lugar cheio apenas de memórias ruins.

Embora não fossem muitos, ela tinha amigos, que lhe estendiam a mão quando ela estava em apuros. Isso era algo novo para Monica, que antes se fechara para a socialização.

Mas aquela “Monica Norton” tímida e desastrada era apenas sua identidade temporária.

Eventualmente, quando a missão terminasse, Monica deixaria a escola e voltaria à sua vida na cabana.

Quando isso acontecesse, ela nunca mais veria as pessoas que conhecera naquela escola como “Monica Norton”.

…e Monica voltaria a ser Monica Everett, dos Sete Sábios, a Bruxa Silenciosa.

* * *

Uma semana depois do chá da tarde.

Monica estava completamente perdida.

Assim que o intervalo do almoço chegou, Monica saiu apressada da sala de aula. Mesmo sendo a primeira a sair, ainda não podia baixar a guarda.

Depois de olhar ao redor inquieta, Monica deu um passo largo para sair do prédio da escola.

Deve estar tudo bem agora… certo?

Pensou Monica enquanto erguia o olhar, mas então viu uma figura de cabelos negros parada à sombra de uma fonte, o que a fez soltar um pequeno arquejo.

Era Claudia. Parada perto da fonte, sua figura parecia uma estatueta, mas, ao notar Monica, ela apenas virou o olhar, fitando-a intensamente.

Ela vinha sendo assim a semana inteira.

Claudia aparecia onde quer que Monica fosse, só para fitá-la à distância.

Ela nunca se aproximava nem falava com Monica. Tudo o que fazia era olhá-la, o que só fazia seu comportamento parecer mais arrepiante.

Quando Monica tentou apressadamente se dirigir aos fundos do prédio da escola… *bam* ela esbarrou em alguém e caiu sentada.

— D-Desculpa…

Enquanto segurava o nariz que batera, Monica ergueu o olhar e encontrou Glenn olhando para ela com os olhos arregalados.

— Monica, você está bem?

— Eu… sinto muito…

Mesmo enquanto se desculpava, Monica ainda procurava um lugar para se esconder. E Glenn, olhando para o estado dela, murmurou “Ah!”, como se tivesse percebido algo.

— Você está sendo seguida por alguém, não está?

— B-Bem… algo assim…

— Certo, deixa eu te ajudar!

Glenn a segurou de leve ao lado do próprio corpo, entoou um cântico curto, e deu um impulso no chão.

Com Monica em seu braço, Glenn flutuou para cima com um feitiço de voo, saltou para uma árvore bem grossa, e então liberou o feitiço.

— Agora não vão te pegar tão fácil aqui! Esse é o meu lugar favorito para tirar uma soneca!

— Obri… Obriga—

Bem quando Monica estava prestes a agradecer.

Ela viu alguém caminhando lá embaixo, em direção à árvore. Era Claudia.

Ela caminhou perto da árvore e passou em silêncio… ou foi o que pensaram, mas, em vez disso, parou bem em frente à árvore onde eles estavam.

No calor do momento, Monica usou seu feitiço sem cântico para criar uma rajada de vento mirando uma árvore não muito longe dali. Balançando aquela árvore um pouco, deveria desviar a atenção de Claudia.

E Claudia fitou a árvore balançando, abaixo da árvore onde Monica estava.

— …será apenas imaginação minha?

Claudia murmurou para si mesma, e então se embrenhou mais fundo no pátio dos fundos do prédio da escola.

Depois de se certificar de que sua figura desaparecera, Monica soltou um suspiro baixinho, e Glenn relaxou as sobrancelhas e olhou para ela.

— Você está sendo intimidada por aquela pessoa?

— N-Não… eu não estou sendo intimidada por ela… só estou sendo seguida por ela…

— Nesse caso, é melhor você falar isso bem claro! Se se sentir desconfortável de dizer, eu digo por você, tá?

— O-Obrigada… mas estou bem…

Como nenhum mal real fora feito, ela ainda não podia denunciar Claudia.

Além disso, Claudia talvez estivesse ciente da verdadeira identidade de Monica. Se ela encurralasse Claudia, esta poderia contar a todos que Monica era a “Bruxa Silenciosa”, e isso seria um desastre.

Ela provavelmente está tentando me observar para ver se eu realmente sou a Bruxa Silenciosa…

Se Claudia tivesse total certeza, não estaria monitorando Monica desse jeito.

Então, era melhor ficar quieta até Claudia desistir.

Em seguida, Monica pediu a Glenn que a descesse da árvore; ele perguntou “quer grelhar carne comigo?”, mas ela recusou educadamente antes de voltar ao prédio da escola.

No fim, ela usara todo o tempo do intervalo do almoço. Embora estivesse acostumada a pular refeições, depois de fugir de Claudia o tempo todo, estava completamente exausta.

Eu gostaria de aproveitar minha refeição em paz, pensou Monica, soltando um suspiro, mas algumas garotas estavam paradas em frente à sua sala de aula, bloqueando sua entrada.

— Poderia me dar um pouco do seu tempo, Senhorita Norton?

A pessoa que se aproximou de Monica era uma jovem dama loira, que parecia estar na mesma série. Como Monica não conseguia se lembrar do rosto dela, provavelmente era de outra turma.

Monica ficou em alerta, mas só recebeu um sorriso de escárnio daquela jovem dama.

— Eu sou Caroline Simons, da casa do Conde Norn. Gostaria de convidá-la para o meu chá da tarde.

— Chá… da tarde?

— De fato. A aula terminou um pouco cedo hoje, não terminou? Então, antes de fazer seu trabalho no conselho estudantil, por que não vem ao meu chá da tarde? Há muito tempo eu queria me dar bem com você.

A julgar pelo ambiente, a líder daquele grupo devia ser a Senhorita Caroline. Monica não sabia muito sobre a casa do Conde Norn, mas deviam ser uma família prestigiada à sua própria maneira.

Então, a menos que Monica tivesse algo importante para fazer, não conseguiria recusar o convite.

Não, eu não quero ir, suprimindo esse pensamento choroso, com voz trêmula, Monica lhe respondeu.

— C-Contanto… que não interfira nos meus deveres do conselho estudantil…

— Claro. Não vai demorar muito.

Caroline sorriu alegremente e afirmou “Não é, meninas?”, trocando olhares com as garotas ao redor.

As outras garotas olharam para Monica com atenção, enquanto confirmavam as palavras de Caroline.

Um olhar descarado de desdém em seus olhos falava mais eloquentemente do que qualquer coisa, tratando Monica como uma garota maltrapilha.

Se pudesse, recusaria o convite. Mas não podia criar nenhum alvoroço que a fizesse se destacar na escola.

Tá bem, vai ficar tudo bem, só bebo o chá sem dizer nada desnecessário até o fim. Vai ficar tudo bem…

Enquanto Monica pensava desesperadamente essas palavras para si mesma, um par de olhos azuis como lápis-lazúli fitava intensamente sua figura, e Monica não percebera.


💚 Gostou do capítulo?

Um PIX rápido ajuda demais a manter o site no ar. Arrecadado esse mês: R$ ...

Fazer um PIX

Comentários

Opções

não funciona no modo escuro
Redefinir