Desde que se entende por gente, Elizabeth, filha de um duque, dedica cada instante da própria vida a um único objetivo: tornar-se uma rainha digna do trono. Encobre os deslizes do príncipe herdeiro, seu noivo desde a infância, auxilia o pai nos assuntos da casa ducal e, nos bastidores, sustenta silenciosamente o rei — seu futuro sogro — sempre que ele precisa. Anos de sacrifício, discrição e devoção moldam uma mulher exemplar aos olhos de toda a corte… exceto aos do próprio noivo.
Num dia comum, com o duque e o rei ambos ausentes do castelo, o príncipe decide que é a ocasião perfeita para expor Elizabeth diante de todos e romper o noivado sem qualquer aviso prévio, atribuindo a ela culpas que nunca foram suas. Anos de paciência desabam num só instante — e é exatamente esse o gatilho que faltava para Elizabeth finalmente deixar de lado, de vez, a máscara de nobre exemplar que vestiu a vida inteira.
Porque Elizabeth escondeu, esse tempo todo, um segredo capaz de virar reinos do avesso: o domínio dos Sete Grimórios, artefatos de magia ancestral que jurou nunca revelar a ninguém — até agora. Livre do papel que a aprisionava, ela declara guerra à própria terra natal que a usou e descartou, disposta a esmagar, um a um, cada pilar de poder que um dia a subjugou em nome da “obediência”.
“A Livid Lady’s Guide to Getting Even” mistura fantasia de ambientação europeia, vingança calculada a sangue-frio e a satisfação de acompanhar uma protagonista overpowered finalmente parar de se conter depois de anos escondendo o próprio potencial. Se você gosta de heroínas subestimadas que decidem, num único movimento, provar exatamente o contrário do que esperavam dela, essa é a leitura certa.